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Rui Iwersen
terça-feira, 24 julho 2018 / Publicado em Informação Ecológica

Antropoceno



Síntese do livro  A Vingança de Gaia de James Lovelock

1. Capítulo 1 – O Estado da Terra

The revenge of Gaia, o livro de James Lovelock editado no Brasil com o título A Vingança de Gaia, oferece muito material para a compreensão de nosso planeta e de sua dinâmica e, portanto, importantes informações para nossas necessárias reflexões e ações ecológicas. Nesta breve síntese deste importante livro de James Lovelock, apresento algumas informações, advertências e conselhos do autor.

Capítulo 1 – O Estado da Terra

Neste capítulo inicial, James Lovelock apresenta Gaia, o sofrimento da ‘Terra viva’, e os riscos para a humanidade e para a civilização – uma possível ‘nova Idade Média’, ou pior.

Diz ele nas páginas 15 e 23: “O que torna diferente este livro é que eu falo como um médico planetário cujo paciente, a Terra viva, se queixa de febre. Vejo o declínio da saúde da Terra como a nossa preocupação mais importante, nossas próprias vidas dependendo de uma Terra sadia (…) As perspectivas são sombrias, e, ainda que consigamos reagir com sucesso, passaremos por tempos difíceis. (…) O que está em risco é a civilização”.

Matéria editada originalmente em 2009 nesta página e reeditada em dezembro de 2018

Rui Iwersen, médico planetário

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Saúde do Planeta nº 4

As secas e o excesso de água aumentam a insegurança alimentar e a desnutrição

Quando há pouca água, não é possível cultivar e produzir alimentos. As secas aumentam a insegurança alimentar e a desnutrição. Por outro lado, o excesso de água pode gerar pragas e doenças que prejudicam as colheitas.

O aumento do nível do mar, ao trazer água salgada para as áreas costeiras, torna a agricultura impossível, o que também afeta os sistemas de produção de alimentos.

Em 2021, a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que Madagascar estava prestes a enfrentar a primeira crise climática de fome no mundo.

Informação, Médicos Sem Fronteiras, nº 49, janeiro 2022, Saúde do Planeta – A crise climática é uma crise humanitária e de saúde, página 6; foto: Escola Kids – UOL  

Rui Iwersen, médico planetário

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Saúde do Planeta nº 3

Madagascar prestes a enfrentar a primeira crise climática de fome no mundo

Em 2021, a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou  que Madagascar estava prestes a enfrentar a primeira crise climática de fome no mundo.

Três anos consecutivos de seca afetaram gravemente as colheitas e o acesso aos alimentos em regiões ao sul do país. A seca também exacerbou a “estação de escasssez” (período entre plantio e colheita) anual, resultando em uma grave crise alimentar e nutricional.

Em resposta, Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançou um programa médico-nutricional, a fim de examinar e tratar  comunidades com desnutrição aguda.

Informação, Médicos Sem Fronteiras, nº 49, janeiro 2022, Saúde do Planeta – A crise climática é uma crise humanitária e de saúde, página 6; foto: Notícias 

Rui Iwersen, médico planetário

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O desafio ecológico nº 15

A fusão de tecnologia da informação com a biotecnologia abre a porta para um leque de cenários apocalípticos

Como não existe uma resposta nacional ao problema do aquecimento global, alguns políticos nacionalistas preferem acreditar que o problema não existe. É provável que a mesma dinâmica estrague qualquer antídoto nacionalista à terceira ameaça existencial do século XXI: a disrupção tecnológica.

Como vimos em capítulos anteriores, a fusão de tecnologia da informação com a biotecnologia abre a porta para uma cornucópia de cenários apocalípticos, que vão desde ditaduras digitais até a criação de uma classe global de inúteis. Qual é a resposta nacionalista a essas ameaças?

Não existe uma resposta nacionalista. Como no caso da mudança climática, também na disrupção tecnológica o Estado-nação é simplesmente o contexto errado para enfrentar a ameaça. Uma vez que pesquisa e desenvolvimento não são monopólio de nenhum país, nem mesmo uma superpotência como os Estados Unidos pode restringi-los a si mesma.

Yuval Noah Hararari, 21 lições para o século 21, 2018, Capítulo 7 – Nacionalismo – Problemas globais exigem respostas globais; O desafio tecnológico, páginas 156 e 157. Foto: Blog Gestão de Segurança Privada  

Rui Iwersen, médico planetário

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Mais de 300 milhões de toneladas de plástico são produzidas no mundo todo ano

Segundo a “cosméticos veganos Sapé”, mais de 300 milhões de toneladas de plástico são produzidas no mundo todo ano, sendo que metade disso usada na fabricação de embalagens e objetos descartáveis do dia a dia.

E de todo o resíduo plástico produzido até hoje, somente 9% foi reciclado, cerca de 12% foi incinerado e o resto (79%) terminou em aterros sanitários, lixões, rios, florestas e oceanos.

Não custa lembrar que a fabricação de plástico não só consome água e petróleo como lança CO2 na atmosfera, considerado um gás poluente.

Fonte: Revista dos Vegetarianos, número 184, abril de 2022, Shampoos veganos, página 40; foto: UN News – the United Nations

Rui Iwersen




O desafio ecológico nº 11

Alguns países, notadamente a Rússia, podem se beneficiar do aquecimento global

O isolacionismo nacionalista talvez seja mais perigoso no contexto de mudança climática do que no contexto de uma guerra nuclear. Uma guerra nuclear em escala mundial ameaçaria destruir todas as nações, e assim todas as nações têm interesse em evitá-la.

O aquecimento global, em contraste, provavelmente terá impacto diferente em diferentes nações. Alguns países, notadamente a Rússia, podem se beneficiar dele. A Rússia tem poucos ativos em seu litoral, daí estar muito menos preocupada que a China ou o Kiribati quanto à elevação do nível do mar. E enquanto temperaturas mais altas provavelmente transformariam a China num deserto, elas podem simultaneamente fazer a Sibéria o celeiro do mundo.

Além disso, enquanto o gelo derrete no extremo norte, as rotas no mar Ártico dominado pela Rússia podem tornar-se a artéria do comercio global, e Kamchatka poderá substituir Cingapura como o entroncamento do mundo.

Yuval Noah Hararari, 21 lições para o século 21, Companhia das Letras, 2018, Capítulo 7 – Nacionalismo – Problemas globais exigem respostas globais; O desafio ecológico, página 155. Foto: Revista Galileu – Globo

Rui Iwersen, médico planetário

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Tagged under: agricultura, antropoceno, domesticação de animais, Era Cenozóica, eras da Terra, eras geológicas, extinção de animais, extinção de espécies, incêndios florestais, sedentarismo, sedentarismo antropoceno

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