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Teoria de Gaia

terça-feira, 14 julho 2009 by Rui Iwersen

Apresento aqui pequenas sínteses de livros e artigos sobre a Terra ilustrativos da Teoria de Gaia de James Lovelock – a análise científica de um planeta vivo e doente.

Dia Internacional das Florestas

Série de GaiaNet nº 28 – A Reforma da Terra nº 2

‘Terraformar a Terra’ significa consertar o que desequilibramos, tentando restaurar a atmosfera e o clima para um estado mais habitável 

Após a segunda guerra mundial, ocorrida na Europa nos anos 1940, iniciou-se no mundo uma grande mudança, uma nova era de inovações científicas e tecnológicas – o ‘Pós Guerra’. O canadense Marshall McLuhan, vivenciando e analisando este processo, especialmente a ação da televisão, teorizou sobre a Era da Informação e o processo de Globalização Social, introduzindo o termo Aldeia Global. Hoje, com o jornal escrito, o livro, o rádio, a televisão, a Internet, as redes sociais e a Inteligência Artificial, a era da informação e a aldeia global intensificaram-se e consolidaram-se.

Marshall McLuhan usou pela primeira vez o termo Aldeia global em 1962 em seu livro A Galáxia de Gutemberg, e aprofundou em 1964 em seu livro Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem. Neste livro, ele aprofundou a teoria, explorando como os meios eletrônicos estariam reconfigurando a sociedade. “Marshall McLuhan nos advertiu, porém, que esse processo de ‘retribalização’ forçada colocaria um estresse excessivo sobre os indivíduos e suas identidades tradicionais, tornando a aldeia global um lugar potencialmente marcado por violência e conflitos. Haveria participação coletiva mas, paradoxalmente, grandes tensões sociais.”

No passado Freud já nos falava sobre violência e conflitos humanos. Em 1933, respondendo à pergunta de Einstein – Por que a guerra? -, Freud nos disse que: “É, pois, um princípio geral que os conflitos de interesses entre os homens são resolvidos pelo uso da violência. É isto o que se passa em todo o reino animal, do qual o homem não tem motivo por que se excluir. No caso do homem sem dúvida ocorrem também conflitos de opinião que podem chegar a atingir as mais raras nuanças da abstração.”

Neste pequeno e importante livro de Einstein e Freud, Por que a Guerra?, Freud nos fala sobre a guerra e o processo de civilização. Diz ele: “Dentre as características psicológicas da civilização, duas aparecem como as mais importantes: o fortalecimento do intelecto, que está começando a governar a vida instintual, e a internalização dos impulsos agressivos com todas as suas consequências e perigos. Ora, a guerra se constitui na mais óbvia oposição à atividade psíquica que nos foi incutida pelo processo de civilização”. Segundo Freud, “se o desejo de aderir à guerra é um efeito do instinto destrutivo, a recomendação mais evidente será contrapor-lhe o seu antagonista, Eros. Tudo o que favorece o estreitamento dos vínculos emocionais entre os homens deve atuar contra a guerra. A situação ideal, naturalmente, seria a comunidade humana que tivesse subordinado sua vida instintual ao domínio da razão. Nada mais poderia unir os homens de forma tão completa e firme, ainda que entre eles não houvesse vínculos emocionais”.

De volta ao século XXI, quando imaginávamos que predominaria a paz e o equilíbrio climático e ambiental, deparamo-nos com modernos neo primitivos guerreiros, capitalistas e imperialistas governando países da América do Norte e do Oriente Médio, como Donald Trump e Benjamin Netanyahu, e destruindo à força das armas cidades e regiões do planeta. Infelizmente, podemos dizer, e dizemos com segurança: ‘nós estamos vendo e vivendo um desastre; nossos filhos verão e viverão uma catástrofe‘. Como nós, os naturalistas e ecologistas, perdemos a ‘primeira chance’ de controlar preventivamente o clima do planeta e salvar a civilização, o caos ecológico e ambiental certamente será nossa realidade nos próximos séculos; a não ser que aproveitemos nossa segunda chance: a Reforma da Terra e dos Terráqueos.

Teríamos muito a dizer sobre este processo, e diremos futuramente nesta página e nesta Série de GaiaNet. Por enquanto, conviria pensarmos  em mudanças humanas e ambientais, científicas e tecnológicas como, por exemplo, em cidades porosas, energia limpa, reflorestamentos, recuperação de rios e dos mares, fim das queimadas e, especialmente, no emprego na Terra da técnica da Terraformação. Deixemos, portanto, nossa Inteligência Artificial nos falar, ou melhor, escrever sobre esta e outras técnicas: “Um exemplo claro seria tentar reverter o aquecimento global através de técnicas em larga escala, como a fertilização dos oceanos com ferro para estimular o crescimento de algas (que absorvem CO₂) ou a injeção de aerossóis na estratosfera para refletir a luz solar (gerenciamento de radiação solar). Na prática, ‘terraformar a Terra‘ significa consertar o que desequilibramos, tentando restaurar a atmosfera e o clima para um estado mais habitável (o de antes da revolução industrial).”

Nesta página ou em outras de GaiaNet, nesta ou em outras Séries de GaiaNet, o editor, os colaboradores e os leitores de GaiaNet continuarão sua luta pelo planeta e pela civilização e trabalharão pela sobrevivência saudável de Gaia.

Texto: Rui Iwersen, Sigmund Freud, Albert Einstein, Marshall McLuhan e a IA DeepSeeq; Foto: Sustentável

Edição: Rui Iwersen


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 59

A Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS) está ficando maior

A Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS) é uma região que vai da África até a América do Sul, passando pelo Sudeste e pelo Centro-Oeste do Brasil, onde o campo magnético da Terra é mais fraco. Isso acontece porque esse campo (que funciona como um escudo, desviando prótons e elétrons vindos do Sol) não é uniforme: ele depende do movimento dos metais líquidos que preenchem o núcleo do planeta. A Amas existe há 10 milhões de anos. Mas agora, como mostra um novo estudo da European Space Agency, está ficando maior.

Ao longo do período analisado, os últimos 11 anos, a anomalia passou a cobrir mais 0,9% do planeta. Também se tornou mais anômala: no ponto mais fraco, seu campo magnético caiu para apenas 22 microtesla (menos da metade do normal, 50 microtesla). Em compensação, uma área na Sibéria, que tem o campo magnético mais intenso do planeta, ganhou força no mesmo período: lá o campo aumentou para 61,6 microtesla.

Fonte: Super Interessante, edição 482, dezembro de 2025, página 10; texto – Bruno Garattoni; foto: Meteored Brasil

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Dia da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas

Série de GaiaNet nº 28

 A Reforma da Terra nº1

Reforma da Terra – a reversão das mudanças climáticas e ambientais, e a recuperação das condições ideais para a vida no Planeta

DDesde o Holoceno, período iniciado após a última Era Glacial, há cerca de 12.000 anos, as sociedades tribais da Europa, das Américas, da África, Ásia, Oceania e Antártida viviam em relativa harmonia e estabilidade com a natureza. Entretanto, com a colonização e dominação europeia do Planeta a partir do século XVI, a situação mudou radicalmente para Gaia.

Dee Brown, em seu livro Enterrem meu coração na curva do rio – A dramática história dos índios norte-americanos, escrito em 1970, descreve as primeiras mudanças climáticas e ambientais das Américas produzidas pelos colonos vindos da Europa com sua mentalidade feudal, antiecológica e guerreira, e denunciou “o papel do homem branco como o agente poluidor da natureza exuberante da região habitada pelos índios. Os brancos introduziram a fumaça dos trens, o uísque, as doenças infecciosas e acabaram com as florestas e a vida selvagem.” “Para os índios, parecia que os europeus odiavam tudo na natureza – as florestas vivas e seus pássaros e bichos, as extensões de grama, a água, o solo e o próprio ar.”

Entretanto, na Grécia antiga, “Aristóteles (384-322 a.C.) já registrava observações sistemáticas sobre a história natural“,  e “na Europa do século XVIII surgiam os primeiros ecologistas, como Alexander von Humboldt (1769-1859), considerado o ‘pai do ambientalismo‘ ou o primeiro ecologista, no sentido moderno, o biólogo alemão Ernest Haeckel (1834-1919), que cunhou o termo Ecologia em 1866, e o britânico Sir Arthur Tansley (1871-1955) que cunhou em 1935 o termo ecossistema, a base de toda a ecologia moderna.”

Nesta época, no Brasil, “muito antes de existir o termo ecologia ou movimentos ambientalistas, algumas figuras já demonstravam uma notável  consciência sobre a necessidade de preservar os recursos naturais.” José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), por exemplo, conhecido como o ‘Patriarca da Independência’, era um cientista formado na Europa, onde conviveu com Alexander von Humboldt (cientista citado acima), e trouxe uma visão inovadora e crítica sobre a exploração da natureza no Brasil. Já no início do século XIX, ele denunciava a destruição das matas com argumentos que parecem atuais. Sua famosa frase de 1828 é um alerta profético.”  José Bonifácio disse 200 anos atrás: “Nossas preciosas matas desaparecem, vítimas do fogo e do machado, da ignorância e do egoísmo. Sem vegetação, nosso belo Brasil ficará reduzido aos desertos da Líbia. Virá então o dia em que a ultrajada natureza se ache vingada de tantos crimes.”

Mas, apesar das advertências, intensificadas no século XX, especialmente desde a década de 1970, os preservacionistas, naturalistas e ecologistas foram derrotados pela ganância e ignorância capitalista. Resta agora a Homo sapiens, ecologista ou não, conservacionista, agropecuarista ou guerreiro, uma segunda chance: usando a técnica da Terraformação (criada para reproduzir em outros corpos celestes as condições climáticas e existenciais da Terra), reformar a Terra e os terráqueos, reconstruir em nosso planeta as condições ideais à vida, e salvar Gaia, como os gregos antigos chamavam o nosso Planeta – a Terra viva.

Texto:  Rui Iwersen, Dee Brown e IA DeepSeek; imagem: IA Gemini

Edição: Rui Iwersen


Série de GaiaNet nº 23

Biodiversidade nº 24

Micróbios pioram o aquecimento global

O aumento na temperatura do planeta está derretendo o Ártico – e isso, como aponta um estudo publicado pela Universidade da Califórnia, vem estimulando a proliferação de micróbios que produzem metano, gás que retém calor na atmosfera e agrava o problema.

Os cientistas analisaram o nível de metano atmosférico entre 2006 e 2023 (período em que ele aumentou), e encontraram uma relação direta entre o teor desse gás no Ártico e o aquecimento global.

Além do fenômeno apontado pelo estudo, atividades humanas como a agricultura e a pecuária também geram muito metano -cada bovino arrota 100 kg desse gás, que se forma durante a digestão, por ano. (BG)

Super Interessante, edição 483, janeiro 2026, página 15; foto: Janela para a Rússia.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 55

Aquecimento global – a febre de Gaia, o planeta vivo doente

Dados confirmaram que 2024 foi o primeiro ano a ultrapassar a marca de 1,5 º C de aquecimento global em relação a níveis pré-industriais. (1)

Um estudo analisou 23 mil espécies de peixes e crustáceos de água doce – e descobriu que 24% correm risco de extinção. (2)

Fonte: Super Interessante, edição 472, fevereiro 2025, página 32; 1 – Organização Mundial de Meteorologia; 2 – International Union for Conservation of Nature (IUCN); foto: Pensamento verde.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 24

A dramática história dos índios norte-americanos – nº 18

Todas as árvores da região foram cortadas, só sobrando raízes para queimar 

Durante o outono, os navajos que haviam escapado do Bosque Redondo começaram a voltar para sua terra, com histórias terríveis do que estava acontecendo ali ao povo. Era uma terra ruim, disseram. Os soldados os empurravam com baionetas e os arrebanhavam em recintos de paredes de adobe, onde os chefes dos soldados sempre os estavam contando e anotando números em livrinhos. Os chefes dos soldados prometeram-lhes roupas, cobertores e melhor comida, mas suas promessas nunca foram cumpridas.

Todos os choupos-do-canadá e mesquites [árvores da região] foram cortados, só sobrando raízes para queimar. Para se abrigar da chuva e do sol, precisavam cavar buracos no chão arenoso, cobri-los e forrá-los com montes de grama trançada. Viviam como marmotas em tocas. Com as poucas ferramentas que os soldados lhes deram, rasgaram o solo das terras de aluvião do rio Pecos e plantaram cereal, mas as enchentes, as secas e os insetos mataram as colheitas e, agora, todos viviam com meia-ração. Amontoados como estavam, as doenças começaram a exigir seu tributo dos mais fracos. Era um lugar ruim e, embora a fuga fosse difícil e perigosa, sob os olhos vigilantes dos soldados, muitos arriscavam suas vidas para escapar.

Dee Brown, Enterrem meu coração na curva do rio – A dramática história dos índios norte- americanos, 1970, Coleção L&PM Pocket, 2003; Capítulo 2 – A longa marcha dos Navajos, páginas 47 e 48; foto: Got2Globe.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Em doses saudáveis, o efeito estufa é fundamental para a vida na Terra

A superfície da Terra e a água do mar absorvem luz solar durante o dia. À noite, esse calorzinho vai sendo liberado de volta na atmosfera na forma de radiação infravermelha, e sobe até escapar para o vácuo do espaço. Parte da radiação, porém, não chega a sair da Terra: fica retida por moléculas como o gás carbônico (CO₂) e o metano (CH). Dai eles se chamarem gases de efeito estufa: é como se estivéssemos sob uma redoma.

Em doses saudáveis, o efeito estufa é fundamental para a vida na Terra. Ele evita que as noites sejam insuportavelmente frias, e mantém a temperatura média do globo em um patamar agradável de 14 °C. Sem o dito-cujo, seriam 18 °C negativos. O tanto exato de calorzinho noturno em cada lugar do planeta, é claro, flutua conforme particularidades geográficas: cidades litorâneas são abafadas à noite porque a água do mar é eficaz em guardar calor, enquanto as areias de um deserto esfriam rápido e causam noites congelantes. Um céu nublado, por sua vez, é ótimo em evitar que o infravermelho escape enquanto você dorme.

Fonte: Super Interessante, edição 474, Oráculo; abril 2025, página 60; foto: Brasil Escola – UOL 

Rui Iwersen, editor de GaiaNet


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 52

Em regiões costeiras a redução das vazões fluviais pode provocar o avanço de água salgada em direção ao continente 

O bombeamento de água subterrânea pode rebaixar o nível do aquífero, fazendo com que um rio que antes recebia água passe a perdê-la para o aquífero. A longo prazo, dependendo das condições geológicas e climáticas, isso pode reduzir a vazão do rio.

Isso pode impactar a segurança hídrica e alimentar, diminuindo a disponibilidade de água para o abastecimento humano e a irrigação; a segurança energética, reduzindo o volume de água nos reservatórios [das hidrelétricas]; e os serviços ecossistêmicos, uma vez que é essencial manter uma vazão mínima no rio para garantir a conservação da vida no ecossistema aquático.

Em regiões costeiras, a redução das vazões fluviais pode provocar a intrusão salina, que ocorre quando a menor chegada de água doce ao oceano permite o avanço de água salgada em direção ao continente. Isso pode comprometer a saúde das pessoas que consomem água com alto teor de sal, aumentando o risco de hipertensão; danificar sistemas de adutoras e tubulações; além de comprometer o solo e a flora local.

Fonte: Super Interessante, edição 474, Rios brasileiros correm o risco de perder água; abril 2025, página 12; foto: Freepik  

Rui Iwersen, editor de GaiaNet


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 51

Rios brasileiros correm o risco de perder água

Pesquisadores da USP analisaram 17.972 poços localizados a menos de 1 km de rios de todo o Brasil, e encontraram um sinal preocupante: mais da metade deles (55 %) apresentou nível inferior ao do rio mais próximo – indicando que, a longo prazo, os rios podem perder água. (…)

Isso indica que, se existir uma conexão hidráulica entre o rio e o aquífero, esse rio pode estar perdendo água para o aquífero. É um processo natural. Se o nível do aquífero estiver acima do nível do rio, o rio potencialmente está recebendo água do aquífero. Caso contrário, ele está potencialmente perdendo água para o aquífero.

O bombeamento de água subterrânea pode rebaixar o nível do aquífero, fazendo com que um rio que antes recebia água passe a perdê-la para o aquífero. A longo prazo, dependendo das condições geológicas e climáticas, isso pode reduzir a vazão do rio.

Fonte: Super Interessante, edição 474, abril 2025, página 12; foto: Jota 

Rui Iwersen, editor de GaiaNet


Gelo polar deve seguir derretendo até 2300

Mesmo se a humanidade cortar drasticamente as suas emissões de CO2, em quantidade suficiente para alcançar  o estado de “carbono negativo”(situação em que o carbono da atmosfera começa a diminuir), e fizer isso relativamente rápido, já a partir de 2050, o Círculo Polar Ártico deve continuar derretendo por muito tempo, pelo menos até o ano 2300.

Essa é a conclusão pouco animadora de uma simulação feita por cientistas da Coréia do Sul, que analisaram áreas cobertas por permafrost: regiões polares onde o gelo normalmente nunca derrete, mas devido às mudanças climáticas começou a fazer isso [derreter].

Segundo o estudo, os polos vão continuar descongelando porque o aquecimento global já tomou muito impulso – e também porque, ao derreter, o permafrost libera CO2 e metano, que retêm calor na atmosfera e realimentam o processo [e libera também micro-organismos, talvez nocivos à saúde humana ou de outros animais].

Fonte: Bruno Garattoni, Supernovas, Super Interessante, edição 473, março 2025, página 10; foto: Aventuras no Conhecimento.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 25

Mensagem à COP 30 nº 6   

Podemos transformar em mata mista milhares de hectares dos milhões de hectares de terras improdutivas

Não será através de um reflorestamento geral de uma paisagem, há muito tempo cultivada, que se poderá fomentar a preservação ou a ampliação de uma paisagem de regeneração.

O que mais importa, nessas tradicionais zonas de cultivo, é realizar florestamento limitado, para conservar, por exemplo, os vales relvados dos maciços centrais e os pastos no alto das serras.

Mesmo assim, ainda fica a possibilidade de se transformar numa mata mista milhares de hectares dos milhões de hectares de terras improdutivas que se encontram à disposição.

Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável?, 1973, Biblioteca do Exército, 1979, páginas 174 e 175; foto: Diário do Nordeste.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 47

A humanidade extraiu 2,1 trilhões de toneladas de água do subsolo e deslocou  o eixo rotacional da Terra  

0,8 m foi quanto a humanidade deslocou  o eixo rotacional da Terra entre 1993 e 2010, segundo um novo estudo publicado por cientistas da Universidade Nacional de Seul (Coréia do Sul). Segundo eles, isso aconteceu por causa da extração de água do subsolo.

Nas duas décadas analisadas, a humanidade extraiu 2,1 trilhões de toneladas de água, e a maior parte dela foi parar nos oceanos – o que redistribuiu a massa do planeta, e empurrou o eixo da Terra 80 cm na direção leste.

Fonte: Super Interessante, edição 453, julho de 2023, Supernovas, página 13; foto: Freepik.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 46

Os desertos surgem do esgotamento lento do solo através de uma exploração crescente de seus recursos

Quando a erosão do solo alcança determinados níveis, a terra se torna estéril. Os efeitos dos desmatamentos podem ser detectados em todo o mundo, nas suas consequências mais devastadoras.

Sobre isso escrevem, por exemplo, Jacks e White: “Os desertos da China Setentrional, Pérsia, Mesopotâmia e da África do Norte contam, todos eles, a mesma história do esgotamento lento do solo através de uma exploração crescente de seus recursos, determinada por uma civilização que foi se expandindo. Ele foi explorado de tal forma que não lhe restou força alguma para se recuperar. Naturalmente, à exaustão do solo seguiu-se – um fato que hoje se pode constatar – a erosão. (…)”

Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável?, 1973, Biblioteca do Exército Editora, 1979, página 33; foto: Freepik.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 42

Dia da Sobrecarga da Terra, indicador calculado desde 1971, mostra que em 2023 usamos 75% mais recursos do que o planeta pode suportar

Hoje, o aquecimento global e outros problemas ambientais são temas dominantes – e urgentes. Todo ano, a ong americana Global Footprint Network calcula o chamado Dia da Sobrecarga da Terra, a data em que ultrapassamos a capacidade do planeta de reequilibrar seus sistemas ecológicos e regenerar recursos naturais.

Esse indicador é calculado desde 1971; naquele ano, a humanidade atravessou o limite em dezembro. Já em 2023, isso aconteceu no dia 2 de agosto. Isso significa que, no ano passado, usamos 75% mais recursos do que o planeta pode suportar.

Fonte: Super Interessante, edição 459, janeiro de 2024, O fim da superpopulação, página 22; foto: A Terra é Redonda.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 41

Modelo teórico mostra a dinâmica do colapso ambiental 

Os vínculos intrincados entre algas que vivem nos oceanos, produção de gás enxofre, química atmosférica, física das nuvens e clima vêm, aos poucos, sendo descobertos em dezenas de laboratórios ao redor do mundo. (…)

Quando executamos nosso modelo aumentando gradualmente a entrada de calor do Sol, ou  mantendo o Sol constante mas aumentando a entrada de dióxido de carbono, como estamos fazendo agora no mundo real, o modelo mostrou um bom equilíbrio, com os ecossistemas oceânico e terrestre desempenhando seus papéis. Mas, quando a quantidade de dióxido de carbono se aproximou de 500 ppm, o equilíbrio começou a falhar, e ocorreu um súbito aumento de temperatura. A causa foi o colapso do ecossistema oceânico. Com o aquecimento do mundo, a expansão da superfície morna dos oceanos privou as algas de nutrientes, até que elas se extinguissem. Com a diminuição da área de oceano coberta por algas, seu efeito resfriador diminuiu e a temperatura disparou.

James Lovelock, A Vingança de Gaia, Editora Intrínseca, 2006, páginas 40 e 41; foto: Olhar Digital.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 23

Biodiversidade nº 13

Efeito das mudanças climáticas sobre os animais silvestres

“50% das espécies animais brasileiras estão mudando de habitat.”

Fonte: Globo News, Cidades e Soluções, 2 de junho de 2024; foto: Uninter Notícias.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 39

Perdas e ganhos do planeta Terra

“Estima-se que caiam algo entre 30 e 100 mil toneladas [de meteoritos] por ano na Terra. O valor médio estaria por volta de 45 mil toneladas anuais”,  diz o astrofísico Gastão Lima Neto, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências atmosféricas (IAG) da USP. Se levarmos em consideração a massa de 5,9 sextilhões de toneladas do planeta Terra, alguns quilinhos a mais não fazem tanta diferença. (…)

Nem só de ganhos, porém, vive este bólido. Também há perdas. Por dia, aproximadamente 90 toneladas de ar vão embora (temos 5 trilhões de toneladas, não se preocupe). Os gases que escapam, em geral, são os mais leves: hidrogênio e hélio.

Fonte: Super Interessante, edição 459, janeiro de 2024, Oráculo, página 62; foto: Brasil Escola – UOL.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 38

Ondas de calor estão ficando mais lentas

Elas [as ondas de calor] ficam mais tempo sobre cada lugar, e isso – além de causar verões infernais – pode aumentar o risco de fenômenos climáticos extremos, como ciclones, tornados, secas e inundações.

Essa foi a conclusão de cientistas chineses, que analisaram registros históricos e constataram que a duração média das ondas de calor, em todo o mundo, aumentou de 8 dias (entre 1979 e 1984) para 12 dias (entre 2016 e 2020). Além disso, sua velocidade também caiu: hoje, as ondas de calor se deslocam 10% mais lentamente (andando em média 300 km por dia).

Segundo os pesquisadores, trata-se de um resultado direto das mudanças climáticas provocadas pela ação humana.

Fonte: Super Interessante, edição 462, abril de 2024, Supernovas, página 15; foto: Observatório do Clima.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 33

Gaia, como o camelo, tem diversos estados estáveis, de modo a poder acomodar-se ao ambiente interno e externo mutável 

Há pouco tempo, ao me dar conta do aquecimento global, pensei na Terra mais como um camelo. Os camelos, ao contrário da maioria dos animais, regulam a temperatura corporal em dois estados diferentes, mas estáveis.

Durante o dia no deserto, quando faz um calor insuportável, os camelos a regulam perto de 40ºC, temperatura bem próxima daquela do ar para não precisarem esfriar o corpo suando água preciosa. À noite o deserto é frio, podendo até provocar geada. O camelo perderia muito calor se tentasse permanecer em 40º; assim, ele muda a regulação para uma temperatura mais adequada de 34ºC, que é quente o bastante.

Gaia, como o camelo, tem diversos estados estáveis, de modo a poder acomodar-se ao ambiente interno e externo mutável. Na maior parte do tempo, as coisas permanecem estáveis, como aconteceu nos últimos milhares de anos antes da virada para o século XX. Quando o forçamento é forte demais, para o calor ou o frio, Gaia, à semelhança de um camelo, passa para um novo estado estável mais fácil de manter. Ela está na iminência de fazer isso agora [2006].

James Lovelock, A Vingança de Gaia, Editora Intrínseca, 2006, página 28; foto: Olhar Digital.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Colapsos – Série de GaiaNet nº 22

Colapso nº 8 – Ocaso da Groenlândia Nórdica 

Além das construções, os nórdicos usavam lenha e carvão para fundir metal e para aquecer água; e a madeira acabou de vez

As menores alterações no clima eram suficientes para afetar as pastagens de feno e a quantidade de gelo no mar, o que influía diretamente na caça às focas e nas atividades comerciais da pequena civilização. E o tempo foi esfriando cada vez mais, a ponto de isolar a ilha.

A madeira, já escassa, acabou de vez. Além das construções, os nórdicos usavam lenha e carvão para fundir metal e para aquecer água.

A turfa – vegetal musgoso que recobre o solo – passou a substituir a madeira nas casas e nas fogueiras. Sem essa “pele” natural, a erosão e os ventos deixaram o solo fraco e pouco produtivo.

Super Interessante, Edição Especial, Apocalipse – O fim do mundo, Edição 291-A, maio de 2011, página 63; foto: Livros Vikings.  

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 32

Temos de assegurar que as cidades estejam adequadamente defendidas para os estágios iniciais da guerra climática 

Sem perder de vista a escala global do perigo, as nações individuais precisam pensar em maneiras de salvar a si mesmas, bem como o mundo. (…) Não se trata de chauvinismo nem egoísmo: talvez seja a forma mais rápida de assegurar que cada vez mais países, movidos por seus interesses próprios, atuem localmente sobre a mudança global.

(…) precisamos agir agora como se estivéssemos prestes a ser atacados por um inimigo poderoso. Primeiro temos que assegurar nossas defesas contra a mudança climática, antes que o  ataque comece. Os locais mais vulneráveis são as cidades próximas do nível do mar agora (…)

Antes de tudo temos de assegurar que estejam adequadamente defendidas para os estágios iniciais da guerra climática e, depois, estar preparados para evacuá-las, de forma ordeira, quando as enchentes avançarem. Uma vez que a Terra comece a passar rapidamente para seu novo estado mais quente, a mudança climática por certo tumultuará o mundo político e comercial. As importações de alimentos, combustível e matérias-primas ficarão cada vez mais difíceis, à medida que os fornecedores em outras regiões forem assolados por secas e enchentes.

James Lovelock, A Vingança de Gaia, Editora Intrínseca, 2006, página 25; foto: Portal Ambiente Legal.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


Série de GaiaNet nº 20

Saúde do Planeta nº 31

Competição entre espécies durante mudança climática

Quando acontece uma mudança climática, sementes inativas, plantas raras, ou sementes ao vento ou nas patas das aves têm uma chance maior ou menor de crescer; se maior, elas florescem e competem com as espécies nativas, até se tornarem parte estável do ecossistema.

Durante o período de competição, a biodiversidade aumenta, mas volta a declinar quando o ecossistema se adapta às novas condições.

James Lovelock, A Vingança de Gaia, Editora Intrínseca, 2006, página 50; foto: NEPAM – /Unicamp.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

 

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