Aquecimento global
Nesta página apresento informações sobre aquecimento global e suas mudanças ambientais, sanitárias e sociais.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 60
No verão, a chuva de um mês poderá cair em três dias
A produção das usinas hidrelétricas também sofre com o aumento da temperatura, que reduz a vazão dos rios. Em megacidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, ondas de calor que beiram os 50°C serão mais longas, intensas e constantes. De acordo com projeções, podem ocupar metade do verão. E quando chover, será tudo de uma vez.
“A chuva de um mês poderá cair em três dias, aí vamos ver alagamentos, enchentes, deslizamentos de terra. Pessoas que morrem soterradas. Depois virão períodos secos e muito quentes. Um clima mais extremo”, diz José Marengo, coordenador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE.
Fonte: Galileu, Edição 329, dezembro de 2018, O país do futuro, Como vamos viver, página 33; Foto: ND Mais
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Dia Internacional das Florestas
Série de GaiaNet nº 28 – A Reforma da Terra nº 2
‘Terraformar a Terra’ significa consertar o que desequilibramos, tentando restaurar a atmosfera e o clima para um estado mais habitável
Após a segunda guerra mundial, ocorrida na Europa nos anos 1940, iniciou-se no mundo uma grande mudança, uma nova era de inovações científicas e tecnológicas – o ‘Pós Guerra’. O canadense Marshall McLuhan, vivenciando e analisando este processo, especialmente a ação da televisão, teorizou sobre a Era da Informação e o processo de Globalização Social, introduzindo o termo Aldeia Global. Hoje, com o jornal escrito, o livro, o rádio, a televisão, a Internet, as redes sociais e a Inteligência Artificial, a era da informação e a aldeia global intensificaram-se e consolidaram-se.
Marshall McLuhan usou pela primeira vez o termo Aldeia global em 1962 em seu livro A Galáxia de Gutemberg, e aprofundou em 1964 em seu livro Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem. Neste livro, ele aprofundou a teoria, explorando como os meios eletrônicos estariam reconfigurando a sociedade. “Marshall McLuhan nos advertiu, porém, que esse processo de ‘retribalização’ forçada colocaria um estresse excessivo sobre os indivíduos e suas identidades tradicionais, tornando a aldeia global um lugar potencialmente marcado por violência e conflitos. Haveria participação coletiva mas, paradoxalmente, grandes tensões sociais.”
No passado Freud já nos falava sobre violência e conflitos humanos. Em 1933, respondendo à pergunta de Einstein – Por que a guerra? -, Freud nos disse que: “É, pois, um princípio geral que os conflitos de interesses entre os homens são resolvidos pelo uso da violência. É isto o que se passa em todo o reino animal, do qual o homem não tem motivo por que se excluir. No caso do homem sem dúvida ocorrem também conflitos de opinião que podem chegar a atingir as mais raras nuanças da abstração.”
Neste pequeno e importante livro de Einstein e Freud, Por que a Guerra?, Freud nos fala sobre a guerra e o processo de civilização. Diz ele: “Dentre as características psicológicas da civilização, duas aparecem como as mais importantes: o fortalecimento do intelecto, que está começando a governar a vida instintual, e a internalização dos impulsos agressivos com todas as suas consequências e perigos. Ora, a guerra se constitui na mais óbvia oposição à atividade psíquica que nos foi incutida pelo processo de civilização”. Segundo Freud, “se o desejo de aderir à guerra é um efeito do instinto destrutivo, a recomendação mais evidente será contrapor-lhe o seu antagonista, Eros. Tudo o que favorece o estreitamento dos vínculos emocionais entre os homens deve atuar contra a guerra. A situação ideal, naturalmente, seria a comunidade humana que tivesse subordinado sua vida instintual ao domínio da razão. Nada mais poderia unir os homens de forma tão completa e firme, ainda que entre eles não houvesse vínculos emocionais”.
De volta ao século XXI, quando imaginávamos que predominaria a paz e o equilíbrio climático e ambiental, deparamo-nos com modernos neo primitivos guerreiros, capitalistas e imperialistas governando países da América do Norte e do Oriente Médio, como Donald Trump e Benjamin Netanyahu, e destruindo à força das armas cidades e regiões do planeta. Infelizmente, podemos dizer, e dizemos com segurança: ‘nós estamos vendo e vivendo um desastre; nossos filhos verão e viverão uma catástrofe‘. Como nós, os naturalistas e ecologistas, perdemos a ‘primeira chance’ de controlar preventivamente o clima do planeta e salvar a civilização, o caos ecológico e ambiental certamente será nossa realidade nos próximos séculos; a não ser que aproveitemos nossa segunda chance: a Reforma da Terra e dos Terráqueos.
Teríamos muito a dizer sobre este processo, e diremos futuramente nesta página e nesta Série de GaiaNet. Por enquanto, conviria pensarmos em mudanças humanas e ambientais, científicas e tecnológicas como, por exemplo, em cidades porosas, energia limpa, reflorestamentos, recuperação de rios e dos mares, fim das queimadas e, especialmente, no emprego na Terra da técnica da Terraformação. Deixemos, portanto, nossa Inteligência Artificial nos falar, ou melhor, escrever sobre esta e outras técnicas: “Um exemplo claro seria tentar reverter o aquecimento global através de técnicas em larga escala, como a fertilização dos oceanos com ferro para estimular o crescimento de algas (que absorvem CO₂) ou a injeção de aerossóis na estratosfera para refletir a luz solar (gerenciamento de radiação solar). Na prática, ‘terraformar a Terra‘ significa consertar o que desequilibramos, tentando restaurar a atmosfera e o clima para um estado mais habitável (o de antes da revolução industrial).”
Nesta página ou em outras de GaiaNet, nesta ou em outras Séries de GaiaNet, o editor, os colaboradores e os leitores de GaiaNet continuarão sua luta pelo planeta e pela civilização e trabalharão pela sobrevivência saudável de Gaia.
Texto: Rui Iwersen, Sigmund Freud, Albert Einstein, Marshall McLuhan e a IA DeepSeeq; Foto: Sustentável
Edição: Rui Iwersen
Dia da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas
Série de GaiaNet nº 28 – A Reforma da Terra nº 1
Reforma da Terra – a reversão das mudanças climáticas e ambientais, e a recuperação das condições ideais para a vida no Planeta
Dee Brown, em seu livro Enterrem meu coração na curva do rio – A dramática história dos índios norte-americanos, escrito em 1970, descreve as primeiras mudanças climáticas e ambientais das Américas produzidas pelos colonos vindos da Europa com sua mentalidade feudal, antiecológica e guerreira, e denunciou “o papel do homem branco como o agente poluidor da natureza exuberante da região habitada pelos índios. Os brancos introduziram a fumaça dos trens, o uísque, as doenças infecciosas e acabaram com as florestas e a vida selvagem.” “Para os índios, parecia que os europeus odiavam tudo na natureza – as florestas vivas e seus pássaros e bichos, as extensões de grama, a água, o solo e o próprio ar.”
Entretanto, desde a Grécia antiga “Aristóteles (384-322 a.C.) já registrava observações sistemáticas sobre a história natural. Na Europa do século XVIII surgiam os primeiros ecologistas, como Alexander von Humboldt (1769-1859), considerado o ‘pai do ambientalismo‘ ou o primeiro ecologista, no sentido moderno, o biólogo alemão Ernest Haeckel (1834-1919), que cunhou o termo Ecologia em 1866, e o britânico Sir Arthur Tansley (1871-1955) que cunhou em 1935 o termo ecossistema, a base de toda a ecologia moderna.”
Nesta época, no Brasil, “muito antes de existir o termo ecologia ou movimentos ambientalistas, algumas figuras já demonstravam uma notável consciência sobre a necessidade de preservar os recursos naturais. José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), por exemplo, conhecido como o ‘Patriarca da Independência’, era um cientista formado na Europa, onde conviveu com Alexander von Humboldt (cientista citado acima), e trouxe uma visão inovadora e crítica sobre a exploração da natureza no Brasil. Já no início do século XIX, ele denunciava a destruição das matas com argumentos que parecem atuais. Sua famosa frase de 1828 é um alerta profético.”
José Bonifácio disse 200 anos atrás: “Nossas preciosas matas desaparecem, vítimas do fogo e do machado, da ignorância e do egoísmo. Sem vegetação, nosso belo Brasil ficará reduzido aos desertos da Líbia. Virá então o dia em que a ultrajada natureza se ache vingada de tantos crimes.”
Mas, apesar das advertências, intensificadas no século XX, especialmente desde a década de 1970, os preservacionistas, naturalistas e ecologistas, que lutaram para evitar o aquecimento global e as mudanças climáticas e ambientais, foram derrotados pela ganância e a ignorância capitalista. Resta agora a Homo sapiens, ecologista ou não, conservacionista, agropecuarista ou guerreiro, uma segunda chance: usando a técnica da Terraformação (criada para reproduzir em outros corpos celestes as condições climáticas e existenciais da Terra), reformar a Terra e os terráqueos, reconstruir em nosso planeta as condições ideais à vida, e salvar Gaia, como os gregos antigos chamavam o nosso Planeta – a Terra viva.
Texto: Rui Iwersen e IA DeepSeek; imagem: IA Gemini
Edição: Rui Iwersen
Série de GaiaNet nº 23
Biodiversidade nº 24
Micróbios pioram o aquecimento global
O aumento na temperatura do planeta está derretendo o Ártico – e isso, como aponta um estudo publicado pela Universidade da Califórnia, vem estimulando a proliferação de micróbios que produzem metano, gás que retém calor na atmosfera e agrava o problema.
Os cientistas analisaram o nível de metano atmosférico entre 2006 e 2023 (período em que ele aumentou), e encontraram uma relação direta entre o teor desse gás no Ártico e o aquecimento global.
Além do fenômeno apontado pelo estudo, atividades humanas como a agricultura e a pecuária também geram muito metano -cada bovino arrota 100 kg desse gás, que se forma durante a digestão, por ano. (BG)
Super Interessante, edição 483, janeiro 2026, página 15; foto: Janela para a Rússia.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 57
No Brasil, a maior parte dos gases de efeito estufa vem da troca de florestas por pastos ou lavouras
Enquanto a queima de carvão mineral – principalmente por China e Estados Unidos para produzir energia elétrica é a principal responsável pelo aquecimento global, por aqui com mais de 80% de energia renovável, a maior parte dos gases de efeito estufa (GEE) vem da troca de florestas por pastos ou lavouras.
Devido ao desmatamento, cada morador de Rondônia emitiu em 2016 uma média de 74 toneladas de CO, equivalente (o cálculo de CO, equivalente converte o potencial de aquecimento de todos os GEE). É 3,7 vezes mais do que um norte-americano, 2,5 vezes mais do que um australiano e 7,4 vezes mais do que um japonês. No Pará, a emissão foi o dobro da verificada no estado de São Paulo. Tudo pelas árvores cortadas ou incendiadas, que representam dois terços de todos os GEE liberados pelo país desde 1990.
Galileu, edição 329, dezembro 2018, O país do futuro, página 27; foto: Blog do Valdemir.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 56
O mundo tem 1,5 bilhão de bois e vacas arrotando metano
O mundo tem 1,5 bilhão de bois e vacas (218 milhões, conforme dados do IBGE, no Brasil). E esses animais arrotam metano, que piora o aquecimento global: esse gás permanece menos tempo na atmosfera do que o CO₂, mas, enquanto está lá, é capaz de reter [20 vezes] mais calor do que ele .
Super Interessante, edição 467, setembro 2024, Vacina [no gado] promete ajuda contra aquecimento global, página 11; foto: Brasilagro.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
A pecuária e as emissões de gases geradores de efeito estufa
A pecuária é responsável por 7.4% das emissões mundiais de gases geradores de efeito estufa. O desmatamento para a produção de soja (que vira ração) e pasto (para abrigar gado) reduz a capacidade das florestas de absorver carbono.
Além disso, o sistema digestivo dos bois não está exatamente preocupado com a crise climática: esses animais liberam metano (CH) no ambiente na forma de puns abundantes.
Super Interessante, edição 470, dezembro 2024, Hambúrguer de proveta, página 40; foto: Climainfo.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 55
Aquecimento global – a febre de Gaia, o planeta vivo doente
Dados confirmaram que 2024 foi o primeiro ano a ultrapassar a marca de 1,5 º C de aquecimento global em relação a níveis pré-industriais. (1)
Um estudo analisou 23 mil espécies de peixes e crustáceos de água doce – e descobriu que 24% correm risco de extinção. (2)
Fonte: Super Interessante, edição 472, fevereiro 2025, página 32; 1 – Organização Mundial de Meteorologia; 2 – International Union for Conservation of Nature (IUCN); foto: Pensamento verde.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Dia Nacional da Saúde
A crise climática é uma crise de saúde
(…) Até alguns anos atrás, a emergência climática era associada a suas consequências mais visíveis, como inundações e tempestades, que destroem infraestrutura, moradias e meios de subsistência. E esse tipo de situação tem sem dúvida aumentado, mas há também implicações menos óbvias, que afetam a saúde e a vida das pessoas. Hoje, já não temos mais dúvida de que a crise climática é uma crise de saúde.
Que consequências para a saúde são essas?
São muitas, mas posso destacar o calor extremo, que atinge populações de áreas urbanas, especialmente idosos; e mudanças no regime de chuvas e na temperatura, que facilitam a propagação de vetores de doenças, como mosquitos, que passam a viver onde antes não estavam presentes. Também são mais frequentes secas e inundações, que afetam a agricultura, gerando desnutrição, movimentos migratórios e até disputas por territórios, que podem desencadear conflitos armados. Adicionalmente, a necessidade de se adaptar a essas mudanças tem impacto sobre a saúde mental. (…)
Fonte: Médicos Sem Fronteiras, Revista Informação, junho 2025; Entrevista, Renata Reis, diretora-executiva do MSF Brasil, página 8; foto: InfoMoney.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Gelo polar deve seguir derretendo até 2300
Mesmo se a humanidade cortar drasticamente as suas emissões de CO2, em quantidade suficiente para alcançar o estado de “carbono negativo”(situação em que o carbono da atmosfera começa a diminuir), e fizer isso relativamente rápido, já a partir de 2050, o Círculo Polar Ártico deve continuar derretendo por muito tempo, pelo menos até o ano 2300.
Essa é a conclusão pouco animadora de uma simulação feita por cientistas da Coréia do Sul, que analisaram áreas cobertas por permafrost: regiões polares onde o gelo normalmente nunca derrete, mas devido às mudanças climáticas começou a fazer isso [derreter].
Segundo o estudo, os polos vão continuar descongelando porque o aquecimento global já tomou muito impulso – e também porque, ao derreter, o permafrost libera CO2 e metano, que retêm calor na atmosfera e realimentam o processo [e libera também micro-organismos, talvez nocivos à saúde humana ou de outros animais].
Fonte: Bruno Garattoni, Supernovas, Super Interessante, edição 473, março 2025, página 10; foto: Aventuras no Conhecimento.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
ONU alerta para o aumento do nível do mar com o aquecimento das águas do Pacífico Sul
Relatório das Nações Unidas afirma que, no Rio de Janeiro, o Atlântico pode avançar mais de 20 cm até 2050.
A Organização das Nações Unidas divulgou um alerta mundial com uma previsão sombria: o nível do mar deve subir de forma dramática nas próximas décadas, em consequência do aquecimento global.
O problema é mais urgente no sul do Oceano Pacífico. Lá, o nível do mar subiu 15 cm nos últimos 30 anos. E é um risco à existência de nações inteiras. Os números são de um relatório da ONU, divulgado nesta terça-feira (27) no Fórum Anual das Ilhas do Pacífico, em Tonga – um país ameaçado. O secretário-Geral da ONU, António Guterres, saiu da formalidade para dizer:
“Esta é uma situação maluca. Não existe um barco salva-vidas para nos levar até um local seguro”.
O relatório mostra também que a temperatura da água no sul do Pacífico aumentou três vezes mais rápido do que a média global. Esse calor faz o volume da água se expandir – o oceano, aquecido, ocupa mais espaço e, consequentemente, o nível do mar sobe.
Um leão-marinho ilhado. Esta cena representa outra causa para o avanço dos oceanos: o derretimento do gelo na Antártida e na Groenlândia. Dados divulgados recentemente pela Nasa mostram que, entre 1985 e 2022, a Groenlândia perdeu 1 bilhão de toneladas de gelo. Em 2017, um bloco de gelo gigante se desprendeu da costa e quase colidiu com um pequeno vilarejo. O derretimento das geleiras e o aumento do nível do mar são uma ameaça não só para as ilhas, mas também para cidades costeiras em várias partes do mundo.
Outro relatório divulgado pela ONU afirma que, na cidade de Nova York, o mar pode subir 26 cm até 2050. Por isso, a prefeitura já começou a tomar medidas para evitar futuras inundações. Um gramado, por exemplo, tem uma função importante: drenar o excesso de água.
O relatório cita também o Brasil. Na cidade do Rio de Janeiro e no distrito de Atafona, no município de São João da Barra, o nível do mar aumentou 13 cm entre 1990 e 2020. Até 2050, pode subir mais 21 cm. Pode parecer pouca coisa, mas é o suficiente para colocar bairros e comunidades em risco.
Fonte: G1, Jornal Nacional; foto: Portal Ambiente Legal.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Nasa revela aumento ‘inesperado’ do nível do mar em 2024
A Nasa, a agência espacial norte-americana, revelou nesta quinta-feira (13) que o nível global do mar apresentou uma elevação superior à esperada no ano de 2024, principalmente devido ao aquecimento dos oceanos. De acordo com a análise conduzida pela agência, a taxa de elevação atingiu 0,59 centímetros, valor consideravelmente superior à projeção inicial de 0,43 centímetros anuais.
“Os dados que coletamos em 2024 demonstram um aumento além do que nossos modelos previram”, explicou Josh Willis, pesquisador especializado em níveis oceânicos do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência.
“Embora existam variações anuais, a tendência geral é inequívoca: os oceanos continuam subindo, e a velocidade desse processo está se intensificando progressivamente.” A pesquisa indica uma importante alteração no padrão de contribuição para a elevação do nível do mar. Tradicionalmente, cerca de dois terços desse aumento eram atribuídos à água proveniente do derretimento de geleiras e camadas de gelo terrestres, enquanto aproximadamente um terço resultava da expansão térmica da água oceânica. Em 2024, contudo, essa proporção inverteu-se, com dois terços da elevação sendo consequência direta da expansão térmica.
“O ano de 2024 registrou as temperaturas mais elevadas já documentadas, e os oceanos do planeta respondem diretamente a esse fenômeno, alcançando seus níveis mais altos em três décadas de monitoramento”, afirmou Nadya Vinogradova Shiffer, responsável pelos programas de oceanografia física e pelo Observatório Integrado do Sistema Terrestre na sede da Nasa em Washington.
Fonte: G1
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Ano mais quente da história, 2024 supera o limite de aquecimento de 1,5°C do Acordo de Paris
Para o diretor do observatório Copernicus, a humanidade não está preparada para o novo e ‘monumental’ desafio climático
O ano de 2024 foi o mais quente da história e o primeiro a romper a barreira de 1,5°C de aumento na temperatura média da Terra, estipulado como limite crítico pelo Acordo de Paris. Os dados mostram um aumento de 1,6°C na temperatura média global, que chegou a 15,10°C, e foram divulgados nesta sexta (10) pelo observatório europeu Copernicus.
O recorde que foi batido em todos os continentes superou o ano de 2023 que, desde que os registros começaram em 1850, tinha também sido o mais quente da história. O dia mais quente de 2024 foi 22 de julho, quando a temperatura média do planeta atingiu 17,16°C. O cenário está diretamente ligado ao aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera, consequência de atividades humanas tais como a queima de combustíveis fósseis.
De acordo com o estudo, a aumento da temperatura global no ano passado teve maior responsabilidade humana do que de fenômenos naturais, como o El Niño. Em 2024, o índice de aumento de dióxido de carbono foi o maior já visto. Os resultados do relatório alertam para a distância entre a realidade e as promessas de transição do uso de combustíveis fósseis como petróleo, gás e carvão que foram feitas durante a Conferência Climática da ONU em Dubai, em dezembro de 2023. Segundo o estudo, se seguir como está caminhando, o mundo deve chegar a um aquecimento de 2,7 °C até o fim do século. (…)
Fonte: Brasil de Fato; foto: O Globo.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Mundo registra um dia com temperatura média global 2°C acima da era pré-industrial
Dados do Copernicus (C3S) mostram que recorde foi batido na sexta (17/11): anomalia foi de 2,07°C. Meta do Acordo de Paris é reduzir emissões dos gases de efeito estufa para limitar o aquecimento global a 1,5°C.
Na sexta-feira 17 de novembro, o mundo bateu um marco considerado preocupante no cenário climático: pela 1ª vez, a média global de temperatura ultrapassou os 2°C de anomalia e atingiu exatos 2,07°C acima dos níveis pré-industriais (1850-1900). O valor provisório para o sábado (18) é 2,06°C.
Fonte: G1; foto: Portal iMulher
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 46
Os desertos surgem do esgotamento lento do solo através de uma exploração crescente de seus recursos
Quando a erosão do solo alcança determinados níveis, a terra se torna estéril. Os efeitos dos desmatamentos podem ser detectados em todo o mundo, nas suas consequências mais devastadoras.
Sobre isso escrevem, por exemplo, Jacks e White: “Os desertos da China Setentrional, Pérsia, Mesopotâmia e da África do Norte contam, todos eles, a mesma história do esgotamento lento do solo através de uma exploração crescente de seus recursos, determinada por uma civilização que foi se expandindo. Ele foi explorado de tal forma que não lhe restou força alguma para se recuperar. Naturalmente, à exaustão do solo seguiu-se – um fato que hoje se pode constatar – a erosão. (…)”
Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável?, 1973, Biblioteca do Exército Editora, 1979, página 33; foto: Freepik.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 45
Acredita-se em contaminação por mercúrio a morte de botos e tucuxis na região amazônica do Médio Solimões
As cenas foram de cortar o coração: ao menos 130 botos e tucuxis apareceram mortos em Tefé, na região amazônica do Médio Solimões. As causas ainda estão sendo investigadas, mas acredita-se em contaminação, possivelmente por mercúrio.
A temperatura da água dos rios, que atingiu mais de 40 graus, certamente também contribuiu para a tragédia. Os picos do termômetro provocaram a mais severa seca da história e alguns trechos do Rio Negro ficaram completamente secos. Para além do triste cenário revelado pela fauna – um barco com piscina abrigava os animais resgatados com vida -, há implicações para as populações ribeirinhas, de circulação restrita, sem acesso a escolas e a alimentos que chegam de barcos.
Fonte: Veja, Editora Abril, edição 2862, ano 56, número 40, 6 de outubro de 2023, Tragédia Amazônica, página 23; foto: Projeto Colabora.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 43
O Brasil registrou 68.635 focos de queimadas em agosto
O Brasil registrou 68.635 focos de queimadas em agosto, de acordo com dados do “Programa Queimadas”, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
É o pior resultado para o mês desde 2010, quando 90.444 focos ativos foram detectados pelo satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Considerando os dados históricos coletados pelo Inpe desde 1998, os números do governo federal colocam o período como o quinto pior mês de agosto no total de focos de queimadas para o Brasil.
A taxa também mais que dobrou na comparação com o ano passado, quando o país teve 28.056 focos no mesmo período. A média de queimadas para o mês é de 46.529 focos. Já o mínimo de focos registrado pelo Inpe aconteceu em 2013, quando cerca de 21 mil foram contabilizados em todo o país. Ainda segundo o Inpe, mais de 80% desses focos ocorreram na Amazônia e no Cerrado.
Na Amazônia, a temporada de incêndios geralmente ocorre entre junho e outubro, mas fazendeiros, garimpeiros e grileiros derrubam a floresta e se preparam para queimá-la durante todo o ano. E de acordo com o Programa Queimadas, o bioma registrou 65.667 focos de fogo desde janeiro até agora (1º setembro). O número representa um aumento de 104% quando comparado com o mesmo período do ano passado, quando 32.145 focos foram contados pelo instituto. (…)
Fonte: G1; Foto: Blog Nossa Voz.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
A desertificação e a seca ameaçam vidas e meios de subsistência em todo o planeta
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 42
Dia da Sobrecarga da Terra, indicador calculado desde 1971, mostra que em 2023 usamos 75% mais recursos do que o planeta pode suportar
Hoje, o aquecimento global e outros problemas ambientais são temas dominantes – e urgentes. Todo ano, a ong americana Global Footprint Network calcula o chamado Dia da Sobrecarga da Terra, a data em que ultrapassamos a capacidade do planeta de reequilibrar seus sistemas ecológicos e regenerar recursos naturais.
Esse indicador é calculado desde 1971; naquele ano, a humanidade atravessou o limite em dezembro. Já em 2023, isso aconteceu no dia 2 de agosto. Isso significa que, no ano passado, usamos 75% mais recursos do que o planeta pode suportar.
Fonte: Super Interessante, edição 459, janeiro de 2024, O fim da superpopulação, página 22; foto: A Terra é Redonda.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 41
Modelo teórico mostra a dinâmica do colapso ambiental
Os vínculos intrincados entre algas que vivem nos oceanos, produção de gás enxofre, química atmosférica, física das nuvens e clima vêm, aos poucos, sendo descobertos em dezenas de laboratórios ao redor do mundo. (…)
Quando executamos nosso modelo aumentando gradualmente a entrada de calor do Sol, ou mantendo o Sol constante mas aumentando a entrada de dióxido de carbono, como estamos fazendo agora no mundo real, o modelo mostrou um bom equilíbrio, com os ecossistemas oceânico e terrestre desempenhando seus papéis. Mas, quando a quantidade de dióxido de carbono se aproximou de 500 ppm, o equilíbrio começou a falhar, e ocorreu um súbito aumento de temperatura. A causa foi o colapso do ecossistema oceânico. Com o aquecimento do mundo, a expansão da superfície morna dos oceanos privou as algas de nutrientes, até que elas se extinguissem. Com a diminuição da área de oceano coberta por algas, seu efeito resfriador diminuiu e a temperatura disparou.
James Lovelock, A Vingança de Gaia, Editora Intrínseca, 2006, páginas 40 e 41; foto: Olhar Digital.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Biodiversidade – Série de GaiaNet nº 23
Biodiversidade nº 13
Efeito das mudanças climáticas sobre os animais silvestres
“50% das espécies animais brasileiras estão mudando de habitat.”
Fonte: Globo News, Cidades e Soluções, 2 de junho de 2024; foto: Uninter Notícias.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 38
Ondas de calor estão ficando mais lentas
Elas [as ondas de calor] ficam mais tempo sobre cada lugar, e isso – além de causar verões infernais – pode aumentar o risco de fenômenos climáticos extremos, como ciclones, tornados, secas e inundações.
Essa foi a conclusão de cientistas chineses, que analisaram registros históricos e constataram que a duração média das ondas de calor, em todo o mundo, aumentou de 8 dias (entre 1979 e 1984) para 12 dias (entre 2016 e 2020). Além disso, sua velocidade também caiu: hoje, as ondas de calor se deslocam 10% mais lentamente (andando em média 300 km por dia).
Segundo os pesquisadores, trata-se de um resultado direto das mudanças climáticas provocadas pela ação humana.
Fonte: Super Interessante, edição 462, abril de 2024, Supernovas, página 15; foto: Observatório do Clima.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Colapsos – Série de GaiaNet nº 22
Colapso nº 13 – Entrevista com Jared Diamond
A magnitude atual das mudanças climáticas ultrapassa muito qualquer variação natural verificada nos últimos milhões de anos
Nos últimos anos temos visto um aumento dos ciclos de calor em certas áreas e o declínio em outras. (…) Como você enxerga essa questão?
A essência da mudança climática é que, no final das contas, o mundo está ficando mais quente. Algumas áreas estão ficando mais frias, porém um número maior delas está mais quente. Ou seja: o mundo está ficando mais variável.
Os céticos dizerem que isto é apenas “um ciclo natural da Terra” é o mesmo que dizer que não deveríamos nos preocupar se 500 pessoas forem assassinadas todos os dias em São Paulo ou Los Angeles porque morrer é parte do ciclo natural da vida. A magnitude atual das mudanças climáticas ultrapassa muito qualquer variação natural verificada nos últimos milhões de anos.
Em uma escala de 0 a 10, qual a chance de entrarmos em colapso?
Eu diria que a chance é de 4,99 (o que é um risco grande) se tivermos políticas sérias [para conter os problemas atuais]. Agora, se não mudarmos nosso estilo de vida, a probabilidade é de 9,99 em 10.
Fonte: Super Interessante, Edição Especial, Apocalipse – O fim do mundo, Edição 291-A, maio de 2011, página 68; foto: Waves.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.























































2Comentários para Aquecimento global”
É de suma importância esse tipo de colocação cronológica, mostrando a clareza dos efeitos das tempestades que assolam nosso pais. Espero que as pessoas tomem consciência do que está acontecendo.
Muito bom ter estas notícias aqui! Eu pesquiso e logo acho! Um beijo, :*