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Antropoceno

terça-feira, 24 julho 2018 by Rui Iwersen

Apresento aqui informações sobre as transformações do planeta Terra produzidas pela espécie humana no último milhão de anos, desde que iniciamos e aprimoramos o controle e o uso do fogo, de ferramentas e de armas – o Antropoceno.

Série de GaiaNet nº 22

Colapsos nº 45

Colapso glacial: o fenômeno que causou a enchente repentina entre Nepal e Tibete

As inundações que atingiram o Nepal e o Tibete na manhã de quarta-feira (26/8) deixaram centenas de mortos e desaparecidos. Imagens registradas durante o desastre mostram as pessoas correndo segundos antes de uma enorme massa de lama tomar conta de comunidades e destruir pontes, edifícios e outras estruturas.

Inicialmente, os cientistas acreditavam que a causa do evento havia sido um terremoto. Mas depois descobriram que os tremores estavam relacionados a um “colapso glacial”.

O diretor do Centro de Estudos de Desastres da Universidade Tribhuvan, no Nepal, Basanta Raj Adhikari, disse à BBC News que há risco de uma “segunda e terceira ondas” de inundações.

“Nós ainda não sabemos”, afirmou ele, acrescentando que segue discutindo a situação com colegas na China. Segundo Adhikari, não há previsão de chuvas intensas, mas novos deslizamentos de terra podem acontecer. “Estamos observando, mas não sabíamos que isso aconteceria em um determinado dia.”

Adhikari afirmou ainda que os pesquisadores vêm monitorando os riscos associados às montanhas do Himalaia. “A mudança climática realmente está acontecendo.”

Fonte: BBC News Brasil 


Série de GaiaNet nº 32

A Irracionalidade da Guerra nº 3

Drone guiado por inteligência artificial matou três pessoas em um ataque em cidade da Ucrânia

Um drone russo guiado por inteligência artificial matou três pessoas em um ataque na cidade de Zaporizhia, segundo autoridades ucranianas ouvidas pelo jornal americano “The New York Times”.

O ataque, ocorrido em 6 de julho, seria o primeiro comprovadamente realizado por um armamento que escolheu seu alvo e o momento do ataque de forma autônoma, sem interferência humana, a matar civis, de acordo com Kiev. Entre as três vítimas, está uma jovem de 19 anos.

Fonte: Globo News; foto: Esquerda.net


Série de GaiaNet nº 26

A Trajetória Poluidora da Humanidade nº 20

Na Antiguidade, os amuletos vinculados à água caracterizavam a ligação que favoreciam o meio ambiente e sua preservação

Eram numerosos, na Antiguidade, os amuletos vinculados à água. Eles caracterizam, com uma nitidez toda especial, a ligação que existia entre o homem e seus deuses, o que também favorecia o meio ambiente e sua preservação.

Podem-se diferençar três tipos de amuletos vinculados à água:

1. Amuletos de animais terrestres, tidos como relacionados a rios;

2. Amuletos de peixe que dão sorte e

3. Amuletos usados para aspergir água.

Na região do fluviômetro de Elefantina, cultivavam-se muito intensamente os vínculos entre as águas e os animais. É por isso que se venerava Cnum, representado por um corpo humano com cabeça de carneiro. Cnum é tido como doador de água e, por isso, também criador dos seres vivos. Possui, semelhantemente ao touro, elevado poder procriativo. Cnum é o protetor das nascentes do Nilo e o senhor da região das cataratas. Pode acontecer às vezes que Cnum ganhe o nome do próprio Rio Nilo.

Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável? – Da antiguidade até os nossos dias toda a trajetória poluidora da humanidade, 1973, Biblioteca do Exército Editora, 1979, Capítulo III – O meio ambiente na Antiguidade, páginas 108 e 109; foto: O Fascínio do Antigo Egito.  


Série de GaiaNet nº 21

1501 – O Brasil depois de Cabral nº 60

O indígena está sempre sendo tentado a consumir

[Os comerciantes] tratam de convencer os indígenas a lhes vender antecipadamente a produção que têm nas roças. E para convencerem o índio do bom negócio que lhes estão a oferecer, utilizam-se de todas as artimanhas possíveis, já que podem torná-lo um imediato consumidor de bens.

A técnica mais simples é a troca. O comerciante, embora costume praticar todas as suas relações comerciais em termos monetários, ao transacionar com o índio, logo costuma perguntar o que ele deseja comprar. E, dessa forma, impõe o sistema de troca, ou seja, recebe o produto indígena e, em paga, lhe fornece certas mercadorias. O resultado imediato dessa transação é que o comerciante impede que o indígena vá adquirir o que deseja em bens em qualquer outra empresa comercial. Simultaneamente, o índio perde a ocasião para o estabelecimento de uma crítica aos preços dos artigos oferecidos pelo comerciante e ao próprio valor atribuído ao seu produto10.

O aproveitamento pela sociedade regional da capacidade de consumo da população indígena é um exemplo visível no presente de como ocorreu a expansão da sociedade ocidental. O indígena está sempre sendo tentado a consumir.

Silvio Coelho dos Santos, Educação e sociedades tribais, Editora Movimento, 1975, Capítulo II – Os grupos tribais em suas relações de subordinação com a sociedade nacional, II-2 – Uso do índio como produtor e consumidor; página 35; foto: Fraternidade – Federação Humanitária Internacional.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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O Dia da Sobrecarga da Terra

marca o dia em que usamos tudo o que o planeta consegue regenerar em 12 meses.

Em 2026 esse dia é hoje. A partir de agora, entramos no cheque especial ecológico.

Consumimos o que a Terra consegue regenerar em um ano inteiro antes de agosto chegar.

Em 2026, a sobrecarga é a maior já registrada: precisaríamos de 1,73 Terras para manter o ritmo atual.

Mudar essa data exige mudanças em energia, alimentação, produção e consumo. A reciclagem e a compensação de embalagens fazem parte dessa equação: cada embalagem que volta para a cadeia é um recurso que não precisa ser extraído do zero.

Fonte: eureciclo; matéria enviada pela colaboradora de GaiaNet Shirley Albuquerque, de Florianópolis; foto: Rede Globo.


Série de GaiaNet nº 31

O Terráqueo Reformável nº 5

Redes sociais: como proteger as crianças e os adolescentes

As redes sociais já são uma parte integral da vida atualmente, uma vez que oferecem plataformas digitais para conexão, comunicação e compartilhamento de informações com amigos, familiares, colegas de trabalho e, até mesmo, desconhecidos. Hoje em dia, existem inúmeros aplicativos e sites voltados à essa parte da internet e, por isso, tornou-se essencial entender não apenas seus benefícios, mas também os potenciais perigos que apresentam, especialmente para crianças e adolescentes.

De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2023, o número de crianças que se conectam cedo à internet cresceu: 24% dos participantes iniciaram o acesso à internet até os 6 anos de idade. Comparativamente, na edição de 2015 da pesquisa, essa proporção era de 11%.

As redes sociais são plataformas online que permitem aos usuários criar perfis pessoais, interagir com outras pessoas, compartilhar conteúdo, participar de comunidades e redes de amigos, e explorar interesses em comum.

Embora as redes sociais ofereçam oportunidades únicas para expressão pessoal e conexão social, também apresentam uma série de perigos, especialmente para crianças e adolescentes em desenvolvimento, que ainda estão conhecendo o ambiente virtual.

Segundo Andreia Moura, psicóloga infantil, “crianças e adolescentes, por imaturidade cognitiva, possuem tendência à impulsividade e dificuldade na análise crítica de situações potencialmente perigosas. Com isso, é fundamental a supervisão parental com relação ao uso das redes e da internet de maneira geral. Para além da supervisão, os pais precisam ser exemplos do bom uso da tecnologia”.

Alguns dos principais riscos incluem:

Exposição a conteúdo inadequado: as crianças podem ser expostas a conteúdo inadequado, como violência, linguagem imprópria e bullying.

Cyberbullying: o anonimato e a facilidade de disseminação de informações nas redes sociais podem levar ao cyberbullying, causando danos emocionais significativos às crianças e aos adolescentes.

Privacidade e segurança: as crianças muitas vezes não compreendem completamente os riscos associados ao compartilhamento de informações pessoais online, o que pode resultar em violações de privacidade e exposição a adultos que podem estar mal intencionados.

Vício em tecnologia: o uso excessivo de redes sociais pode levar ao vício em tecnologia. Fisicamente, pode causar fadiga ocular e distúrbios do sono. Mentalmente, pode diminuir a capacidade de concentração e contribuir para a ansiedade. Emocionalmente, o uso excessivo pode levar ao isolamento social e à diminuição da autoestima.

Proteger as crianças e os adolescentes dos perigos das redes sociais requer uma abordagem ampla, envolvendo pais, responsáveis e as próprias plataformas.

Segundo Moura, “levando em consideração todos os riscos envolvidos, as famílias devem retardar ao máximo o uso das redes sociais, proporcionando outras atividades que contribuem para os aspectos do desenvolvimento infantil. Mesmo quando houver a liberação, a mesma deve ser gradual e sob supervisão”.

Fonte: Fundação Abrinq; foto: Sempre Família.


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 62

O sistema oceano-atmosfera reflete um El Niño em fortalecimento

A intensidade do El Niño não depende apenas da temperatura do oceano. Para que os episódios mais fortes aconteçam, é preciso que exista um “acoplamento” entre oceano e atmosfera. Isso significa que o aquecimento das águas precisa provocar mudanças consistentes nos ventos, nas áreas de chuva e na circulação atmosférica.

Segundo a NOAA, esses sinais apareceram de forma mais clara nas últimas semanas: houve mudanças nos ventos em diferentes níveis da atmosfera, aumento das chuvas sobre o Pacífico central e redução da formação de nuvens sobre a Indonésia.

Esse conjunto de fatores levou os especialistas da agência americana a concluir que o sistema oceano-atmosfera reflete um El Niño em fortalecimento. Os modelos climáticos indicam que o fenômeno deve continuar ganhando intensidade ao longo de 2026. 

Mesmo quando um El Niño atinge uma categoria elevada, isso não significa que todos os efeitos esperados vão acontecer da mesma forma em todas as regiões. A própria NOAA destaca que até os episódios mais fortes da história tiveram impactos diferentes ao redor do planeta.

No Brasil, o El Niño costuma favorecer:

  • 🌧️ mais chuva no Sul, com aumento do risco de temporais e eventos extremos;
  • ☀️ tempo mais quente e seco em partes do Norte e Nordeste, especialmente em áreas já vulneráveis à estiagem.

Fonte: G1; foto: UOL Notícias


Série de GaiaNet nº 21

1501 – O Brasil depois de Cabral nº 59

O comerciante impõe ao indígena o sistema de troca

[Os comerciantes] tratam de convencer os indígenas a lhes vender antecipadamente a produção que têm nas roças. E para convencerem o índio do bom negócio que lhes estão a oferecer, utilizam-se de todas as artimanhas possíveis, já que podem torná-lo um imediato consumidor de bens.

A técnica mais simples é a troca. O comerciante, embora costume praticar todas as suas relações comerciais em termos monetários, ao transacionar com o índio, logo costuma perguntar o que ele deseja comprar. E, dessa forma, impõe o sistema de troca, ou seja, recebe o produto indígena e, em paga, lhe fornece certas mercadorias. O resultado imediato dessa transação é que o comerciante impede que o indígena vá adquirir o que deseja em bens em qualquer outra empresa comercial. Simultaneamente, o índio perde a ocasião para o estabelecimento de uma crítica aos preços dos artigos oferecidos pelo comerciante e ao próprio valor atribuído ao seu produto.

O aproveitamento pela sociedade regional da capacidade de consumo da população indígena é um exemplo visível no presente de como ocorreu a expansão da sociedade ocidental.

Silvio Coelho dos Santos, Educação e sociedades tribais, Editora Movimento, 1975, Capítulo II – Os grupos tribais em suas relações de subordinação com a sociedade nacional, II-2 – Uso do índio como produtor e consumidor; página 35; foto: Portal Gov.br.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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Série de GaiaNet nº 26

A Trajetória Poluidora da Humanidade nº 19

Como os peixes mergulham até a profundidade das águas, aproximando-se assim do reino dos mortos, eram inadequados para a alimentação

O Imperador Juliano, no seu discurso à mãe dos deuses, relativo aos períodos de expiação, cita alimentos cuja degustação é proibida, entre eles o peixe. Não se devia comer peixe naquelas épocas pelo simples motivo de que também não se devia colocá-los sobre o altar de sacrifícios dos deuses da luz.

Neste particular regia em Roma o mesmo ponto de vista predominante no Egito. Como os peixes mergulham até a profundidade das águas, aproximando-se assim do reino dos mortos, são inadequados para o holocausto em favor dos deuses da luz. É por isso que, por exemplo, em toda a região mediterrânea da Grécia não se devia ingerir peixes.

Nos tanques e poços dos templos de Poseidon existiam peixes intocáveis, que eram sacrificados pelos sacerdotes, mas que não podiam ser comidos. Como o sacrifício propiciatório devia apaziguar os deuses irados, as oferendas, é claro, não podiam ser comidas. Segundo a tradição antiga, transmitida por Platão, os animais terrestres respiram ar puro, enquanto que os peixes vão respirar na turbidez das águas profundas

Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável? – Da antiguidade até os nossos dias toda a trajetória poluidora da humanidade, 1973, Biblioteca do Exército Editora, 1979, Capítulo III – O meio ambiente na Antiguidade, página 109; foto: Diario AS.  


Série de GaiaNet nº 22

Colapsos nº 44 – A crise climática que acabou com o Império Romano nº 11

A Crise do Terceiro Século só começa a se resolver na mesma época em que o clima vai ficando mais ameno 

A Peste de Cipriano durou até 262 d.C., e causou enorme destruição. (…) Em mais uma correlação bastante sugestiva, a Crise do Terceiro Século só começa a se resolver mais ou menos na mesma época (a década de 270 d.C.) em que o clima vai ficando mais ameno – embora nem de longe tão favorável quanto no auge do império.

Super Interessante, edição 471, janeiro 2025, Como o Império Romano realmente acabou, páginas 51 e 52; foto: Mega Curioso.  

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 21

1501 – O Brasil depois de Cabral nº 58

Parece claro que os indígenas fazem parte de um outro universo que não o “civilizado” 

O acordo tácito que parece haver na sociedade regional para se manter os indígenas sob tal quadro de espoliação, efetivamente decorre da visão que deles se tem. Parece claro que os indígenas fazem parte de um outro universo que não o “civilizado”. Integrariam uma outra casta, evidentemente inferior.

Isto facilita compreender por que os indígenas são tão aviltados nos mais diversos momentos em que participam do processo produtivo. A desvalorização de sua produção é um outro item bastante esclarecedor. Normalmente, os excedentes indígenas, ao serem colocados no mercado regional, sofrem clara discriminação, reduzindo-lhes o valor. Os comerciantes regionais sabem que o índio tem necessidade de vender e, assim, costumam aparentemente se desinteressar da aquisição do produto indígena. Isto leva o índio a aceitar qualquer oferta.

Outras vezes, em sentido inverso, os comerciantes prevêem que os preços de certos produtos vão subir violentamente em certo espaço de tempo, e, assim, tratam de convencer os indígenas a lhes vender antecipadamente a produção que têm nas roças. E para convencerem o índio do bom negócio que lhes estão a oferecer, utilizam-se de todas as artimanhas possíveis, já que podem torná-lo um imediato consumidor de bens.

Silvio Coelho dos Santos, Educação e sociedades tribais, Editora Movimento, 1975, Capítulo II – Os grupos tribais em suas relações de subordinação com a sociedade nacional, II-2 – Uso do índio como produtor e consumidor; páginas 34 e 35; foto: Aventuras na História. 

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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Série de GaiaNet nº 26

A Trajetória Poluidora da Humanidade nº 18

O escritor grego Olimpiodoro, de Tebas, no Egito, foi o primeiro a mencionar, por volta do ano 450 a.C., os chamados poços artesianos 

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Quando se examinam as instalações hidrológicas das cidades da Antiguidade, pode-se ter uma idéia do grande acontecimento que representava a descoberta de uma fonte natural. Sendo a água algo precioso, para cuja obtenção tinha-se a necessidade de grande vulto, o fato de, em alguns lugares, ela jorrar do solo sem a mínima interferência do homem, assemelhava-se a uma verdadeira dádiva dos deuses. Não se podendo encontrar então nenhuma explicação para esse fenômeno, é claro que era creditado à benevolência dos deuses.

Nossos antepassados, porém, não se abandonavam exclusivamente à benevolência dos deuses, mas também cavaram  poços artificiais. O escritor grego Olimpiodoro, de Tebas, no Egito, foi o primeiro a mencionar, por volta do ano 450 a.C., os chamados poços artesianos.

Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável? – Da antiguidade até os nossos dias toda a trajetória poluidora da humanidade, 1973, Biblioteca do Exército Editora, 1979, Capítulo III – O meio ambiente na Antiguidade, página 106; foto: Facebook.  

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 22

Colapsos nº 43 – A crise climática que acabou com o Império Romano nº 10

Estima-se que no pior momento da epidemia ela tenha matado 5.000 pessoas por dia em Roma

A Peste de Cipriano durou até 262 d.C., e causou enorme destruição. Não há dados confiáveis sobre o número de vitimas, mas estima-se que no pior momento da epidemia ela tenha matado 5.000 pessoas por dia em Roma (teria superado, por exemplo, o pior momento da Covid-19 no Brasil, que chegou a 4.211 óbitos por dia).

Super Interessante, edição 471, janeiro 2025, Como o Império Romano realmente acabou, página 51; foto: Mega Curioso.  

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 32

A Irracionalidade da Guerra nº 2

Guerra no Oriente Médio pode “sair do controle”, alerta autoridade do Catar

O Catar afirmou nesta terça-feira (7) que a situação na região corre risco de “sair do controle”.

Questionado pela CNN se há chance de a crise ser contida antes do prazo dado pelos EUA, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed al-Ansari, disse que Doha tem pressionado todas as partes para buscar uma solução antes que o conflito se agrave.

O presidente dos EUA, Donald Trump, já declarou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, enquanto se aproxima o prazo das 20h de terça-feira (21h em Brasília) para que o Irã faça um acordo e reabra o Estreito de Ormuz.

Fonte: CNN Brasil; foto: TVT News

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 28 

A Reforma da Terra nº 4

Programa Replantando Vida

O programa Replantando Vida mantém viveiros florestais na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de São Gonçalo, na ETE Alegria, no Reservatório Victor Konder, na Caixa Velha da Tijuca, no Complexo do Alemão e na Colônia Penal Agrícola de Magé. As unidades têm capacidade de produzir 2 milhões de mudas por ano de 254 espécies nativas da Mata Atlântica, das quais 40 estão ameaçadas de extinção.

No interior do Estado, dois novos viveiros beneficiarão a Bacia do Rio Paraíba do Sul: um na Penitenciária Luiz Fernandes Bandeira Duarte, em Resende, e outro no Presídio Diomedes Vinhosa Muniz, em Itaperuna. Serão, respectivamente, o segundo e o terceiro viveiros dentro de presídios, seguindo o modelo implantado em 2014 na Colônia Agrícola de Magé.

As equipes de reflorestamento do Replantando Vida atuam continuamente nas bacias dos Rios Guandu e Macacu, que, juntos, abastecem mais de 12 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Além de atender as frentes de plantio da Cedae, as mudas produzidas nos viveiros são utilizadas para apoiar iniciativas de instituições alinhadas com a restauração de ecossistemas.

Fonte: Cedae; foto: Max – Serviços ambientais.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 21

1501 – O Brasil depois de Cabral – nº 57

Os índios saem diariamente para trabalhar junto a roças de civilizados localizadas na própria área indígena

O pagamento pelo trabalho realizado é feito, em muitos casos, sob as vistas do chefe do posto ou de seu preposto, quase sempre aos sábados, quando o civilizado contratante promove o regresso dos índios.

Em outros casos, os índios saem diariamente para trabalhar junto a roças de civilizados localizadas na própria área indígena – caso, por exemplo, dos arrendatários na sua periferia. Nesse caso, a área indígena assume um papel assemelhado ao de certas áreas urbanas que concentram uma população que diariamente vai ao campo atuar como mão de obra. São os conhecidos “bóia-fria”, muito comuns no norte do Paraná.

Silvio Coelho dos Santos, Educação e sociedades tribais, Editora Movimento, 1975, Capítulo II – Os grupos tribais em suas relações de subordinação com a sociedade nacional, II-2 – Uso do índio como produtor e consumidor; página 34; foto: Governo Federal. 

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 60

No verão, a chuva de um mês poderá cair em três dias

A produção das usinas hidrelétricas também sofre com o aumento da temperatura, que reduz a vazão dos rios. Em megacidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, ondas de calor que beiram os 50°C serão mais longas, intensas e constantes. De acordo com projeções, podem ocupar metade do verão. E quando chover, será tudo de uma vez.

“A chuva de um mês poderá cair em três dias, aí vamos ver alagamentos, enchentes, deslizamentos de terra. Pessoas que morrem soterradas. Depois virão períodos secos e muito quentes. Um clima mais extremo”, diz José Marengo, coordenador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE.

Fonte: Galileu, Edição 329, dezembro de 2018, O país do futuro, Como vamos viver, página 33; Foto: ND Mais 

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 28 

A Reforma da Terra nº 3

Sebastião Salgado deixa legado ambiental ao recuperar biodiversidade da Mata Atlântica

Com a morte de Sebastião Salgaado, de 81 anos, em 23 de maio de 2025  o Brasil não perde somente um dos maiores fotógrafos do país, mas uma figura importante para a preservação do meio ambiente e da Mata Atlântica.

Em 1998, ele e sua esposa Lélia Wanick tomaram a decisão de reflorestar a Fazenda Bulcão, em Aimorés, Minas Gerais, que já era propriedade da sua família há mais de uma geração. Com isso, houve a recuperação da biodiversidade local, aliada a um desenvolvimento rural sustentável às margens da Bacia do Rio Doce.

A iniciativa resultou no plantio de aproximadamente 2,7 milhões de árvores, restaurando em média de 600 hectares de floresta. A área, antes desértica, voltou a abrigar centenas de espécies de fauna e flora nativas, muitas delas ameaçadas de extinção e foi o ponta pé inicial para a criação do Instituto Terra, ONG fundada pelo casal.

Sebastião foi muito mais do que um dos maiores fotógrafos de nosso tempo. Ao lado de sua companheira de vida, Lélia Deluiz Wanick Salgado, semeou esperança onde havia devastação e fez florescer a ideia de que a restauração ambiental é também um gesto profundo de amor pela humanidade. Sua lente revelou o mundo e suas contradições; sua vida, o poder da ação transformadora“.

A área da Fazenda do Bulcão passou por um processo chamado de restauração ecossistêmica e adquiriu o status de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). O local, que antes tinha dificuldade até para crescer pastagem, transformou-se em mata fechada e um refúgio cheio de vida silvestre.

“É um modelo, é um piloto para o Brasil, e eu diria que talvez seja um piloto para o mundo. O que nós fizemos no Instituto Terra tem que ser feito em todas as partes do Brasil.”, disse Sebastião Salgado ao Jornal Nacional, em 2021.

Entre as etapas desse trabalho descritas naquela época pelo fotógrafo, está o processo de produção de mudas que começa primeiro com a coleta de sementes. Nesta fase, estão envolvidos até mesmo especialistas em rapel. Depois, há uma seleção em laboratório e conservação em câmeras frias. O canteiro onde as mudas brotam é descrito como uma imensa fábrica de floresta. As mudas são cuidadas para se desenvolverem fortes e saudáveis. Há nove meses de trabalho para prepará-las para os mutirões de plantio durante a estação chuvosa.

“Cuidamos com muito carinho, porque é preciso ter certeza de que vão se desenvolver de maneira forte, saudável, recebendo tudo aquilo de que elas precisam”, disse a então diretora-executiva do Instituto Terra, Isabela Salton, na mesma entrevista ao JN.

Durante uma entrevista para o Globo Repórter também em 2021, Lélia Wanick destacou que a restauração da cobertura vegetal estava atraindo animais para as áreas reflorestadas pela ONG ambiental. “Quando chegam os felinos e os macacos, é porque toda a cadeia alimentar está pronta. Eles têm o que comer. Essa floresta é uma floresta jovem, mas ela está formada”, disse Lélia.

Junto com o reflorestamento da Mata Atlântica, Sebastião Salgado se preocupou em recuperar as nascentes do Rio Doce e fez isso por meio do projeto Olhos D’Água.

Em 2015, ele e Lélia conversaram com a equipe do Jornal Hoje para falar sobre o tema. Naquele ano, as nascentes do famoso rio mineiro haviam sido restauradas em sete municípios e a meta era conseguir recuperar todas as 370 mil.

Fonte: G1 Meio ambiente

Edição: Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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