Reflexões ecológicas
Colapsos – Série de GaiaNet nº 22
Colapso nº 2 – Ilha de Páscoa
O tamanho dos moais foi aumentando, o que sugere um acirramento na competição entre os clãs ou um maior apelo aos deuses
Nessa época, a sociedade [de Páscoa] se dividia em 12 clãs. Eles compartilhavam pacificamente os recursos naturais da ilha. A competição se resumia à fabricação das estátuas (os moais). Os moais representavam membros mortos das elites dos clãs.(…) Ao longo da história da ilha, o tamanho dos moais foi aumentando, o que sugere um acirramento na competição entre os clãs ou um maior apelo aos deuses. (…)
O auge da construção dos moais foi entre 1400 e 1600, período que o consumo de alimentos aumentou 25%. As estátuas requeriam, além de “combustível” para os trabalhadores, quilômetros de cordas grossas, muita madeira para os trenós, trilhos e alavancas.
As árvores também eram derrubadas para a construção de canoas, com as quais os homens se lançavam ao mar em busca de peixes e golfinhos. Eram também usadas nas fogueiras com as quais aqueciam os corpos, preparavam a comida e cremavam os mortos.
Super Interessante, Edição Especial, Apocalipse – O fim do mundo, Edição 291-A, maio de 2011, página 58; foto: BBC.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 21
1501 – O Brasil depois de Cabral nº 18
As doenças infecciosas do Velho Mundo contribuíram no extermínio das populações indígenas
E é aqui que podemos enfim amarrar as pontas de nosso raciocínio: essas doenças, em geral causadas por vírus ou bactérias, frequentemente surgiram como zoonoses – moléstias de bicho, em linguagem mais simples.
Trata-se de um fenômeno que, em grande medida, continua ocorrendo no mundo moderno. Basta recordar o pânico em torno da chamada gripe suína anos atrás, o avanço assustador do vírus zika hoje ou da Aids na década de 1980.
Reinaldo José Lopes, 1499 – O Brasil antes de Cabral, Epílogo – Por que o Brasil pré-histórico foi derrotado, Editora Harper Collins, páginas 212 e 213; foto: Câmara dos Deputados (Índios Yanomami doentes)
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
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Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 26
Estamos caminhando a passos largos na direção da sexta extinção em massa
A Organização Mundial do Comercio (OMC) afirma em seu relatório World Trade Reporter – Natural Resources que recursos naturais são “estoques de materiais existentes em ambiente natural que são escassos e economicamente úteis”. Ou seja, se forem usados de forma excessiva (e estão) terminarão e teremos (já temos) um problema dos grandes.
Nesses recursos naturais não estão incluídos apenas petróleo, gás natural ou carvão. Alimentos também fazem parte dele assim como a água potável, o bem mais necessário à continuidade da vida de boa parte dos animais, homens principalmente. O responsável por tudo isso é nossa espécie.
A situação é tão grave que, em março, cientistas liderados por Anthony Barnorsky, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos, publicaram um estudo mostrando que estamos caminhando a passos largos na direção da sexta extinção em massa, uma situação na qual 75% das espécies do planeta simplesmente deixarão de existir.
Super Interessante, Edição Especial, 291 A, maio de 2011, Apocalipse – O fim do mundo – Esgotamento dos recursos naturais, página 43; foto: Correio do Povo.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Reflexões sobre o Racismo nº 1
Não existem raças na espécie humana
Pesquisa genética internacional mostra que não existem raças na espécie humana, derrubando qualquer base científica para a discriminação.
As diferenças genéticas mostram que, desde o princípio, as linhagens humanas rapidamente se espalharam por toda a humanidade, indicando um grande grau de contato entre as populações.
Os genes que determinam o tipo físico são apenas antigas adaptações biológicas a uma região geográfica.
Seja Racista Se For Capaz – somos todos um só, Isto É, nº 1520, 18 de novembro de 1998, páginas 129, 130 e 131
Matéria editada originalmente nesta página e na página Saúde mental em 4 de novembro de 2015.
Rui Iwersen
Colapsos – Série de GaiaNet nº 22
Colapso nº 1 – Ilha de Páscoa
A ilha chegou a abrigar a maior espécie de palmeira do mundo e uma floresta tropical com mais de 21 espécies de grandes árvores
Se hoje o cenário é desolador, fósseis encontrados recentemente na lava vulcânica revelam que a ilha chegou a abrigar a maior espécie de palmeira do mundo e uma floresta tropical com mais de 21 espécies de grandes árvores. Essa foi a grande fonte de matéria – prima da civilização em seu apogeu.
Super Interessante, Edição Especial, Apocalipse – O fim do mundo, Edição 291-A, maio de 2011, página 58; foto: Felipe, o pequeno viajante
1º artigo desta nova série de GaiaNet que apresentará trechos do relato de apocalipses de alguns povos da antiguidade e de uma entrevista com Jared Diamond, autor do livro Colapso.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
Série de GaiaNet nº 21
1501 – O Brasil depois de Cabral nº 17
O uso da cavalaria teve efeitos devastadores, em especial nos primeiros combates entre europeus e indígenas
O cavalo, um dos últimos mamíferos do Velho Mundo a virar parceiro da humanidade, é o exemplo mais importante [do uso de grandes animais na guerra]: povos de cavaleiros frequentemente derrotaram de forma avassaladora gentes que lutavam a pé ao longo da Antiguidade e da Idade Média na Eurásia. E no Novo Mundo, o uso da cavalaria teve efeitos devastadores, em especial nos primeiros combates entre europeus e indígenas. (…)
Sem entender o que eram aqueles monstros – homens “colados” ao corpo de animais – e pisoteados pelo ímpeto dos cavalos, os incas acabaram não conseguindo defender seu líder [Atahualpa], que foi capturado e usado como refém até os espanhóis decidirem executá-lo.
Reinaldo José Lopes, 1499 – O Brasil antes de Cabral, Epílogo – Por que o Brasil pré-histórico foi derrotado, Editora Harper Collins, página 212; foto: Brasil Escola – UOL (O triunfo de Aquiles)
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Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 25
A poluição nas grandes cidades afeta a fertilidade masculina
Pesquisa realizada por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) verificou, de maneira inédita, como a poluição nas grandes cidades afeta a fertilidade masculina.
No trabalho, os autores do estudo avaliaram a influência das partículas conhecidas como PM 2.5 – que são extremamente finas e desestabilizam o sistema endócrino de humanos e animais – no ar da capital paulista.
“A exposição à poluição altera a expressão de genes importantes para a formação de espermatozoides”, explica Elaine Frade, pesquisadora da USP e uma das autoras da análise.
Galileu, Edição 335, junho de 2019, página 10; foto: Climainfo
Rui Iwersen
Série de GaiaNet nº 21
1501 – O Brasil depois de Cabral – nº 16
Cada grupo indígena enfrentou o evento apocalíptico do contato com os europeus à sua própria maneira
Desde os primeiros momentos da colonização, não faltaram estratégias, por parte dos indígenas, para que a presença dos portugueses e espanhóis fosse utilizada em favor dos objetivos das próprias sociedades nativas. (…)
Assim como os ingleses do século XVIII reagiram à Revolução Industrial de formas totalmente diferentes das que prevaleceram entre os japoneses do fim do século XIX, cada grupo indígena enfrentou o evento apocalíptico do contato à sua própria maneira, às vezes até tirando partido com algum sucesso das novas condições impostas pela presença europeia (embora essa possibilidade tenha sido claramente a exceção, e não a regra).
Reinaldo José Lopes, 1499 – O Brasil antes de Cabral, Epílogo – Por que o Brasil pré-histórico foi derrotado, Editora Harper Collins, página 202; foto: Tucum Brasil
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Reflexões sobre o Racismo nº 2
Somos todos um só
Enquanto aqui [no Brasil] você tem total liberdade de definir qual é sua raça, lá [nos Estados Unidos] é o recenseador quem identifica o cidadão entre nada menos do que sete grupos raciais.
Mas, se a questão já tinha implicações políticas, econômicas e culturais, ficou ainda mais difícil há poucos dias com a publicação de um amplo e meticuloso trabalho científico que chegou a uma conclusão taxativa: não existem raças na espécie humana.
Seja Racista Se For Capaz – somos todos um só, Isto É, nº 1520, 18 de novembro de 1998, páginas 129 e 130; foto: Educafro
Rui Iwersen
Matéria editada originalmente em GaiaNet em 9 de novembro de 2015.
Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 24
Podemos, e precisamos, aprender a conviver melhor com os plásticos
A solução para o futuro do plástico está no chamado “3R”: reduzir, reutilizar, reciclar.
“Ao longo das últimas sete décadas, mobilizamos praticamente todos os aspectos de nossas vidas em torno dele. Podemos dispensar os copos descartáveis, mas ainda vamos precisar de equipamentos médicos, pneus, embalagens para alimentos”, diz Malcon Hudson. E mais um zilhão de outras coisas.
É muito difícil viver sem plástico. Mas podemos, e precisamos, aprender a conviver melhor com ele.
Super Interessante, Edição 446, dezembro de 2022, O futuro do plástico, página 31; foto: Agência Brasil – EBC
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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#AIndustriadoPlástico
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Prêmio Aquecedor Global
No mês mais quente da história do planeta Terra, GaiaNet oferece a Homo sapiens um triste reconhecimento do papel da espécie na destruição progressiva de seu berço, de seu lar e lar das outras espécies animais e vegetais de Gaia, a Terra viva.
Série de GaiaNet nº 21
1501 – O Brasil depois de Cabral – nº 15
Os dados arqueológicos sugerem que uma transformação sociocultural relativamente rápida e traumática aconteceu com os habitantes do Continente
(…) não dá para assumir que as sociedades ameríndias pouco populosas e simples no pressente representam fielmente o que havia por aqui antes do fatídico 22 de abril de 1500. Os dados arqueológicos sugerem que uma transformação sociocultural relativamente rápida e traumática, causada direta ou indiretamente pelo contato com os europeus, foi a responsável por dar a muitos grupos indígenas – provavelmente a maioria desses povos, ainda que não todos – a feição que reconhecemos como típica deles hoje. Lembre-se do diâmetro das aldeias-metrópoles do Xingu, dos relatos entusiasmados de viajantes como frei Gaspar de Carvajal, do esplendor da arte marajoara e tapajônica, do poderio militar Tupinambá.
Reinaldo José Lopes, 1499 – O Brasil antes de Cabral, Epílogo – Por que o Brasil pré-histórico foi derrotado, Editora Harper Collins, páginas 200 e 201; foto: Educa Mais Brasil
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Série de GaiaNet nº 20
Saúde do Planeta nº 23
Os plásticos desnecessários, ou os de uso único, precisarão ser repensados ou simplesmente eliminados
Eis a outra chave para resolver o problema [dos plásticos no Planeta]. “Economia Circular” é um sistema em que os produtos são criados, fabricados e usados já pensando em maximizar a reciclagem. “Precisamos migrar para um sistema de consumo em que o plástico seja projetado para ser facilmente reaproveitável”, diz Malcon Hudson.
“As soluções mais promissoras são aquelas que permitem acabar com o sistema linear de produção e descarte do plástico”, concorda Luísa Santiago, da Fundação Ellen MacArthur. “Os plásticos desnecessários, ou os de uso único, precisarão ser repensados ou simplesmente eliminados.”
Super Interessante, Edição 446, dezembro de 2022, O futuro do plástico, página 31; foto: Insper
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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Série de GaiaNet nº 21
1501 – O Brasil depois de Cabral – nº14
As grandes vilas do Xingu nos séculos XIII ao XVI eram dez vezes maiores que as aldeias de hoje
(…) entre o século XIII e o século XVI (…) havia ao menos vinte assentamentos no território tradicional dos Kuikuro, enquanto hoje só existem três aldeias. A grande questão não é o mero número de assentamentos, porém.
Com cerca de 50 hectares, as grandes vilas xinguanas dessa época são dez vezes maiores que as aldeias de hoje, com uma população na casa de alguns milhares de indígenas em cada local (o que, na verdade, é mais ou menos a mesma escala populacional de uma cidade medieval europeia de pequeno porte, ou de uma cidade-Estado grega de tamanho modesto na Antiguidade).
Reinaldo José Lopes, 1499 – O Brasil antes de Cabral, Editora Harper Collins, página 148; foto: O Globo
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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4 Comments to “ Reflexões ecológicas”
Olá Maduca.
Assim como eu, talvez outros demorem a perceber que teu nome, escrito em vermelho em teu comentário, é o link de teu site.
Aproveito esta autocrítica e estas reflexões para divulgar teu link e recomendar teu site (que eu visitei e gostei). Importantes e graves as revelações sobre a história e as estratégias da sociedade capitalista de consumo (tão nefasta para o meio ambiente) mostradas e documentadas no vídeo sobre “obsolescência programada”.
Continuo com a opinião de que deverias, sempre que possivel e conveniente, divulgar o endereço eletrônico de teu site, o que poderia facilitar o acesso dos interessados.
Abraço.
Rui
Oi. Visite o meu blog de design ecológico; já coloquei um
link para vocês em meio ambiente. Abraço. Maduca.
Oi Maduca.
No teu comentário a Gaianet tu não deste o nome e o endereço do teu site. Por favor, apresente para mim e para os leitores de GaiaNet o endereço eletrônico de teu blog. Seria bom e importante para nós visitarmos o teu site e lermos, vermos e aprendermos mais sobre design ecológico.
Obrigado pelo vínculo com GaiaNet.
Abraço.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
Olá Rui… Gostei muito do seu trabalho… E de como voce traz as informações… Parabéns!
Estou linkando este espaço no blogue 365 Atos… Um grande abraço.