Colapso
Página baseada nos livros Colapso, de Jared Diamond, e A Vingança de Gaia, de James Lovelock, e em informações sobre a crise ecológica e social que está apenas iniciando – o colapso ambiental.
Série de GaiaNet nº 26
A Trajetória Poluidora da Humanidade nº 1
Apresento, a partir de hoje, esta nova Série de GaiaNet com cerca de 60 pequenos artigos extraídos dos capítulos III – O Meio Ambiente na Antiguidade, IV – O Meio Ambiente na Idade Média e V – Como Escapar da Catástrofe Ecológica do livro Terra -Um Planeta Inabitável? do alemão Hans Liebmann, de 1973.
Estamos fazendo que o nosso planeta acabe por se tornar artificialmente inabitável nas próximas décadas
A alteração do equilíbrio biológico do nosso meio ambiente e os tantos focos de perigo que nós próprios criamos através da poluição do nosso espaço vital, quer terrestre, aquático ou atmosférico – todos esses sinais de alarma e suas consequências para cada um de nós em particular são de tal forma graves que não podemos ficar à espera de medidas legais que possam salvar o nosso planeta. Já tão-somente o nosso instinto de conservação deveria ser suficiente para nos livrar dos terríveis acontecimentos que se anunciam.
No entanto, sabemos todos nós muito bem que isso não acontece e que, a passos de gigante, por nos afastarmos sempre mais da vida natural, estamos fazendo que o nosso planeta acabe por se tornar artificialmente inabitável nas próximas décadas.
Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável? – Da antiguidade até os nossos dias toda a trajetória poluidora da humanidade, 1973, Biblioteca do Exército, 1979, Capítulo III – O meio ambiente na Antiguidade, página 79; foto: Dreamstime.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 24
A dramática história dos índios norte-americanos – nº 9
Os holandeses ordenaram o massacre de duas aldeias inteiras enquanto os habitantes dormiam
Quando os holandeses chegaram à ilha de Manhattan, Peter Minuit comprou-a por sessenta florins em anzóis e contas de vidro, mas eles encorajaram os índios a permanecer e continuar trocando suas valiosas peles por tais bugigangas.
Em 1641, Willem Kieft cobrou tributos dos mahicans e enviou soldados à ilha Staten para punir os raritans por ofensas cometidas por colonos brancos, não por eles. Quando os índios revidaram, matando quatro holandeses, Kieft ordenou o massacre de duas aldeias inteiras enquanto os habitantes dormiam. Os holandeses passaram à baioneta homens, mulheres e crianças, cortaram seus corpos em pedaços e arrasaram as aldeias com fogo.
Por mais dois séculos, esses fatos se repetiram, enquanto os colonos europeus deslocavam=se para o interior, através de passagens entre os montes Alleghenies, e para os rios que corriam no rumo oeste, para o Grandes Águas (o Mississippi) e para o Grande Barrento (o Missouri).
Fonte: Dee Brown, Enterrem meu coração na curva do rio – A dramática história dos índios norte-americanos, 1970, Coleção L&PM Pocket, 2003; Capítulo I, página 22; foto: InfoEscola.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 21
1501 – O Brasil depois de Cabral – nº 41
O convívio não fez cessar a violência e a dramaticidade das relações entre índios e não-índios
As pressões exercidas pela frente de expansão sobre o território ocupado pelos Xokleng foi de tal ordem que, em vários episódios onde os índios assaltaram os brancos, evidencia-se claramente que a fome era a razão do ataque.
Assim sendo, compreende-se porque as técnicas de persuasão empregadas pelo novo e vigoroso Serviço de Proteção aos Índios, além da bravura do jovem Eduardo Hoerhan, convenceram a maioria dos Shokleng sobreviventes ao convívio pacífico. Convívio que entretanto não fez cessar a violência e a dramaticidade das relações entre índios e não-índios. E isto se depreende nitidamente do seguinte depoimento do pacificador:
” (…) se pudesse prever que iria vê-los morrer tão miseravelmente, os teria deixado na mata, onde ao menos morreriam mais felizes e defendendo-se de armas nas mãos contra os bugreiros que os assaltavam.”
Fonte: Silvio Coelho dos Santos, Educação e sociedades tribais, Editora Movimento, 1975, Capítulo I – Grupos tribais sobreviventes no sul do Brasil, página 22; foto: AgroSaber.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
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Série de GaiaNet nº 22
Colapsos nº 26 – O apocalipse da Idade do Bronze nº 5
Um estudo da Universidade Cornell (EUA) mostrou que todo o século anterior ao colapso do Mediterrâneo Oriental foi marcado por secas
Os palácios luxuosos foram incendiados ou abandonados, a população grega pode ter caído pela metade e até a arte da escrita foi completamente esquecida. Mas os Povos do Mar (quem quer que fossem eles) não podem ser responsabilizados sozinhos por tanta desgraça.
Tudo indica que, para que eles conseguissem causar tanto estrago, foi preciso que boa parte do Mediterrâneo Oriental já tivesse sido desestabilizada por outros fatores, e o principal parece ter sido o clima. Num estudo publicado em 2023 no periódico especializado Nature, uma equipe liderada por Stuart Manning, da Universidade Cornell (EUA), mostrou que todo o século anterior ao colapso foi marcado por condições cada vez mais secas na esfera de influência dos hititas, por exemplo. Situações parecidas podem ter afetado as ilhas do mar Egeu, a Grécia e talvez a Itália.
Por fim, pouco depois de 1200 a.C., três anos consecutivos de seca totalmente fora do comum chegaram, coincidindo, ao que parece, com o abandono de Hattusa, a capital hitita.
Fonte: Super Interessante, edição 466, agosto de 2024, O apocalipse da Idade do Bronze, páginas 35 e 36; foto: Escola Kids – UOL.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 24
A dramática história dos índios norte-americanos – nº 8
O poder de fogo dos colonos praticamente exterminou os wampanoags e narragansetts
Na época em que Massasoit, grande chefe dos wampanoags, morreu, em 1602, seu povo estava sendo expulso para as florestas. Seu filho Metacom previu que os índios chegariam ao fim, se não se unissem para resistir aos invasores. Embora os habitantes da Nova Inglaterra tentassem agradar Metacom, coroando-o rei Philip de Pokanoket, ele dedicou a maior parte de seu tempo à formação de alianças com os narradansetts e outras tribos da região.
Em 1675, depois de uma série de ações arrogantes por parte dos colonos, o rei Philip [Metacom] levou sua confederação índia a uma guerra destinada a salvar as tribos da extinção. Os índios atacaram 52 acampamentos, destruíram completamente doze, mas, depois de meses de luta, o poder de fogo dos colonos praticamente exterminou os wampanoags e narragansetts.
O rei Philip foi morto e sua cabeça exibida publicamente em Plymouth por vinte anos. Juntamente com outras mulheres e crianças índias capturadas, sua mulher e seu filho foram vendidos como escravos nas Índias Ocidentais.
Fonte: Dee Brown, Enterrem meu coração na curva do rio – A dramática história dos índios norte-americanos, 1970, Coleção L&PM Pocket, 2003; Capítulo I, páginas 21 e 22; foto: eCycle.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 21
1501 – O Brasil depois de Cabral – nº 40
A ordem era de afugentar os índios para lugar onde não mais pudessem incomodar os brancos
Um terceiro grupo [indígena], entretanto, continuou perambulando nas florestas do sul do estado de Santa Catarina. Descendentes desse grupo, segundo tudo indica, ainda vagam nas escassas pontas de floresta que cobrem a serra do Taboleiro.
A resistência indígena foi enfrentada pelos governos locais e pelas companhias interessadas nos negócios de colonização, com a organização e estipêndio de grupos de bugreiros. A ordem era de afugentar os índios para lugar onde não mais pudessem incomodar os brancos. Mas, segundo o objetivo depoimento de um bugreiro, “o negócio era afugentar pela boca da arma”.
As pressões exercidas pela frente de expansão sobre o território ocupado pelos Xokleng foi de tal ordem que, em vários episódios onde os índios assaltaram os brancos, evidencia-se claramente que a fome era a razão do ataque.
Fonte: Silvio Coelho dos Santos, Educação e sociedades tribais, Editora Movimento, 1975, Capítulo I – Grupos tribais sobreviventes no sul do Brasil, páginas 21 e 22; foto: Café História.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
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Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 50
Entre 2022 e 2023 mais de 6 mil escolas sofreram ataques e mais de 10 mil estudantes e professores foram feridos.
Há mais de 120 conflitos armados acontecendo no mundo todo. Muitos nem aparecem nos jornais. Mas em cada um deles há muitas crianças que são obrigadas a viver em meio à violência extrema. (…)
Em zonas de guerras, muitas salas de aula são atingidas por balas e bombardeios, enquanto outras transformam-se em abrigos temporários. Até o caminho torna-se perigoso, e milhões de crianças precisam atravessar campos minados e regiões afetadas por ataques constantes para chegar à sala de aula.
Apenas entre 2022 e 2023, mais de 6 mil escolas sofreram ataques e mais de 10 mil estudantes e professores foram feridos. Em regiões como Gaza, Ucrânia e República Democrática do Congo, centenas de escolas foram ameaçadas ou atingidas por tiros e bombardeios.
Fonte: Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), fevereiro de 2025; foto: Andes – SN
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 22
Colapsos nº 25 – O apocalipse da Idade do Bronze nº 4
Uma onda de destruição se abateu também na Grécia continental
No litoral dos atuais Síria, Líbano, Israel e Palestina, muitas cidades-estado antigas e poderosas viraram fumaça, entre as quais Ugarit, a grande senhora do comércio do Mediterrâneo Oriental na época.
Por fim, uma onda de destruição se abateu também na Grécia continental. Nessa época, no lugar dos políticos e filósofos que fariam a fama da civilização grega bem mais tarde [após 5 séculos], a região era ocupada por vários pequenos reinos que pareciam “Egitos” em miniatura, na chamada civilização micênica. Os micênicos eram governados por reis extremamente poderosos, cercados de luxo, defendidos por guerreiros que lutavam em carros de guerra (ou bigas, como diriam os romanos). (…)
Quando a poeira do colapso baixou, tudo isso tinha deixado de existir. Os palácios luxuosos foram incendiados ou abandonados, a população grega pode ter caído pela metade e até a arte da escrita foi completamente esquecida.
Fonte: Super Interessante, edição 466, agosto de 2024, O apocalipse da Idade do Bronze, página 35; foto: cidade de Micenas; fonte: Apaixonados por História.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 24
A dramática história dos índios norte-americanos – nº 7
A primeira transferência documentada de terra índia a colonos ingleses
Em Massachusetts, a história começou de modo algo diverso, mas acabou da mesma forma que na Virginia. Depois de os ingleses desembarcarem em Plymouth (1620), a maioria deles teria morrido de fome, não fosse a ajuda que receberam dos nativos amistosos do Novo Mundo. (…)
Por vários anos, esses ingleses e seus vizinhos índios viveram em paz, mas muitas outras levas de homens brancos continuaram a chegar. O barulho dos machados e o estrondo das árvores que caíam ecoavam pelas costas da terra que os homens brancos agora chamavam de Nova Inglaterra. As colônias começaram a se disseminar por toda parte.
Em 1625, alguns dos colonos pediram a Samoset [indígena designado missionário pelos ingleses] mais doze mil acres de terra dos pemaquids. Samoset sabia que a terra vinha do Grande Espírito, era infinita como o céu e não pertencia a homem algum. Para agradar os estrangeiros e seus costumes estranhos, ele participou de uma cerimônia em que cedeu a terra e colocou sua marca num papel. Era a primeira transferência documentada de terra índia a colonos ingleses.
Fonte: Dee Brown, Enterrem meu coração na curva do rio – A dramática história dos índios norte-americanos, 1970, Coleção L&PM Pocket, 2003; Capítulo I, página 21; foto: Dreamstime.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 21
1501 – O Brasil depois de Cabral – nº 39
A história do contato entre os Xokleng e componentes da sociedade nacional foi dramática
Os Xokleng estão localizados em Santa Catarina (…) Em Ibirama vivem 270 indivíduos. No núcleo de São João dos Pobres, há 4 sobreviventes Xokleng. Seus descendentes, mestiços, não se identificam como indígenas.
A história do contato entre os Xokleng e componentes da sociedade nacional foi particularmente dramática. A tribo tradicionalmente mantinha suas atividades de subsistência com base nas atividades de caça e coleta. Divididos em grupos de 50 a 200 pessoas, os Xokleng dominavam toda a área de floresta que encobre a área localizada entre o litoral e a encosta do planalto, desde as proximidades de Porto Alegre (RS) até Paranaguá (PR). Esta área somente começou a ser sistematicamente desbravada a partir do momento em que se iniciou a colonização no sul do País, em 1824.
Como o território ocupado pelos Xokleng, à época da colonização, já estava cercada por propriedades civilizadas, os indígenas não tinham para onde fugir. A resistência que opuseram à penetração dos brancos foi contínua e, somente depois da criação do SPI [Serviço de Proteção aos Índios, em 1910], foi possível o contato pacífico com alguns grupos. Assim, Eduardo Hoerhan, em 1914, contatou com um grupo no Alto Vale do Itajaí. Paralelamente, em 1920, João Gomes Pereira travou relações amistosas com o grupo de São João dos Pobres. Um terceiro grupo, entretanto, continuou perambulando nas florestas do sul do estado de Santa Catarina. Descendentes desse grupo, segundo tudo indica, ainda vagam nas escassas pontas de floresta que cobrem a serra do Taboleiro.
Fonte: Silvio Coelho dos Santos, Educação e sociedades tribais, Editora Movimento, 1975, Capítulo I – Grupos tribais sobreviventes no sul do Brasil, página 21; foto: Instituto Socioambiental.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
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Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 49
Cerca de metade das mortes de crianças menores de 5 anos de idade está relacionada à desnutrição
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de metade das mortes de crianças menores de 5 anos de idade está relacionada à desnutrição, uma doença grave causada pela falta de nutrientes essenciais para a vida saudável.
Estamos diante de uma crise absolutamente assustadora. Só no Sudão, estima-se que quase 5 milhões de crianças e mulheres grávidas ou amamentando estejam com desnutrição grave.
Fonte: Médicos Sem fronteiras, novembro de 2024.
Na República Centro-Africana (RCA), as mulheres são 138 vezes mais propensas a morrer de complicações de gravidez e do parto do que na União Europeia, enquanto uma criança no país tem 25 vezes mais chance de morrer antes do seu primeiro aniversário do que se tivesse nascido na Europa.
Fonte: Médicos Sem Fronteiras, janeiro de 2025.
Foto: Sete Margens.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 22
Colapso nº 24 – O apocalipse da Idade do Bronze nº 3
O Egito nunca mais voltou a ser a potência internacional que havia sido na Idade do Bronze
As inscrições egípcias indicam, com segurança, que os Povos do Mar vinham de regiões periféricas dos grandes impérios da Idade do Bronze, e parecem ter operado como uma mescla de piratas e refugiados armados. Atacavam, pilhavam e incendiavam cidades costeiras (…)
No caso do Egito, deu ruim para os Povos do Mar, conforme Ramsés III conta em seus monumentos. O esforço de guerra, porém, drenou tanto os recursos egípcios, além de arrancar outras regiões da esfera de influência dos faraós, que o reino do Nilo nunca mais voltou a ser a potência internacional que havia sido na Idade do Bronze.
E os egípcios até que saíram no lucro. As invasões “bárbaras” parecem ter sido, por exemplo, um fator importante para o completo desaparecimento do Império Hitita, que tinha unificado quase todo o território da atual Turquia sob seu comando nos séculos anteriores. No litoral dos atuais Síria, Líbano, Israel e Palestina, muitas cidades-estado antigas e poderosas viraram fumaça, entre as quais Ugarit, a grande senhora do comércio do Mediterrâneo Oriental na época.
Fonte: Super Interessante, edição 466, agosto de 2024, O apocalipse da Idade do Bronze, página 35; foto: Escola Kids – UOL.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Área queimada no Brasil cresce 79% em 2024
Território devastado pelo fogo no ano passado é maior que o da Itália; Amazônia foi o bioma mais atingido
A área devastada por queimadas no Brasil cresceu 79% em 2024 com relação a 2023, segundo dados do Monitor do Fogo, do MapBiomas. Foram queimados 30.867.676 hectares no ano passado –uma área maior que todo o território da Itália. Desses mais de 30 milhões de hectares, 73% foram de vegetação nativa, sendo 25% em formações florestais. Os fogos em áreas de pastagens somaram 21,9% do total de 2024.
“Chama a atenção a área afetada por incêndios florestais em 2024. Normalmente, na Amazônia, a classe de uso da terra mais afetada pelo fogo tem sido historicamente as pastagens. Em 2024, foi a 1ª vez desde que começamos a monitorar a área queimada que essa lógica se inverteu. A floresta úmida passou a representar a maioria absoluta da área queimada, sem dúvida um fato preocupante visto que uma vez queimada, aumenta a vulnerabilidade e a chance dessa floresta queimar novamente”, disse Ane Alencar, diretora de Ciências do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e coordenadora do MapBiomas.
A Amazônia foi o bioma com o maior número de área devastada pelo fogo: foram 17,9 milhões de hectares incendiados em 2024. É seguida por Cerrado (9,7 milhões), Pantanal (1,9 milhão), Mata Atlântica (1 milhão), Caatinga (330 mil) e Pampa (3.400). (…)
Fonte: Poder 360; foto: ANDI – Comunicação e Direitos.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Reedição pós posse e decretos antiecológicos de Donald Trump
Sínteses do livro A Vingança de Gaia de James Lovelock
1. O Estado da Terra – O que está em risco é a civilização
The revenge of Gaia, o livro do médico planetário James Lovelock, editado no Brasil com o título A Vingança de Gaia, oferece muito material para a compreensão de nosso planeta e de sua dinâmica e, portanto, importantes informações para nossas necessárias reflexões e ações ecológicas. Nesta breve síntese deste importante livro de James Lovelock, apresento algumas informações, advertências e conselhos do autor.
Capítulo 1 – O Estado da Terra
Neste capítulo inicial, James Lovelock apresenta Gaia, o sofrimento da ‘Terra viva’, e os riscos para a humanidade e para a civilização – uma possível ‘nova Idade Média’, ou pior.
Diz ele nas páginas 15 e 23: “O que torna diferente este livro é que eu falo como um médico planetário cujo paciente, a Terra viva, se queixa de febre. Vejo o declínio da saúde da Terra como a nossa preocupação mais importante, nossas próprias vidas dependendo de uma Terra sadia (…) As perspectivas são sombrias, e, ainda que consigamos reagir com sucesso, passaremos por tempos difíceis. (…) O que está em risco é a civilização”.
Matéria editada originalmente em 2009 nesta página e reeditada em dezembro de 2018 e agosto de 2022.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 25
Mensagem de 1973 à COP 30 – nº 3
A estrutura agrícola de hoje tem por objetivo maximizar sua produção
O segundo tipo [de estrutura paisagística] é representado pela “paisagem de produção agrícola”, que hoje tem por objetivo maximizar sua produção por meio de ampla mecanização das empresas de produção agrícola. A paisagem de civilização, devido à sua concentração humana, só pode suprir sua demanda alimentar quando está presente a de produção agrícola.
Embora, nesta, os danos causados à paisagem primitiva local não sejam tão elevados como os ocasionados pela da civilização, continuam a predominar, com vistas à economia da natureza, os sinais negativos. Desmatamentos, monoculturas, o perigo das erosões, a regulagem dos cursos de água, a drenagem e o emprego excessivo de fertilizantes caracterizam este tipo de paisagem.
Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável?, 1973, Biblioteca do Exército Editora, 1979, página 173; foto: Geo Agri.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 22
Colapso nº 23 – O apocalipse da Idade do Bronze nº 2
Os Povos do Mar parecem ter operado como uma mescla de piratas e refugiados armados
As semelhanças entre a Idade do Bronze tardia e o século 21 não podem ser desprezadas. Ambos são mundos fortemente conectados pelo comércio internacional, pela difusão de tecnologias e por relações diplomáticas e de competição entre civilizações. (…)
A globalização da Idade do Bronze não se esfacelou num único ano cabalístico. O processo foi mais gradual. (…) 1177 a.C. corresponde ao oitavo ano do reinado do faraó Ramsés III, devidamente registrado em monumentos construídos por ordem dele próprio. Foi quando o soberano egípcio enfrentou e derrotou duas vezes uma aliança de misteriosos invasores que, ao que tudo indica, já havia tocado o terror em outras áreas do Oriente Próximo algum tempo antes. Esse grupo de agressores costuma ser chamado coletivamente de “Povos do Mar”. (…)
As inscrições egípcias indicam, com segurança, que os Povos do Mar vinham de regiões periféricas dos grandes impérios da Idade do Bronze, e parecem ter operado como uma mescla de piratas e refugiados armados. Atacavam, pilhavam e incendiavam cidades costeiras, mas também levavam consigo suas mulheres, filhos, carroças e animais domésticos, provavelmente com a intenção de se fixar nas terras onde desembarcavam.
Fonte: Super Interessante, edição 466, agosto de 2024, O apocalipse da Idade do Bronze, página 35; foto: Aventuras na História.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 24
A dramática história dos índios norte-americanos – nº 5
Dez anos após Colombo ter pisado na praia de São Salvador os espanhóis já haviam trucidado centenas de milhares de pessoas e destruído tribos inteiras
Como era costume do povo ao receber estrangeiros, os tainos da ilha de São Salvador [ilha de Guanahani, atual Bahamas] presentearam generosamente Colombo e seus homens com dádivas e os trataram com honra. (…) Colombo raptou dez de seus amistosos anfitriões tainos e levou-os à Espanha, onde eles poderiam ser apresentados para se adaptarem aos costumes do homem branco. Um deles morreu logo depois de chegar, mas não antes de ser batizado cristão. Os espanhóis gostaram tanto de possibilitar ao primeiro índio a entrada ao céu que se apressaram em espalhar a boa nova pelas Índias Ocidentais.
Os tainos e outros povos arawak não relutaram em se converter aos costumes religiosos europeus, mas resistiram fortemente quando hordas de estrangeiros barbudos começaram a explorar suas ilhas em busca de ouro e pedras preciosas. Os espanhóis saquearam e queimaram aldeias, raptaram centenas de homens e crianças e os mandaram à Europa para serem vendidos como escravos. Porém a resistência dos arawak deu origem a que os invasores fizessem uso de armas de fogo e sabres, trucidando centenas de milhares de pessoas e destruindo tribos inteiras, em menos de uma década após Colombo ter pisado na praia de São Salvador, a 12 de outubro de 1492.
Fonte: Dee Brown, Enterrem meu coração na curva do rio – A dramática história dos índios norte-americanos, 1970, Coleção L&PM Pocket, 2003; Capítulo I, páginas 19 e 20; foto: Humanidades.com.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 21
1501 – O Brasil depois de Cabral nº 37
A frente de expansão portuguesa estimulava a expulsão dos campos dos contingentes indígenas
No ano de 1728 abriu-se uma picada ligando o morro dos Conventos, ao sul de Santa Catarina, com os campos de Lages e Curitiba. Esse caminho passou a permitir que tropas, formadas com o gado arrebanhado no Rio Grande, fossem levadas diretamente às feiras de São Paulo. E em função desse comércio, altamente estimulado pelo auge da exploração das minas, surgiu a vila de Lages, em 1771. As fazendas de criação foram se instalando, determinando a busca de novas pastagens.
A disputa se faz ao índio. Em 1838, conquistaram-se os campos de Guarapuava. Em 1848, dominam-se os campos de Palmas. (…) A motivação econômica dessa frente de expansão estimulava a expulsão dos campos dos contingentes indígenas, substituindo-os por cabeças de gado. Nesse objetivo, os componentes da frente de expansão se valeram da experiência que a metrópole portuguesa acumulou durante o rápido período em que se expandiu, dominando e exterminando centenas de povos tribais da África, Ásia e América.
Fonte: Silvio Coelho dos Santos, Educação e sociedades tribais, Editora Movimento, 1975, Capítulo I – Grupos tribais sobreviventes no sul do Brasil, página 18; foto: Viktor Walwell.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
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Colapsos – Série de GaiaNet nº 22
Colapso nº 22 – O apocalipse da Idade do Bronze
Essa realidade próspera e tranquila veio abaixo em pouco tempo e arrasou civilizações da Grécia à Síria, passando pelo Egito faraônico
Era o ano 1.177 a.C., e o mundo estava acabando. Ou, pelo menos, o mundo que havia sido construído durante séculos (ou até milênios) por reis, guerreiros e burocratas do Mediterrâneo.
Essa gente tinha se acostumado a uma espécie de globalização em pequena escala, graças à qual era possível navegar, comercializar objetos luxuosos e enviar cartas com propostas de casamento, ameaças ou simples saudações a pessoas do outro lado do mar [Mediterrâneo].
Era uma realidade próspera e relativamente tranquila. Mas veio abaixo em pouco tempo – e nunca se reergueu por completo. Trata-se do “apocalipse da Idade do Bronze” [3.3oo a.C. – 1.200 a.C.], um fenômeno histórico que arrasou civilizações da Grécia à Síria, passando pelo Egito faraônico, no século 12 a.C. – e até hoje não foi plenamente esclarecido.
Fonte: Super Interessante, edição 466, agosto de 2024, O apocalipse da Idade do Bronze, página 33; foto: Candeias Mix.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 24
A dramática história dos índios norte-americanos – nº 4
Colombo escreveu ao rei que o povo deveria “ser posto a trabalhar, plantar e fazer tudo que é necessário e adotar nossos costumes”
Tudo começou com Cristóvão Colombo, que deu ao povo o nome de índios. Os europeus, os homens brancos, falavam com dialetos diferentes, e alguns pronunciavam a palavra “indien”, ou “indianer”, ou “indian”. Peaux-rouges, ou “red skins” (peles vermelhas), veio depois. Como era costume do povo ao receber estrangeiros, os tainos da ilha de São Salvador [ilha de Guanahani, atual Bahamas] presentearam generosamente Colombo e seus homens com dádivas e os trataram com honra.
“Tão afáveis, tão pacíficos, são eles”, escreveu Colombo ao rei e à rainha da Espanha, “que juro a Vossas Majestades que não há no mundo uma nação melhor. Amam a seus próximos como a si mesmos, e sua conversação é sempre suave e gentil, e acompanhada de sorrisos; embora seja verdade que andam nus, suas maneiras são decentes e elogiáveis.”
Claro que tudo isso foi tomado como sinal de fraqueza, senão de barbárie, e Colombo, sendo um europeu bem-intencionado, convenceu-se de que o povo deveria “ser posto a trabalhar, plantar e fazer tudo que é necessário e adotar nossos costumes”. Nos quatro séculos seguintes (1492-1890), vários milhões de europeus e seus descendentes tentaram impor seus costumes ao povo do Novo Mundo.
Fonte: Dee Brown, Enterrem meu coração na curva do rio – A dramática história dos índios norte-americanos, 1970, Coleção L&PM Pocket, 2003; Capítulo I, páginas 19 e 20; foto: MeisterDrucke.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 46
Os desertos surgem do esgotamento lento do solo através de uma exploração crescente de seus recursos
Quando a erosão do solo alcança determinados níveis, a terra se torna estéril. Os efeitos dos desmatamentos podem ser detectados em todo o mundo, nas suas consequências mais devastadoras.
Sobre isso escrevem, por exemplo, Jacks e White: “Os desertos da China Setentrional, Pérsia, Mesopotâmia e da África do Norte contam, todos eles, a mesma história do esgotamento lento do solo através de uma exploração crescente de seus recursos, determinada por uma civilização que foi se expandindo. Ele foi explorado de tal forma que não lhe restou força alguma para se recuperar. Naturalmente, à exaustão do solo seguiu-se – um fato que hoje se pode constatar – a erosão. (…)”
Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável?, 1973, Biblioteca do Exército Editora, 1979, página 33; foto: Freepik.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Mensagem de 1973 à COP 30 – nº 1
A sobrevivência de uma humanidade sadia custa dinheiro, muito dinheiro
O problema principal da defesa ecológica é que, em se tratando do nosso meio ambiente, cada indivíduo deve se conscientizar de que tem de modificar, a esse respeito, seus conceitos e sua mentalidade. Quanto a isso, é preciso que se diga claramente que a sobrevivência de uma humanidade sadia custa dinheiro, muito dinheiro. Cada membro de uma sociedade que se baseia no bem-estar social deverá estar disposto, para que isso se concretize, a grandes sacrifícios.
Muitas das coisas que hoje deixamos de fazer, no sentido de uma estruturação do meio ambiente, não poderão ser recuperadas amanhã, pois terão de ser consideradas como irremediavelmente perdidas.
Pode-se afirmar, com certeza, que o dinheiro que “hoje” se colocar à disposição da preservação do meio ambiente será menor do que o montante que se exigirá dentro de poucos anos. Se não se levar em consideração as exigências atuais da defesa ecológica, a soma a ser despendida crescerá dia a dia.
Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável?, 1973, Biblioteca do Exército Editora, 1979, páginas 153 e 154; foto: Portal Gov.br.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 24
A dramática história dos índios norte-americanos – nº 3
Os que lerem este livro poderão aprender algo sobre sua própria relação com a terra, com um povo que era de conservacionistas verdadeiros
Este não é um livro alegre, mas a história tem um jeito de se introduzir no presente, e talvez os que o lerem tenham uma compreensão mais clara do que é um índio americano, sabendo o que ele foi. Poderão surpreender-se ao ouvir que palavras gentis e ponderadas saem da boca de índios estereotipados no mito americano como selvagens impiedosos. Poderão aprender algo sobre sua própria relação com a terra, com um povo que era de conservacionistas verdadeiros.
Os índios sabiam que a vida equivale à terra e seus recursos, que a América era um paraíso, e não podiam compreender por que os invasores do Leste estavam decididos a destruir tudo que era índio e a própria América.
E se os leitores deste livro alguma vez puderem ver a pobreza, a desesperança e a miséria de uma reserva índia moderna, acharão possível compreender realmente as razões disso.
Fonte: Dee Brown, Enterrem meu coração na curva do rio – A dramática história dos índios norte-americanos, 1970, Coleção L&PM Pocket, 2003; Introdução, página 17; foto: Toda Matéria.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Colapsos – Série de GaiaNet nº 22
Colapso nº 21 – O apocalipse segundo os Vikings
A Terra e o universo se incendiarão e todos os deuses morrerão, assim como a humanidade
É provável que entre todos os mitos do fim do mundo conhecidos nenhum seja tão violento e devastador quanto o dos vikings, povo que habitava a Escandinávia na Idade Média. Dele, ninguém escapa, nem Odin, o principal deus do panteão nórdico. Trata-se da lenda do Ragnarok, A Morte dos Deuses, narrada nos Eddas, conjunto de relatos míticos escritos por volta do século 13. (…)
O fim dos tempos começa com o Fimbulvetr, um inverno que durará três anos. Loki escapará da prisão e comandará um exército de monstros e criaturas malignas contra as tropas de Odin. (…) Por fim, não sobrará pedra sobre pedra. A Terra e o próprio universo se incendiarão e todos os deuses morrerão, assim como a humanidade.
Mas não é o fim. De algum modo, surgem um novo universo e uma nova Terra, que serão governados por uma nova geração de deuses. Um novo casal de humanos aparece e tudo recomeça.
Fonte: Super Interessante, Edição Especial, Apocalipse – O fim do mundo, Edição 291-A, maio de 2011; página 29, Outros apocalipses; foto: IstoÉ Curioso.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Colapsos – Série de GaiaNet nº 22
Colapso nº 20 – O apocalipse segundo o islamismo
A trombeta do anjo Israfil se tornará tão forte e assustadora que destruirá o universo, levando à morte todos os seres vivos
“Tudo quanto existe na terra perecerá. E só subsistirá o Rosto do teu Senhor, o Majestoso, o Honorabilíssimo”, diz a 55ª Surata, versículos 26 – 27, do Alcorão. É um anúncio do fim dos tempos para os mulçumanos.
Assim como no cristianismo, no islamismo também há a crença no dia do Juízo Final, quando Deus ressuscitará e julgará os mortos, mandando os justos para o céu e os pecadores que não se arrependerem para o inferno. Não há data para o evento.
Antes disso, haverá a batalha final entre o representante do mal, o “falso profeta” Dajjal, uma espécie de anticristo, e Mahdi, o Bem Guiado, algo como um messias islâmico. Este contará com a ajuda de Issa, o “filho de Mariam”, que ninguém mais é do que Jesus. (…)
O combate será anunciado pela trombeta do anjo Israfil. No princípio o som será melodioso, mas se intensificará e se tornará tão forte e assustador que destruirá o universo, levando à morte todos os seres vivos, reduzirá a pó todas as construções e fará as montanhas voarem pelo espaço, como flocos de algodão. As estrelas, o Sol e a Lua perderão sua luz e seu brilho e o céu se partirá. Por ordem de Deus, Israfil tocará a trombeta pela segunda vez. “E a trombeta será soada, e ei-los que sairão de seus sepulcros e se apressarão para o seu Senhor.”
Fonte: Super Interessante, Edição Especial, Apocalipse – O fim do mundo, Edição 291-A, maio de 2011; página 28, Outros apocalipses; foto: Jornal Opção.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 44
53,6% da humanidade não têm acesso a água limpa para beber
4,4 bilhões de pessoas, ou 53,6% da humanidade, não têm acesso a água limpa para beber. Essa é a constatação, alarmante, de um novo estudo publicado por cientistas suíços.
Eles analisaram dados de 135 países em desenvolvimento e descobriram que, em muitos casos, a água que essas populações consomem apresenta níveis inaceitáveis de coliformes fecais.
O número é muito maior que o calculado pela OMS – em 2020, ela estimou que 2 bilhões de pessoas não tinham acesso a água limpa. *
Super Interessante, edição 467, setembro de 2024, Bruno Garattoni, Supernovas, página 13; foto: Águas do Rio.
* Ver “Saúde do Planeta nº 37” de 2/4/24 onde a ONU nos alerta: “Agora, se mantivermos nosso padrão de consumo e de devastação do meio ambiente, o quadro irá se agravar muito rapidamente. Em 2025, dois terços da população do planeta (5,5 bilhões de pessoas) poderão ter dificuldade de acesso à água potável.”
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Colapsos – Série de GaiaNet nº 22
Colapso nº 19 – Apocalipse segundo o Judaísmo
Outros eventos assinalarão que esse tempo está próximo, como a derrota de todos os inimigos de Israel
Atualmente Israel está em luta contra a Palestina (Hamas), o Líbano (Hezbollah), a Síria, o Irã e o Iêmen (Hutis).
Entre os muitos profetas da Bíblia, um dos mais importantes é Daniel, que teria vivido no século 5 a.C.. O livro de Daniel, do Antigo Testamento, foi escrito três séculos depois por autor desconhecido. Mas traz relatos da vida dele e de suas profecias para o fim do mundo. Os sinais de que ele estará próximo incluem o aparecimento de “quatro bestas enormes”. (…) Elas precederiam o fim dos tempos.
No judaísmo, o relato desse apocalipse não é muito claro. Muitos acreditam, por analogia, que assim como Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo, sua criação durará 6 mil anos de atribulações, trabalho e sofrimento, e no sétimo milênio será inaugurada uma era de harmonia entre os homens e entre eles e Deus. Antes disso, chegará o Messias para preparar as pessoas para essa era.
Para alguns, outros eventos também assinalarão que esse tempo está próximo, como a derrota de todos os inimigos de Israel, a construção do terceiro Templo de Jerusalém e a ressurreição dos mortos. Para alguns judeus ortodoxos, há até uma data: 2240 do calendário cristão.
Fonte: Super Interessante, Edição Especial, Apocalipse – O fim do mundo, Edição 291-A, maio de 2011; página 27, Outros apocalipses; foto: iPED.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 43
O Brasil registrou 68.635 focos de queimadas em agosto
O Brasil registrou 68.635 focos de queimadas em agosto, de acordo com dados do “Programa Queimadas”, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
É o pior resultado para o mês desde 2010, quando 90.444 focos ativos foram detectados pelo satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Considerando os dados históricos coletados pelo Inpe desde 1998, os números do governo federal colocam o período como o quinto pior mês de agosto no total de focos de queimadas para o Brasil.
A taxa também mais que dobrou na comparação com o ano passado, quando o país teve 28.056 focos no mesmo período. A média de queimadas para o mês é de 46.529 focos. Já o mínimo de focos registrado pelo Inpe aconteceu em 2013, quando cerca de 21 mil foram contabilizados em todo o país. Ainda segundo o Inpe, mais de 80% desses focos ocorreram na Amazônia e no Cerrado.
Na Amazônia, a temporada de incêndios geralmente ocorre entre junho e outubro, mas fazendeiros, garimpeiros e grileiros derrubam a floresta e se preparam para queimá-la durante todo o ano. E de acordo com o Programa Queimadas, o bioma registrou 65.667 focos de fogo desde janeiro até agora (1º setembro). O número representa um aumento de 104% quando comparado com o mesmo período do ano passado, quando 32.145 focos foram contados pelo instituto. (…)
Fonte: G1; Foto: Blog Nossa Voz.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Séries de GaiaNet nº 23
Biodiversidade nº 17
Brasil tem mais gado que gente
“O Brasil tem 240 milhões de cabeças de gado.”
Fonte: Globo News, Prejuízo na Agropecuária [dos incêndios florestais], 7 de maio de 2024; foto: Animal Business Brasil.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Colapsos – Série de GaiaNet nº 22
Colapso nº 18 – Mazdaísmo
As montanhas derreterão pelo fogo e o mundo será coberto por um oceano de lava e metal incandescente
O fim dessa longa guerra está descrito no Zend Avesta, livro escrito por Zoroastro no século 5 a.C., no qual proclama a nova religião. Num futuro não determinado, Ahura Mazda enviará à Terra seu último profeta, Saoshyans, para realizar o julgamento final dos seres humanos. Para isso, todos serão ressuscitados. As montanhas então derreterão pelo fogo e o mundo será coberto por um oceano de lava e metal incandescente.
Como prova final, os vivos e os mortos ressuscitados terão que atravessá-lo descalços. Apenas os justos conseguirão transpor o oceano de fogo sem se queimar. Os pecadores arderão nas chamas para serem purificados. Arimã será destruído e o mundo ressurgirá das cinzas, agora sem o mal para sempre.
Fonte: Super Interessante, Edição Especial, Apocalipse – O fim do mundo, Edição 291-A, maio de 2011; página 26, Outros apocalipses; foto: Olhar Digital.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
A desertificação e a seca ameaçam vidas e meios de subsistência em todo o planeta
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 42
Dia da Sobrecarga da Terra, indicador calculado desde 1971, mostra que em 2023 usamos 75% mais recursos do que o planeta pode suportar
Hoje, o aquecimento global e outros problemas ambientais são temas dominantes – e urgentes. Todo ano, a ong americana Global Footprint Network calcula o chamado Dia da Sobrecarga da Terra, a data em que ultrapassamos a capacidade do planeta de reequilibrar seus sistemas ecológicos e regenerar recursos naturais.
Esse indicador é calculado desde 1971; naquele ano, a humanidade atravessou o limite em dezembro. Já em 2023, isso aconteceu no dia 2 de agosto. Isso significa que, no ano passado, usamos 75% mais recursos do que o planeta pode suportar.
Fonte: Super Interessante, edição 459, janeiro de 2024, O fim da superpopulação, página 22; foto: A Terra é Redonda.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Séries de GaiaNet nº 23
Biodiversidade nº 16
Refugiados políticos e refugiados do clima no Planeta
“Existem 100 milhões de refugiados no mundo”.
Fonte: COI, Abertura dos jogos Olímpicos de Paris; foto: Conexão UFRJ.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Colapsos – Série de GaiaNet nº 22
Colapso nº 17 – Apocalipse Hindu
A Terra será incinerada e destruída, mas ressurgirá das cinzas
Na cosmologia hindu, cada dia na vida de Brahma equivale a 4 bilhões de anos dos seres humanos. Apesar da enormidade desse tempo, que equivale quase à idade da Terra, que é de 4,5 bilhões de anos, ele representa apenas um ciclo na história do universo, conhecida como kalpa. Esse, por sua vez, é dividido em períodos menores, de 4 milhões de anos, chamados mahayugas. De acordo com os Puranas, um dos livros sagrados do hinduísmo, no fim de cada um dos mahayugas, a humanidade cairá no caos e na degradação moral. Haveria um tempo de perversidade, inveja e conflito.
Sempre que isso ocorre, Vishnu, que mantém a ordem no universo, se manifesta como um avatar que é enviado à Terra. O próximo será Kalki, descrito como “um jovem magnífico cavalgando num grande cavalo branco com uma espada semelhante a um meteoro fazendo chover morte e destruição por todos os lados”. A Terra será incinerada e destruída, mas ressurgirá das cinzas. A vinda de Vishnu “restabelecerá a justiça na Terra, e a volta de uma era de pureza e inocência”, segundo os livros sagrados. O último avatar foi Buda, que veio ao mundo cerca de 4 séculos antes de Cristo. Kalki, portanto, deve demorar algum tempo para aparecer.
Fonte: Super Interessante, Edição Especial, Apocalipse – O fim do mundo, Edição 291-A, maio de 2011; página 15, Começo e recomeço; foto: Segredos do Mundo.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.