A Reforma da Terra
Mostro nesta página que só resta aos humanos, ecologistas ou não, uma segunda chance: a reforma da Terra e dos terráqueos.
19 de abril de 2026
Série de GaiaNet nº 28
A Reforma da Terra nº 5
A resposta está na natureza
Idealizado em 2019, o Movimento Viva Água aposta nas Soluções Baseadas na Natureza, investindo na restauração de florestas, proteção de nascentes, recuperação de áreas degradadas e promoção de práticas agrícolas sustentáveis e do empreendedorismo socioambiental.
“Nosso foco é articular uma cooperação multissetorial para que a conservação se torne um ativo que impulsiona o desenvolvimento sustentável”, observa Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.
Fonte: Super Interessante, edição 483, janeiro de 2026, página 2; foto: Cursos CPT.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 31
O Terráqueo Reformável nº 2 – o Guerreiro
Para Benjamin Netanyahu “não há cessar-fogo no Líbano”
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira, 10, que “não há cessar-fogo no Líbano” e que as forças de seu país continuarão “atacando o Hezbollah com toda a força”, após uma nova rodada de bombardeios.
O chefe das Forças Armadas israelenses, Eyal Zamir, ecoou o premiê durante uma visita perto de Bint Jbeil, no sul libanês. “As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) estão em estado de guerra, não há cessar-fogo, continuamos lutando aqui neste setor, este é o nosso principal setor de combate.
Fonte: Veja; foto: Carta Capital
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 28
A Reforma da Terra nº 4
Programa Replantando Vida
O programa Replantando Vida mantém viveiros florestais na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de São Gonçalo, na ETE Alegria, no Reservatório Victor Konder, na Caixa Velha da Tijuca, no Complexo do Alemão e na Colônia Penal Agrícola de Magé. As unidades têm capacidade de produzir 2 milhões de mudas por ano de 254 espécies nativas da Mata Atlântica, das quais 40 estão ameaçadas de extinção.
No interior do Estado, dois novos viveiros beneficiarão a Bacia do Rio Paraíba do Sul: um na Penitenciária Luiz Fernandes Bandeira Duarte, em Resende, e outro no Presídio Diomedes Vinhosa Muniz, em Itaperuna. Serão, respectivamente, o segundo e o terceiro viveiros dentro de presídios, seguindo o modelo implantado em 2014 na Colônia Agrícola de Magé.
As equipes de reflorestamento do Replantando Vida atuam continuamente nas bacias dos Rios Guandu e Macacu, que, juntos, abastecem mais de 12 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Além de atender as frentes de plantio da Cedae, as mudas produzidas nos viveiros são utilizadas para apoiar iniciativas de instituições alinhadas com a restauração de ecossistemas.
Fonte: Cedae; foto: Max – Serviços ambientais.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 31
O Terráqueo Reformável nº 1 – o Guerreiro
Trump posta vídeo de ‘ataque maciço’
Fonte: Infomoney; foto: CBN Globo
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 29
A Terra Reformável nº 2
No verão, a chuva de um mês poderá cair em três dias
A produção das usinas hidrelétricas também sofre com o aumento da temperatura, que reduz a vazão dos rios. Em megacidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, ondas de calor que beiram os 50°C serão mais longas, intensas e constantes. De acordo com projeções, podem ocupar metade do verão. E quando chover, será tudo de uma vez.
“A chuva de um mês poderá cair em três dias, aí vamos ver alagamentos, enchentes, deslizamentos de terra. Pessoas que morrem soterradas. Depois virão períodos secos e muito quentes. Um clima mais extremo”, diz José Marengo, coordenador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE.
Fonte: Galileu, Edição 329, dezembro de 2018, O país do futuro, Como vamos viver, página 33; Foto: ND Mais
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 28
A Reforma da Terra nº 3
Sebastião Salgado deixa legado ambiental ao recuperar biodiversidade da Mata Atlântica
Com a morte de Sebastião Salgaado, de 81 anos, em 23 de maio de 2025 o Brasil não perde somente um dos maiores fotógrafos do país, mas uma figura importante para a preservação do meio ambiente e da Mata Atlântica.
Em 1998, ele e sua esposa Lélia Wanick tomaram a decisão de reflorestar a Fazenda Bulcão, em Aimorés, Minas Gerais, que já era propriedade da sua família há mais de uma geração. Com isso, houve a recuperação da biodiversidade local, aliada a um desenvolvimento rural sustentável às margens da Bacia do Rio Doce.
A iniciativa resultou no plantio de aproximadamente 2,7 milhões de árvores, restaurando em média de 600 hectares de floresta. A área, antes desértica, voltou a abrigar centenas de espécies de fauna e flora nativas, muitas delas ameaçadas de extinção e foi o ponta pé inicial para a criação do Instituto Terra, ONG fundada pelo casal.
Sebastião foi muito mais do que um dos maiores fotógrafos de nosso tempo. Ao lado de sua companheira de vida, Lélia Deluiz Wanick Salgado, semeou esperança onde havia devastação e fez florescer a ideia de que a restauração ambiental é também um gesto profundo de amor pela humanidade. Sua lente revelou o mundo e suas contradições; sua vida, o poder da ação transformadora“.
A área da Fazenda do Bulcão passou por um processo chamado de restauração ecossistêmica e adquiriu o status de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). O local, que antes tinha dificuldade até para crescer pastagem, transformou-se em mata fechada e um refúgio cheio de vida silvestre.
Entre as etapas desse trabalho descritas naquela época pelo fotógrafo, está o processo de produção de mudas que começa primeiro com a coleta de sementes. Nesta fase, estão envolvidos até mesmo especialistas em rapel. Depois, há uma seleção em laboratório e conservação em câmeras frias. O canteiro onde as mudas brotam é descrito como uma imensa fábrica de floresta. As mudas são cuidadas para se desenvolverem fortes e saudáveis. Há nove meses de trabalho para prepará-las para os mutirões de plantio durante a estação chuvosa.
“Cuidamos com muito carinho, porque é preciso ter certeza de que vão se desenvolver de maneira forte, saudável, recebendo tudo aquilo de que elas precisam”, disse a então diretora-executiva do Instituto Terra, Isabela Salton, na mesma entrevista ao JN.
Durante uma entrevista para o Globo Repórter também em 2021, Lélia Wanick destacou que a restauração da cobertura vegetal estava atraindo animais para as áreas reflorestadas pela ONG ambiental. “Quando chegam os felinos e os macacos, é porque toda a cadeia alimentar está pronta. Eles têm o que comer. Essa floresta é uma floresta jovem, mas ela está formada”, disse Lélia.
Junto com o reflorestamento da Mata Atlântica, Sebastião Salgado se preocupou em recuperar as nascentes do Rio Doce e fez isso por meio do projeto Olhos D’Água.
Em 2015, ele e Lélia conversaram com a equipe do Jornal Hoje para falar sobre o tema. Naquele ano, as nascentes do famoso rio mineiro haviam sido restauradas em sete municípios e a meta era conseguir recuperar todas as 370 mil.
Fonte: G1 Meio ambiente
Edição: Rui Iwersen, editor de GaiaNet
Dia Internacional das Florestas
Série de GaiaNet nº 28
A Reforma da Terra nº 2
‘Terraformar a Terra’ significa consertar o que desequilibramos, tentando restaurar a atmosfera e o clima para um estado mais habitável
Após a segunda guerra mundial, ocorrida na Europa nos anos 1940, iniciou-se no mundo uma grande mudança, uma nova era de inovações científicas e tecnológicas – o ‘Pós Guerra’. O canadense Marshall McLuhan, vivenciando e analisando este processo, especialmente a ação do rádio e da televisão, teorizou sobre a Era da Informação e o processo de Globalização Social, introduzindo o termo Aldeia Global. Hoje, com o jornal escrito, o livro, o rádio, a televisão, a Internet, as redes sociais e a Inteligência Artificial, a era da informação e a aldeia global intensificaram-se e consolidaram-se.
Marshall McLuhan usou pela primeira vez o termo Aldeia global em 1962 em seu livro A Galáxia de Gutemberg, e aprofundou em 1964 em seu livro Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem. Neste livro, ele aprofundou a teoria, explorando como os meios eletrônicos estariam reconfigurando a sociedade. “Marshall McLuhan nos advertiu, porém, que esse processo de ‘retribalização’ forçada colocaria um estresse excessivo sobre os indivíduos e suas identidades tradicionais, tornando a aldeia global um lugar potencialmente marcado por violência e conflitos. Haveria participação coletiva mas, paradoxalmente, grandes tensões sociais.”
No passado Freud já nos falava sobre violência e conflitos humanos. Em 1933, respondendo à pergunta de Einstein – Por que a guerra? -, Freud nos disse que: “É, pois, um princípio geral que os conflitos de interesses entre os homens são resolvidos pelo uso da violência. É isto o que se passa em todo o reino animal, do qual o homem não tem motivo por que se excluir. No caso do homem sem dúvida ocorrem também conflitos de opinião que podem chegar a atingir as mais raras nuanças da abstração.”
Neste pequeno e importante livro de Einstein e Freud, Por que a Guerra?, Freud nos fala sobre a guerra e o processo de civilização. Diz ele: “Dentre as características psicológicas da civilização, duas aparecem como as mais importantes: o fortalecimento do intelecto, que está começando a governar a vida instintual, e a internalização dos impulsos agressivos com todas as suas consequências e perigos. Ora, a guerra se constitui na mais óbvia oposição à atividade psíquica que nos foi incutida pelo processo de civilização”. Segundo Freud, “se o desejo de aderir à guerra é um efeito do instinto destrutivo, a recomendação mais evidente será contrapor-lhe o seu antagonista, Eros. Tudo o que favorece o estreitamento dos vínculos emocionais entre os homens deve atuar contra a guerra. A situação ideal, naturalmente, seria a comunidade humana que tivesse subordinado sua vida instintual ao domínio da razão. Nada mais poderia unir os homens de forma tão completa e firme, ainda que entre eles não houvesse vínculos emocionais”.
De volta ao século XXI, quando imaginávamos que predominaria a paz e o equilíbrio climático e ambiental, deparamo-nos com modernos neo primitivos guerreiros, capitalistas e imperialistas governando países da América do Norte e do Oriente Médio, como Donald Trump e Benjamin Netanyahu, e destruindo e poluindo à força das armas cidades e regiões do planeta. Infelizmente, podemos dizer, e dizemos com segurança: ‘nós estamos vendo e vivendo um desastre; nossos filhos verão e viverão uma catástrofe‘. Como nós, os naturalistas e ecologistas, perdemos a ‘primeira chance’, de controlar preventivamente o clima do planeta e salvar a civilização, o caos ecológico e ambiental certamente será nossa realidade nos próximos séculos; a não ser que aproveitemos nossa segunda chance: a Reforma da Terra e dos Terráqueos.
Teríamos muito a dizer sobre este processo, e diremos futuramente nesta página e nesta Série de GaiaNet. Por enquanto, conviria pensarmos em mudanças humanas e ambientais, científicas e tecnológicas como, por exemplo, em cidades porosas, energia limpa, reflorestamentos, recuperação de rios e dos mares, fim das queimadas, fim das guerras, transformação do Homem, uso adequado do cooperativismo, construção do socialismo e, especialmente, no emprego no planeta da técnica da Terraformação.
Deixemos, portanto, nossa Inteligência Artificial nos falar, ou melhor, escrever sobre esta e outras técnicas para regular o clima da Terra, salvar Gaia, a vida no planeta e a civilização humana: “Um exemplo claro seria tentar reverter o aquecimento global através de técnicas em larga escala, como a fertilização dos oceanos com ferro para estimular o crescimento de algas (que absorvem CO₂) ou a injeção de aerossóis na estratosfera para refletir a luz solar (gerenciamento de radiação solar). Na prática, ‘terraformar a Terra‘ significa consertar o que desequilibramos, tentando restaurar a atmosfera e o clima para um estado mais habitável (o de antes da revolução industrial).”
Nesta página ou em outras de GaiaNet, nesta ou em outras Séries de GaiaNet, o editor, os colaboradores e os leitores de GaiaNet continuarão sua luta pelo planeta e pela civilização e trabalharão pela sobrevivência saudável de Gaia.
Texto: Rui Iwersen, Sigmund Freud, Albert Einstein, Marshall McLuhan e a IA DeepSeeq; Foto: Sustentável
Edição: Rui Iwersen
Série de GaiaNet nº 29
A Terra Reformável nº 1
A Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS) está ficando maior
A Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS) é uma região que vai da África até a América do Sul, passando pelo Sudeste e pelo Centro-Oeste do Brasil, onde o campo magnético da Terra é mais fraco. Isso acontece porque esse campo (que funciona como um escudo, desviando prótons e elétrons vindos do Sol) não é uniforme: ele depende do movimento dos metais líquidos que preenchem o núcleo do planeta. A Amas existe há 10 milhões de anos. Mas agora, como mostra um novo estudo da European Space Agency, está ficando maior.
Ao longo do período analisado, os últimos 11 anos, a anomalia passou a cobrir mais 0,9% do planeta. Também se tornou mais anômala: no ponto mais fraco, seu campo magnético caiu para apenas 22 microtesla (menos da metade do normal, 50 microtesla). Em compensação, uma área na Sibéria, que tem o campo magnético mais intenso do planeta, ganhou força no mesmo período: lá o campo aumentou para 61,6 microtesla.
Fonte: Super Interessante, edição 482, dezembro de 2025, página 10; texto – Bruno Garattoni; foto: Meteored Brasil
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Dia da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas
Série de GaiaNet nº 28
A Reforma da Terra nº 1
Reforma da Terra – a reversão das mudanças climáticas e ambientais, e a recuperação das condições ideais para a vida no Planeta
Dee Brown, em seu livro Enterrem meu coração na curva do rio – A dramática história dos índios norte-americanos, escrito em 1970, descreve as primeiras mudanças climáticas e ambientais das Américas, produzidas pelos colonos vindos da Europa com sua mentalidade feudal, antiecológica e guerreira, e denunciou “o papel do homem branco como o agente poluidor da natureza exuberante da região habitada pelos índios. Os brancos introduziram a fumaça dos trens, o uísque, as doenças infecciosas e acabaram com as florestas e a vida selvagem.” “Para os índios, parecia que os europeus odiavam tudo na natureza – as florestas vivas e seus pássaros e bichos, as extensões de grama, a água, o solo e o próprio ar.”
Entretanto, há mais de dois mil anos, desde a Grécia antiga “Aristóteles (384-322 a.C.) já registrava observações sistemáticas sobre a história natural. Na Europa do século XVIII surgiam os primeiros ecologistas, como Alexander von Humboldt (1769-1859), considerado o ‘pai do ambientalismo‘ ou o primeiro ecologista, no sentido moderno, o biólogo alemão Ernest Haeckel (1834-1919), que cunhou o termo Ecologia em 1866, e o britânico Sir Arthur Tansley (1871-1955) que cunhou em 1935 o termo ecossistema, a base de toda a ecologia moderna.”
Nesta época, no Brasil, “muito antes de existir o termo ecologia ou movimentos ambientalistas, algumas figuras já demonstravam uma notável consciência sobre a necessidade de preservar os recursos naturais. José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), por exemplo, conhecido como o ‘Patriarca da Independência’, era um cientista formado na Europa, onde conviveu com Alexander von Humboldt (cientista citado acima), e trouxe uma visão inovadora e crítica sobre a exploração da natureza no Brasil. Já no início do século XIX, ele denunciava a destruição das matas com argumentos que parecem atuais. Sua famosa frase de 1828 é um alerta profético.”
José Bonifácio disse 200 anos atrás: “Nossas preciosas matas desaparecem, vítimas do fogo e do machado, da ignorância e do egoísmo. Sem vegetação, nosso belo Brasil ficará reduzido aos desertos da Líbia. Virá então o dia em que a ultrajada natureza se ache vingada de tantos crimes.”
Mas, apesar das advertências, intensificadas no século XX, especialmente desde a década de 1970, os preservacionistas, naturalistas e ecologistas, que lutaram para evitar o aquecimento global e as mudanças climáticas e ambientais, foram derrotados pela ganância e a ignorância capitalista. Resta agora a Homo sapiens, ecologista ou não, conservacionista, agropecuarista ou guerreiro, uma segunda chance: usando a técnica da Terraformação (criada para reproduzir em outros corpos celestes as condições climáticas e existenciais da Terra), reformar a Terra e os terráqueos, reconstruir em nosso planeta as condições ideais à vida, e salvar Gaia, como os gregos antigos chamavam o nosso Planeta – a Terra viva.
Texto: Rui Iwersen, Aristóteles, José Bonifácio de Andrada e Silva, Dee Brown e a IA DeepSeek; imagem: IA Gemini
Edição: Rui Iwersen
























