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Rui Iwersen
terça-feira, 10 março 2009 / Publicado em Reflexão Ecológica

Reflexões ecológicas


Série de GaiaNet nº 21
1501 –
 O Brasil depois de Cabral nº 2

Pero Vaz de Caminha descreve a terra e o povo que “achou”.

Os homens que avistamos eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas

Neste dia [22 de abril], a hora de véspera, houvemos vista de terra. Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao monte alto o capitão pôs o nome – o Monte Pascal e à terra – a Terra de Vera Cruz. (…)

Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos, por chegarem primeiro. (…) E o Capitão-mor mandou em terra no batel a Nicolau Coelho para ver aquele rio. E tanto que ele começou de ir para lá, acudiram pela praia homens, quando aos dois, quando aos três, de maneira que, ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia dezoito ou vinte homens.

Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.

Pero Vaz de Caminha, A Carta, abril de 1500,  Editora Vozes, Rio de Janeiro, 2019, páginas 7 e 8; foto: Século Diário. 

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

#1501

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#PovosOriginários



Em Defesa da Ciência nº 27

Além do sarampo, a difteria está se espalhando em países europeus devido a corrente antivacinas

E, como  se não bastassem as investidas contra a esfericidade da Terra e os riscos das mudanças climáticas, existe ainda o movimento antivacinas. Parte da população passou a olhar com desconfiança para uma das grandes conquistas da humanidade.

“Até hoje, os brasileiros sempre tiveram posição muito favorável às vacinas, porque as pessoas viram os filhos pararem de ficar doentes”, diz o imunologista Jorge Kalil, referência no Brasil e no mundo. Mas o temor de que elas façam mal tem levado ao boicote. Em 2011 houve um surto de sarampo em São Paulo que contaminou 25 crianças – tudo começou porque os pais se negaram a vacinar.

Além do sarampo, a difteria está se espalhando em países europeus devido a essa corrente.

Galileu, Edição 317, dezembro de 2017, Pergunto a um terraplanista, páginas 38 e 39; foto: PT

Rui Iwersen, médico, editor de GaiaNet



Série de GaiaNet nº 21
1501 –
O Brasil depois de Cabral nº 1

Pero Vaz de Caminha descreve a terra e o povo que “achou”.

Dou conta a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou

Senhor,

Posto que o Capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que – para o bem contar e falar – o saiba pior que todos fazer.

Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e creia bem por certo que, para aformosear nem afear, não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. (…)

Pero Vaz de Caminha, A Carta, abril de 1500,  Editora Vozes, Rio de Janeiro, 2019, página 5 (1ª frase da Carta); foto: BBC

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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Freud Explica nº 54
A Guerra nº 18

Duas coisas nesta guerra despertaram nossa desilusão: a pouca moralidade dos Estados e a brutalidade na conduta de indivíduos

As ilusões nos são recomendadas pelo fato de nos pouparem sentimentos de desprazer e nos permitirem, em seu lugar, gozar de satisfação. Temos, então, de aceitar sem reclamações que, em algum momento, elas se chocam com uma parte da realidade na qual se despedaçam.

Duas coisas nesta guerra despertaram nossa desilusão: a pouca moralidade dos Estados quanto ao exterior, embora se comportem internamente como guardiães das normas morais, e a brutalidade na conduta de indivíduos que, como participantes da mais elevada cultura humana, não se acreditaria serem capazes de fazer algo semelhante.

Sigmund Freud, Tempos de guerra e de morte, 1915, Editora Nova Fronteira, RJ, 2021, página 22; foto: UFMG (1ª guerra mundial)  

Rui Iwersen, médico psiquiatra



Mensagem quixotesca nº 5

Mensagem ao Presidente da República Federativa do Brasil

Reedição desta mensagem às vésperas da sua despedida melancólica de Brasília, por não seguir os conselhos de Don Quixote.

Digníssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil

Com humildade me dirijo novamente a Vossa Excelência com o objetivo único de Vos ajudar a melhor exercer Vosso poder sobre Vosso país e sobre Vosso povo. Com este objetivo dou-vos um novo conselho: Não fortaleça o ódio entre Vossos súditos! Não divida o Vosso povo! Una o Vosso povo! Como tenho visto desde o século XVII, ódio no povo significa ódio entre o povo; divide os súditos e destrói a tão almejada e desejada paz.

Vós, com Vossa vasta cultura de cavalaria, certamente já lestes um pouco de minha história contada por um tal Miguel de Cervantes, um de meus conterrâneos contemporâneos, que conhecia o verdadeiro valor dos cavaleiros andantes. Vossa excelência sabe, portanto, quem Vos fala e com quem Vós falais!

Vossa Excelência não é só presidente da bolha olavista, evangélica, pecuarista ou da bolha da bala. Vossa Excelência é agora Presidente da República Federativa do Brasil. Vossa Excelência é agora presidente de todos os brasileiros, e não somente dos que Vos elegeram ou dos que Vos apoiam.

Em minhas andanças de cavaleiro pelo mundo já vi muitas tribos, reinos e países colapsarem em guerras civis ou em guerras religiosas por sua divisão. Não deixe isso acontecer com Vosso povo! A paz é possível e desejável. A paz entre seu povo deve ser o objetivo de um  grande estadista, principalmente de um presidente que se diz terrivelmente cristão, uma religião que prega o amor ao próximo como a si mesmo. Eu e o Freud achamos isso impossível, mas… Vós, que acreditais que isso é possível, lute por isso! Para ter paz em Vosso reino e em Vosso reinado, busque o apoio de todos! Apoie todos! Afinal, todos são Vossos súditos, e Vós sois a autoridade máxima de todos

Ah! E não permitais que outros, em Vosso nome, dividam o Vosso povo! Mesmo contra Vossa natureza, às vezes sejais rude! Não vai ser difícil! Afinal, Vossa Excelência foi treinado para matar! É a velha dialética cultura/natureza!

O Sancho me pediu para dizer a Vossa Excelência que quem divide para reinar não reina um reino, reina sobre um reino.

Rui Iwersen, sob licença póstuma imaginária de Miguel de Cervantes Zaavedra.

Matéria editada originalmente nesta página em 20 de julho de 2019 e reeditada em 22 de setembro de 2022



Série de GaiaNet nº 21
1501 –
 O Brasil depois de Cabral

O que os portugueses fizeram para construir o Brasil, como fizeram, a que preço, e por quê deste modo? Vejamos nesta nova Série de GaiaNet!

No livro 1499, o repórter historiador Reinaldo José Lopes mostra como era “o Brasil antes de Cabral”, e como, infelizmente, ficou depois do “achamento” da “nova terra”, que “o capitão pôs o nome de a Terra da Vera Cruz”, como diz Caminha. Neste livro, o autor, estudioso da pré-história, descreve como viveram por cerca de 12 mil anos os povos que habitavam o continente sul americano, e também como viveram, lutaram e morreram nossos indígenas após a colonização europeia, impregnada de valores nacionalistas, dominantes, maquiavélicos.

Em 1500, Pero Vaz de Caminha escreve A Carta a “vossa Alteza”, o rei de Portugal. Nesta carta ele descreveu como eram e como viviam os nativos “pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas”. Ele descreve ao novo proprietário como é a nova terra achada, e como são e como vivem os nativos “desta vossa nova terra”.

No livro O Príncipe, Maquiavel descreve como eram os europeus no século XVI, mostra o nacionalismo nascente e o poder dos governantes sobre os subordinados, e nos ajuda a entender o Epílogo do livro 1499: “Por que o Brasil pré-histórico foi derrotado”, triste capítulo do qual extraí textos para esta Série.

1501, a nova Série de GaiaNet, terá cerca de 20 pequenos artigos extraídos destes 3 livros. Iniciarei dia 30 de dezembro com trechos de A Carta que mostram como eram os indígenas do continente com os quais os portugueses tiveram contato, continuarei com trechos do livro 1499, especialmente do Epílogo deste livro que mostram o que aconteceu na relação dos dominantes sobre os povos dominados, e concluirei com citações de Maquiavel aconselhando os príncipes europeus a manter e expandir seus domínios. Veremos, então, como eram os seres humanos que viviam no continente, como eram os “descobridores” dominantes, o que aconteceu aos povos originários, por quê, e como os povos que restaram estão vivendo ou sobrevivendo hoje.

Esta Série será editada a cada 15 dias na página https://gaianet.com/saude-ambiental/, em outras páginas de GaiaNet – www.gaianet.com – e em suas paginas do Facebook (@gaianet.com) e Instagram (@gaianet.blog).

Boa leitura, boas reflexões e boas ações pela possível existência pacífica e saudável dos nossos povos originários, os primeiros brasileiros, os frutos da terra e guardiões de nossas florestas.

Fonte da foto de fundo: Fundação 1º de Maio

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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Série de GaiaNet nº 20
Saúde do  Planeta nº 15

A falta de chuva e a seca em regiões da Somália exacerbam a “lacuna da fome”

O aumento das chuvas por causa da mudança climática também causou inundações em algumas regiões do Níger. (…) No outro extremo, a falta de chuva e a seca em regiões da Somália exacerbam a “lacuna da fome”, ou o período de escassez entre as colheitas.

Em Madagascar, o desmatamento agravou uma seca devastadora, impactando severamente a colheita. Nesses locais, nossas equipes também responderam a altos níveis de desnutrição.

Informação Especial, Médicos Sem Fronteiras, Relatório anual 2021, Desnutrição, página 10; foto: G1

Rui Iwersen, médico

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Freud Explica nº 53
A Guerra nº 17

A guerra rompe todos os laços de comunidade entre os povos em luta e ameaça deixar uma amargura por muito tempo

A guerra na qual não queríamos acreditar eclodiu e trouxe a desilusão. Não é apenas mais sangrenta e com mais perdas que qualquer uma das guerras anteriores, como consequência das armas poderosamente aperfeiçoadas de ataque e defesa, mas também pelo menos tão cruel, amargurada e implacável quanto qualquer outra anterior.

Ela descarta todas as restrições com as quais as pessoas se comprometeram em tempos de paz, o que tem sido chamado de Direito Internacional, não reconhece as prerrogativas do ferido e do médico, a distinção entre a parte pacífica e a combatente da população, tampouco as reinvindicações de propriedade privada.

Com uma fúria cega, derruba tudo o que está no caminho, como se não devesse haver futuro nem paz entre os seres humanos depois dela. Rompe todos os laços de comunidade entre os povos em luta e ameaça deixar uma amargura que tornará impossível reconectá-los por muito tempo.

Sigmund Freud, Tempos de guerra e de morte, 1915, Editora Nova Fronteira, RJ, 2021, página 19; foto: Fatos Militares (1ª guerra mundial) 

Rui Iwersen, médico psiquiatra



Série de GaiaNet nº 20
Saúde do  Planeta nº 14

A mudança nos padrões de chuva está afetando a produção de alimentos e suscitando a disseminação de doenças infecciosas

O aumento das chuvas por causa da mudança climática também causou inundações em algumas regiões do Níger. Pelo segundo ano consecutivo, vimos um número excepcionalmente alto de pacientes com malária e desnutrição em Niamey, capital do país.

A mudança nos padrões de chuva está afetando a produção de alimentos e suscitando a disseminação de doenças infecciosas, como a malária. E a combinação mortal de malária e desnutrição atinge fortemente as crianças menores de 5 anos de idade.

Informação Especial, Médicos Sem Fronteiras, Relatório anual 2021, Desnutrição, página 10; foto: DW

Rui Iwersen, médico

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COP-27: Lula diz querer indígenas no governo

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 17, querer que indígenas tenham cargo no seu governo durante encontro com lideranças dos povos originários durante a Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-27), em Sharm el-Sheik, no Egito. O petista, porém, não revelou quem será o titular do novo Ministério dos Povos Originários, promessa de campanha. “Quero que aproveitem meu mandato para que eu possa contribuir com vocês”, afirmou Lula.

“Quero que indígenas participem da governança do País”, acrescentou. Segundo Lula, é importante que representantes dos povos originários ocupem cargos de liderança em órgãos como o da saúde indígena (hoje vinculada ao Ministério da Saúde). (…)

Durante a fala, o presidente eleito também disse que os povos nativos são responsáveis pela preservação da maioria das florestas do mundo e voltou a cobrar recursos de países ricos para a conservação da biodiversidade. “Queremos saber quanto vão nos pagar para cuidar do planeta Terra?”, disse. No evento, onde havia líderes indígenas brasileiros e estrangeiros, o petista ouviu elogios e cobranças. O chefe Terry Teegee, representante dos povos originários da América do Norte, chegou a chamar Lula de “pop star” (…)

Fonte: UOL; foto: Revista Fórum


‘O Brasil voltou’, diz Lula na COP 27, em defesa da luta ‘indissociável’ contra aquecimento global e pobreza

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta quarta-feira (16), no Egito, durante a COP 27, cúpula das Organizações das Nações Unidas (ONU) para discutir os impactos das mudanças climáticas e as ações globais relacionadas à preservação do meio ambiente e à descarbonização.

Lula citou as eleições que ocorreram em outubro no Brasil como “uma das mais decisivas de sua história” e que o pleito foi observado “com atenção inédita pelos demais países”, por “conter o avanço da extrema-direita autoritária e antidemocrática e do negacionismo climático no mundo”, além de estar em jogo a “sobrevivência da Amazônia” e do planeta.

“Estou hoje aqui para dizer que o Brasil está pronto para se juntar novamente aos esforços para a construção de um planeta mais saudável. De um mundo mais justo, capaz de acolher com dignidade a totalidade de seus habitantes – e não apenas uma minoria privilegiada”, disse o presidente eleito. “O Brasil voltou.” (…)

O petista disse ainda que a luta contra o aquecimento global é “indissociável” da luta contra a pobreza. Ele afirmou também que é possível explorar “com responsabilidade a extraordinária biodiversidade da Amazônia, para a produção de medicamentos e cosméticos, entre outros”. “Vamos provar que é possível promover crescimento econômico e inclusão social tendo a natureza como aliada estratégica, e não mais como inimiga a ser abatida a golpes de tratores e motosserras”, disse Lula.

Fonte: InfoMoney



Série de GaiaNet nº 20
Saúde do  Planeta nº 11

Cerca de 828 milhões de pessoas foram afetadas pela fome em 2021

Em 2021, 82 mil crianças com desnutrição grave foram admitidas em programas de nutrição de Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Em decorrência de guerras, conflitos e violência, deslocamentos forçados, escassez de água ou inundações, impossibilitando a produção e o cultivo de alimentos e diminuindo os meios de subsistência da população, a insegurança alimentar assola milhões de pessoas no mundo.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que cerca de 828 milhões de pessoas foram afetadas pela fome em 2021. E, em muitos dos locais onde MSF atua, o contexto é alarmante.

Informação Especial, Médicos Sem Fronteiras, Relatório anual 2021, Desnutrição, página 10; foto: Jornal do Estado do Rio        

Rui Iwersen, médico

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Síntese do livro A Vingança de Gaia de James Lovelock

6. Precisamos urgentemente selar uma paz justa com Gaia enquanto somos fortes o bastante para negociar

Capítulo 9 – Além da Estação Final

Concluindo, neste capítulo James Lovelock analisa, entre outras coisas, as condições sanitárias do Planeta após milênios de maltrato por um de seus filhos –Homo sapiens – e convida os seres humanos a fazerem as pazes com Gaia. Diz Lovelock nas páginas 139 e 145:

“Gaia, a Terra viva, está velha e não mais tão forte como há 2 bilhões de anos. Ela luta contra o aumento inevitável do calor solar a fim de manter a Terra fresca o bastante para sua profusão de vida. Mas, para agravar suas dificuldades, uma dessas formas de vida – os seres humanos, animais tribais aguerridos com sonhos de conquistar até outros planetas – tentou governar a Terra em seu próprio benefício somente”. (…)

“De várias maneiras, estamos em guerra involuntária contra Gaia, e para sobreviver com nossa civilização intacta precisamos urgentemente selar uma paz justa com Gaia enquanto somos fortes o bastante para negociar, e não uma ralé derrotada e debilitada em vias de extinção”.

Matéria editada originalmente em 2009 nesta página, e reeditada em dezembro de 2018; foto: Carta Capital 

Rui Iwersen, médico planetário



Série de GaiaNet nº 20
Saúde do  Planeta nº 10

Médicos Sem Fronteiras tem operações em vários locais de pontos críticos climáticos

As regiões que passam por fortes choques climáticos costumam abrigar comunidades densamente povoadas e empobrecidas. Esses locais de pontos críticos incluem grandes deltas de rios no sul da Ásia, regiões semiáridas da África e do Oriente Médio; geleiras e bacias hidrográficas na Ásia Central; ilhas baixas e regiões costeiras vulneráveis ao aumento do nível do mar; e áreas cada vez mais afetadas por eventos climáticos extremos, incluindo América Central, Caribe e Pacífico.

Médicos Sem Fronteiras (MSF) tem operações de grande escala em vários desses locais de pontos críticos climáticos e responde continuamente ao deslocamento da população causado por tempestades, enchentes e secas, incluindo Haiti, Bangladesh, Nigéria, Somália e Iêmen.

Informação, Médicos Sem Fronteiras, nº 49, janeiro 2022, Saúde do Planeta – A crise climática é uma crise humanitária e de saúde, página 8; foto: CicloVivo        

Rui Iwersen, médico planetário

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Freud Explica nº 50
A Guerra nº 14

Tudo o que estimula o crescimento da civilização trabalha simultaneamente contra a guerra

Último número desta série baseado no livro Por que a guerra? de Freud e Einstein. Os próximos números da série serão baseados em outros livros psico-sociais de Freud em que ele aborda o tema da guerra.

(…) nós os pacifistas, temos uma intolerância constitucional à guerra, digamos, uma idiossincrasia exacerbada no mais alto grau. Realmente, parece que o rebaixamento dos padrões estéticos na guerra desempenha um papel dificilmente menor em nossa revolta do que as suas crueldades.

E quanto tempo teremos que esperar até que o restante da humanidade também se torne pacifista? Não há como dizê-lo. Mas pode não ser utópico esperar que esses dois fatores, a atitude cultural e o justificado medo das consequências de uma guerra futura, venham a resultar, dentro de um tempo previsível, em que se ponha um término à ameaça de guerra.

Por quais caminhos ou por que atalhos isto se realizará, não podemos adivinhar. Mas uma coisa podemos dizer: tudo o que estimula o crescimento da civilização trabalha simultaneamente contra a guerra.

Einstein e Freud, Por que a Guerra?, 1932-1933; Edição Standard Brasileira das Obras de Freud, Imago Editora, Rio de Janeiro, 1974, páginas 258 e 259 (pg. 16 e 17 do artigo original). Foto: UOL Notícias (guerra russa na Ucrânia; Kiev).

Rui Iwersen, médico psiquiatra



Síntese do livro A Vingança de Gaia de James Lovelock

5. Estamos tolhendo a capacidade de Gaia de regular o clima e a química da Terra  

Capítulo 6 – Produtos Químicos, Alimentos e Matérias-Primas

Este capítulo serve ao autor para denunciar os malefícios praticados por um animal guerreiro, conquistador e primitivo – Homo sapiens: ‘Não faz muito tempo, estávamos certos de que a vida vegetal havia sido criada por um Deus bondoso para a comermos’.

Neste capítulo James Lovelock nos alerta enfaticamente para o risco das ações humanas contra Gaia. Diz ele à página 108: “Apossando-se maciçamente de terras para alimentar as pessoas e empesteando o ar e a água, estamos tolhendo a capacidade de Gaia de regular o clima e a química da Terra, e se continuarmos assim, corremos o risco de extinção”.

Matéria editada originalmente em 2009 nesta página, e reeditada em dezembro de 2018; foto: Iberdrola 

Rui Iwersen, médico planetário



Série de GaiaNet nº 20
Saúde do  Planeta nº 9

Com a mudança climática, mais lugares se tornam inabitáveis

A mudança climática está influenciando cada vez mais a mobilidade humana, á medida que mais lugares se tornam inabitáveis.

Estima-se que, até 2050, 2 milhões e meio de pessoas sejam acrescentadas aos ambientes urbanos – onde podem enfrentar o desafio de viver em periferias superlotadas e pouco higiênicas -, com 90% desse aumento ocorrendo na Ásia e na África.

Informação, Médicos Sem Fronteiras, nº 49, janeiro 2022, Saúde do Planeta – A crise climática é uma crise humanitária e de saúde, página 8; foto: A Referência; África       

Rui Iwersen, médico planetário

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Freud Explica nº 49
A Guerra nº 13

A guerra se constitui na mais óbvia oposição à atitude psíquica que nos foi incutida pelo processo de civilização

Ucrânia: Ligações de soldados mostram Rússia despreparada - 02/10/2022 - Mundo - Folha

As modificações psíquicas que acompanham o processo de civilização são notórias e inequívocas. Consistem num progressivo deslocamento dos fins instintuais e numa limitação imposta aos impulsos instintuais. Sensações que para os nossos ancestrais eram agradáveis, tornaram-se indiferentes ou até mesmo intoleráveis para nós; há motivos orgânicos para as modificações em nossos ideais éticos e estéticos.

Dentre as características psicológicas da civilização, duas aparecem como a mais importantes: o fortalecimento do intelecto, que esta começando a governar a vida instintual, e a internalização dos impulsos agressivos com todas as suas consequentes vantagens e perigos.

Ora, a guerra se constitui na mais óbvia oposição à atitude psíquica que nos foi incutida pelo processo de civilização, e por esse motivo não podemos evitar de nos rebelar contra ela; simplesmente não podemos mais nos conformar com ela. Isto não é apenas um repúdio intelectual e emocional; nós os pacifistas, temos uma intolerância constitucional à guerra, digamos, uma idiossincrasia exacerbada no mais alto grau. Realmente, parece que o rebaixamento dos padrões estéticos na guerra desempenha um papel dificilmente menor em nossa revolta do que as suas crueldades.

Einstein e Freud, Por que a Guerra?, 1932-1933; Edição Standard Brasileira das Obras de Freud, Imago Editora, Rio de Janeiro, 1974, página 258 (pg. 16 do artigo original). Foto: Folha – UOL (guerra russa na Ucrânia).

Rui Iwersen, médico psiquiatra



Síntese do livro A Vingança de Gaia de James Lovelock

4. Há gente demais vivendo de forma errada

Capítulo 5 – Fontes de Energia

O médico planetário James Lovelock apresenta neste capítulo várias alternativas energéticas para a humanidade, inclusive a energia atômica. Neste capítulo, o autor enfatiza a necessidade de mudança cultural e de modo de vida.

Diz ele nas páginas 77 e 103: “Como sempre, voltamos ao fato inevitável que de há gente demais vivendo de forma errada. (…) Sem mudanças drásticas no estilo de vida, teremos que continuar usando energia de combustíveis fósseis por várias décadas”.

Matéria editada originalmente em 2009 nesta página, e reeditada em dezembro de 2018; foto: Agência Brasil – EBC 

Rui Iwersen, médico planetário



Mensagem quixotesca nº 5

Mensagem ao Presidente da República Federativa do Brasil

Digníssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil

Com humildade me dirijo novamente a Vossa Excelência com o objetivo único de Vos ajudar a melhor exercer Vosso poder sobre Vosso país e sobre Vosso povo. Com este objetivo dou-vos um novo conselho: Não fortaleça o ódio entre Vossos súditos! Não divida o Vosso povo! Una o Vosso povo! Como tenho visto desde o século XVII, ódio no povo significa ódio entre o povo; divide os súditos e destrói a tão almejada e desejada paz.

Vós, com Vossa vasta cultura de cavalaria, certamente já lestes um pouco de minha história contada por um tal Miguel de Cervantes, um de meus conterrâneos contemporâneos, que conhecia o verdadeiro valor dos cavaleiros andantes. Vossa excelência sabe, portanto, quem Vos fala e com quem Vós falais!

Vossa Excelência não é só presidente da bolha olavista, evangélica, pecuarista ou da bolha da bala. Vossa Excelência é agora Presidente da República Federativa do Brasil. Vossa Excelência é agora presidente de todos os brasileiros, e não somente dos que Vos elegeram ou dos que Vos apoiam.

Em minhas andanças de cavaleiro pelo mundo já vi muitas tribos, reinos e países colapsarem em guerras civis ou em guerras religiosas por sua divisão. Não deixe isso acontecer com Vosso povo! A paz é possível e desejável. A paz entre seu povo deve ser o objetivo de um  grande estadista, principalmente de um presidente que se diz terrivelmente cristão, uma religião que prega o amor ao próximo como a si mesmo. Eu e o Freud achamos isso impossível, mas… Vós, que acreditais que isso é possível, lute por isso! Para ter paz em Vosso reino e em Vosso reinado, busque o apoio de todos! Apoie todos! Afinal, todos são Vossos súditos, e Vós sois a autoridade máxima de todos

Ah! E não permitais que outros, em Vosso nome, dividam o Vosso povo! Mesmo contra Vossa natureza, às vezes sejais rude! Não vai ser difícil! Afinal, Vossa Excelência foi treinado para matar! É a velha dialética cultura/natureza!

O Sancho me pediu para dizer a Vossa Excelência que quem divide para reinar não reina um reino, reina sobre um reino.

Rui Iwersen, sob licença póstuma imaginária de Miguel de Cervantes Zaavedra.

Matéria editada originalmente em 20 de julho de 2019 



Dia Mundial de Limpeza de rios e praias

O Dia Mundial da Limpeza é um movimento cívico que une 191 países e milhões de pessoas em todo o mundo para limpar o planeta. Em um único dia! No dia 17 de setembro de 2022, o Dia Mundial da Limpeza acontecerá pela 5ª vez. Desde 2018, 50 milhões de pessoas saíram e limparam suas cidades, rios e comunidades dos resíduos.

Fonte: LimpaBrasil.org; Calendário ecológico de GaiaNet



Saúde do Planeta nº 6

A mudança climática causará aproximadamente 15 milhões de casos adicionais de malária a cada ano

Quando o tempo se torna mais quente e os padrões de chuva mudam, os insetos – como mosquitos que transmitem doenças como malária, dengue e chikungunya – reproduzem-se mais rapidamente e sobrevivem em lugares onde não sobreviviam antes, expondo mais pessoas a essas doenças potencialmente mortais.

Estima-se que a mudança climática causará aproximadamente 15 milhões de casos adicionais de malária a cada ano. Os casos de dengue aumentaram 10 vezes nos últimos 20 anos, e o vírus está agora presente em mais de 100 países.

A mudança do clima também significa que veremos mais carrapatos e as enfermidades que carregam, como a doença de Lyme.

Informação, Médicos Sem Fronteiras, nº 49, janeiro 2022, Saúde do Planeta – A crise climática é uma crise humanitária e de saúde, páginas 6 e 7; foto: Revista Galileu    

Rui Iwersen, médico planetário

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Freud Explica nº 47
A Guerra nº 11

Por que nos revoltamos contra a guerra?

Por que o senhor [Albert Einstein], eu e tantas outras pessoas nos revoltamos tão violentamente contra a guerra? Por que não aceitamos como mais uma das calamidades da vida?

Afinal, parece ser uma coisa muito natural, parece ter uma base biológica e ser dificilmente evitável na prática. Não há motivo para se surpreender com o fato de eu levantar esta questão. Para o propósito de uma investigação como esta, poder-se-ia, talvez, permitir-se usar uma máscara de suposto alheamento.

A resposta à minha pergunta será a de que reagimos à guerra dessa maneira, porque toda pessoa tem o direito à sua própria vida, porque a guerra põe um término a vidas plenas de esperanças, porque conduz os homens individualmente a situações humilhantes, porque os compele, contra a sua vontade, a matar outros homens e porque destrói objetos materiais preciosos, produzidos pelo trabalho da humanidade.

Einstein e Freud, Por que a Guerra?, 1932-1933; Edição Standard Brasileira das Obras de Freud, Imago Editora, Rio de Janeiro, 1974, páginas 256 e 257. Foto: CNN Brasil 

Rui Iwersen, médico psiquiatra



Síntese do livro A Vingança de Gaia de James Lovelock

2. História da Vida de Gaia

Capítulo 3 – História da Vida de Gaia

Nesta breve síntese deste importante livro de James Lovelock, apresento algumas informações, advertências e conselhos do autor que, com realismo científico, neste capítulo faz uma análise retrospectiva e prospectiva do planeta Terra – de seu nascimento à sua futura morte.

Diz James Lovelock nas páginas 47, 51 e 52: A vida na Terra começou há 3 ou 4 bilhões de anos. (…) Naquela época prematura, o Sol era provavelmente 25 por cento menos luminoso do que hoje. (…) Como o Sol vai ficando mais quente, o calor recebido pela Terra agora é maior do que quando a vida começou, há mais de 3 bilhões de anos. (…) Daqui a cerca de um bilhão de anos, e muito antes do fim da vida solar, o calor recebido pela Terra [hoje 1,35 quilowatts/m2] será superior a 2 quilowatts por metro quadrado, mais do que a Gaia que conhecemos consegue suportar. Ela morrerá de superaquecimento.

Matéria editada originalmente em 2009 nesta página e reeditada em dezembro de 2018; foto: Stoodi

Rui Iwersen, médico planetário



Saúde do Planeta nº 5

Instabilidade política e condições climáticas extremas levam a crises humanitárias no mundo

Ao longo de 20 anos de conflito, a instabilidade política e as condições climáticas extremas levaram a uma das crises humanitárias mais prolongadas do mundo na Somália.

Enchentes intensas e frequentes, secas e enxames de gafanhotos diminuíram os meios de subsistência da população e comprometeram a segurança alimentar, atingindo principalmente as crianças.

Em resposta, Médicos Sem Fronteira administra um programa de combate à fome no sul da Somália que visa a prevenir e a tratar a desnutrição aguda durante a estação de escassez por meio de vigilância ativa, triagem e atendimento ambulatorial.

Informação, Médicos Sem Fronteiras, nº 49, janeiro 2022, Saúde do Planeta – A crise climática é uma crise humanitária e de saúde, página 6; foto: Agrosmart   

Rui Iwersen, médico planetário

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Freud Explica
A Guerra nº 10

Tudo o que favorece o estreitamento dos vínculos emocionais entre os homens deve atuar contra a guerra

Nossa teoria mitológica dos instintos facilita-nos encontrar a formula para métodos indiretos de combater a guerra. Se o desejo de aderir à guerra é um efeito do instinto destrutivo, a recomendação mais evidente será contrapor-lhe o seu antagonista, Eros. Tudo o que favorece o estreitamento dos vínculos emocionais entre os homens deve atuar contra a guerra. (…)

A situação ideal, naturalmente, seria a comunidade humana que tivesse subordinado sua vida instintual ao domínio da razão. Nada mais poderia unir os homens de forma tão completa e firme, ainda que entre eles não houvesse vínculos emocionais.

Sigmund Freud

Einstein e Freud, Por que a Guerra?, 1932-1933; Edição Standard Brasileira das Obras de Freud, Imago Editora, Rio de Janeiro, 1974, páginas 255 e 256. Foto: CNN Brasil, Ucrânia

Rui Iwersen, médico psiquiatra



Saúde do Planeta nº 4

As secas e o excesso de água aumentam a insegurança alimentar e a desnutrição

Quando há pouca água, não é possível cultivar e produzir alimentos. As secas aumentam a insegurança alimentar e a desnutrição. Por outro lado, o excesso de água pode gerar pragas e doenças que prejudicam as colheitas.

O aumento do nível do mar, ao trazer água salgada para as áreas costeiras, torna a agricultura impossível, o que também afeta os sistemas de produção de alimentos.

Em 2021, a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que Madagascar estava prestes a enfrentar a primeira crise climática de fome no mundo.

Informação, Médicos Sem Fronteiras, nº 49, janeiro 2022, Saúde do Planeta – A crise climática é uma crise humanitária e de saúde, página 6; foto: Escola Kids – UOL  

Rui Iwersen, médico planetário

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Dia Mundial da Conservação da Natureza

 

O Dia Mundial da Conservação da Natureza foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas  e comemora-se a 28 de Julho. Este dia tem como objetivo chamar a atenção para os problemas da conservação da Natureza.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

Editado originalmente na página Calendário Ecológico de GaiaNet



GLOCAL EXPERIENCE

Um olhar para os oceanos

Pouco se sabe sobre o mar e o grande desafio a ser enfrentado é engajar a população na proteção dos oceanos. Este foi o ponto principal discutido pelos participantes em “Um olhar para o oceano”, na tarde de quinta, 14 de julho.

Janaína Bumbeer, especialista em conservação da biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, apresentou os resultados de uma pesquisa que constatou que 80% das pessoas desconhecem que a maior parte do oxigênio que respiramos vem do mar.

Ana Asti, subsecretária de Recursos Hídricos e Sustentabilidade da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, lembrou a estimativa feita pela ONU de que até 2050 o oceano terá a mesma quantidade de peixes e de plástico.

Flavio Andrade, CEO da Ocean Pact, que desenvolve soluções seguras ambientalmente para operações submarinas, reforçou a necessidade de conhecimento e investimento para se cuidar e proteger o oceano. “Precisamos ter em mente que, dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, o de número 14 – Vida na Água, é o que recebeu menor volume de investimentos globalmente”, disse o CEO da empresa.

O biólogo Ricardo Gomes, diretor do Instituto Mar Urbano e diretor do documentário Baía Urbana, sobre a Baía da Guanabara, associou-se à Flavio Andrade em uma ação de replantio de 30 mil árvores no mangue da baía. “Nós nos preocupamos com bens, mas a grande herança que podemos deixar para nossos filhos é o oceano saudável”, disse Ricardo, que também é mergulhador e chamou a atenção do mundo todo para a Baía de Guanabara. (…)

Fonte: Aegea Blog

Rui Iwersen


GLOCAL EXPERIENCE – Rio de Janeiro, 9 a 17 de julho

Um laboratório de inovação social para reimaginar e reintegrar territórios rumo a 2030

A GLOCAL Experience nasceu em maio de 2022 e permanecerá até o ano de 2030 quando os pactos sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) serão apresentados.

Certamente novas propostas surgirão para os próximos anos. E a GLOCAL Experience quer contar com a sua contribuição na agenda de ações dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O evento proporcionará ao público um espaço de interações sociais, debates, workshops, atividades imersivas, oficinas, cinema, área de exposição, gastronomia sustentável e muito mais.

Esta é a sua oportunidade de participar desse laboratório de inovação social para reimaginar e reintegrar territórios rumo a 2030. Não perca a chance de ajudar a traduzir os objetivos globais em transformações locais.

CONFERÊNCIAS – 13 a 16 de julho; 09h às 17h; Marina da Glória, RJ

EXPO – 09 a 17 de julho; 09h às 18h; Marina da Glória, RJ

Arte, cultura, tecnologia e conteúdo

Um espaço aberto, com diversas áreas integradas para atrair pessoas a experimentarem momentos de conhecimento, cultura, reflexão, interatividade e diálogos para a ação!

Durante a EXPO da GLOCAL Experience teremos uma série de atrações para estimular e inspirar as pessoas a refletir sobre o planeta que queremos no futuro.

Fonte: glocalexperience.com.br

Rui Iwersen



Freud Explica
A Guerra nº 7

É impossível estabelecer qualquer julgamento geral das guerras de conquista

Guerras dessa espécie terminam ou pelo saque ou pelo completo aniquilamento e conquista de uma das partes. É impossível estabelecer qualquer julgamento geral das guerras de conquista. Algumas, como as empreendidas pelos mongóis e pelos turcos, não trouxeram senão malefícios.

Outras, pelo contrário, contribuíram para a transformação da violência em lei, ao estabelecerem unidades maiores, dentro das quais o uso da violência se tornou impossível e nas quais um novo sistema de leis solucionou os conflitos. Desse modo, as conquistas dos romanos deram aos países próximos ao Mediterrâneo a inestimável pax romana, e a ambição dos reis franceses de ampliar os seus domínios criou uma França pacificamente unida e florescente.

Einstein e Freud, Por que a Guerra?, 1932-1933; Edição Standard Brasileira das Obras de Freud, Imago Editora, Rio de Janeiro, 1974, páginas 249 e 250; foto: Pragmatismo Político, invasão da Ucrânia pela Rússia.  

Rui Iwersen, médico psiquiatra




O desafio ecológico nº 22

O gênero humano tem agora pelo menos três inimigos comuns – guerra nuclear, mudança climática e disrupção tecnológica 

22º e último artigo desta Série de GaiaNet inspirada no Capítulo 7do livro 21 lições para o século 21 de Yuval Noah Hararari – Nacionalismo; Problemas globais exigem respostas globais.

Enquanto o mundo permanecer dividido em nações rivais será muito difícil superar simultaneamente os três desafios [ecológico, tecnológico e genético] – e o fracasso em uma única dessas frentes pode se mostrar catastrófico.

Para concluir, a onda nacionalista que varre o mundo não pode fazer o relógio recuar para 1939 ou 1914. A tecnologia mudou tudo ao criar um conjunto de ameaças existenciais globais que nenhuma nação é capaz de resolver sozinha.

Um inimigo comum é o melhor catalisador para a formação de uma identidade comum, e o gênero humano tem agora pelo menos três desses inimigos – guerra nuclear, mudança climática e disrupção tecnológica. Se apesar dessas ameaças comuns os humanos privilegiarem suas lealdades nacionais particulares acima de tudo, os resultados serão muito piores que os de 1914 e 1939.

Yuval Noah Hararari, 21 lições para o século 21, 2018, Capítulo 7 – Nacionalismo – Problemas globais exigem respostas globais, páginas 160 e 161. Foto: Jornal da USP, guerra da Russia na Ucrânia 

Rui Iwersen, médico planetário

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O desafio ecológico nº 21

Países que se esforçam por ultrapassar as conquistas tecnológicas de seus rivais acharão difícil concordar com um plano comum para deter a mudança climática

Assim como desafios diferentes tendem a se reforçar reciprocamente, também a boa vontade necessária para enfrentar um desafio pode ser corrompida devido a problemas em outra frente.

Países envolvidos em competição armamentista não são propensos a concordar com restrições ao desenvolvimento de Inteligência Artificial, e países que se esforçam por ultrapassar as conquistas tecnológicas de seus rivais acharão muito difícil concordar com um plano comum para deter a mudança climática.

Enquanto o mundo permanecer dividido em nações rivais será muito difícil superar simultaneamente os três desafios [ecológico, tecnológico e genético] – e o fracasso em uma única dessas frentes pode se mostrar catastrófico.

Yuval Noah Hararari, 21 lições para o século 21, 2018, Capítulo 7 – Nacionalismo – Problemas globais exigem respostas globais; A espaçonave Terra, página 160. Foto: Blog WayCarbon, fotos da NASA 

Rui Iwersen, médico planetário

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O desafio ecológico nº 20

As mudanças climáticas e as disrupções tecnológicas podem aumentar o perigo de guerras apocalípticas

(…) o ritmo do desenvolvimento tecnológico disparou porque as nações envolvidas em uma guerra total mandaram a cautela e a economia para o espaço e investiram imensos recursos em todo tipo de projetos audaciosos e fantásticos. (…)

Da mesma forma, as nações, ante um cataclismo climático, poderiam ficar tentadas a investir suas esperanças em apostas tecnológicas desesperadas. O gênero humano tem muitas e sofisticadas dúvidas quanto à Inteligência Artificial e à bioengenharia, mas em tempos de crise as pessoas fazem coisas arriscadas.

O que quer que você pense quanto a regular tecnologias disruptivas, pergunte a si mesmo se é provável que essas regulações se mantenham mesmo que a mudança climática cause escassez de alimentos, inunde cidades em todo o mundo e obrigue centenas de milhões de refugiados a cruzar fronteiras.

As disrupções tecnológicas, por sua vez, poderiam aumentar o perigo de guerras apocalípticas não só ao acirrar as tensões globais, mas também ao desestabilizar o equilíbrio do poder nuclear.

Yuval Noah Hararari, 21 lições para o século 21, 2018, Capítulo 7 – Nacionalismo – Problemas globais exigem respostas globais; A espaçonave Terra, páginas 159 e 160. Foto: Hypeness 

Rui Iwersen, médico planetário

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Freud explica
A Guerra nº 6

A história humana revela uma série infindável de conflitos

Vemos, pois, que a solução violenta de conflitos de interesses não é evitada sequer dentro de uma comunidade. As necessidades cotidianas e os interesses comuns, inevitáveis ali onde pessoas vivem juntas num lugar, tendem, contudo, a proporcionar a essas lutas uma conclusão rápida, e, sob tais condições, existe uma crescente probabilidade de se encontrar uma solução pacífica.

Outrossim, um rápido olhar pela história da raça humana revela uma série infindável de conflitos entre uma comunidade e outra, ou  diversas outras, entre unidades maiores e menores – entre cidades, províncias, raças, nações, impérios -, que quase sempre se formaram pela força das armas. Guerras dessa espécie terminam ou pelo saque ou pelo completo aniquilamento e conquista de uma das partes.

Einstein e Freud, Por que a Guerra?, 1932-1933; Edição Standard Brasileira das Obras de Freud, Imago Editora, Rio de Janeiro, 1974, página 249; foto: Agência Brasil – EBC, Guerra russa na Ucrânia. 

Rui Iwersen




O desafio ecológico nº 19

A mudança climática pode vir a desempenhar a mesma função das duas guerras mundiais

À medida que a crise ecológica se aprofunda, o desenvolvimento de tecnologias de alto risco e alto ganho provavelmente só vai acelerar.

Na verdade, a mudança climática pode vir a desempenhar a mesma função das duas guerras mundiais. Entre 1914 e 1918, e novamente entre 1939 e 1945, o ritmo do desenvolvimento tecnológico disparou porque as nações envolvidas em uma guerra total mandaram a cautela e a economia para o espaço e investiram imensos recursos em todo tipo de projetos audaciosos e fantásticos.

Yuval Noah Hararari, 21 lições para o século 21, 2018, Capítulo 7 – Nacionalismo – Problemas globais exigem respostas globais; A espaçonave Terra, página 159. Foto: Dom Total, 2ª guerra mundial 

Rui Iwersen, médico planetário

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4Comentários para Reflexões ecológicas”

  1. Rui Iwersen diz:Responder
    8 de maio de 2011 at 23:22

    Olá Maduca.

    Assim como eu, talvez outros demorem a perceber que teu nome, escrito em vermelho em teu comentário, é o link de teu site.

    Aproveito esta autocrítica e estas reflexões para divulgar teu link e recomendar teu site (que eu visitei e gostei). Importantes e graves as revelações sobre a história e as estratégias da sociedade capitalista de consumo (tão nefasta para o meio ambiente) mostradas e documentadas no vídeo sobre “obsolescência programada”.

    Continuo com a opinião de que deverias, sempre que possivel e conveniente, divulgar o endereço eletrônico de teu site, o que poderia facilitar o acesso dos interessados.

    Abraço.
    Rui

  2. maduca diz:Responder
    1 de março de 2011 at 20:45

    Oi. Visite o meu blog de design ecológico; já coloquei um
    link para vocês em meio ambiente. Abraço. Maduca.

    1. gaianet diz:Responder
      3 de março de 2011 at 22:35

      Oi Maduca.
      No teu comentário a Gaianet tu não deste o nome e o endereço do teu site. Por favor, apresente para mim e para os leitores de GaiaNet o endereço eletrônico de teu blog. Seria bom e importante para nós visitarmos o teu site e lermos, vermos e aprendermos mais sobre design ecológico.
      Obrigado pelo vínculo com GaiaNet.
      Abraço.
      Rui Iwersen, editor de GaiaNet

  3. Luciana Sarno diz:Responder
    25 de agosto de 2009 at 00:08

    Olá Rui… Gostei muito do seu trabalho… E de como voce traz as informações… Parabéns!

    Estou linkando este espaço no blogue 365 Atos… Um grande abraço.

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