Conferências ecológicas
Nesta página apresento, desde 2009, informações sobre conferências e estudos científicos relacionados ao meio ambiente.
Série de GaiaNet nº 27
COP 30 nº 10
COP30 é encerrada com o Pacote de Belém aprovado por 195 países
A COP30 chegou ao fim neste sábado, 22 de novembro, com a aprovação por 195 países do Pacote de Belém (PA). As 29 decisões aprovadas por consenso na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima incluem avanços em temas como transição justa, financiamento da adaptação, comércio, gênero e tecnologia. O texto renova o compromisso coletivo com a ação acelerada, de modo a tornar o regime climático mais conectado à vida das pessoas.
“Ao sairmos de Belém, esse momento não deve ser lembrado como o fim de uma conferência, mas como início de uma década de mudança”, afirmou o brasileiro André Corrêa do Lago, presidente da COP30. “O espírito que construímos aqui não termina com o martelo batido. Ele permanece em cada reunião governamental, em cada conselho de administração e sindicato, em cada sala de aula, laboratório, comunidade florestal, grande cidade e cidade costeira”, completou.
Na plenária de encerramento, em que foi aplaudida de pé por mais de três minutos, a ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) fez um balanço dos trabalhos, entre desafios e conquistas. Para ela, em que pese o fato de não ter havido um consenso global em torno da proposta de estabelecer um Mapa do Caminho da transição energética para um mundo sem combustíveis fósseis, a ideia ficou sedimentada no cenário internacional, com adesão de mais de 80 nações, e houve avanços significativos.
“Demos um passo relevante no reconhecimento do papel de povos indígenas, comunidades tradicionais e afrodescendentes. A transição justa ganhou corpo e voz. Lançamos o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, mecanismo inovador que valoriza aqueles que conservam e mantêm as florestas tropicais”, lembrou Marina. “Cento e vinte e duas Partes apresentaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas, com compromissos em reduzir emissões até 2035. Faltam outras Partes, mas esses resultados são ganhos fundamentais para o multilateralismo climático”, listou.
Fonte: cop30 pa gov br.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 27
COP 30 nº 9
Agenda de Ação está acelerando a entrega para as pessoas, a economia e o planeta
Este ano, a Presidência da COP30 e os Campeões de Alto Nível para o Clima renovaram a estrutura da Agenda Global de Ação Climática, baseando-se em uma década de progresso desde a COP21 e através da Parceria de Marrakech para coordenar e acelerar a entrega de esforços climáticos essenciais. Pela primeira vez, coalizões ativas estão unificadas sob uma estrutura única, coerente e flexível – projetada para priorizar a implementação prática, fortalecer a transparência e impulsionar resultados no mundo real.
Através dos seis eixos, parceiros de todos os cantos do ecossistema climático apresentaram progressos tangíveis, demonstrando como a Agenda de Ação está acelerando a entrega para as pessoas, a economia e o planeta:
Eixo 1: Transição de Energia, Indústria e Transporte — Uma coalizão global de parceiros concordou em impulsionar um plano de investimento de USD 1 trilhão para triplicar a capacidade renovável até 2030, apoiado por ecossistemas de redes fortalecidas e grandes compromissos de concessionárias, incluindo USD 148 bilhões anuais para redes e armazenamento.
Eixo 2: Gestão de Florestas, Oceanos e Biodiversidade — Governos cumpriram antecipadamente o compromisso de financiamento de posse da terra da COP26 de USD 1,7 bilhão e o renovaram com USD 1,5–2 bilhões adicionais, garantindo que 20% do financiamento flua diretamente para Povos Indígenas e comunidades locais e avançando na proteção em mais de 160 milhões de hectares.
Eixo 3: Transformação da Agricultura e Sistemas Alimentares — Mais de 40 parceiros relataram USD 9 bilhões investidos em paisagens regenerativas, alcançando 12 milhões de agricultores em mais de 110 países e restaurando mais de 210 milhões de hectares.
Eixo 4: Construção de Resiliência para Cidades, Infraestrutura e Água — Cidades e regiões representando 25.000 edifícios e USD 400 bilhões em volume de negócios anual reduziram 850.000 toneladas de CO₂ em 2024, enquanto novas plataformas de financiamento visam alcançar 200 cidades até 2028.
Eixo 5: Fomento ao Desenvolvimento Humano e Social — O Plano de Ação de Saúde de Belém, o primeiro plano internacional de adaptação clima-saúde do mundo, foi lançado com o apoio de 35 instituições filantrópicas e USD 300 milhões comprometidos, enquanto 437,7 milhões de pessoas já obtiveram benefícios de resiliência através das campanhas Race to Resilience.
Eixo 6: Libertando Facilitadores e Aceleradores — Os parceiros de Financiamento da Adaptação (FINI) anunciaram USD 1 trilhão em pipelines de adaptação investíveis até 2028, com 20% provenientes de investidores privados, mais USD 500 milhões de agências multilaterais e filantrópicas, para construir capacidade local para a implementação.
Juntos, esses resultados demonstram que, quando o mundo se alinha em torno de um propósito claro e de uma ação colaborativa, é possível acelerar avanços concretos no ritmo e na escala que este momento exige. Belém mostrou o que é possível quando governos, empresas, investidores, cidades, regiões subnacionais, Povos Indígenas e sociedade civil avançam como um só, no espírito do Mutirão Global, para impulsionar soluções que apoiam as pessoas e o planeta. Por meio da Agenda de Ação refinada, baseada nos esforços dedicados dos últimos anos , a COP30 marca a próxima era da ação climática decisiva, definida pela implementação acelerada.
Fonte: cop30 pa gov br; foto: MPPA.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 27
COP 30 nº 8
Campeões do Clima aceleram a implementação em Belém e revelam visão de cinco anos para a próxima era da ação climática
A Presidência da COP30, juntamente com os Campeões de Alto Nível para o Clima, marca um grande passo no cumprimento da ação climática no mundo real, encerrando um importante programa temático de duas semanas e revelando uma nova Visão se Cinco Anos para a Agenda Global de Ação Climática. Com base no progresso que antecedeu Belém, a visão traça um caminho coordenado e orientado para a ação para que governos, empresas, investidores, cidades, regiões subnacionais, Povos Indígenas e sociedade civil acelerem a entrega do Acordo de Paris. Esta visão apoia a mudança das negociações para a implementação através da Agenda de Ação redefinida, que unificou e otimizou mais de 480 iniciativas para entregar 117 planos de entrega concretos — conhecidos como Planos para Acelerar Soluções. A visão baseia-se no trabalho no terreno antes e durante Belém, abrangendo o progresso em seis eixos temáticos e 30 objetivos-chave para acelerar a escalabilidade e a entrega do progresso climático no mundo real.
A Agenda de Ação da COP30 representa uma mudança de patamar para o processo de implementação, consolidando uma década de iniciativas e inovações em uma estrutura única, orientada para a ação e alinhada com os resultados do Primeiro Balanço Global. Grupos de Ativação, compostos por especialistas e profissionais intersetoriais, trabalharam juntos ao longo do ano para impulsionar o progresso em energia, florestas, sistemas alimentares, cidades, desenvolvimento humano e finanças, colaborando para desbloquear gargalos e escalar soluções baseadas no impacto no mundo real. Esta é a primeira vez que governos nacionais e atores não estatais trabalharam tão de perto sob uma única agenda de ação coordenada, tendo a continuidade, a ciência, a transparência e a entrega como seus pilares.
Ao longo da COP30, o progresso acelerado pôde ser visto em todos os eixos e objetivos-chave. O recém-lançado Relatório de Resultado da COP30 consolida essas conquistas — desde redes globais fortalecidas, avanços no financiamento florestal e agricultura regenerativa em escala, até progresso transformador em resiliência, sistemas de saúde e financiamento da adaptação. O Relatório também descreve como a Visão de Cinco Anos manterá o ritmo após Belém, ancorando a ação climática em cooperação credível, responsável e de toda a sociedade. (…)
Fonte: cop30 pa gov br; foto: Câmara Municipal de Afuá.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 27
COP 30 nº 7
Ponto de virada: um mutirão global contra a mudança do clima
A principal decisão formal da COP30 traz um apelo histórico para que a humanidade se una em um mutirão global contra a mudança do clima, marcando um novo capítulo para o regime climático. Por consenso de quase 200 países, a COP30 reafirmou o forte compromisso com o Acordo de Paris e endossou formalmente uma transição de mais de três décadas, desde 1992, centradas em negociações complexas para uma nova fase focada em transformações reais nas economias e sociedades.
Em resposta à urgência climática, a COP30 adotou uma série de medidas para acelerar a implementação e a cooperação internacional:
- Lançamento de um Acelerador de Implementação Global: o Acelerador vai priorizar ações com melhor potencial de escala e velocidade na luta climática, incluindo para redução de emissões de metano e para remoção de carbono por soluções baseadas na natureza. Ao mesmo tempo, priorizará intervenções que podem alavancar pontos de virada (‘positive tipping points’), como renováveis, baterias, redução do custo de capital, digitalização e reforma dos bancos multilaterais, para transformações exponenciais e em cadeia. O Acelerador funcionará sinergicamente à Agenda de Ação, que, na COP30, atingiu um novo patamar de mobilização de atores, recursos, processos e soluções.
- Triplicação do financiamento para adaptação: um marco para apoiar as populações mais vulneráveis — aquelas menos responsáveis pelas mudanças climáticas, mas mais afetadas por seus impactos.
- Criação do Mecanismo de Belém para a Transição Global Justa: um novo instrumento para apoiar os países a garantir que a transição para economias sustentáveis seja justa e inclusiva.
- Adoção de indicadores voluntários para medir avanços na construção de resiliência, no marco do Objetivo Global de Adaptação
- Lançamento do Programa de Implementação de Tecnologia (TIP), com cronograma e componentes para fortalecer a implementação das prioridades tecnológicas dos países em desenvolvimento
- Adoção do novo Plano de Ação sobre Gênero e Clima, com atividades para aumentar a influência de mulheres no combate à mudança do clima
- Lançamento de sequência de diálogos sobre comércio internacional e clima
- Lançamento de um programa de trabalho de dois anos sobre financiamento climático, com foco na previsão de recursos públicos de países desenvolvidos para países em desenvolvimento
- Reconhecimento da importância da atuação das cidades e dos estados e municípios nas ações de combate à mudança do clima
A COP30 encerra-se com manifestações claras de renovado compromisso político e fortalecimento do multilateralismo climático. As decisões adotadas em Belém oferecem instrumentos concretos para intensificar a ação global, reforçam a centralidade da justiça climática e reafirmam a convicção de que somente por meio da cooperação internacional será possível assegurar um futuro seguro, resiliente e sustentável para as próximas gerações.
Fonte: cop30 pa gov br; foto: O Convergente.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 27
COP 30 nº 6
Negociações apresentam resultados emblemáticos em meio a tensões geopolíticas sem precedentes
Conferência em Belém consolida avanços políticos e técnicos, projeta liderança brasileira e inaugura um mutirão global contra a mudança do clima
Em um momento amplamente reconhecido como o mais desafiador e frágil do ponto de vista geopolítico para o Acordo de Paris desde sua adoção, há uma década, a COP30 aprovou um pacote de decisões robusto que cumpriu seus três objetivos principais: (I) fortalecer o multilateralismo, (II) conectar o multilateralismo climático às pessoas e (III) acelerar a implementação do Acordo de Paris.
A COP30 equilibrou forças entre norte e sul, países desenvolvidos e em desenvolvimento, energia e natureza, tecnologia e pessoas, compromissos e implementação, mitigação e adaptação.
Na dimensão política, o Brasil liderou um debate global sem precedentes sobre o futuro dos combustíveis fósseis. Apesar da ausência de consenso, com mais de 80 países apoiando uma linguagem explícita e mais de 80 se opondo a ela, a Presidência brasileira anunciou, por iniciativa própria, processos para elaboração de duas iniciativas:
• Mapa do Caminho para a Transição dos Combustíveis Fósseis de maneira justa, ordenada e equitativa;
• Mapa do Caminho para interromper e reverter o desmatamento.
O Acordo de Paris foi fortalecido por meio de decisões sobre redução de emissões, adaptação a impactos climáticos e financiamento, tecnologia e capacitação para países em desenvolvimento. Essas decisões refletiram lacunas de ambição reveladas pelas NDCs [Contribuições Nacionalmente Determinadas] e a resposta ao agravamento da urgência climática.
As decisões formais ampliaram os direitos e a inclusão de mulheres, povos indígenas e comunidades afrodescendentes, além de reconhecer o papel fundamental de governos subnacionais na implementação de soluções climáticas. A COP30 na região amazônica elevou a conscientização global sobre a ligação entre natureza e clima,— com iniciativas como o TFFF [Fundo de Florestas Tropicais para Sempre] e o destaque para oceanos. (…)
Fonte: cop30 pa gov br; foto: Agência Pará.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 27
COP 30 nº 5
Balanço da Agenda de Ação mostra avanços na coordenação das ações climáticas voluntárias para implementar Acordo de Paris
O balanço da Agenda de Ação da COP30 desta sexta-feira, 21/11, na Green Zone, teve como objetivo reconhecer o seu impacto e celebrar os avanços. No total, são 117 Planos de Aceleração de Soluções. A diretora da Agenda de Ação da COP30, Bruna Cerqueira, ressaltou que a mobilização se trata de uma estrutura global e multissetorial capaz de ampliar o efeito dos esforços nos últimos anos.
A Agenda de Ação é o pilar da conferência que mobiliza ações climáticas voluntárias da sociedade civil, empresas, investidores, cidades, estados e países para intensificar a redução das emissões, a adaptação às mudanças do clima e a transição para economias sustentáveis, de acordo com o Acordo de Paris. Desenvolvida para coordenar e acelerar iniciativas já existentes, a proposta da COP30 consolida uma década de mobilização iniciada na COP21.
A diretora destacou o fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), iniciativa global que integra investimentos públicos e privados para impulsionar estratégias de conservação e fortalecer parcerias internacionais na proteção dos ecossistemas tropicais mais vulneráveis. “O TFFF foi uma grande agenda voluntária, não é uma agenda negociada. “O TFFF foi uma grande agenda voluntária, não é uma agenda negociada. Avançamos em relação ao mercado de carbono, aos biocombustíveis, com uma ampla declaração sobre combustíveis sustentáveis. Também em demarcações de terras indígenas”, lembrou Bruna. (…)
Fonte: cop30 pa gov br; foto: Seplad
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
Série de GaiaNet nº 27
COP 30 nº 4
Cúpula dos Povos encerra atividades em Belém com carta sobre clima entregue à ONU
Documento reúne 15 propostas de organizações de 65 países; deputados acompanharam debates sobre justiça climática
A Cúpula dos Povos terminou no domingo (16), em Belém, com a entrega de uma carta aberta à Conferência da ONU sobre Mudança do Clima. Deputados acompanharam o evento e defenderam que as contribuições sejam levadas em conta nas decisões.
As 15 propostas apresentadas por 1,1 mil organizações da sociedade civil de 65 países incluem:
• fim da exploração de combustíveis fósseis;
• reparação de perdas e danos causados a populações afetadas por grandes projetos de energia e mineração;
• gestão popular das políticas climáticas nas cidades;
• demarcação de territórios de povos tradicionais;
• fomento à agroecologia.
A deputada Duda Salabert (PDT-MG), presidente da Subcomissão Especial da Comissão de Meio Ambiente da Câmara sobre a COP30, participou das atividades nos cinco dias do encontro, realizado na Universidade Federal do Pará (UFPA). “Aqui na Cúpula dos Povos há debate sobre justiça climática, com protagonismo de indígenas, mulheres e comunidades tradicionais. Estamos aqui para mostrar que a Amazônia é um território vivo”, disse. Segundo ela, o lobby dos combustíveis fósseis dificulta as negociações, e a diplomacia brasileira tem buscado avanços em temas como financiamento climático, adaptação e critérios para medir injustiças climáticas.
A Cúpula dos Povos ocorre desde a Eco-92 e é considerada o principal evento paralelo das conferências climáticas. A edição deste ano teve 25 mil credenciados e promoveu a Marcha Global pelo Clima nas ruas de Belém. O “grito das ruas”, segundo Salabert, pode influenciar as decisões, mas só se os governos escutarem “quem está do lado de fora” e não apenas “o lobby fóssil”. “As ruas de Belém deixaram claro: a paciência acabou”, afirmou a deputada, em suas redes sociais.
O deputado Nilto Tatto (PT-SP), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, acompanhou a mobilização. “A participação da Cúpula dos Povos busca influenciar o debate global. A mobilização mostra que não é possível enfrentar a crise climática sem enfrentar a desigualdade.”
“A saída para o colapso climático está aqui nesses movimentos sociais, nesses povos – povos indígenas, povos quilombolas, povos ribeirinhos, povos das florestas e povos das cidades. E é preciso que a unidade desses movimentos e desses povos construa a terra como casa comum e consiga superar as contradições do capitalismo”, disse o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ). O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), coordenador do grupo de trabalho sobre educação ambiental da Frente Parlamentar Ambientalista, também participou das atividades. “Nossos biomas sofrem pressão econômica. Defendemos a luta por justiça climática e ambiental, com educação ambiental para mudar esse cenário.”
A carta final do evento associa a crise climática ao modelo de produção capitalista e critica a privatização, mercantilização e financeirização de bens comuns e serviços públicos. O presidente da COP30, embaixador André Correa do Lago, participou da solenidade de encerramento. “Precisamos ouvir a ciência e os povos”, declarou.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 27
COP 30 nº 3
Rumo a Cúpula dos Povos da COP 30
Nós, movimentos sociais e sindicais, redes, organizações de representações de mulheres, povos indígenas e tradicionais, da Amazônia brasileira e de outros biomas brasileiros abaixo assinados, estivemos reunidos em Brasília, nos dias 31 de outubro e 01 de novembro, e decidimos construir um amplo processo autônomo da sociedade civil organizada.
A Cúpula dos Povos da COP 30 reunirá centenas de organizações da sociedade civil demandando uma agenda comum socioambiental e climática do governo brasileiro e do restante do mundo. Como próximos passos ampliaremos esse processo e será divulgado um calendário de lutas e atividades com vista a essa construção de unidade na diversidade. Reconhecemos os processos históricos existentes de construção da convergência popular na Pan-Amazônia e da solidariedade entre os povos do mundo frente aos impactos da crise climática e que os mesmos não chegam da mesma forma para todos.
Vivemos uma conjuntura de grandes desafios num contexto de crise ecológica, climática e civilizacional da atualidade. Frente ao avanço da extrema direita no mundo e contradições que ainda persistem entre outras vertentes políticas, o debate climático é especialmente crucial do ponto de vista da construção de lutas comuns e para o avanço no processo de interconexões entre os movimentos sociais, redes e alianças da sociedade civil.
Trabalharemos nos próximos dois anos para que essa Cúpula dos Povos dê seguimento aos processos históricos de lutas populares latino-americanos e para que a COP 30, que ocorrerá no Brasil em 2025, seja um marco para o enfrentamento da profunda desigualdade socioambiental e do racismo estrutural que vivemos e para o avanço de políticas comuns frente a crise climática.
Fonte: Observatório do Clima; foto: Chama Cultural.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 27
COP 30 nº 2
“COP da verdade” começa com apelo por rapidez para conter aquecimento global
A abertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP30, em Belém, foi marcada por um clima de otimismo, com a apresentação de novos planos nacionais nos últimos dias, elevando para 113 o número de países comprometidos com ações para reduzir o aquecimento global. Juntas, essas nações concentram 69% das emissões de gases nocivos na atmosfera.
Em uma análise preliminar a Comissão das Nações Unidas para a Mudança Climática (Unfccc), declarou que com essa atualização, as emissões de gases que causam o efeito estufa devem cair 12% até 2035.
Em outubro, apenas 64 países haviam entregado os planos, conhecidos como Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e a projeção de redução era de 10%.
O presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, destacou em seu discurso que “a mudança do clima não é ameaça para o futuro, mas sim uma tragédia do presente”, citando como exemplos recentes o furacão Melissa no Caribe e o tornado que atingiu o Estado brasileiro do Paraná, na semana passada. Lula destacou preocupação com o ritmo lento da ação climática e com a propagação de desinformação.
“A COP 30 será a COP da verdade. Na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam não só as evidencias da ciência, mas também os progressos do multilateralismo. Eles controlam algoritmos, semeiam ódio, espalham medo, atacam as instituições, a ciência e as universidades. É momento de impor uma nova derrota aos negacionistas. Sem o Acordo de Paris o mundo estaria fadado a um aquecimento catastrófico da quase 5°C até o fim do século. Estamos andando na direção certa, mas na velocidade errada. No ritmo atual ainda avançamos rumo a um aumento superior a 1,5°C na temperatura global. (…)
Fonte: ONU News
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 27
COP 30 nº 1
O que é a COP
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC ou UNFCCC, na sigla em inglês) criou a Conferência das Partes (COP) como órgão responsável por tomar as decisões necessárias para implementar os compromissos assumidos pelos países no combate à mudança do clima. A COP é composta por todos os países que assinaram e ratificaram a Convenção. Atualmente, 198 países participam da UNFCCC, o que faz dela um dos maiores órgãos multilaterais do sistema das Nações Unidas (ONU).
A COP é assessorada por um Órgão Subsidiário de Implementação (SBI) e outro de Aconselhamento Científico e Tecnológico (SBSTA). Além disso, a COP também atua como Reunião das Partes no Protocolo de Quioto (CMP, na sigla em inglês) e no Acordo de Paris (CMA, na sigla em inglês).
O que é conhecido como “COP” são as cúpulas anuais de mudança do clima, que normalmente acontecem em novembro ou dezembro. Nesse contexto, reúnem-se não apenas a COP, mas também a CMP, a CMA, o SBI e o SBSTA.
Fonte: COP30 Brasil: foto; ONU
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
COP30: Pré-COP em Brasília define avanços para Belém
Reunião preparatória termina com avanços na Agenda de Ação, articulada pela Presidência da COP30 e pelo campeão do clima Dan Ioschpe.
O caminho para a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP30) está sendo pavimentado, e Brasília foi o palco do mais recente e crucial passo dessa jornada. Terminou nesta terça-feira (14) a reunião preparatória para o evento que colocará Belém do Pará no centro do mundo em novembro de 2025. O encontro na capital federal reuniu diplomatas, negociadores e especialistas de 67 países e terminou com um saldo positivo: a apresentação de avanços significativos na Agenda de Ação, um dos pilares para o sucesso da conferência.
Mas, afinal, o que é essa tal de Agenda de Ação? Em meio a tantos termos técnicos que cercam as negociações climáticas, é fácil se perder. Pense na Agenda de Ação como a ponte entre o discurso e a prática. Enquanto os diplomatas e representantes dos governos negociam os acordos oficiais – as metas que os países devem seguir –, a Agenda de Ação mobiliza a sociedade civil, empresas, investidores, cidades e estados para que também mostrem seus compromissos voluntários e ações concretas no combate à crise climática. É a hora em que o “mundo real” entra em campo.
A articulação desse pilar fundamental está nas mãos da Presidência brasileira da COP30 e de Dan Ioschpe, nomeado pelo governo brasileiro como representante de Alto Nível para os assuntos do Clima. O papel de Ioschpe, um empresário com vasta experiência no setor industrial, é justamente engajar esses “atores não-estatais” e garantir que suas iniciativas sejam ambiciosas, transparentes e, principalmente, que saiam do papel. Durante a Pré-COP30 em Brasília, um panorama do que já foi consolidado e as estratégias para catalisar ainda mais projetos foram apresentados.
O principal resultado do encontro foi a construção de “pré-consensos” entre os negociadores. Segundo o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, esses acordos prévios sobre pontos-chave das negociações são essenciais para otimizar o tempo e focar nos temas mais espinhosos quando todos estiverem em Belém. A ideia é chegar à capital paraense com parte do dever de casa feito, evitando que a conferência se transforme em um campo de batalhas intransponíveis e se concentre na busca por soluções. (…)
Fonte: Agência GOV e Portal Belém.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Alesc debate uso e acesso a medicamentos à base de cannabis em SC
A Santa Cannabis, uma associação dedicada ao acesso à cannabis medicinal, tem participado ativamente de debates e audiências públicas na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) para promover a regulamentação e o uso de tratamentos à base de cannabis no estado.
O uso medicinal da cannabis como alternativa para o tratamento de doenças crônicas e neurológicas foi debatido em Audiência Pública da Assembleia Legislativa na segunda-feira (25). O ponto central da discussão foi a regulamentação da Lei Estadual 19.136, aprovada pela Alesc em novembro de 2024, que determina a distribuição gratuita de medicamentos à base de cannabis pelo SUS em Santa Catarina.
Durante a Audiência discursaram: – deputada Paulinha (Podemos), proponente da audiência pública e autora da Lei 19.136/2024; – deputado Padre Pedro Baldissera (PT); – deputado Marcos José de Abreu (PSOL); – Diego Demarchi, secretario de Estado da Saúde; representantes da UFSC, de Associações de Produtores e de usuários do óleo de cannabis.
Fonte: Agência Alesc; foto: Notícias da UFSC.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Conferência dos Oceanos da ONU termina, na França, com série de compromissos
© Taryn Schulz
Coorganizada pela França e pela Costa Rica, a Conferência dos Oceanos reuniu 15 mil participantes, incluindo mais de 60 Chefes de Estado e de Governo, na costa mediterrânea da França, em Nice. Declaração foi adotada por consenso por mais de 170 países que assumiram executar ações urgentes para proteção dos mares; evento reuniu mais de 15 mil pessoas em frente ao Mediterrâneo incluído 60 chefes de Estado e de Governo.
Navios no porto de Nice soaram suas sirenes de nevoeiro, na sexta-feira, num crescendo estridente para um raro momento de unidade global: a adoção, por consenso, da declaração política gerada pela Terceira Conferência dos Oceanos das Nações Unidas. Mais de 170 países adotaram o documento prometendo ações urgentes para proteger o oceano. “Encerramos esta semana histórica não apenas com esperança, mas com um compromisso concreto, uma direção clara e um impulso inegável”, disse Li Junhua, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais.
Coorganizado pela França e pela Costa Rica, o evento contou com 15 mil participantes incluindo mais de 60 Chefes de Estado e de Governo, na costa mediterrânea da França. Com mais de 450 eventos paralelos e quase 100 mil visitantes, o encontro, denominado UnoC3, aproveitou a dinâmica das cúpulas anteriores, em Nova York, 2017 e Lisboa, 2022. A reunião fez um apelo comum para expandir a proteção marinha, reduzir a poluição, regular o alto-mar e liberar financiamento para nações costeiras e insulares vulneráveis.
O resultado da conferência, conhecido como Plano de Ação para o Oceano de Nice, é um quadro de duas partes que compreende uma declaração política e mais de 800 compromissos voluntários de governos, cientistas, agências da ONU e sociedade civil desde a conferência anterior. “Estes compromissos vão desde a defesa por parte dos jovens até a alfabetização em ecossistemas de águas profundas, capacitação em ciência e inovação e compromissos para ratificar tratados intergovernamentais”.
Os compromissos revelados esta semana refletem a amplitude da crise oceânica. A Comissão Europeia anunciou um investimento de € 1 bilhão para apoiar a conservação dos oceanos, a ciência e a pesca sustentável, enquanto a Polinésia Francesa se comprometeu a criar a maior área marinha protegida do mundo, abrangendo toda a sua zona econômica exclusiva, cerca de 5 milhões km2. (…)
Fonte: Fabrice Robinet, ONU News
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
Fórum de Finanças Climáticas discute bioeconomia
As discussões foram sobre assuntos das negociações da COP30

O último dia do II Fórum de Finanças Climáticas foi marcado por discussões sobre os principais assuntos das negociações da COP30, a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, para discutir e negociar ações sobre as mudanças climáticas.
Um dos tópicos abordados durante o evento foi o painel: “Destravando Investimentos Privados para a Bioeconomia, Restauração e Agricultura Regenerativa: o Caminho até a COP30”, que discutiu estratégias para criar negócios que gerem cada vez menos impacto ambiental.
A diretora para Políticas Públicas e Relações Governamentais na The Nature Conservancy do Brasil, uma organização global de conservação ambiental, Karen Oliveira, defendeu que as iniciativas de fomento ao desenvolvimento de comunidades do campo e da floresta considerem estimativas que levem em conta perdas e vulnerabilidades. (…)
O diretor-geral de Assuntos Ambientais, Sociais e Governança do BID Invest, braço de investimentos do Banco Mundial, Gabriel Azevedo, avaliou o potencial de impactos positivos que projetos de recuperação florestal podem ter nos biomas brasileiros: “Estamos diante de uma agenda que, embora difícil e complexa, nós conseguimos realizá-la. Nós podemos ter um impacto sistêmico e transformador, não só na região amazônica, como também em outras regiões.”
A COP30 será realizada em Belém, no Pará, em novembro. A expectativa é colocar em pauta assuntos como transição energética, adaptação às mudanças climáticas e soluções conjuntas para a crise climática mundial.
Fonte: Agência Brasil
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
II Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza
O II Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza , que será realizado nos dias 26 e 27 de maio , no Rio de Janeiro, tem como objetivo fomentar uma reflexão estratégica sobre o papel da arquitetura financeira global na promoção de um desenvolvimento econômico que seja justo, inclusivo e incluído aos compromissos climáticos, de preservação da natureza e de prosperidade. Num cenário em que já não é mais possível dissociar o crescimento econômico das urgências climáticas e ambientais, o Fórum se propõe a ser um espaço internacional de diálogo e colaboração.
A programação do II Fórum explorará caminhos para mobilizar recursos financeiros em escala, impulsionando a transição energética, a conservação de florestas, a segurança alimentar e outras frentes essenciais para uma economia mais positiva para as pessoas, os negócios e a natureza. O evento também apresentará alternativas inovadoras para inovação em políticas públicas e práticas empresariais sustentáveis, fortalecendo a capacidade dos países de retenção de investimentos em soluções tecnológicas que promovam inclusão, geração de renda e redução de desigualdades. (…)
Fonte: FFCN – Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
Conclusões da 5ªConferência Nacional do Meio Ambiente
Propostas para uma transição ecológica
As propostas estão distribuídas em cinco eixos temáticos: Mitigação, Adaptação e Preparação para Desastres, Justiça Climática, Transformação Ecológica e Governança e Educação Ambiental, sendo 20 propostas para cada um deles.
Entre as propostas, está o fomento à agricultura sustentável e regenerativa em todo o país, priorizando a agricultura familiar e a regularização fundiária, por meio de sistemas agroflorestais, a implementação e ampliação de áreas verdes, bem como a diversificação dos modais de transporte, sobretudo para o transporte de cargas e na mobilidade urbana.
O documento destaca a necessidade de fortalecer em nível nacional o sistema integrado de gestão de resíduos sólidos e a implementação da coleta seletiva inclusiva em todo território nacional, além da destinação adequada para aterros com incentivo de produção de biogás. Também consta entre as propostas, a regulamentação e o fomento à pesquisa e o uso sustentável da cannabis para fins terapêuticos, nutricionais e industriais, promovendo a economia regenerativa e a conservação da agrobiodiversidade.
Em relação às queimadas, o texto defende o combate por meio da conscientização da população, da criação de projetos de queimadas zero e legislação que restrinja o uso do fogo nas práticas agrícolas. E sobre a agricultura, além da defesa de sistemas agroalimentares resilientes às mudanças climáticas, o documento defende a reforma agrária popular, com foco no cooperativismo, soberania alimentar, resiliência climática e geração de renda, reduzindo o desmatamento e uso de agrotóxicos. Ainda sobre esse aspecto, a declaração final propõe a construção de territórios livres de agrotóxicos, com assistência técnica e extensão rural, melhoria da qualidade de vida e o bem viver, reduzindo o êxodo rural e promovendo a diversidade produtiva nas comunidades. O documento final constando todas as proposições está disponível no site do Ministério do Meio ambiente.
Fonte: Agência Brasil; foto: Portal Gov.br
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Resultados da 5ª Conferência Nacional de Meio Ambiente
Ministra Marina Silva destacou a importância da participação social no enfrentamento da emergência climática

A ministra Marina Silva participou da atividade de encerramento. “Se a gente quer justiça climática, a gente precisa combater a desigualdade, porque as pessoas mais afetadas pela insegurança climática são as pessoas mais vulnerabilizadas”, disse. “Foi uma conferência bastante intensa, mas dava para ver a felicidade das pessoas, depois de tanto tempo, uma demanda reprimida de 11 anos por participação social, as pessoas vêm com vontade de dizer e, sobretudo, de fazer e que seja feito”, avaliou a ministra.
Marina comentou as recentes pesquisas científicas que alertam para a urgência de medidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, limitando o aumento da temperatura do planeta a 1,5 º C . “Nós estamos aqui para fazer o dever de casa. Quanto mais grave é o diagnóstico, mais significa que a gente tem que tomar as medidas na quantidade e no tempo certos.”
A ministra acrescentou que a responsabilidade sobre essa meta está nas mãos dos países mais desenvolvidos. “Nós sabemos que 80% das emissões são feitas pelos 20 países do G20. Também, 80% dos recursos financeiros e tecnológicos estão nas mãos desses países. Se esses países tomarem uma decisão de fazerem o dever de casa, a gente consegue um processo de aceleração e reversão. Mas para isso é preciso financiamento climático, e implantar aquilo que já foi decidido.”
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, esteve na cerimônia de encerramento e destacou a importância da participação social na formulação de políticas públicas. “Uma das bandeiras do presidente Lula tem sido a retomada do fortalecimento da participação social nos processos de construção e implementação de políticas públicas. Hoje, as conferências nacionais posicionam a sociedade civil no coração pulsante da construção do que queremos para o nosso país”, disse.
Fonte: Agência Brasil
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Começa nesta terça-feira (6/5) a 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, em Brasília
A 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente começa nesta terça-feira (6), em Brasília, para debater com a população políticas públicas ambientais e de enfrentamento às mudanças climáticas. O espaço de diálogo social é retomado após quase 12 anos da última edição, realizada em 2013.
Com o tema Emergência Climática e o Desafio da Transformação Ecológica, a conferência foi organizada em cinco eixos: Mitigação; Adaptação e Preparação para Desastres; Justiça Climática; Transformação Ecológica; e Governança e Educação Ambiental. Até o dia 9 de maio, grupos organizados em cada eixo debaterão as propostas resultantes dos encontros preliminares, organizados com o apoio da plataforma Brasil Participativo. As etapas que antecederam a conferência tiveram a participação de 2.570 municípios, em 439 conferências municipais, 179 intermunicipais e 287 conferências livres.
Ao todo, 100 propostas serão usadas como base para políticas públicas como a atualização da Política Nacional sobre Mudança do Clima e a construção do Plano Clima. A abertura oficial será às 19 horas, no Centro Internacional de Convenções do Brasil. Na quarta-feira (7), a programação terá continuidade com uma aula magna que antecederá a abertura da apresentação do caderno de propostas a serem debatidas nos grupos. Na quinta-feira ocorrerão as plenárias por eixo temático no período da manhã e, pela tarde, inicia a plenária geral. A apresentação da priorização das propostas e o encerramento da conferência serão na sexta-feira (9), pela manhã. (…)
Fonte: Agência Gov | Via Brasil Participativo
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
21 de abril de 2025
5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente
Como enfrentamos a emergência climática?
O ano de 2023 foi o mais quente da história, e o aumento da temperatura do planeta foi percebido de norte a sul do País na forma de ondas de calor, inundações e secas. Eventos extremos cada vez mais intensos e frequentes são manifestações do aquecimento global. Temos pouco tempo para deter o agravamento da crise climática e garantir uma transição rápida e justa para um modelo de desenvolvimento de baixa emissão de gases de efeito estufa e resiliente às mudanças do clima.
A emergência climática e o desafio da transformação ecológica são os temas desta 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente. As rodadas de conversas em todo o País vão até maio de 2025, com um convite ao debate das melhores escolhas num momento tão desafiador da história, tanto para reduzir as emissões como para nos adaptarmos aos efeitos já visíveis do aquecimento global. Essas escolhas envolvem desde hábitos de consumo da população, com menor geração e melhor destinação de resíduos, até o destino das florestas e dos oceanos, que armazenam uma parcela dos gases causadores do efeito estufa e estão sob ameaça crescente.
(…) Cientistas já não têm dúvidas: o aumento da temperatura do planeta decorre da concentração crescente de gás carbônico e dos demais gases de efeito estufa na atmosfera desde meados do século 19. É, portanto, resultado da ação dos seres humanos. Mundialmente, a queima de combustíveis fósseis é responsável pela maior parcela desses gases. Aqui no Brasil, o principal responsável pelo aquecimento global é o desmatamento, seguido por emissões da agricultura e da pecuária, sobretudo pelo processo digestivo do gado, que lança metano na atmosfera, e dos fertilizantes nitrogenados. Em terceiro lugar, aparecem as emissões no setor de energia, pela queima de combustíveis fósseis nos transportes e na indústria. (…)
Diante dos impactos já notáveis das mudanças climáticas, é preciso encontrar as melhores soluções para cada região do País, cada município, para os diferentes setores da economia, levando em conta que os impactos atingirão a população brasileira de forma desigual.
Esta 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente é uma oportunidade de o país discutir a emergência climática e ouvir a população sobre alternativas disponíveis, quando novas políticas estão sendo definidas no Brasil, alinhadas com objetivos globais. Ainda neste ano, o País terá um novo Plano Clima, com estratégias nacionais de mitigação e adaptação e mais de duas dezenas de planos setoriais.
Fonte: Gov.Br; foto: Uema
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
Série de GaiaNet nº 25
Mensagem à COP 30 – nº 6
Podemos transformar em mata mista milhares de hectares dos milhões de hectares de terras improdutivas
Não será através de um reflorestamento geral de uma paisagem, há muito tempo cultivada, que se poderá fomentar a preservação ou a ampliação de uma paisagem de regeneração.
O que mais importa, nessas tradicionais zonas de cultivo, é realizar florestamento limitado, para conservar, por exemplo, os vales relvados dos maciços centrais e os pastos no alto das serras.
Mesmo assim, ainda fica a possibilidade de se transformar numa mata mista milhares de hectares dos milhões de hectares de terras improdutivas que se encontram à disposição.
Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável?, 1973, Biblioteca do Exército, 1979, páginas 174 e 175; foto: Diário do Nordeste.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 25
Mensagem à COP 30 – nº 5
É preciso que amplas áreas sejam reservadas à defesa do meio ambiente
Deve-se encarar a paisagem de regeneração como uma nova forma de exploração do solo, que respeita não só a preservação da natureza, mas que também deve servir ao fomento do turismo. Para que seja garantida a preservação ou a regeneração desta paisagem, é preciso que amplas áreas sejam reservadas à defesa do meio ambiente.
Enquanto que nos casos da paisagem da civilização e da de produção agrícola, a ação é dominada pela mentalidade econômica, na paisagem de regeneração é a ecologia que deve ocupar o primeiro plano. É a mentalidade biológica que aqui está a serviço da paisagem considerada globalmente, não importando a rentabilidade que possa ser proporcionada por uma área delimitada. Nos países industrializados, a paisagem de regeneração não mais deve ceder terreno aos outros dois tipos de paisagem.
Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável?, 1973, Biblioteca do Exército, 1979, página 174; foto: Cesan.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 25
Mensagem à COP 30 – nº 4
É possível criar liames estreitos entre a paisagem de regeneração e os interesses da silvicultura e da defesa ecológica
Se, pois, a paisagem da civilização e a paisagem da produção agrícola quase não concedem possibilidades de regeneração ao solo, elevada significação ganha a terceira forma típica, que é a “paisagem de regeneração”. O que houver de essencial, com relação à defesa ecológica, no sentido de alcançar a regeneração geral de uma paisagem, situa-se, em última análise, neste tipo de paisagem.
Encontra-se a paisagem de regeneração nos lugares em que as grandes concentrações urbanas e industriais não entram em cogitação por motivos geográficos, bem como onde a qualidade do solo não permite uma intensificação das atividades agrícolas. Este tipo de paisagem, que antigamente carregava também o símbolo da presença das chamadas terras improdutivas, transformou-se hoje [1973], sob o signo das ameaças representadas pela poluição ambiental, num sinal positivo.
Uma chance de sobrevivência, só existirá se esse terceiro tipo de paisagem for utilizado conscientemente como centro de regeneração. Dentro desta perspectiva, é possível criar liames bastante estreitos entre a paisagem de regeneração e os interesses da silvicultura e da defesa ecológica.
Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável?, 1973, Biblioteca do Exército Editora, 1979, páginas 173 e 174; foto: Diário do Nordeste.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Série de GaiaNet nº 25
Mensagem à COP 30 – nº 3
A estrutura agrícola de hoje tem por objetivo maximizar sua produção
O segundo tipo [de estrutura paisagística] é representado pela “paisagem de produção agrícola”, que hoje tem por objetivo maximizar sua produção por meio de ampla mecanização das empresas de produção agrícola. A paisagem de civilização, devido à sua concentração humana, só pode suprir sua demanda alimentar quando está presente a de produção agrícola.
Embora, nesta, os danos causados à paisagem primitiva local não sejam tão elevados como os ocasionados pela da civilização, continuam a predominar, com vistas à economia da natureza, os sinais negativos. Desmatamentos, monoculturas, o perigo das erosões, a regulagem dos cursos de água, a drenagem e o emprego excessivo de fertilizantes caracterizam este tipo de paisagem.
Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável?, 1973, Biblioteca do Exército Editora, 1979, página 173; foto: Geo Agri.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
Série de GaiaNet nº 25
Mensagem à COP 30 – nº 2
A paisagem de civilização fomenta a alteração do equilíbrio biológico
A alteração do equilíbrio ecológico (…) receberá um ponto final no dia em que se conseguir manter em sua forma original ou fazer retornar a ela as unidades paisagísticas hoje ameaçadas de extinção. (…) A evolução previsível [das terras improdutivas] conduz, mais ou menos, à formação característica de três tipos diferentes de formas ou estruturas paisagísticas [paisagem de civilização, paisagem de produção agrícola e paisagem de regeneração].
O primeiro tipo, a que se pode dar o nome de “paisagem de civilização”, é assinalado pela concentração de pessoas, povoações e distritos industriais. A paisagem de civilização, por estar peculiarmente condicionada à economia, fomenta a alteração do equilíbrio biológico, representando assim um sinal negativo para a economia da natureza. É por isso que, com respeito a esse tipo de paisagem, deve-se prestar especial atenção ao cultivo de áreas verdes e ao plantio de árvores em geral. Essa paisagem não produz qualquer efeito regenerativo sobre a economia primitiva da natureza local.
Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável?, 1973, Biblioteca do Exército Editora, 1979, páginas 172 e 173; foto: Rádio Maringá.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Mensagem à COP 30 – nº 1
A sobrevivência de uma humanidade sadia custa dinheiro, muito dinheiro
O problema principal da defesa ecológica é que, em se tratando do nosso meio ambiente, cada indivíduo deve se conscientizar de que tem de modificar, a esse respeito, seus conceitos e sua mentalidade. Quanto a isso, é preciso que se diga claramente que a sobrevivência de uma humanidade sadia custa dinheiro, muito dinheiro. Cada membro de uma sociedade que se baseia no bem-estar social deverá estar disposto, para que isso se concretize, a grandes sacrifícios.
Muitas das coisas que hoje deixamos de fazer, no sentido de uma estruturação do meio ambiente, não poderão ser recuperadas amanhã, pois terão de ser consideradas como irremediavelmente perdidas.
Pode-se afirmar, com certeza, que o dinheiro que “hoje” se colocar à disposição da preservação do meio ambiente será menor do que o montante que se exigirá dentro de poucos anos. Se não se levar em consideração as exigências atuais da defesa ecológica, a soma a ser despendida crescerá dia a dia.
Fonte: Hans Liebmann, Terra – um planeta inabitável?, 1973, Biblioteca do Exército Editora, 1979, páginas 153 e 154; foto: Portal Gov.br.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
COP29 termina com desacordos sobre o apoio financeiro para os países mais vulneráveis às mudanças climáticas
Um rascunho do acordo da COP29, a conferência climática das Nações Unidas que está sendo realizada em Baku (Azerbaijão), foi divulgado na manhã desta sexta-feira (22). O texto, porém, não agradou os países mais pobres, pois sugeriu um financiamento de US$ 250 bilhões anuais dos países ricos.
A cifra é bem menor do que esperado, pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano (aproximadamente R$ 7,55 trilhões, considerando a cotação atual), um dos pontos mais debatidos da cúpula. (…)
Fonte: G1
Consenso inédito na COP29 estabelece bases sobre mercado de carbono global
Mecanismo será administrado pela ONU e prevê a redução do custo de implementação dos planos climáticos nacionais em US$ 250 bilhões ao ano.
Representantes dos países reunidos no primeiro dia da COP29, em Baku, no Azerbaijão, chegaram a consenso sobre algumas das regras gerais que deverão orientar o mercado de carbono global e a criação de créditos de carbono no âmbito do Acordo de Paris (Artigo 6). A Cúpula, que reúne aproximadamente 70 mil delegados, é o principal fórum internacional para negociações climáticas e acontece até 22 de novembro.
A decisão permite que o mecanismo de mercado administrado pela Organização das Nações Unidas possa começar a detalhar os tipos de projetos e atividades que poderão gerar créditos de carbono. Segundo a presidência da COP29, o uso da ferramenta deve reduzir o custo de implementação dos planos climáticos nacionais em US$ 250 bilhões ao ano, ao estimular a cooperação entre países. Isso incentivará maior ação climática ao aumentar a demanda por créditos de carbono e garantir que o mercado internacional opere com integridade sob a supervisão da ONU. (…)
Fonte: Gov.br; foto: Ecoamazônia.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.


O Brasil foi o segundo país a apresentar a terceira geração da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC na sigla em inglês), que define a redução de emissões de gases do efeito estufa de 59% até 67%, em 2035. O plano, que já havia sido apresentado no Brasil, foi oficialmente entregue ao secretário-executivo do clima das Nações Unidas, Simon Stiell, na 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), em Baku, no Azerbaijão.
“O Brasil sai de um modelo negacionista, para a liderança e protagonismo no combate às mudanças climáticas. O presidente Lula tem total compromisso em o Brasil ser o exemplo de grande protagonista”, afirmou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
O documento entregue reassume a meta de neutralidade climática até 2050 e traz na sua apresentação “uma visão de um país que reconhece a crise climática, assume a urgência da construção de resiliência e desenha um roteiro para um futuro de baixo carbono para sua sociedade, sua economia e seus ecossistemas”.
Além de reunir um resumo de políticas públicas que se somam para viabilizar as metas propostas na NDC, como o, o Plano de Transformação Ecológica documento também detalha por setor da economia brasileira, as ações que vêm sendo implementadas no país para que as emissões de gases do efeito estufa sejam mitigadas. (…)
De acordo com o documento, a nova ambição brasileira para emissões considera as diretrizes estabelecidas no Plano Clima, que é resultado de um processo de consulta da sociedade, setor privado, academia, estados e municípios.

Presidente da COP29 diz que ‘mundo está a caminho da ruína’
Conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) começou nesta segunda-feira (11).
“Estamos a caminho da ruína. E não se trata de problemas futuros. A mudança climática já está aqui. Precisamos muito mais de todos vocês. A COP29 é um momento da verdade para o Acordo de Paris”, disse Babaiev
A grande discussão neste ano é quem vai financiar o combate e a adaptação à crise climática. Em 2009, na COP15 de Copenhague, um acordo estabeleceu que os países industrializados concederiam 100 bilhões de dólares por ano, em ajuda direta ou empréstimos multilaterais. No entanto, o fundo não está funcionando e cientistas dizem que esses bilhões prometidos não são mais suficientes. Especialistas afirmam que é necessária uma quantia pelo menos 10 vezes superior.
O secretário executivo da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas, Simon Stiell, lembrou que o financiamento da luta climática não é “caridade, e sim do interesse de todos, incluindo as nações mais ricas e maiores”. Stiell defendeu uma reforma no sistema financeiro global e a transformação da cadeia produtiva com investimento na energia verde.
Havia uma expectativa de que os Estados Unidos pudessem encabeçar esse movimento. Mas agora, com a eleição de Donald Trump, o cenário não é muito animador. O republicano já deixou claro que a agenda climática não é prioridade na gestão dele e que vai investir pesado no petróleo. No mandato anterior, ele tirou o país do Acordo de Paris e prometeu o mesmo movimento na nova gestão.
Fonte: G1
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Acordo de proteção à biodiversidade marinha é firmado na COP 16, na Colômbia
Tratado estabelece fundo de R$ 1,15 trilhão à conservação de recursos naturais até 2030
O primeiro grande acordo da COP 16, Conferência da ONU para a Biodiversidade, foi firmado nesta quarta-feira (30), em Cali, na Colômbia. O tratado estabelece um fundo de R$ 1,15 trilhão para a conservação e identificação de áreas marinhas até 2030. As pesquisas serão financiadas pela Alemanha, Bélgica, Canadá, Noruega e Suécia.
Apesar do acordo firmado da COP 16, o tema já estava em discussão há alguns anos. O tratado representa um avanço no que diz respeito à preservação da biodiversidade marinha e é considerado o primeiro passo para atingir as metas do Marco Global Kunming-Montreal, adotado na COP 15. O marco, firmado no Canadá em 2022, determina 23 objetivos para a biodiversidade global.
Com o trato da COP 16, pesquisadores de várias partes do planeta vão determinar as prioridades dentro dos parâmetros da diversidade biológica, garantindo a transparência na escolha das áreas. O grupo também contará com a participação de comunidades indígenas, mulheres e jovens envolvidos em projetos de conservação.
A COP 16 foi realizada de 21 de outubro a 1º de novembro. O objetivo da reunião, que acontece a cada 2 anos, é debater medidas de preservação ao meio ambiente
Fonte: Náutica; foto: joaquincorbalan / Envato
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Pacto Global da ONU alerta que crise climática tem impacto maior nas comunidades mais vulneráveis
Terminou nesta sexta-feira (20), em Nova York, a reunião anual do Pacto Global nas Nações Unidas. A iniciativa tem o apoio da Globo e estimula empresas, governos e sociedade civil a trabalharem pelo desenvolvimento sustentável e inclusivo no planeta.
O ano de 2024 não deixa dúvida: a crise climática impacta o mundo todo. Mas também ficou evidente que as comunidades mais vulneráveis são as mais atingidas. Esse foi um dos temas do Pacto Global, o maior evento de sustentabilidade corporativa do mundo. Em dois dias, ele reuniu centenas de pessoas na sede das Nações Unidas, em Nova York.
O primeiro painel do evento foi sobre as ameaças das mudanças climáticas para a saúde.
“Ela vai impactar a saúde, seja por eventos agudos como a gente teve no Brasil. O deslizamento de terra das chuvas no litoral norte, como foi o Rio Grande do Sul, e ao mesmo tempo passa um mês, nós temos uma onda de calor gigantesca com queimadas que estão cobrindo 60% do território brasileiro, com pessoas inalando partículas dentro da fumaça”, diz Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Albert Einstein.
Há décadas, a ONU estimula os debates para os países reconhecerem os riscos das mudanças climáticas. Mas sustentabilidade vai além da redução de emissões de carbono e do combate ao desmatamento. Temas sociais como igualdade salarial entre homens e mulheres, dignidade no trabalho e igualdade racial também fazem parte desse debate.
“O racismo ambiental, que eu mesmo trabalhando com a luta antirracista há tanto tempo, ainda não tinha mapeado. A gente chama de desigualdade, de falta de acesso a direitos, mas isso muitas vezes se expressa em uma cor. E esses dados estão aí”, diz o autor e ator Lázaro Ramos.
As empresas que participam do Pacto Global se comprometem a fazer as mudanças necessárias para cumprir as metas de melhorias nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. Já são 21 mil empresas em 160 países – 2 mil só no Brasil.
Fonte: G1, Jornal Nacional, 20 de setembro de 2024; foto: TRT4
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
Plano de Transformação Ecológica do Brasil é lançado na COP 28
Ministro Fernando Haddad apresenta projeto de economia verde tendo Brasil como protagonista de uma globalização sustentável e inclusiva
O Plano é um novo instrumento de engajamento diplomático que reposiciona o Brasil no sistema internacional e questiona paradigmas de desenvolvimento ao vislumbrar um novo papel para o Sul Global no mundo contemporâneo. Trata-se de uma proposta que apresenta a região como centro da economia verde ao defender uma globalização ambientalmente sustentável e socialmente inclusiva.
Em seu discurso, proferido no mesmo dia em que o Brasil passa a presidir o G20, Haddad disse que os primeiros estudos da iniciativa privada indicam que a transformação ecológica poderia gerar de 7,5 a 10 milhões de empregos em todos os setores – com enfoque no segmento de bioeconomia, agricultura e infraestrutura -, e oportunidades de geração de renda. (…)
Fonte: agência gov.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
COP 28: Petroleiras firmam acordo para reduzir emissões de gás
Cinquenta das maiores empresas petrolíferas do mundo anunciaram, neste sábado (2), a adesão a um pacto para a redução das emissões de suas operações, incluindo a Petrobras e gigantes como ExxonMobil, dos Estados Unidos, e Aramco, da Arábia Saudita.
No total, as empresas signatárias são responsáveis por 40% da produção mundial, de acordo com o comunicado oficial da COP28. Dessas companhias, mais da metade são estatais.
A Carta de Descarbonização do Petróleo e do Gás foi celebrada pelo presidente da COP28, Sultan Al Jaber, como “um grande primeiro passo”. O documento prevê “operações neutras em termos de carbono” até 2050, a acabar com a queima de gás até 2030 e a reduzir as emissões de metano para quase zero.
“Se quisermos acelerar os avanços em toda a agenda climática, temos de reconhecer a responsabilidade de todos pela ação climática. Todos temos de nos concentrar na redução das emissões e aplicar uma visão positiva para impulsionar a ação climática e levar todos a agir”, disse Al Jaber.
O pacto prevê ainda o investimento em energias renováveis, “combustíveis com baixo teor de carbono” e “tecnologias de emissões negativas”. (…)
Fonte: Folha de Pernambuco.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
O que você precisa saber sobre a COP 28
O que é que a COP 28?
É a 28a Conferência das Partes (ou “COP”) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC), que é o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável pelo clima. Na Conferência também se realizará a 28ª Reunião das Partes do Protocolo de Quioto.
A COP reúne as 198 “partes”, ou seja, os 197 países e a União Europeia que assinaram a Convenção-quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Este tratado é uma das três convenções do Rio de Janeiro adotadas na Cúpula da Terra, a Rio-92.
Onde e quando se realizará a COP28?
As reuniões são realizadas anualmente em uma cidade diferente, desde 1995 (exceto a COP26, que foi adiada em um ano devido à pandemia de covid-19). Este ano, a COP28 acontece de 30 de novembro e 12 de dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes. A participação de milhares de delegados de todo o mundo também serve para celebrar, simultaneamente, a conferência das partes do Protocolo de Kyoto e a das 195 partes do Acordo de Paris de 2015.
Quem irá participar na conferência?
No final da conferência deverão ter passado por Dubai cerca de 50 mil participantes: delegados em representação dos países, observadores, membros da sociedade civil e jornalistas. 20 mil pessoas terão acreditação que dá acesso à conferência, enquanto que as restantes poderão participar em debates, visitar exposições e visionar filmes numa área dedicada à sociedade civil que será construída perto do centro de conferências.
O Brasil terá neste ano a maior comitiva já enviada a uma Conferência das Partes. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, 2,4 mil brasileiros se inscreveram para participar da cúpula em Dubai, dos quais, cerca de 400 são do governo. (…)
O que será discutido?
A COP reúne-se todos os anos para tomar decisões relativas à implementação da Convenção-Quadro e para combater as alterações climáticas. Estarão em debate os impasses a respeito das metas de redução de emissão de gases do efeito estufa e das políticas de compensação aos países mais pobres e atingidos pelas mudanças climáticas. (…)
Fonte: SEMA (Sec. do Meio Ambiente e Mudanças do Clima do Gov. do Estado do Ceará); foto: MundoCoop.
Rui Iwersen, editor de GaiaNet.
As perdas e danos da COP 27
A COP 27, realizada em Sharm El Sheikh, no Egito, entrará para a história por ter finalmente posto na pauta das negociações o tema do financiamento de perdas e danos, um dos mais complexos previstos no Acordo de Paris; mas também pelo alto custo que pagou por esse avanço.
O mecanismo de perdas e danos do Acordo de Paris prevê que países que sofram danos humanos e materiais em decorrência das causas adversas do aquecimento global poderão ser compensados ou indenizados pelos países que causaram a alteração climática.
A complexidade do tema inicia-se na dificuldade de se estabelecer categoricamente o nexo causal entre determinados eventos climáticos extremos ou mudanças climáticas permanentes à emissão de gases de efeito estufa; mas passa também pelo fato de que os países desenvolvidos evitam se submeter a regras por meio das quais possam ser penalizados e condenados a indenizar.
A grande emissão de gases de efeito estufa por países ricos durante a revolução industrial se deu num contexto em que a prosperidade econômica era paga com sangue e enormes impactos ambientais nos países colonizados, em especial na África e na América Latina. Este processo de expropriação de recursos naturais e de queima de combustíveis fósseis, relegou os países que foram colonizados imediatamente ao subdesenvolvimento e tornou-os ainda mais vulneráveis às mudanças climáticas contemporâneas. (…)
Fonte: André Castro Santos, G1
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2 Comments to “ Conferências ecológicas”
NOSSA N ERA ISSO Q EU QUERIA AGENTE PROCURA UMA COISA E VEM OUTRA TOTALMENTE DIFERENTE; AFFS MT RUIM !!!
Resumo da conferencia muito bom, valeu para mim que estudo no curso de Gestão Ambiental.