Transgênicos

GaiaNet

Boletim Ecológico

Editor – Rui Iwersen

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06 de março de 2017

Reflexão sobre transgênicos no programa Cidades e Soluções

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O programa Cidades e Soluções, da Globo News (canal 40 e 540 da Net), em sua nova temporada, apresentará dia 13 de março, 2ª feira, às 21H30, uma reflexão sobre ‘o que se pensa e o que se come’ no programa sobre “Monsanto e Bayer”.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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25 de fevereiro de 2016

Produção de Aedes modificado por radiação deve começar em setembro, na Bahia

Da Agência Brasil

O Aedes aegypti é resitente e causa zika, dengue e febre chikungunya

O Aedes aegypti é resitente e causa zika, dengue e febre chikungunya

Em meio ao cenário de epidemia do vírus da zika na América Latina e no Caribe, a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) anunciou esta semana que vai transferir ao Brasil a tecnologia necessária para esterilizar machos do mosquito Aedes aegypti em uma tentativa de controle populacional do vetor na região. (…)

Em entrevista à Agência Brasil, o doutor em radioentomologia pelo Centro de Energia Nuclear Aplicada à Agricultura da Universidade de São Paulo (USP) e diretor-presidente da Moscamed, Jair Virgínio, explicou que a chegada de um irradiador gama de cobalto-60 vai permitir à biofábrica a produção de até 12 milhões de machos estéreis do Aedes aegypti por semana. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bxsX1c

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04 de novembro de 2015

Europa diz não aos transgênicos

Principais países da União Europeia decidem banir o cultivo de alimentos geneticamente modificados. Decisão tem mais peso político que econômico

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Ambientalistas alemães protestam contra os transgênicos em
uma plantação de milho geneticamente modificado

Poucos temas despertam tanta polêmica no mundo quanto os alimentos geneticamente modificados. Desde que os transgênicos começaram a chegar ao campo e às mesas, há duas décadas, uma guerra em escala mundial vem sendo travada. De um lado estão seus beneficiários e defensores, como as grandes empresas de biotecnologia e os agricultores que produzem commodities agrícolas em larga escala. Do outro, ambientalistas e pequenos produtores rurais, que alegam não haver garantias de segurança para o consumo humano de alimentos produzidos a partir de sementes modificadas geneticamente.

Na última semana, a Europa, ou a maior parte dela, escolheu em qual lado desta batalha vai ficar. Em uma decisão de certa forma esperada, 19 dos 28 países da União Europeia decidiram banir o cultivo de alimentos geneticamente modificados. Entre eles, potências como Alemanha, França e Itália, além de parte do Reino Unido. Foi uma mensagem dura contra o lobby das companhias de biotecnologia e defensivos agrícolas, como Monsanto, Dupont, Bayer ou Syngenta. “Esses países estão dando um claro sinal de que não têm confiança nos relatórios de segurança sobre os alimentos transgênicos”, afirmou à ISTOÉ Franziska Achterberg, diretora de Políticas de Alimentação do Greenpeace na Europa. (…)

Fonte: http://www.istoe.com.br

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18 de maio de 2015

Pesquisador japonês insere gene fluorescente no bicho da seda

O fio da seda se desfaz com um sopro mais forte. Foi pensando em como diminuir essa fragilidade que pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Kyoto, no Japão resolveram interferir na etapa inicial do processo de criação da seda. Ou seja, eles foram mexer direto com o bicho da seda.

A experiência, divulgada em março deste ano, consistiu em injetar um gene que cria uma substância fluorescente na lagarta. Deu certo. O gene foi aceito. “Ele não produziu seda fluorescente, mas o bicho ficou brilhante, o que significa que o animal aceitou o gene”, contou à Super Interessante o biólogo Hajime Mori, que participou da pesquisa.

O resultado alentador estimula a manipulação genética para se obter seda especial diretamente com o produtor.

Fonte: Super Interessante, ano 13, n° 7, julho de 1999, página 61

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14 de maio de 2015

Fim de aviso em rótulos de transgênicos causa protestos de ambientalistas

Desde que entrou em vigência, em 2004, o aviso que indica se um produto é transgênico (utiliza organismos geneticamente modificados) causa discussões. De um lado, ambientalistas reclamam que a rotulagem não é totalmente respeitada. De outro, indústria alimentícia e agronegócio defendem que o triângulo amarelo com um “T” inibe o consumo. Na Câmara, o segundo grupo conseguiu uma vitória.

Um projeto de lei criado pelo deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP-RS) que trata do assunto foi aprovado em Plenário no último dia 28. A proposta acaba com o símbolo em rótulos de alimentos e desobriga o aviso de transgênico em produtos que tenham menos de 1% de organismos geneticamente modificados. Agora, o PL 4148/2008 será apreciado no Senado, ainda sem data definida.

A aprovação do fim do símbolo para transgênico em rótulos causou protestos por parte de grupos ambientalistas e associações de defesa do consumidor. Em nota oficial, o Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional) aponta que “acompanha com preocupação a tramitação do projeto” e que a proposta fere o Código de Defesa do Consumidor ao não permitir que ele se informe sobre o que está consumindo. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bxrgFN

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25 de abril de 2015

Os Transgênicos para os EUA

EUA reforçam oposição à decisão europeia sobre transgênicos

Os Estados Unidos reafirmaram nesta na sexta-feira (24) sua oposição às novas regras propostas pela Comissão Europeia para a comercialização de organismos geneticamente modificados (OGM) dentro da União Europeia.

Bruxelas autorizou nesta sexta-feira a importação e comercialização de 19 organismos geneticamente modificados depois de ter proposto aos Estados Unidos uma reforma que lhes permite proibir sua utilização dentro de seu território, entre eles 11 produtos da multinacional norte-americana Monsanto – soja, milho, colza e algodão. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bgq7Gb

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24 de abril de 2015

Os Europeus e os Transgênicos

UE autoriza dez novos organismos geneticamente modificados

A Comissão Europeia concedeu nesta sexta-feira (24) dez novas autorizações para organismos geneticamente modificados (OGMs), incluindo variedades de milho, soja, algodão e colza. O órgão executivo da União Europeia (UE) também renovou as licenças para sete OGMs e confirmou a permissão para importação de dois tipos de craveiros. Os 19 OGMs aprovados somam-se a outros 58 que já podem ser vendidos no bloco.

“Todos esses produtos foram testados e aprovados antes de serem colocados no mercado da UE”, declarou a Comissão Europeia. Em comunicado, o órgão afirma que os testes foram realizadas pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar e que essas autorizações são válidas por dez anos.

Os OGMs recém-aprovados são produzidos por empresas como as americanas Monsanto e DuPont e as alemãs Bayer e BASF. Nesta semana, a Comissão Europeia aprovou uma lei que deve facilitar que os países do bloco proíbam o uso de organismos geneticamente modificados. (…)

Organizações ambientais, como o Greenpeace, criticaram a medida ao argumentar que ela “abriu as portas para uma nova onda de colheitas de OGMs, a fim de agradar a corporações americanas de biotecnologia e comerciantes”.

Leia mais em: http://zip.net/bvq75j

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26 de agosto de 2014

Alerta à Humanidade nº 15

Assim como as Abelhas no Mundo…

População de borboletas Monarca desaba nos EUA

Noventa por cento das borboletas Monarca morreram nos últimos 20 anos nos Estados Unidos e seu declínio é tão acelerado que uma coalizão de grupos de saúde e meio ambiente solicitou nesta terça-feira (26) que sejam incluídas na lista de espécies protegidas.

A causa do rápido desaparecimento dos insetos é a destruição das asclépias, plantas da qual se alimentam e onde se criam, devido, em grande parte, a herbicidas como o Roundup, usado em cultivos de milho e soja transgênicos da Monsanto no meio-oeste americano, explicaram os grupos em uma petição enviada ao Serviço de Vida Selvagem e Pesca dos Estados Unidos.

Outros fatores que explicariam a abrupta diminuição da população destas borboletas de cor preta e alaranjada são os parasitas, as mudanças climáticas e a perda de seu hábitat natural. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bhppWB

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07 de agosto de 2014

Movimentos sociais e cientistas pedem apoio do papa contra transgênicos

Integrantes de movimentos sociais e cientistas pediram o apoio do papa Francisco para convencer o governo brasileiro a suspender todas as licenças ambientais que autorizam o cultivo e o uso de transgênicos e derivados no Brasil. Em carta enviada ao Vaticano no final de abril deste ano, oito pesquisadores de seis países sustentam que a possibilidade de as empresas multinacionais registrarem a propriedade de formas de vida, como sementes, e processos vivos ameaça a segurança alimentar, estimula a biopirataria e, portanto, deve ser impedida.

Encomendada pela Via Campesina (entidade internacional que reúne organizações de vários países) a cientistas simpáticos aos movimentos sociais, a carta se soma a uma série de iniciativas organizadas por entidades da sociedade civil organizada, inclusive a um abaixo-assinado contra os organismos geneticamente modificados (OGMs), de 2009, ratificado por mais de 800 pesquisadores. Uma cópia do documento enviado ao papa foi entregue à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Segundo o especialista em biossegurança e professor do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, Rubens Onofre Nodari, o texto menciona os resultados de várias pesquisas mundiais apontando os efeitos danosos dos transgênicos para a saúde humana e o meio ambiente. (…)

Leia mais em: http://zip.net/btpdnT

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14 de abril de 2014

Brasil produz 1ª cabra clonada e transgênica da América Latina

Nasceu no dia 27 de março, em Fortaleza, a primeira cabra clonada e transgênica da América Latina. Chamada pelos cientistas de Gluca, ela possui uma modificação genética que deverá fazer com que ela produza em seu leite uma proteína humana chamada glucocerebrosidase, usada no tratamento da doença de Gaucher.
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Trata-se de uma doença genética relativamente rara, porém extremamente custosa para o sistema público de saúde. Segundo informações levantadas pelos pesquisadores, o Ministério da Saúde gasta entre R$ 180 milhões e R$ 250 milhões por ano com a importação de tratamentos para pouco mais de 600 pacientes com Gaucher no Brasil. (…)
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Com pouco mais de duas semanas de vida, a cabritinha Gluca não apresenta, por enquanto, nenhum problema de saúde. “Ela já nasceu berrando, superativa, sem qualquer complicação” (…). Dentro de quatro meses, eles já poderão induzir a lactação de Gluca e confirmar a presença da proteína humana no leite do animal. (…) Gluca é o único clone nascido até agora de um grande esforço de reprodução, que envolveu a transferência de mais de 500 embriões clonados para 45 cabras receptoras, resultando em 8 gestações. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bdm6bB

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02 de março de 2014

Cerveja: o transgênico que você bebe

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Sem informar consumidores, Ambev, Itaipava, Kaiser e outras marcas trocam cevada pelo milho e levam à ingestão inconsciente de OGMs

Vamos falar sobre cerveja. Vamos falar sobre o Brasil, que é o 3º maior produtor de cerveja do mundo, com 86,7 bilhões de litros vendidos ao ano e que transformou um simples ato de consumo num ritual presente nos corações e mentes de quem quer deixar os problemas de lado ou, simplesmente, socializar. (…)

Hoje a cerveja é muito diferente daquela imaginada pelo duque Guilherme VI, que em 1516, antecipando uma calamidade pública, decretou na Bavieira que cerveja era somente, e tão somente, água, malte e lúpulo. Acontece que em 2012, pesquisadores brasileiros ganharam o mundo com a publicação de um artigo científico no Journal of Food Composition and Analysis, indicando que as cervejas mais vendidas por aqui, ao invés de malte de cevada, são feitas de milho.

Antarctica, Bohemia, Brahma, Itaipava, Kaiser, Skol e todas aquelas em que consta como ingrediente “cereais não maltados”, não são tão puras como as da Baviera, mas estão de acordo com a legislação brasileira, que permite a substituição de até 45% do malte de cevada por outra fonte de carboidratos mais barata.

Agora pense na quantidade de cerveja que você já tomou e na quantidade de milho que ela continha, principalmente a partir de 16 de maio de 2007. Foi nessa data que a CNTBio inaugurou a liberação da comercialização do milho transgênico no Brasil. Hoje já temos 18 espécies desses milhos mutantes produzidos por MonsantoSyngentaBasfBayerDow Agrosciences e Dupont, cujo faturamento somado é maior que o PIB de países como Chile, Portugal e Irlanda. (…)

Além disso, há um movimento mundial contra os transgênicos e o Brasil é um de seus maiores alvos. Não é para menos, nós somos o segundo maior produtor de transgênicos do mundo, mais da metade do território brasileiro destinado à agricultura é ocupada por essa controversa tecnologia. Na safra de 2013 do total de milho produzido no país, 89,9% era transgênico. (Todos esses dados são divulgados pelas próprias empresas para mostrar como o seu negócio está crescendo)

Fonte: Outras Palavras – Comunicação compartilhada e Pós-capitalismo

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20 de junho de 2013

Estudo descobre cinco pragas resistentes a plantios transgênicos

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Paris – Cientistas franceses e norte-americanos descobriram que mais espécies de pragas estão ficando resistentes aos populares cultivos transgênicos Bt – plantas que carregam um gene que exala a bactéria “Bacillus thuringiensis”, que é tóxica para os insetos. Das 13 principais espécies examinadas, cinco pragas eram resistentes em 2011 – em 2005, havia apenas uma -, sendo três de algodão e duas de milho. A lagarta rosada (“Pectinophora gossypiella”) é uma delas: a praga tornou-se resistente aos cultivos de algodão Bt em apenas seis anos na Índia Leia mais Alex Yelich/The University of Arizona

Mais espécies de pragas estão se tornando resistentes aos tipos mais populares de cultivos transgênicos repelentes de insetos, exceto em regiões onde os fazendeiros seguem os conselhos dos especialistas. (…) Cientistas franceses e norte-americanos analisaram as descobertas de 77 estudos realizados em oito países de cinco continentes, a partir de dados de monitoramentos de campo.

Das 13 principais espécies de pragas examinadas, cinco eram resistentes em 2011, em comparação com apenas uma em 2005, afirmaram. O marco de referência foi uma resistência em mais de 50% dos insetos em uma área determinada. Das cinco espécies, três eram pragas de algodão e duas, de milho.

Três dos cinco casos de resistência foram registrados nos Estados Unidos, que respondem por menos da metade dos cultivos de Bt, enquanto os outros foram encontrados na África do Sul e na Índia. Os autores disseram ter descoberto um caso de resistência precoce, em menos de 50% dos insetos, em outra praga de algodão americana. E houve “sinais de alerta” precoces (1% de resistência ou menos) em outras quatro pragas de algodão e milho na China, nos Estados Unidos e nas Filipinas.

(…) Os cientistas alertam que a resistência a cultivos Bt é mera questão de tempo, pois todas as pragas acabam, eventualmente, se adaptando à ameaça que enfrentam. Mas os refúgios foram feitos para retardá-la. Só em 2011, 66 milhões de hectares de terra foram cultivadas com plantios Bt. Naquele ano, o milho Bt respondeu por 67% do milho plantado nos Estados Unidos e o algodão Bt entre 79% e 95% do algodão cultivado nos Estados Unidos, na Austrália, na China e na Índia.

Os plantios transgênicos encontram oposição na Europa e em outras partes do mundo, onde ambientalistas afirmam que são uma ameaça potencial à saúde humana e ao meio ambiente.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2013/06/13/estudo-descobre-cinco-pragas-resistentes-a-plantios-transgenicos.htm

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28 de maio de 2013

Amor japonês aos animais (de estimação)

Baleias ameaçadas de extinção viram comida para cães no Japão, denunciam ONGs

AFP

TÓQUIO – Carne de baleias ameaçadas de extinção, capturadas por caçadores da Islândia, está sendo vendida no Japão como guloseima de luxo para cães, denunciaram ativistas ambientais nesta terça-feira.

A Michinoku Farm, empresa com sede em Tóquio, oferece mordedores feitos com carne de baleias do Atlântico Norte em sua página da internet, esclarecendo que o produto tem “baixo nível calórico, pouca gordura e alto índice de proteína”. O site também comercializa alimentos supostamente feitos de carne de cavalos da Mongólia e cangurus.

O grupo ambientalista japonês IKAN afirmou que esse tipo de comércio é a pior forma de consumismo. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2013/05/28/baleias-ameacadas-de-extincao-viram-comida-para-caes-no-japao-denunciam-ongs.htm

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11 de fevereiro de 2013

Conheça 10 transgênicos que já estão na cadeia alimentar

Em janeiro, a agência que zela pela segurança alimentar nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou para consumo um tipo de salmão geneticamente modificado, reacendendo o debate sobre a segurança dos transgênicos e suas implicações éticas, econômicas, sociais e políticas. É a primeira vez que um animal geneticamente modificado é aprovado para consumo humano.

Mas muitos consumidores nos Estados Unidos, Europa e Brasil, regiões em que os organismos geneticamente modificados (OGMs) em questão de poucos anos avançaram em velocidade surpreendente dos laboratórios aos supermercados, passando por milhões de hectares de áreas cultiváveis, continuam desconfiados da ideia do homem cumprindo um papel supostamente reservado à natureza ou à evolução – e guardam na memória os efeitos nocivos, descobertos tarde demais, de “maravilhas” tecnológicas como o DDT e a talidomida.

(…) As principais academias de ciências do mundo e instituições como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) são unânimes em dizer que os transgênicos são seguros e que a tecnologia de manipulação genética realizada sob o controle dos atuais protocolos de segurança não representa risco maior do que técnicas agrícolas convencionais de cruzamento de plantas.

Vários produtos GM já estão nos supermercados, um fato que pode ter escapado a muitos consumidores – apesar da (discreta) rotulagem obrigatória, no Brasil e na UE, de produtos com até 1% de componentes transgênicos. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2013/02/08/conheca-10-transgenicos-que-ja-estao-na-cadeia-alimentar.jhtm

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03 de dezembro de 2013

Porco transgênico

Pesquisa cria porco transgênico com colesterol alto de nascença

da Folha.com

Uma pesquisa acaba de mostrar que porcos podem desenvolver colesterol e aterosclerose (doença que causa o entupimento de artérias). O estudo foi conduzido por Rozh Al-Mashhadi, da Univesidade de Aarhus, na Dinamarca, e colegas, que utilizaram uma enzima para criar porcos com hipercolesterolemia familiar, uma doença genética que predispõe as pessoas a terem altos níveis de LDL –o colesterol ruim.

Porco transgênico capaz de desenvolver aterosclerose

Os pesquisadores inseriram nos porcos uma forma modificada do gene PCSK9, encontrado em pessoas com níveis altos de colesterol, e descobriram que, quando os porcos eram alimentados com comidas muito gordurosas, o gene modificado impedia o colesterol –especialmente o LDL– de sair da corrente sanguínea dos animais, causando aterosclerose.

Entretanto, mesmo quando os porcos foram alimentados com alimentos com baixos níveis de gordura, eles apresentaram níveis muito mais altos de LDL do que porcos normais. O estudo poderá ajudar na pesquisa de novas terapias para hipercolesterolemia, aterosclerose e doenças do coração, além do desenvolvimento de técnicas capazes de visualizar a aterosclerose dentro do corpo.

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19 de novembro de 2012

Transplante de célula de focinho faz cão voltar a andar

da Folha.com e BBC BRASIL

Cientistas da Universidade de Cambridge conseguiram reverter a paralisia em cachorros, após injetar células retiradas do focinho dos animais. De acordo com os pesquisadores, as descobertas mostram, pela primeira vez, que transplantando este tipo de células em uma medula muito lesionada pode trazer melhoras significativas e abre novas possibilidades. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2012/11/19/transplante-de-celula-de-focinho-faz-cao-voltar-a-andar.jhtm

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17 de novembro de 2012

Antibióticos dados a animais chegam ao solo e podem contaminar vegetais

Da Agência USP e do UOL Notícias

Os antibióticos que são dados a animais chegam ao solo e podem se concentrar em legumes e vegetais comidos pelas pessoas, mostra pesquisa da USP (Universidade de São Paulo).

O engenheiro agrônomo Rafael Leal, pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP em Piracicaba, no interior de São Paulo, afirma que os resíduos atingem o ambiente de forma direta, nas fezes e na urina dos animais tratados, ou indireta, com o uso de esterco animal na adubação de propriedades rurais. Como o Brasil ainda não possui legislação sobre limites de resíduos no ambiente, Leal  recomenda o controle e o monitoramento das substâncias na criação de animais. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2012/11/17/antibioticos-dados-a-animais-contaminam-o-solo-e-podem-ficar-acumulados-em-vegetais.jhtm

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08 de setembro de 2012

Vaca estéril é clonada para impedir extinção da raça em Santa Catarina

 do UOL Notícias

Divulgação / Udesc

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Vaca Brisa, clonada de uma fêmea estéril em SC, é fértil e poderá dar continuidade à espécie no Brasil

Pesquisadores do Laboratório de Reprodução Animal da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) clonaram uma vaca da raça Flamenga a partir de células da orelha de uma vaca estéril de 20 anos. A bezerra Brisa Serrana, que nasceu de cesariana nesta semana, em Lages, na Região Serrana do Estado, é fértil, principal objetivo do trabalho. A raça Flamenga está em extinção no Brasil. O rebanho catarinense tem apenas 50 animais e está enfraquecido pelo cruzamento entre animais com parentesco próximo.

A clonagem foi a solução para fortalecer a espécie. O professor Alceu Mezzalira, 56, coordenador do laboratório, disse que “como os animais aqui existentes são geneticamente parecidos, eles poderiam gerar animais com algumas patologias. A vantagem de Brisa é que ela não possui parentes, portanto teremos a possibilidade de obter animais saudáveis para reprodução”. (…) Segundo Mezzalira, “com cada experiência aprendemos um pouco”. O clone surgiu de uma parceria entre a UDESC e a estatal Epagri.

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07 de julho de 2012

Bahia abre fábrica de Aedes transgênico

– Folha.com 

Uma nova fábrica, inaugurada hoje em Juazeiro (BA), vai ampliar em oito vezes a produção nacional do mosquito transgênico da dengue. Esse pode ser mais um passo para expandir, no país, uma tecnologia que reduz a circulação do Aedes aegypti.Os machos do mosquito são modificados para transmitir genes letais à sua prole. O Aedes acaba morrendo ainda na fase de larva, diminuindo a população do mosquito, que é vetor da dengue. Até aqui, 500 mil A. aegypti eram “fabricados” por semana e soltos em bairros de Juazeiro por pesquisadores da Moscamed (organização social ligada aos governos federal e da Bahia) e da USP.Segundo os cientistas, essa experiência já é a mais ampla no mundo com os Aedes transgênicos, testados em menores proporções nas Ilhas Cayman e na Malásia. A ideia agora é aumentar a produção nacional para 4 milhões semanais e soltá-los largamente em Jacobina (BA), cidade de 79 mil habitantes, possivelmente em setembro -antes da multiplicação dos insetos com mais chuvas. Segundo Aldo Malavasi, diretor da Moscamed, o teste em Juazeiro gerou uma redução de até 85% na população selvagem do mosquito. (…)

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ARMA GENÉTICA Entenda pesquisas feitas com o Aedes aegypti modificado
ARMA GENÉTICA Entenda pesquisas feitas com o Aedes aegypti modificado

(…) Capurro trata o Aedes transgênico como uma “tecnologia adicional”, que reduz o uso de inseticidas químicos e diminui o impacto ambiental, mas deve ser combinada a outras ferramentas, como controle de criadouros e campanhas com a população. (…) A mesma opinião tem o ministro Padilha, que vai acompanhar in loco a inauguração da futura biofábrica. (…) ”O combate à dengue exige a combinação de ações de forte vigilância, controle do vetor e atenção à saúde. Sempre teremos de trabalhar com a combinação dessas estratégias”, argumenta o ministro.

(…) As estratégias de modificação genética para enfrentar insetos transmissores de doenças são promissoras, mas ainda engatinham, em parte porque são tecnologias novas. Além do caso do Aedes, há uma série de iniciativas, tocadas por grupos de pesquisa em várias partes do mundo, para fazer o mesmo com as diversas espécies de mosquitos do gênero Anopheles que transmitem a malária, talvez a doença infecciosa mais devastadora do mundo hoje. (…)

Rui Iwersen, editor 
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Informações sobre transgênicos de 2009 a junho de 2012

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Transgênicos, a febre pela manipulação da vida

Editorial

Nos anos 1950, preocupados com a escassez de alimentos para a crescente população do Planeta no “após-guerra”, intensificaram-se os estudos para aumentar a produtividade das plantações dos alimentos de uso humano e para aperfeiçoar o combate às “pragas” e às “ervas daninhas”. Iniciava-se a Revolução Verde, caracterizada basicamente pelo uso intensivo de fertilizantes, herbicidas e pesticidas.

Nos anos 1990 iniciou-se outra revolução agrícola com o surgimento da soja transgênica e, depois, com a produção de outros alimentos geneticamente modificados.

Hoje no Brasil iniciou-se uma “febre pela manipulação da vida”, como demonstra Janine Mara Alves, colaboradora de GaiaNet, em seu artigo Transgênicos, a Febre pela Manipulação da Vida.

No futuro, nesta página publicaremos informações sobre transgênicos e sobre manipulação humana da vida.

Rui Iwersen, editor

 

22 de setembro de 2009

Transgênicos, a febre pela manipulação da vida

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO),a fome atinge atualmente 923 milhões de pessoas no mundo, o que significa 71 milhões a mais do que em 2005, apesar do grande aumento na produção de alimentos. No Brasil, basta visitar o site do Ministério da Agricultura (www.agricultura.gov.br/) para constatar um aumento crescente na produção de cereais, leguminosas e frutas.

Desde 1974, na Conferência Mundial de Alimentação, sabese que a garantia da segurança alimentar teria que passar por uma política de armazenamento estratégico e de oferta de alimentos, associada à proposta de aumento da produção de alimentos. Ou seja, não é suficiente produzir alimentos, mas também garantir a regularidade do abastecimento. A produção se concentra em determinadas regiões, havendo excessos de consumo e desperdícios. Tudo isso nos remete à reflexão: se mesmo com o aumento da produção de alimentos no mundo não há alimentação adequada a todos, qual o objetivo da criação organismos transgênicos e quem se beneficia?

No início da década de 1990, a introdução no meio agrícola de uma nova tecnologia que “poderia” resolver a crise alimentar no mundo e limpar o meio ambiente fez com que pesquisadores, governantes, produtores, e, principalmente as empresas detentoras de patentes de sementes, ficassem fascinados pela idéia de trocar genes entre espécies, criando organismos projetados que poderiam reduzir resíduos da industrialização, transformar as lavouras em fábricas para produzir desde drogas salvadoras de vidas a plantas resistentes a insetos.

O que são Organismos Geneticamente Modificados?

Mendel tornou-se o pai da genética realizando experimentos de hibridação e publicou seus trabalhos de campo com ervilhas na segunda metade do século XIX. Sua teoria principal era a de que a característica de cada planta devia-se a elementos hereditários (atualmente conhecidos como genes). Ele analisava seus trabalhos quantitativa e estatisticamente. Hoje ele ficaria mais que seduzido com os avanços biotecnológicos que surgiram após suas teorias. Mendel reagiria com certo espanto ao descobrir que os lucros com os experimentos genéticos atuais estão muito além do que sua vida monástica necessitava. Um gene é o elemento de transmissão dos caracteres dos pais para os filhos. Todos os organismos vivos, animais ou vegetais, são formados por células e, no interior de cada célula encontra-se o genoma mitocondrial, constituído de uma fita dupla de DNA que guarda o código de todas as características do organismo como: cor, tamanho, resistência a doenças, temperamento, físico, enfim, toda conformação do ser vivo.

Segundo o Portal de Informação Genética e Biologia Molecular (www.canoadetolda.org) “Diversos genes mitocondriais de vários organismos já têm suas seqüências publicadas, e os genomas mitocondriais de muitas espécies já foram totalmente seqüenciados e estão depositados em bancos de dados como o GenBank/NCBI”. Um Organismo Geneticamente Modificado (OGM) é um organismo transgênico, poisneste organismo, através da intervenção do homem, foi implantado no genoma de sua célula, um segmento de DNA da célula de outro organismo. Este organismo doador da característica inserida neste DNA pode ser de espécie diferente do organismo receptor, formando com isso uma terceira espécie, um terceiro ser com características próprias e, capaz de se reproduzir. A maioria dos eventos transgênicos é defeituosa.

Princípio da Precaução.

Uma das principais preocupações dos ambientalistas quanto aos produtos alimentares transgênicos é a questão da rotulagem. Defende-se que o consumidor deve escolher se quer alimentar-se de Organismos Geneticamente Modificados ou não, tendo, assim, a liberdade de escolha. Com isso, as indústrias, antes de colocar um alimento a venda, deveriam incluir essa informação além das informações nutricionais tradicionais. Por outro lado, a liberação de produtos transgênicos, sem a realização de estudos prévios de impacto ambiental e dos riscos à saúde e à Segurança Alimentar e Nutricional da população brasileira, fere o Princípio da Precaução. De todos os princípios relacionados à biossegurança nenhum é tão importante quanto o Princípio da Precaução. Ele é a base que sustenta o Protocolo de Montreal sobre Biossegurança, que torna obrigatória a análise de risco de qualquer OGM. É ele que obriga o empreendedor a realizar o Estudo Prévio de Impacto Ambiental – EIA/RIMA, previsto no art. 225, inciso IV, da Constituição Federal Este Princípio também serviu como argumento definitivo para a sentença judicial que determinou a rotulagem de produtos transgênicos, proibindo o plantio, em escala comercial, da soja Round up Ready (mas, o governo já liberou há 6 anos atrás o plantio desta planta transgênica). O princípio da precaução, que não se confunde com o da prevenção ao dano ambiental, não surgiu do nada. Ele é fruto da necessidade de se lidar com as conseqüências dos danos ambientais causados pelos mais diversos fatores: contaminação do solo, da água subterrânea, do ar, desmatamento e etc. No inicio dos anos 70, havia a urgência de se prevenir os riscos ambientais crescentes resultantes de uma sociedade industrial fortemente estabelecida e de uso generalizado de energia. A Alemanha, por exemplo, adota o Princípio da Precaução desde 1970. Infelizmente, o Brasil não adota ainda o princípio de precaução ao liberar sementes transgênicas.


Download: arquivo doc (75 kb); Fonte: Cidasc;
www.cidasc.sc.gov.br/arquivos%20zip/principio_precaucao.doc

As Plantas Inseticidas.

Nos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) foi implantado no genoma da célula da planta um segmento de DNA da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), responsável pela produção de uma toxina que mata insetos, pela obstrução de seus intestinos. Este DNA da bactéria implantado na célula da planta passa a produzir esta toxina Bt que ficará impregnada nas folhas, caule, frutos e, quando um predador (inseto ou lagarta, por exemplo) ingeri-la, morrerá pela destruição de seus intestinos. Segundo as empresas de biotecnologiaque produzem e comercializam as sementes GM, a toxina Bt é inofensiva para seres humanos, cujos intestinos não reconhecem este bacilo, o que é duvidoso e deveria, portanto, ser pesquisado e controlado por organismos públicos. Os alimentos transgênicos não servem para agricultura orgânica, nem para pequenos produtores rurais, mas certamente contaminarão as variedades nativas e serãouma ameaça à agricultura orgânica. Todas as sementes transgênicas são patenteadas e controladas por seis multinacionais: Monsanto, Syngenta, DuPont, Dow, Bayer e Basf, o que provoca uma dependência absoluta dos agricultores a essas multinacionais.

Lucro versus saúde e meio ambiente: mais um agravante.

Mudanças climáticas, contaminação do solo e das fontes de água e estancamento dos rendimentos dos cultivos dentro do paradigma do monocultivo tornaram-se a grande ameaça para o futuro abastecimento de alimentos do Planeta. Somando-se a isso, o modelo econômico atual se reorganiza com as crises e estas lhe dão oportunidade de fazer mais negócios, de reativar suas produções, seus conceitos e seus laboratórios, produzindo novos processos industriais. Paralelamente, nossas necessidades vitais, das quais dependem as condições da nossa sobrevivência, propiciam legislações favoráveis aos interesses das empresas mais bem colocadas e asseguram seu controle, principalmente sobre a saúde, alimentação e nutrição. A produção de alimentos geneticamente modificados parece visar unicamente o lucro, uma vez que as pesquisas confirmam que a produção de transgênicos não é maior do que a convencional, não é tão segura para a saúde humana e animal quanto parece e, no longo prazo, pode ser prejudicial para o meio ambiente.

Janine Mara Alves

Janine é Funcionária Pública Municipal de Florianópolis. Tem formação inicial de Engenheira Agrônoma (UFSC); colaboradora de GaiaNet; profissional de Educação Física, atualmente trabalha no setor de Vigilância  Nutricional e Doenças e Agravos não Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis.

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30 de setembro de 2009

Soja Transgênica; Milho Transgênico; Algodão Transgênico; Batata Transgênica; Mandioca Transgênica; Resistência ao glifosato”

1. Soja Transgênica

Em 2003 e 2004, as lavouras de soja transgênica do Brasil se expandiram de 3 para 5 milhões de hectares, segundo o Serviço Internacional de Aquisição de Aplicações de Biotecnologia Agrícola. Nosso país tornou-se o 4º produtor de soja transgênica do mundo. Até então, plantar transgênicos era proibido no Brasil, mas, cedendo à pressão ruralista o governo decidiu que a soja Roundup Ready da Monsanto era segura para a saúde e para o ambiente. Passados 6 anos, não há, ainda, evidências de danos sanitários ou ambientais. De acordo com a lei de rotulagem 4.680/03, em vigor no Brasil desde 2004, todos os produtos que contenham mais de 1% de matéria-prima transgênica devem trazer essa informação no rótulo, com a presença do símbolo T em meio a um triângulo amarelo. Apesar da falta de comprovação quanto à segurança dos alimentos transgênicos, as empresas de biotecnologia produtoras (detentoras de patentes) estão adotando o novo nome “alimento seguro” como estratégia de marketing. No Brasil o consumidor está privado do direito de escolha uma vez que a rotulagem raramente é cumprida. As empresas Cargill e Bungue, por exemplo, só cumpriram o decreto da rotulagem em seus óleos de soja somente por decisão judicial.

Um estudo realizado em Palmeiras das Missões (RS), em março de 2002, constatou que a soja transgênica é menos produtiva do que a soja convencional, além de usar mais agrotóxico que os cultivos convencionais. O trabalho foi realizado por Rubens Onofre Nodari, professor de Genética e Melhoramento da Universidade Federal de Santa Catarina, e Deonisio Destro, professor de Genética e Melhoramento da Universidade Estadual de Londrina. Os pesquisadores constataram uma queda de produção de até 540 kg por hectare na lavoura transgênica. A produtividade da soja modificada foi de 1.020 kg a 1.6 kg por hectare, enquanto a da lavoura tradicional ficou entre 1.680 kg e 1.8 mil kg. (Pesquisa na íntegra no site http://www.agirazul.com.br/123/noticias/000000a3.htm). Alem disso, o uso maciço de herbicidas nos campos cultivados com variedades em que se introduziu resistência a estes agrotóxicos, como é o caso da soja Roundup Ready, da empresa Monsanto, pode afetar a capacidade de multiplicação no solo das bactérias que retiram nitrogênio do ar e permitem a fertilização natural desta leguminosa.

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2. Milho Transgênico

Os biotecnólogos cometem um grande engano ao colocar todos os transgênicos no “mesmo saco”. A biologia não permite esse tipo de simplificação. O milho é muito diferente da soja; é uma planta “promíscua”. Uma mesma planta pode conter grãos vindos de pólen de vários “pais” diferentes. Não há tecnologia nova livre de risco! Deveriam ser feitos estudos de impacto ambiental, mas este controle não está sendo feito. Por ser um cultivo de polinização aberta, é impossível evitar a contaminação transgênica do milho convencional, inclusive a contaminação em armazéns, transporte e indústrias. No México, um decreto presidencial assinado pelas Secretarias do Meio Ambiente e Agricultura, da Economia, da Educação e da Saúde, tornou sem efeito uma moratória estabelecida durante seis anos por cientistas mexicanos, que durante  10 anos proibiu o plantio experimental e comercial de milho transgênico, por ser país de centro de origem, diversidade e domesticação. O plantio experimental, permitido a partir desse decreto não pretende comprovar nenhuma hipótese científica, é apenas um trâmite para que daqui a dois anos se generalize o plantio do milho Bt no México. (Ana de Ita, Revista Biodiversidade, abril de 2009, página 11) O milho transgênico, que está neste momento autorizado em Portugal e em fase de experimental no México, está sem controle no Brasil. Segundo reportagem da Folha de São Paulo de 10/05/2009, página B1, foram visitadas regiões produtoras do interior do Paraná. Produtores e cooperativas informaram que não há estrutura suficiente para colheita, transporte e armazenamento da produção transgênica separada da convencional. A Lei de Biossegurança não exige a separação da produção, mas é clara ao exigir a fiscalização de todos esses processos, o que não ocorre. O Presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, Edmundo Koltz, afirma que a indústria está sendo obrigada a controles de matéria-prima que não são de seu controle.

O milho transgênico é uma planta que pode polinizar milharais da agricultura convencional, transformando-os em plantas transgênicas. É importante que se trabalhe no desenvolvimento de tecnologias no melhoramento das culturas tradicionais. A “contaminação transgênica” é uma forma de poluição viva. Quando aplicamos um pesticida – esses produtos são perigosos para a saúde humana – mas não se reproduzem; o pior que pode acontecer é não se degradarem. Nas plantas transgênicas há o risco de alguns desses genes passarem para outras plantas, propagando a espécie. Não há pesquisas conclusivas para as consequências que isso pode causar. A toxina Bt pode ser incorporada ao solo junto com resíduos de culturas, afetando invertebrados e/ou microorganismos que têm importante função na reciclagem de nutrientes para uso das plantas.

3. Algodão Transgênico

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) liberou, sem estudos dos possíveis efeitos negativos no meio ambiente, o plantio e a produção no Brasil de três variedades de algodão transgênico para plantio comercial, uma da Bayer e duas da multinacional Monsanto, colocando em risco a biodiversidade do Cerrado, sem aguardar a sanção presidencial à Lei de Biossegurança, que regulamenta o processo. A CTNBio aprovou a liberação do algodão “Bollgard” – mais uma planta inseticida -com base em 23 estudos feitos pela própria Monsanto. O único integrante da CTNBio a votar contra foi Rubens Nodari, professor de Genética e pesquisador da UFSC e representante do Ministério do Meio Ambiente, que solicitou um estudo de impacto ambiental e questionou os estudos realizados pela parte interessada. O estudo do impacto ambiental nas terras brasileiras é fundamental e deveria ser de responsabilidade de entidades autônomas.

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4. Batata Transgênica

“País economiza com batata transgênica”

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA); www.embrapa.br; 25/11/2004

Uma batata resistente ao vírus do mosaico da batata que permitirá evitar a compra de tubérculos-semente a cada ano para a próxima safra poderá estar disponível em breve. O Comitê de Biossegurança da Embrapa Hortaliças, solicitou autorização à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para realizar, em campo, testes com o cultivar de batata ‘Achat’ (geneticamente modificada), uma das mais importantes, hoje, no Brasil. Atualmente estão plantados no país cerca de 45 mil hectares desta cultivar, o que significa 25% da área total de plantio. Apesar de muito produtivo, este cultivar é suscetível a algumas doenças, dentre elas destaca-se o vírus Y. A doença reduz a produtividade da lavoura e obriga aos produtores a comprar tubérculos-semente todo ano, encarecendo a produção e o preço ao consumidor, além de prejudicar na competitividade com a batata importada. A obtenção de um cultivar resistente à doença possibilitará aos produtores só voltarem a comprar as batatas-semente a cada dois ou três anos, permitindo o uso como tubérculos-semente de uma parte das batatas colhidas em seu próprio campo. Segundo os pesquisadores da Embrapa Hortaliças, o teste da planta em campo, em Brasília, é muito seguro, uma vez que essas plantas transformadas não florescem. Outro ponto que dá segurança aos testes é que na região onde será realizado o experimento não existem parentes da batata que sejam sexualmente compatíveis, isto é, que possam cruzar-se com as plantas de batata. Ao confirmar, em campo, a resistência que vem sendo obtida em casas de vegetação, as plantas transgênicas conseguidas a partir do Cultivar Achat permitirão alta produtividade com custo baixo ao produtor e ao consumidor, queda no preço do produto, além da economia de divisas pela redução nas importações de batata-semente.

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5. Mandioca Transgênica

Sobre este alimento, as últimas notícias não são animadoras para ambientalistas: Bill Gates financiará pesquisas com mandioca transgênica para mitigar a fome dos pobres africanos. Gates vai abrir mão de parte de sua fortuna pessoal de 51 bilhões de dólares. O empresário acaba de assinar um cheque de 450 milhões de dólares para bancar o que considera o maior desafio de sua cruzada filantrópica, o programa Grand Challenges in Global Health (Grandes Desafios da Saúde Global em português), para financiar programas de saúde pública e combate à fome nas regiões mais miseráveis da África e da Ásia. O programa foi anunciado por Gates em 2003 durante o Fórum Econômico Mundial na Suíça. Na ocasião, ele lançou um desafio à comunidade científica internacional: encontrar soluções para uma série de obstáculos que impedem o combate a doenças e a miséria nas regiões mais esquálidas do mundo. Hoje, 250 milhões de africanos se alimentam praticamente só de mandioca, que tem poucos nutrientes. Sua fundação se encarregaria de financiar o desenvolvimento dos melhores projetos. A seguir, criou-se um comitê para receber e avaliar as propostas. Desde então, mais de 1 000 delas foram enviadas por cientistas do mundo inteiro, vários deles detentores de prêmios Nobel. Finalmente, foram selecionados 43 projetos em catorze áreas consideradas críticas. A idéia vencedora consiste em modificar geneticamente os alimentos consumidos pelas populações pobres, para que eles adquiram maior valor nutritivo. Segundo os cientistas da Universidade de Ohio, beneficiados pelo programa de Gates, é possível criar uma mandioca transgênica com teores de proteína e vitamina suficientes para suprir a maior parte das necessidades alimentares dessas populações. O mesmo poderia ser feito com o arroz e a banana.

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6. Resistência ao Glifosato; mais um agravante

O Glifosato, um herbicida sistêmico (absorvido por raízes e folhas) não seletivo, de amplo espectro (mata qualquer tipo de planta), desenvolvido para matar ervas daninhas, principalmente perenes – mas mata tambem as plantas convencionais de soja, milho e algodão, entre outras. No entanto, usando as sementes transgênicas Roundup Ready (RR) da Monsanto – o agricultor pulveriza o herbicida sobre a lavoura e todo o mato morre, mas a plantação transgênica permanece intacta. Isto acontece porque, antes de dar o nome a uma semente GM, o Roundup é o nome do inseticida a base de glifosato, da Monsanto. Essas sementes são modificadas geneticamente para resistir ao glifosato. Lamentavelmente, não foram até hoje publicados dados oficiais sobre o consumo de agrotóxicos nas lavouras de Organismos Geneticamente Modificados no Brasil. O que existe é um levantamento feito pelo Ibama sobre o uso geral do glifosato. Esses dados mostram que entre 2000 e 2004, período de forte expansão da soja transgênica, o uso de glifosato cresceu 95% no País, enquanto o de todos os outros herbicidas somados cresceu 29,8%.

Janine Mara Alves

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22 de setembro de 2009

A revanche de Gaia

Praga mutante pode dizimar plantações de soja

A soja transgênica tomou conta das lavouras porque é muito resistente: ela permite o uso de um inseticida, o glifosato (Roundup), que é extremamente eficaz contra pragas. Mas um estudo feito por 6 universidades americanas trouxe uma péssima notícia: estão surgindo ervas daninhas mutantes, que são imunes ao glifosato – e mortais para a soja transgênica. As pragas já foram encontradas em lavouras dos EUA e do Brasil. “A questão é séria. Pode levar à perda total das plantações”, declarou o biólogo Bill Johnson, coordenador do estudo.

Fonte: revista Super Interessante (WWW.superinteressante.com.br), edição 269, set/2009.

Rui Iwersen, editor 

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10 de dezembro de 2009

Projeto liderado pela UFRJ economiza US$ 100 milhões na produção de cana-de-açúcar

Decifrado genoma da bactéria Gluconacetobacter diazotrophicus, que leva nitrogênio do ar para a cana-de-açúcar

Em um trabalho iniciado há nove anos, numa integração entre pesquisadores do Estado do Rio de Janeiro liderados pela UFRJ, o Projeto Rio Gene decifrou o genoma da bactéria Gluconacetobacter diazotrophicus. Ela é responsável por fixar o nitrogênio, transferindo-o do ar para a cana-de-açúcar. A descoberta é tão impactante que, segundo Paulo Cavalcanti Gomes Ferreira, professor do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM/UFRJ) e coordenador do projeto, o uso da bactéria causaria a economia anual de 100 milhões de dólares na produção brasileira de cana, além do benefício ambiental em razão da substituição de adubo químico.

Gluconacetobacter diazotrophicus foi descrita pela primeira vez nos anos 1980, quando encontrada na cana-de-açúcar por Joana Dobëreiner, pesquisadora de agrobiologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ela procurava bactérias capazes de transferir o nitrogênio do ar para o vegetal. “Isso é feito quimicamente. Se transforma nitrogênio N2 (forma gasosa) em amônia, aí ele pode ser assimilado pela planta. (…) — A atividade da bactéria substitui o adubo químico. Só a economia com cana-de-açúcar está na faixa de 100 milhões de dólares por ano. O objetivo é chegar a um momento em que se possa pegar a cana-de-açúcar e outras plantas próximas, como milho ou arroz, e se substituir o máximo de adubo químico nitrogenado pelo cultivo com essas bactérias — afirma Paulo Cavalcanti.

A vantagem ambiental também é considerável. “A planta tem capacidade de absorver parte do que se coloca no solo; se eu colocar nitrogênio e chover muito, não dá tempo de as plantas absorverem e ele pode parar nos rios e mares. Ele é extremamente tóxico e ainda poder ser transformado em gases por bactérias presentes no solo, aumentando significativamente o aquecimento (global)”, explica o pesquisador. (…)

Fonte: Boletim Olhar Vital, UFRJ, Edição 201

Rui Iwersen, editor

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23 de fevereiro de 2010

Brasil se torna o segundo maior produtor de transgênicos do mundo

O Brasil se tornou, pela primeira vez, o segundo maior produtor de transgênicos no planeta, com 21,4 milhões de hectares plantados, segundo dados fornecidos pelo Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (Isaaa, na sigla em inglês) nesta terça-feira (23). Com isso, o Brasil plantou 16% dos 134 milhões de hectares de transgênicos cultivados em 2009 no mundo.

No ranking, feito com dados relativos ao ano de 2009, o país ultrapassou a Argentina –cujo plantio chegou a 21,3 milhões de hectares– e fica atrás dos Estados Unidos (com 64 milhões). O crescimento brasileiro foi 35,4% maior em relação a 2008 (quando o país registrou 5,6 milhões de hectares). “Trata-se do maior índice de crescimento entre os 25 países produtores de transgênicos, especialmente em razão da rápida adoção do milho transgênico”, afirma a Isaaa, em comunicado. A base de produtos geneticamente modificados plantados no Brasil reside na soja (71%), no milho (31%) e no algodão (16%), segundo a entidade. Os principais Estados produtores que adotaram tecnologia transgênica são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins.(…)

Fonte: UOL Notícias – WWW.noticias.uol.com.br e FolhaOnLine – WWW.folha.com.br

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15 países que mais plantaram lavouras transgênicas

Liderados pelos norte-americanos, 14 milhões de produtores no mundo plantaram culturas geneticamente modificadas no ano passado, elevando o total de transgênicos plantados em 7 por cento, de acordo com o Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA). A soja transgênica responde por mais de três quartos do plantio global da oleaginosa; o algodão geneticamente modificado chega a quase metade do total global e o milho transgênico responde por mais de um quarto de todo o cereal no mundo.

Veja abaixo uma lista de 15 países que plantaram ao menos 100 mil hectares em 2009 de milho, soja, algodão e outras safras transgênicas, de acordo com o ISAAA.

PAÍS: 2009 – 2008 (em milhões de hectares)

Estados Unidos 64 – 62,5

Brasil 21,4 – 15,8

Argentina 21,3 – 21,0

Índia 8,4 – 7,6

Canadá 8,2 – 7,6

China 3,7 – 3,8

Paraguai 2,2 – 2,7

África do Sul 2,1 – 1,8

Uruguai 0,8 – 0,7

Bolívia 0,8 – 0,6

Filipinas 0,5 – 0,4

Austrália 0,2 – 0,2

Burkina Faso 0,1  – <0,1

Espanha 0,1 – 0,1

México 0,1 – 0,1

Dez países plantaram menos que 100 mil hectares: Chile, Colômbia, Honduras, República Tcheca, Portugal, Romênia, Polônia, Costa Rica, Egito, Eslováquia

Fonte: UOL NotíciasWWW.notícias.uol.com.br, Reuters e ISAAA.

Rui Iwersen, editor

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15 de março de 2010

GaiaNet na comunidade do Greenpeace no orkut

Oi Dr. Rui

Descobrí que o Greenpeace tem uma comunidade no orkut com 247.560 membros (247.561 comigo). O moderador da comunidade, Júnior Warne, publicou o nosso artigo sobre os transgênicos no Fórum “Duvidas sobre os transgênicos”. Dos mais de 227 tópicos publicados nesse fórum, o nosso é o 103º e foi postado em 23/09/2009.

Janine Mara Alves, colaboradora de GaiaNet.

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29 de abril de 2010

Safra de cana 10/11 [2010/2011] do Brasil sobe 10% para 664,3 mi t

O Brasil deverá produzir uma safra de cana-de-açúcar 10 por cento maior na temporada 2010/11, na comparação com o ano anterior, em um volume total de 664,3 milhões de toneladas, informou o governo nesta quinta-feira. De acordo com o primeiro levantamento para a produção da nova safra realizado pela estatal Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção de açúcar do país subirá 17 por cento, para 38,7 milhões de toneladas. Já a produção total de etanol (anidro e hidratado somados) atingirá 28,5 bilhões de litros, volume 10,6 por cento maior que o do ano passado.

Os técnicos da Conab, que visitaram as principais regiões de produção do país entre os dias 28 de março e 16 de abril, destacaram o bom padrão climático e o uso adequado de tecnologia para o aumento do volume a ser processado.

“Quanto ao aspecto agronômico, a cultura apresenta um desenvolvimento excelente, resultante do sincronismo entre a tecnologia aplicada no cultivo e as condições climáticas favoráveis. A ocorrência de chuvas frequentes favoreceu o desenvolvimento da cana-de-açúcar, mas, no primeiro momento, causou a diminuição do teor de sacarose que é medida através do ATR (açúcar total recuperável), que ainda pode ser recuperado com a maturação completa da cana”, informou a Conab no relatório. Sobre o centro-sul, a Conab estimou que a região vai produzir 596,2 milhões de toneladas de cana, ante 542,8 milhões na temporada passada. (…)

Foi notado aumento da área de cultivo de cana em praticamente todos os Estados produtores. “A previsão de maior aumento foi constatada em São Paulo, que ampliou em 267.600 hectares o seu canavial em produção. O aumento previsto (para todo o Brasil) é de 681.900 hectares”. A Conab estima que do total de 664,3 milhões de toneladas de cana, 301,5 milhões serão destinados para a produção de açúcar e 362,8 milhões para álcool.

Fonte: UOL Notíciaswww.noticias.uol.com.br e Reuters – http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/

Rui Iwersen, editor

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17 de maio de 2010

EUA: estudo vincula pesticida a déficit de atenção em crianças

WASHINGTON – As crianças expostas a altos níveis de pesticidas aplicados em frutas e verduras nos Estados Unidos são mais propensas a sofrer de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), segundo um estudo publicado nesta segunda-feira. Pesquisadores de Estados Unidos e Canadá estudaram informações sobre 1.139 crianças com entre 8 e 15 anos, e descobriram que aquelas que tinham níveis residuais mais altos de pesticidas conhecidos como fosfatos orgânicos apresentavam duas vezes mais chance de sofrer de TDAH, revelou o estudo divulgado na revista Pediatrics. “O atual estudo se soma às evidências acumuladas que vinculam níveis mais altos de exposição a pesticidas às consequências adversas de desenvolvimento”, afirmou o estudo.

Em torno de 40 pesticidas com fosfatos orgânicos estão registrados na Agência de Proteção ao Meio Ambiente americana, segundo o estudo. Apesar de o uso do pesticida residencial ser comum no país, a Academia Nacional de Ciências descobriu que a principal fonte de exposição para as crianças advém da alimentação, informou o estudo. De acordo com a pesquisa de 2008, citada pelo relatório, foram encontrados níveis detectáveis de pesticidas, como o malathion, em uma ampla gama de vegetais.

Segundo o centro de controle e prevenção de doenças nos Estados Unidos, aproximadamente 4,5 milhões de crianças de 5 a 17 anos foram diagnosticadas com TDAH até 2006. Entre 3% e 7% das crianças em idade escolar nos Estados Unidos sofrem desse problema.

Fonte: UOL Ciência e Saúdehttp://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ e AFP –  http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/

Rui Iwersen, editor

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20 de maio de 2010

Relatório da ONU de clima avaliará economia, segurança alimentar

GENEBRA – O painel de climatólogos da Organização das Nações Unidas (ONU) planeja observar a forma como as sociedades se adaptam ao clima em mudança e os efeitos da insegurança alimentar no seu próximo relatório sobre mudança climática, anunciaram autoridades na quinta-feira. O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), da ONU, está selecionando no momento entre 600 e 700 autores principais a partir de mais de 3 mil indicações para produzir o seu quinto relatório, previsto para 2014, disse o chefe do IPCC, Rajendra Pachauri.

No começo do ano, o IPCC disse que seu último relatório de avaliação, divulgado em 2007, havia exagerado sobre a velocidade com a qual as geleiras do Himalaia estavam derretendo (…) Pachauri disse numa entrevista coletiva que o IPCC estava aguardando ansiosamente o relatório e as recomendações do comitê no final de agosto.

O relatório de 2014 examinará a acidez crescente dos oceanos, o modo como as sociedades se adaptam à mudança climática e o impacto da insegurança alimentar (…)

Fonte: UOL Notíciaswww.noticias.uol.com.br e Reuters – http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/

Rui Iwersen, editor

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26 de maio de 2010

Fungo letal pode ameaçar produção mundial de trigo, dizem cientistas

Novas linhagens de um fungo letal ao trigo, descobertas na África do Sul, podem ameaçar a produção mundial de alimentos, alertaram cientistas nesta quarta-feira durante uma conferência na Rússia. Conhecido como UG-99, ele ataca o tecido vascular da planta, matando-a, processo que pode comprometer colheitas inteiras.

O fungo foi descoberto há dez anos no leste da África e é endêmico no Quênia, onde chegou a destruir 80% da colheita em algumas temporadas. Mas teme-se que o fungo esteja agora migrando. Como ele pode viajar a grandes velocidades, cerca de 160 km por dia, cientistas dizem que pode ser difícil controlá-lo.

Transgênicos Cientistas já desenvolveram novas variedades de trigo resistentes ao fungo original, mas estas últimas linhagens, descobertas na África do Sul, superaram a resistência. O especialista em doenças de plantas da universidade britânica de Cornell, Ronnie Coffman, diz que um dos desafios para conter o alastramento do fungo é a resistência que alguns países costumam ter em dividir informações cientificas.

Coffman defende ainda a engenharia genética como forma de garantir um suprimento estável de alimentos, posição combatida por outros estudiosos. “Pesquisas mostram que a engenharia genética do tribo deverá ser aceita se o mundo quiser estar a frente dos fungos letais”, disse ele. O trigo é um dos alimentos mais consumidos em todo o mundo, representando cerca de 20% das calorias consumidas diarimente.

Fonte: UOL Ciência e Saúdehttp://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ e BBC Brasil.

Rui Iwersen, editor

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31 de maio de 2010

Brasil é destino de agrotóxicos banidos no exterior

Campeão mundial de uso de agrotóxicos, o Brasil se tornou nos últimos anos o principal destino de produtos banidos em outros países. Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia (UE), Estados Unidos e um deles até no Paraguai. A informação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base em dados das Nações Unidas (ONU) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Apesar de prevista na legislação, o governo não leva adiante com rapidez a reavaliação desses produtos, etapa indispensável para restringir o uso ou retirá-los do mercado. Desde que, em 2000, foi criado na Anvisa o sistema de avaliação, quatro substâncias foram banidas. Em 2008, nova lista de reavaliação foi feita, mas, por divergências no governo, pressões políticas e ações na Justiça, pouco se avançou.

Até agora, dos 14 produtos que deveriam ser submetidos à avaliação, só houve uma decisão: a cihexatina, empregada na citrocultura, será banida a partir de 2011. Até lá, seu uso é permitido só no Estado de São Paulo.

Enquanto as decisões são proteladas, o uso de agrotóxicos sob suspeita de afetar a saúde aumenta. Um exemplo é o endossulfam, associado a problemas endócrinos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil tonelada do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil t. “Estamos consumindo o lixo que outras nações rejeitam”, resume a coordenadora do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz, Rosany Bochner. (…)

Fonte: Agência Estado – WWW.estadao.com.br e UOL Ciência e Saúde

Rui Iwersen, editor

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15 de junho de 2010

Brasil terá maior crescimento agrícola do mundo até 2019

A produção agrícola do Brasil deverá registrar o maior crescimento mundial, de mais de 40% até 2019, na comparação com o período entre 2007 e 2009, segundo um relatório conjunto da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta terça-feira. “É no Brasil que a alta da produção agrícola será, de longe, a mais rápida”, afirma o documento Perspectivas Agrícolas 2010-2019, divulgado pelas duas organizações.

De acordo com o relatório, a agricultura russa deve crescer 26% até 2019. Os setores agrícolas da China e da Índia também devem registrar um aumento significativo nesse período, de 26% e 21%, respectivamente. Já a produção agrícola da União Europeia deve registrar uma expansão de menos de 4% até 2019, segundo o relatório, que classifica o desempenho como “estagnado”. “O aumento da produção agrícola mundial deverá ser menos rápido durante a próxima década do que nos últimos dez anos, mas ela deverá, no entanto, permitir o crescimento de 70% da produção mundial de alimentos até 2050, como exige o crescimento demográfico previsto”, afirma o relatório.

Fonte: BBC Brasil – http://noticias.uol.com.br/ultnot/bbc/ e UOL Notícias

Rui Iwersen, editor

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19 de junho de 2010

Brasil seguirá usando agrotóxico banido

Agrotóxicos proibidos em vários países e já vetados no Brasil pelo Ministério da Saúde devem continuar a ser usados em alimentos comuns da mesa do brasileiro, como arroz, feijão e tomate. No final de 2009, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu banir cinco agrotóxicos ligados a problemas como câncer e má-formação fetal: triclorfom, cihexatina, acefato, endossulfam e metamidofós, estes três últimos encontrados em alimentos no país.

Pela indicação do órgão do Ministério da Saúde, o uso seria diminuído gradativamente até que as substâncias fossem totalmente eliminadas no final do ano que vem. Em março deste ano, no entanto, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria na qual mantém o uso desses compostos, por meio do Plano Nacional de Manejo do Risco de Agrotóxicos.

A ideia da pasta é só restringir a venda e impor mais limites na aplicação, em vez de eliminar as substâncias. A medida é polêmica porque, pela lei, a palavra final sobre o tema é das pastas da Saúde e do Meio Ambiente, e não da pasta da Agricultura. (…)

DOENÇAS NEUROLÓGICAS

Pesquisas recentes mostram a relação da exposição a essas substâncias com doenças do sistema nervoso. Em 2008, um estudo de uma universidade americana mostrou que 61% dos pacientes com mal de Parkinson relataram contato com a aplicação desses produtos tóxicos. Neste ano, a Academia Americana de Pediatria fez uma pesquisa com 1.100 crianças e constatou que as 119 que apresentaram transtorno de deficit de atenção tinham resíduo de organofosforado (molécula usada em agrotóxicos) na urina acima da média de outras crianças. Em 2009, foi usado 1 milhão de toneladas de agrotóxicos em lavouras do país. Ou seja, 5 kg por brasileiro. (…)

Fonte: Folha.comhttp://www.folha.uol.com.br/

Rui Iwersen, editor

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24 de junho de 2010

Uso de agrotóxicos é indiscriminado no País, diz Anvisa

Levantamento divulgado ontem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em amostras de frutas e verduras à venda para o consumidor revela uso indiscriminado de agrotóxico no País. Das 3.130 amostras coletadas, 29% apresentaram problemas, que vão desde uso de defensivos não permitidos para a cultura ou sem registro no País até alto grau de resíduos de agrotóxicos no alimento. Pelo segundo ano consecutivo, o pimentão foi o produto com o índice mais elevado de irregularidades: 80% das amostras analisadas pela Anvisa foram consideradas insatisfatórias. Em seguida, estão a uva, o pepino e o morango. “Os números preocupam bastante”, avaliou o presidente em exercício da Anvisa, Dirceu Barbano. “Agrotóxico é veneno, seu uso tem de ser feito com limite”, completou, ao apresentar o trabalho. A análise foi feita em 26 Estados. Dados de São Paulo não foram revelados porque o Estado usa metodologia própria para a avaliação dos resultados. Para fazer estudo, técnicos pesquisaram a presença de 234 tipos de agrotóxicos em 20 culturas diferentes. Batata, banana, feijão e maçã foram as que apresentaram índice menos elevado de irregularidades.

Uma das maiores preocupações da Anvisa está no alto grau de uso de produtos que estão sob reavaliação da agência por causa do alto risco à saúde. (…) Outro problema apontado foi o aumento das amostras em que foi detectado o uso de produtos que não estão registrados no País. “Esse é o pior dos mundos. Não sabemos que substâncias estão nos produtos, em que quantidade. É o descontrole total”, resume Meirelles.

Fonte: Agência Estado – WWW.estadao.com.br e UOL Ciência e Saúdehttp://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

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Governo acha agrotóxicos proibidos em 20 tipos de frutas e legumes

Frutas e legumes consumidos pelos brasileiros estão contaminados por agrotóxicos usados de forma irregular, informou ontem a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Relatório produzido pela agência afirma que os problemas atingiram 29% das amostras analisadas. O índice é muito superior ao verificado em outros países. Segundo o gerente de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles, análises feitas nos EUA encontraram problemas em até 10% das amostras coletadas. Aqui, foram examinados 20 tipos de frutas e legumes.

A principal irregularidade foi o uso de agrotóxicos em alimentos para os quais eles não são permitidos. Nesses casos, não é possível garantir a segurança dos produtos, de acordo com a agência. Em 2,8% das amostras, havia agrotóxicos proibidos no Brasil, caso ainda mais grave. Entre eles, estão substâncias com potencial de causar problemas como câncer e malformações fetais. Outro problema foi o uso de agrotóxicos em quantidade acima da permitida, situação de 5,2% das amostras. (…)

Fonte: Folha.com – http://uol.com.br/folha/

Rui Iwersen, editor

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13 de julho de 2010

UE [União Europeia] propõe que governos decidam sobre transgênicos

A Comissão Europeia, o braço executivo da UE, aceitou na terça-feira propostas para autorizar os países-membros a proibirem o cultivo de plantações geneticamente modificadas, apesar da oposição forte da indústria e de alguns governos europeus.

A iniciativa rara da comissão de devolver aos países o poder de decisão da UE sobre questões agrícolas visa desbloquear uma paralisia no sistema de aprovação de transgênicos do bloco, pelo qual apenas duas variedades transgênicas tiveram seu cultivo aprovado em 12 anos. “As medidas concretas adotadas hoje darão aos países-membros a liberdade de decidir sobre o cultivo de transgênicos”, disse em comunicado o comissário de Assuntos de Saúde e do Consumidor da UE, John Dalli. (…) Se forem aprovadas pelos governos e parlamentares da UE, as propostas podem levar ao aumento do plantio de transgênicos em países que já os cultivam, como Espanha e República Tcheca, ao mesmo tempo permitindo que países hostis a eles, incluindo Itália e Áustria, os proíbam por completo.

“Não prevejo que os países mudem seus padrões de voto apenas porque adotamos essas considerações”, disse o comissário maltês John Dalli em coletiva de imprensa. Ministros de vários países da UE, incluindo França e Espanha, já criticaram as tentativas de desmontar a política comum do bloco de 27 países em relação ao cultivo de transgênicos. “Esperamos que as decisões continuem a ser tomadas ao nível do bloco. Não apoiamos a renacionalização das decisões sobre transgênicos”, disse a jornalistas em Bruxelas, na segunda-feira, o ministro da Agricultura francês, Bruno Le Maire. (…)

Fonte: Reuters e UOL Notícias – http://www.noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/

Rui Iwersen, editor

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29 de julho de 2010

Argentinos criam plantas resistentes ao frio e à seca

Um grupo de analistas argentinos criou plantas transgênicas capazes de suportar o frio, a seca e a salinidade excessiva dos solos, na busca de aplicar esta tecnologia à agricultura. A capacidade de suportar condições meteorológicas extremas e a salinidade está presente em um gene do girassol isolado por especialistas do Instituto de Agrobiotecnologia do Litoral (IAL) e implantado depois em plantas experimentais. Como os especialistas informaram ao jornal “La Nación”, o resultado foi uma planta com estrutura genética modificada capaz de suportar as piores condições que podem atacar as lavouras.

O projeto é realizado junto com o Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (Conicet) dentro de um programa de desenvolvimento de girassol transgênico. O instituto de biotecnologia, ligado à Universidade Nacional do Litoral argentino, já havia isolado e patenteado o gene de girassol denominado HaHB4, que confere às plantas tolerância à seca, a salinidade e o ataque de insetos. Agora isolou e implantou em cultivos experimentais outro gene, denominado HaFT, que acrescenta características de proteção ao congelamento. (…)

Fonte: EFE – http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/ e UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

Rui Iwersen, editor

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09 de agosto de 2010

Detectada nos Estados Unidos a maior “fuga” de plantas transgênicas

O mais provável é que tenham sido sementes que caíram de um caminhão, ainda que não se possa descartar que tenha sido uma simples polinização. O caso é que o campo de Dakota do Norte está repleto de canola transgênica, segundo acaba de descobrir uma equipe da Universidade do Arkansas. Ao todo, 80% das plantas analisadas tinham genes introduzidos artificialmente. O tamanho da fuga “não tem precedentes”, disse Cynthia Sagers, ecóloga da Universidade que dirigiu o trabalho. Em 20 anos de cultivos transgênicos – sempre muito regulados – houve alguns casos desse tipo de contaminação no meio ambiente no Reino Unido, Japão e Canadá, mas sempre em pequena quantidade e normalmente próximo de portos ou estradas por onde passaram as sementes modificadas geneticamente. Mas esta é a primeira vez que isso acontece nos Estados Unidos (o principal produtor deste tipo de cultivos, com quase 50% da safra mundial), e sobretudo, de uma forma tão ampla. A prova definitiva de que este tipo de fuga não é recente é que existem dois tipos de canola transgênica, uma da Monsanto resistente a um herbicida (glifosfato) e outra da Bayer resistente a outro (glufosinato). Mas, além disso, foram encontradas duas plantas com ambos os genes, o que indica que houve tempo para que as plantas dos dois tipos cruzassem.

A descoberta reabriu o debate entre os defensores e os críticos da tecnologia de transgênicos, que é muito criticada na Europa. Para os primeiros, o fato de que estas plantas tenham convivido com as naturais por bastante tempo no meio ambiente e não tenham sido detectadas por produzir algum tipo de efeito no entorno é uma prova de que são cultivos que não apresentam nenhum perigo. Mas os ecologistas dizem que esta descoberta é uma mostra de que, por mais restrições que se coloquem, não há como evitar que um erro facilite a mistura desses cultivos com os naturais, e sua abundância mostra que elas têm vantagens ao competir com as plantas silvestres. Além disso, afirmam que a canola capaz de sobreviver a dois dos herbicidas mais conhecidos é um risco para outros cultivos.

Fonte: El Pais e UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor

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17 de agosto de 2010

Canola geneticamente modificada chega a territórios inexplorados

Versões geneticamente desenvolvidas da planta de canola (também chamada de colza) estão se espalhando como ervas daninhas nas estradas da Dakota do Norte, dizem cientistas, numa das primeiras ocorrências de uma safra geneticamente modificada se estabelecendo na vida selvagem. O tamanho do problema que isso pode gerar ainda é assunto de debate. Críticos das safras biotecnológicas já previnem, há tempos, que é difícil evitar que genes – neste caso, genes conferindo resistência a herbicidas comuns – se espalhem, com consequências indesejadas.

“Se existe um problema na Dakota do Norte, é que essas plantas estão se tornando ervas daninhas”, disse Cynthia L. Sagers, professora de biologia da Universidade do Arkansas, que conduziu o estudo. Os resultados foram apresentados na semana passada, no encontro anual da Sociedade Ecológica da América. (…)

As plantas de beira de estrada aparentemente começam a crescer quando sementes voam dos campos ou de caminhões carregando as safras ao mercado. Nas planícies do Canadá, onde a canola é amplamente cultivada, as plantas biotecnológicas de beira de estrada – resistentes ao herbicida Roundup – se tornaram um problema, segundo Alexis Knispel, que recentemente terminou uma dissertação de pós-doutorado sobre o assunto na Universidade de Manitoba. (…) O milho e a soja geneticamente modificados não se estabeleceram na natureza selvagem, embora sejam cultivados em muito mais acres que a canola. “Eles são superdomesticados e simplesmente não gostam de viver na natureza”, explicou Norman Ellstrand, professor de genética da Universidade da Califórnia, em Riverside.

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ e The New York Times.

Rui Iwersen, editor

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20 de setembro de 2010

Salmão pode ser primeiro animal transgênico aprovado para consumo humano

A agência regulamentadora de remédios e alimentos dos EUA, a FDA (Food and Drug Administration), se reúne durante dois dias, a partir desta segunda-feira, para analisar se aprova ou não a venda de peixes transgênicos no mercado. Eles se tornariam os primeiros animais geneticamente modificados a serem consumidos por humanos.

A FDA já disse que o salmão, com crescimento duas vezes mais rápido do que a espécie convencional, é seguro como alimento.

A aprovação pode abrir precedente para o consumo de uma variedade de outros animais transgênicos, incluindo porcos que estão sendo desenvolvidos no Canadá ou gado que seja resistente à doença da vaca louca. (…)

A engenharia genética já é amplamente usada na agricultura, mas o governo norte-americano não havia considerado a permissão do consumo de animais até o momento. (…) Embora os potenciais benefícios –e lucratividade– sejam enormes, muitas pessoas se opõem à manipulação do código genético de criaturas vivas. Os críticos têm duas preocupações: a segurança do alimento para os seres humanos e os efeitos no ambiente. Como os peixes alterados nunca foram comidos antes, dizem, poderiam causar uma série de alergias, especialmente entre as pessoas cujo organismo não digere alimentos marinhos.

Há também a preocupação de que os peixes poderiam escapar e alterar a população de salmãos selvagens, que já estão em risco, ou poderiam crescer rapidamente e se alimentarem mais, em detrimento do salmão selvagem tradicional. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/ e France Presse

Rui Iwersen, editor

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26 de novembro de 2010

Carne e leite de gado clonado não apresentam riscos para consumo

A carne e o leite de vacas clonadas e de suas crias “não apresentam diferenças substanciais” em relação aos produtos de animais não clonados, o que torna seu consumo seguro, afirmou um organismo independente que assessora o governo britânico. As conclusões do Comitê Consultor de Novos Alimentos e Processamentos (ACNFP, na sigla em inglês), que trabalha para a Agência de Segurança Alimentar (FSA) britânica, podem acelerar a polêmica liberação do comércio destes produtos, vendidos nos Estados Unidos desde 2008. (…) O comitê indicou, no entanto, que são necessários mais estudos para avaliar como a carne e o leite podem afetar os diferentes ambientes onde os animais clonados são criados. Ao mesmo tempo, o grupo estimou que qualquer diferença que possa existir entre o gado clonado e o não clonado desaparecerão depois da segunda geração.
A FSA examinará as conclusões do relatório em uma reunião, marcada para dezembro, na qual também será debatida a recente proposta europeia de proibir a venda de carne de animais clonados e seus descendentes de primeira geração, antes de fazer suas recomendações ao governo. A discussão sobre produtos de animais clonados no Reino Unido chegou ao auge no início do semestre, depois que o jornal “International Herald Tribune” afirmou que criadores de gado europeus estavam começando a comercializar ilegalmente produtos oriundos de animais clonados. (…) O tema da clonagem sempre levantou polêmica entre a opinião pública europeia. Segundo a última pesquisa disponível, que data do final de 2008, 58% dos europeus acham que a clonagem para a produção alimentar “não se justifica”, e mais de 43% acreditam que “provavelmente não consumirão este tipo de produto”.

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/ e France Presse.

Rui Iwersen, editor

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30 de novembro de 2010

Museu da Vida, no Rio, promove sarau científico sobre transgênicos

O Museu da Vida (RJ) promove nesta quarta-feira (1º), a partir das 14 horas, um sarau científico sobre  transgênicos, com objetivo de engajar os jovens nesse debate. Será na Tenda da Ciência, no campus da Fiocruz, em Manguinhos. Com entrada gratuita e sem necessidade de inscrição prévia, o encontro vai contar com teatro, músicas, poesia e humor para discutir o tema. Durante a programação serão levantadas questões como: o que são os transgênicos? Como são feitos? Quais os impactos dessa tecnologia na sociedade?

Para facilitar a discussão, será apresentado um histórico da introdução dos transgênicos no país, bem como os diferentes pontos de vista e atores sociais envolvidos no debate. Além disso, o sarau vai trazer dados e números sobre a expansão dessa tecnologia no mundo e o panorama atual de pesquisas brasileiras na área. O evento é patrocinado pela Wellcome Trust – uma instituição britânica de caridade dedicada ao financiamento de pesquisas na área da saúde.

Sarau científico: os transgênicos em cena

Data: 1º de dezembro; Horário: a partir das 14 horas

Local: Tenda da Ciência do Museu da Vida – campus da Fiocruz na Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro. Entrada gratuita

Mais informações sobre o sarau científico nos telefones 3865-2155 e 3865-2104 ou no site: http://www.museudavida.fiocruz.br

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

Rui Iwersen, editor

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15 de fevereiro de 2011

Carne do futuro poderá ser produzida em laboratório

15/02/2011 – 10h48 | da Folha.com e FRANCE PRESSE

A produção de carne futuramente dependerá mais das provetas do que dos bonivos, ou pelo menos assim pensa o biólogo Vladimir Mironov, que espera colaborar com a solução para a crise alimentar mundial em seu laboratório da Carolina do Sul (EUA). O cientista de 56 anos e seu colaborador Nicholas Genovese, 32, esperam não apenas lutar contra a fome no mundo, com a criação de carne artificial, mas também tornar possíveis as missões de mais de seis meses a Marte.”Imagine, por exemplo, a colonização de outro planeta ou apenas que a população aumente”, afirma Mironov, antes de citar como exemplo o fato de que não há mais nenhum espaço disponível para criar gado em Nova York ou Cingapura.
O biólogo, que trabalha em um laboratório de dimensões modestas, mas com tecnologia de ponta, na Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Sul (EUA), espera que a criação do bife artificial aconteça em breve, apesar de atualmente o processo de “cultivar carne” em laboratório ser longo e complexo.

“É um assunto de tempo e dinheiro”, afirmou. Há 10 anos, Mironov obteve uma bolsa da Nasa, agência espacial americana, para tentar concretizar o sonho de “cultivar carne”. No entanto, atualmente os trabalhos do cientista não são mais financiados pela agência que, segundo ele, passou a priorizar a pesquisa sobre as plantas transgênicas como fonte alternativa de proteínas. O trabalho de Mironov e Genovese segue adiante graças ao financiamento de três anos da organização de defesa dos animais Peta.

SORO DE BOVINO

A dupla pesquisa células-tronco embrionárias responsáveis pela formação dos músculos, chamadas mioblastos, procedentes de perus e que são impregnadas com soro de bovino para fazer crescer os tecidos musculares. (…) A carne assim cultivada, se chegar aos supermercados, será bastante parecida com a encontrada nos açougues, garante ele, que lembra que a carne modificada já é uma prática corrente, e inofensiva. (…)
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Rui Iwersen, editor

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11 de agosto de 2011

Britânicos criam 1º animal com informação artificial no código genético

 e UOL Ciência e Saúde

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Verme nematoide modificado geneticamente

Pesquisadores da Universidade de Cambridge (Grã-Bretanha) criaram o que alegam ser o primeiro animal com informação artificial em seu código genético. A técnica, segundo os cientistas, pode dar aos biólogos “controle átomo por átomo” das moléculas em organismos vivos.

O trabalho da equipe de pesquisadores usou vermes nematoides e foi publicado na revista especializada Journal of the American Chemical Society. Os vermes, da espécie Caenorhabditis elegans, têm um milímetro de comprimento, com apenas mil células formando seu corpo transparente.

Segundo o estudo, o que torna o animal único é que seu código genético foi estendido para criar moléculas biológicas que não são conhecidas no mundo natural. Genes são as unidades hereditárias dos organismos vivos que os permitem construir o seu mecanismo biológico – as moléculas de proteína – a partir de “blocos de construção” mais simples, os aminoácidos.

Nos organismos naturais vivos, são encontrados apenas 20 aminoácidos, unidos em diferentes combinações para fazer as dezenas de milhares de proteínas diferentes necessárias para manter a vida. Mas os pesquisadores Jason Chin e Sebastian Greiss fizeram um trabalho de reengenharia da máquina biológica do verme para incluir um 21º aminoácido, não encontrado na natureza. (…)

Rui Iwersen, editor

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13 de agosto de 2011

Medicina personalizada é o futuro prometido pela genética para tratar o câncer

11/08/2011 | do UOL Ciência e Saúde

O Centers for Disease Control and Prevention (CDC), órgão americano que lida com epidemias e outras emergências de saúde, publicou um relatório divulgando que a expectativa de vida dos americanos aumentou 62%, desde o início dos anos 1900 (quando ela era de 47.3 anos), para  76.8 anos, na década de 2000.

Entre as dez principais causas desse avanço na saúde pública, destacou-se o aumento dos percentuais dos exames preventivos de câncer, especialmente o colorretal, o cervical e o de mama. Enquanto a medicina preventiva no Brasil avança mais lentamente, a oncologia conta com a perspectiva da evolução para uma medicina personalizada. O mérito é da genética. (…)

Rui Iwersen, editor

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16 de agosto de 2011

As secas, as guerras e a fome na África

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Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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05 de setembro de 2011

Cientistas criam células-tronco para evitar extinção de espécies

 e UOL Notícias

Cientistas nos EUA anunciaram ter produzido células-tronco de rinoceronte-branco do norte e de um macaco africano, o que pode ajudar a garantir a sobrevivência das duas espécies ameaçadas de extinção.

Os cientistas relatam, na publicação Nature Methods, que as células-tronco poderão ser transformadas em diferentes tipos de células do corpo dos animais. Se forem convertidas em óvulos e esperma dos animais, “filhotes de proveta” poderão ser desenvolvidos. Tais aplicações ainda estão num futuro distante, mas a chefe da equipe de pesquisa, Jeanne Loring, disse que os estudiosos ficaram especialmente entusiasmados com os resultados obtidos com as células de rinoceronte, que superaram suas expectativas.

As células-tronco foram feitas a partir da pele dos animais, em um processo de “reprogramação” – nele, retrovírus e outras ferramentas da biologia celular moderna são usados para devolver as células a um estágio prévio de desenvolvimento. Nesse estágio, as células são “pluripotentes”, ou seja, podem ser induzidas a formar diferentes tipos de células específicas, como neurônios e cartilagens.

Os procedimentos em questão dependem muito de tentativas e erros, e os pesquisadores esperavam êxitos nos feitos com o macaco africano (chamado de drill), pelo histórico de experimentos prévios feitos com primatas. Mas os resultados das pesquisas com o rinoceronte surpreenderam.  “Não foi fácil fazer com que funcionasse, mas funcionou”, disse Loring à BBC News.

Aplicações
As aplicações iniciais da pesquisa devem ser medicinais. No caso de animais sofrendo de doenças degenerativas, como diabetes, as células-tronco podem, em tese, virar substitutas de células que estiverem perdendo suas funções.

Estudos que partem dessa premissa já estão em curso em humanos, para combater problemas como falência cardíaca, cegueira, derrames e lesões na espinha dorsal – ainda que o uso prático de tais pesquisas seja tema de debates. Uma ideia que empolga os cientistas é criar embriões ao induzir células-tronco a fazer óvulos e esperma. “Fazer gametas (células reprodutivas) a partir de células-tronco ainda não é algo rotineiro, mas há relatos de que isso esteja sendo feito com animais em laboratórios”, prosseguiu Loring. Ela crê que a técnica é mais promissora do que a de clonagem de animais ameaçados, por ter uma taxa de sucesso maior. “Você tem a possibilidade de fazer novas combinações genéticas, em vez clonar, que apenas reproduz animais já existentes.” (…)

Rui Iwersen, editor

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08 de setembro de 2011

Zoo de células-tronco pode salvar espécies ameaçadas de extinção

06/09/2011 – 12h56 | do UOL Ciência e Saúde 

Em Paris, França

Cientistas americanos informaram ter produzido as primeiras células-tronco de espécies ameaçadas, um avanço que pode salvar dezenas de animais à beira da extinção.

“A melhor forma de lidar com a extinção é preservar espécies e habitats, mas nem sempre isto funciona”, explicou, em um comunicado, Oliver Ryder, diretor de genética do Zoológico de San Diego e um dos chefes da pesquisa. “A tecnologia de células-tronco dá algum nível de esperança de que (as espécies) não precisarão se extinguir, mesmo que tenham sido completamente eliminadas de seu habitat”, acrescentou. Este é o caso do rinoceronte branco do norte, um dos dois primeiros animais incluídos no “zoo de células-tronco” de Ryder. A espécie conta com apenas sete espécimes vivos, todos mantidos em cativeiro, dois deles em San Diego.

Os cientistas também isolaram células-tronco de um primata criticamente ameaçado, denominado dril, considerado geneticamente um primo próximo dos humanos. Em cativeiro, os dris costumam sofrer de diabetes, doença que os cientistas tentam tratar em humanos com terapias de células-tronco. A equipe de Ryder coletou células da pele e outras amostras de tecido de mais de 800 espécies – armazenadas em um “zoo congelado” – em 2006. (…)

Rui Iwersen, editor

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16 de setembro de 2011

Comissão libera cultivo de feijão transgênico brasileiro

 do BOL

A CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) aprovou na última quinta-feira (15) a liberação para cultivo comercial do feijão geneticamente desenvolvido (GM) –uma variedade do carioquinha– desenvolvido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).Pesquisa testa vacina contra dengue produzida com feijãoO grão é resistente ao vírus do mosaico dourado, uma das principais pragas que afeta as plantações no Brasil e na América do Sul, podendo gerar até perda total da produção. Agora, o próximo passo é registrar a aprovação do feijão GM no Ministério da Agricultura para poder ser plantado e comercializado. O produto é o primeiro totalmente produzido por instituições de pesquisa nacionais e demandou dez anos de estudo. Para chegar à variedade pretendida, os pesquisadores Francisco Aragão e Josias Faria realizaram inúmeros cruzamentos que geraram 22 linhagens. Dessas, duas se mostraram resistentes à praga.
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Rui Iwersen, editor
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28 de setembro de 2011 

Bayer adquire direitos sobre variedades híbridas de arroz brasileiro

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A empresa de tecnologias agrícolas Bayer CropScience, subsidiária da multinacional Bayer, anunciou nesta quarta-feira um acordo para adquirir os direitos sobre um projeto privado brasileiro que desenvolveu diferentes variedades de arroz geneticamente melhoradas. O acordo garante à multinacional os direitos exclusivos de licença sobre o programa de melhoramento de arroz da empresa brasileira Fazenda Ana Paula, segundo um comunicado da Bayer CropScience. Com isso, a Bayer aumentará sua capacidade de pesquisa e desenvolvimento de arroz híbrido no Brasil, além de ampliar os negócios neste setor mundialmente, afirma o comunicado. (…)
A Fazenda Ana Paula, uma empresa voltada à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias agrárias pertencente ao grupo Metropolitana Incorporadora, produziu nos últimos anos algumas variedades híbridas de arroz com técnicas convencionais de melhoramento genético. (…) Uma das variedades desenvolvidas produz um grão de alta qualidade em plantas cuja produtividade é 20% superior a das melhores sementes utilizadas no Brasil. O acordo anunciado garante a Bayer CropScience acesso exclusivo ao banco de sementes e de materiais genéticos da Fazenda Ana Paula. (…)
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Rui Iwersen, editor
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16 de outubro de 2011

16 de outubro – Dia Mundial da Alimentação

Blog Action Day 2011 – #BAD11 – Alimentação.

NOVA ESPÉCIE DE MAÇÃ, PRODUZIDA NA ENTRESSAFRA EM SANTA CATARINA

A nova variedade de maçã foi lançada em 1998, mas só agora começa a ganhar espaço no mercado. “Daiane tem a casca vermelha, é doce, tem textura firme, crocante e suculenta, bem ao gosto do brasileiro”, afirma Francisco Denardi, engenheiro agrônomo da EPAGRI e pai da nova variedade.

O engenheiro explica ainda, que, no rol de vantagens, a variedade se adapta melhor ao clima brasileiro, uma vez que se desenvolve bem em temperaturas menos frias e tem um ótimo volume de produção – 50 toneladas por hectare plantado. Além disso, a colheita da Daiane é realizada ao longo do mês de março, entre as colheitas da Gala (fevereiro) e da Fuji (abril), duas cultivares consolidadas no mercado brasileiro. Isso otimiza o trabalho, diminui o custo de produção ao conservar a mão de obra local, que é escassa entre janeiro e abril.

(…) Essa variedade já foi testada em outros seis países, estando sob regime de proteção no Brasil e na Comunidade Européia, onde foi aprovada pela sua produtividade e qualidade dos frutos. Um convênio entre a EPAGRI e a empresa francesa IFO, que trabalha no desenvolvimento de cultivares de pêra e maçã na Europa, viabilizou a entrada da Daiane na comunidade européia. Atualmente, o trabalho de melhoramento se concentra na divulgação da espécie e no licenciamento de viveiristas de todo o país. As mudas ainda não estão disponíveis, mas na estação de Caçador (SC) já é possível encontrar galhos para enxerto.

E, que fique bem claro aos leitores de GaiaNet: esta variedade de maçã não é um transgênico, mas uma espécie melhorada geneticamente ao longo de vários anos de pesquisa e de análises fisiológicas e de conservação.

Fontes: Diário Catarinense – Edição Impressa de 09/03/2011 e Epagri – http://www.epagri.sc.gov.br/; acesso em 02/10/2011

Janine Mara Alves, colaboradora de GaiaNet

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As secas, as guerras e a fome na África

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Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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7 de fevereiro de 2012

Plantio de transgênicos no mundo cresceu 8% em 2011 [mostra] estudo

do UOL Notícias e Reuters

Os Estados Unidos continuaram de longe como o principal país em cultivo de produtos agrícolas transgênicos em 2011, mas a adoção internacional da biotecnologia cresceu 8 por cento ante o ano anterior, de acordo com um relatório divulgado nesta terça-feira pela ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Biotecnológicas Agrícolas – ISAAA, na sigla em inglês), entidade que realiza pesquisas globais sobre o assunto.

Cerca de 160 milhões de hectares foram plantados com sementes transgênicas no ano passado, informou a ISAAA, que promove a adoção de biotecnologia. As safras foram plantadas por 16,7 milhões de produtores em 29 países, contra 15,4 milhões de produtores em 2010. (…)

Segundo a organização, embora os Estados Unidos liderem o plantio de produtos agrícolas geneticamente alterados, com 69 milhões de hectares, a biotecnologia está sendo cada vez mais utilizada em países como Brasil (30,3 milhões ha), Argentina, China, Índia e África do Sul. O crescimento no plantio nos EUA cresceu 3 por cento ante 2010. Já o Brasil, pelo terceiro ano seguido, liderou o crescimento global, ampliando a semeadura de transênicos em 20 por cento, segundo o ISAAA.

Rui Iwersen, editor

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8 de fevereiro de 2012

Especialistas discutem como alimentar população mundial de 9 bilhões em 2050

do UOL Notícias e EFE

Genebra – O mundo será habitado em 2050 por cerca de 9 bilhões de pessoas, que dependerão de um aumento entre 60 e 90% na produção de alimentos, com seu correspondente impacto no meio ambiente, ou da racionalização de sua produção e consumo.Este foi o eixo do debate organizado nesta quarta-feira em Genebra pela revista “The Economist”, com a participação de políticos, empresários e especialistas, para apresentar propostas e soluções perante a perspectiva de ter que alimentar 9 bilhões de pessoas dentro de 40 anos.A potencialização dos pequenos produtores, especialmente nos países pobres e em desenvolvimento, a melhora da cadeia de distribuição de alimentos e a luta contra o enorme desperdício de comida foram os assuntos discutidos durante o seminário. (…)

Rui Iwersen, editor

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1 de maio de 2012

Um terço dos alimentos consumidos pelos brasileiros está contaminado por agrotóxicos

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Segundo o dossiê, a soja foi o cultivo que mais demandou agrotóxico – 40% do volume total de herbicidas, inseticidas, fungicidas e acaricidas

Há três anos o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de consumo de agrotóxicos no mundo. Um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros está contaminado pelos agrotóxicos, segundo alerta feito pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em dossiê lançado durante o primeiro congresso mundial de nutrição que ocorre no Rio de Janeiro, o World Nutrition Rio 2012, que termina nesta terça-feira (1º).

O documento destaca que, enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o brasileiro aumentou 190%. Em 2008, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu o posto liderança, representando uma fatia de quase 20% do consumo mundial de agrotóxicos e movimentando, só em 2010, cerca de US$ 7,3 bilhões – mais que os EUA e a Europa. (…)

Soja é o que mais demanda agrotóxico

(…) Em 2011 houve um aumento de 16% no consumo que alcançou uma receita de US$ 8,5 bilhões. As lavouras de soja, milho, algodão e cana-de-açucar representam juntas 80% do total das vendas do setor. (…) Segundo o dossiê, a soja foi o cultivo que mais demandou agrotóxico – 40% do volume total de herbicidas, inseticidas, fungicidas e acaricidas. Em segundo lugar no ranking de consumo está o milho com 15%, a cana e o algodão com 10%, depois os cítricos com 7%, e o café, trigo e arroz com 3% cada.

Já para a produção de hortaliças, em 2008, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), o consumo de fungicidas atingiu uma área potencial de aproximadamente 800 mil hectares, contra 21 milhões de hectares somente na cultura da soja. (…)

Riscos para a saúde

O dossiê revela ainda evidências científicas relacionadas aos riscos para a saúde humana da exposição aos agrotóxicos por ingestão de alimentos. Segundo Fernando Carneiro, o consumo prolongado de alimentos contaminados por agrotóxico ao longo de 20 anos pode provocar doenças como câncer, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais.

Um fato alarmante foi a constatação de contaminação de agrotóxico no leite materno, afirmou. Para o cientista, não se sabe ainda ao certo as consequências para um recém-nascido ou um bebê que está em fase inicial de formação. (…) Parte dos agrotóxicos utilizados tem a capacidade de se dispersar no ambiente, e outra parte pode se acumular no organismo humano, inclusive no leite materno, informa o relatório. “O leite contaminado ao ser consumido pelos recém-nascidos pode provocar agravos a saúde, pois os mesmos são mais vulneráveis à exposição a agentes químicos presentes no ambiente, por suas características fisiológicas e por se alimentar, quase exclusivamente, com o leite materno até os seis meses”, destaca o estudo.

Recomendações

O dossiê da Abrasco formula 10 princípios e recomendações para evitar e reduzir o consumo de agrotóxicos nos cultivos e na alimentação do brasileiro. Carneiro defende a necessidade de se realizar uma “revolução alimentar e ecológica”. (…) Carneiro e sua equipe composta por seis pesquisadores defendem a ampliação de fontes de financiamento para pesquisas, assim como a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia em detrimento ao financiamento público do agronegócio e o fortalecimento das políticas de aquisição de alimentos produzidos sem agrotóxicos para a alimentação escolar – atualmente a lei prevê 30% deste consumo nas escolas. Além disso, o documento defende a proibição de agrotóxicos já banidos em outros países e que apresentam graves riscos à saúde humana e ao ambiente assim como proibir a pulverização aérea de agrotó xicos. (…)

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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15 de maio de 2012

Dengue

Mosquito com genes modificados reduz Aedes em Juazeiro

da Folha.com

Vem de Juazeiro, na Bahia, uma boa notícia no combate à dengue. Testes realizados por cientistas com mosquitos transgênicos incapazes de transmitir a doença mostraram resultados promissores. (…) A premissa básica é substituir a população de machos do Aedes aegypti por mosquitos alterados. Eles se reproduzem de forma tão efetiva quanto os selvagens, mas têm uma modificação genética que, transmitida à prole, impede-a de sobreviver. Resultado: todos os descendentes dessas criaturas artificialmente engendradas morrem antes que possam picar seres humanos e transmitir o vírus da dengue.Durante o período de um ano, os cientistas liberaram em Itaberaba, um bairro de Juazeiro, mais de 10 milhões de mosquitos. Depois de soltá-los no ambiente, coletaram amostras de larvas e constataram que entre 85% e 90% delas tinham o DNA modificado. Levando em conta a população residente de A. egypti na região, houve uma redução de 75%, em relação às de ár eas não tratadas. Os mosquitos transgênicos alterados foram originalmente projetados por pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido. Desde então, graças a uma parceria, a Moscamed busca desenvolver a tecnologia para produzir nacionalmente os insetos. “Isso reduz os custos”, disse Aldo Malavasi, presidente da empresa brasileira, ao site “SciDev.net”. (…)
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Rui Iwersen, editor
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17 de maio de 2012

Panamá investe em mosquitos modificados para conter dengue

AP/USDA

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Os mosquitos OGM (organismos geneticamente modificados) introduzidos seriam machos que competiriam com seus congêneres pelas fêmeas, cuja descendência morreria por não conseguir sobreviver à fase de larva na água

No Panamá

Cientistas querem introduzir no Panamá mosquitos geneticamente modificados por uma empresa britânica para combater o inseto transmissor da dengue, informou na última quarta-feira (16) Néstor Sousa, diretor do Instituto Comemorativo Gorgas de Estudos de Saúde, com sede no Panamá.Os mosquitos OGM (organismos geneticamente modificados) introduzidos seriam machos que competiriam com seus congêneres pelas fêmeas, cuja descendência morreria por não conseguir sobreviver à fase de larva na água, a menos que recebam um suplemento nuritivo.

Esta característica corresponde a um gene introduzido em laboratório pela empresa de biotecnologia britânica Oxytec. Este processo tecnológico, ainda em fase de estudo e para o qual foram realizadas experiências no Brasil, Malásia e Ilhas Caiman, têm efeitos adversos teóricos, mas nenhum real, afirmou Sousa durante uma conferência. (…)

Rui Iwersen, editor

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20 de junho de 2012

Discussões pré Rio+20

1º Seminário P.A.R.A.- Programa Regional de Análise de Resíduos Tóxicos em Alimentos

O seminário sobre a Análise de Resíduos Tóxicos em Alimentos, realizado em Florianópolis nos dias 14 e 15 de junho, contou com a presença de autoridades e profissionais de várias áreas dos estados Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O estado de Santa Catarina é conhecido como berço da agricultura familiar, o que o torna importante referência na segurança alimentar. Por essas questões, ressalta-se a importância do monitoramento e da rastreabilidade na cadeia produtiva de produtos in natura, como frutas, legumes e verduras, para a saúde humana, para a defesa do consumidor e da saúde ambiental.

Dados alarmantes demonstram, em análises feitas em laboratórios desses estados, que produtos vegetais consumidos diariamente pela população podem conter de12 a17 tipos diferentes de resíduos de agrotóxicos. O representante da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina –FATMA, Murilo Flores, apresentou na Cúpula Mundial dos Estados e Regiões, a política de gestão ambiental – Terra Sustentável, valorizando a certificação dos produtos com base em origem e em forma de produção, o que beneficiará o produtor de alimentos sem pesticidas com um selo de procedência, além de proteger o consumidor na escolha de produtos mais seguros para a sua saúde.

Existe uma nova via, proposta no seminário pelo Dr. Maximiliano Ribeiro, do Ministério Público do Paraná, com a apresentação da pesquisa sobre agrotóxicos nanoestruturados, criados a partir de nanomoléculas químicas, que pode ser um propulsor na competitividade econômica, tanto para produção e consumo dos produtos orgânicos quanto na de produtos com agrotóxicos tradicionais. Nanopesticidas são menos poluidores e ocupam menos espaço nas embalagens. Mas não deixam de ser pesticidas. Caberá ao consumidor a escolha

As patentes que monopolizam tecnologia ainda são um entrave para o princípio da precaução e para agricultura sustentável. Nesse sentido, vários participantes do Programa Regional de Análises de Resíduos Tóxicos em Alimentos – P.A.R.A. – propuseram que saísse do encontro um documento para uso da legislação na responsabilização das indústrias de agrotóxicos, tradicionais ou não, com relação aos impactos causados à saúde, como nos casos de câncer, das malformações fetais congênitas e das mortandades de peixes, abelhas e outros animais.

Janine Mara Alves, colaboradora de GaiaNet

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01 de julho de 2012

Postagens no início da página

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8 Comentários

  1. Janine said,

    27 de dezembro de 2012 às 16:57

    O nome do meu blog mudou: agora é http://www.comidassimples.com
    Abraços

    • gaianet said,

      27 de dezembro de 2012 às 23:20

      Oi Janine.
      Gostei do novo nome de teu blog -comidassimples.com. Este nome do blog sintetiza mais e melhor as informações sobre alimentos e comidas nutritivos, de boa qualidade e saborosos que tu pretendes divulgar. Parabéns. Sucesso para a nova blogueira e para o novo blog.
      Abraço.
      Rui

  2. Janine said,

    9 de fevereiro de 2012 às 16:44

    Percebo a importância da agronomia em interação com as práticas educativas. Tanto para o aluno do meio urbano que precisa cada vez mais realizar ações ecológicas diárias, quanto no meio rural para promover a fixação do homem no campo de maneira sustentável.

  3. Janine said,

    13 de julho de 2011 às 23:01

    Achei bem estranho esse estudo.
    O título dessa matéria deveria ser: Aguapé, o heroico vegetal que absorverá metais pesados em seus tecidos para salvar o homem de sua própria sujeira.

    O aguapé já se reproduz com muita facilidade na natureza e tem sido estudado para produzir biomassa e biogás, e mais recentemente, como aponta esse estudo, por possuir a propriedade natural de filtrar (captar) metais pesados da água. Tudo bem, se é a serviço da saúde, mas, se ele já se reproduz com facilidade (em alguns lugares o chamam de praga d’água), por que o cultivo transgênico? Realmente, só se justificaria se quiserem levar o aguapé para regiões que não são seu habitat natural (talvez mais frias – como o Japão) para poderem se reproduzir. E isso pode ser muito inconveniente tanto para o ecossistema de lá como daqui, se houver uma proliferação exacerbada. Bem, tomara que parem por aí, pois há artigos alertando que mesmo sem transformação genética, no seu habitat natural (subtropicais e tropicais), os aguapés podem se tornar plantas invasoras ao aumentarem seu crescimento ou defesas. Imaginem exportar para várias partes do mundo o aguapé transgênico. Isso pode se tornar um problema para os ecossistemas (fauna e flora naturais) locais. Se levarem o aguapé para o Japão, é bom contar com a sorte, já que o princípio da precaução pouco tem sido usado. Gente, deixem as plantinhas nativas em paz e vamos consumir menos. Querem um exemplo bem simples? O meu celular é de 2004 e funciona muito bem, obrigada! Se todos agissem assim, precisaríamos sair desesperados atrás do prejuízo?

    Ah! Espero que você tenha estudado o que fazer com a massa morta infestada com os metais pesados – dejetos atômicos ou industriais, depois que se completar o ciclo de vida do aguapé. É muito perigoso mesmo!

  4. Missao Tanizaki said,

    9 de julho de 2011 às 11:42

    Biotecnologia–ÉTICA de Interesse da HUMANIDADE – A G U A P É

    Prezados Cidadãos Brasileiros Interessados pelo AGUAPÉ,

    A Equipe BR do AGUAPÉ por meio deste ALERTA informa as Autoridades Mundiais que as “MENTIRAS que se tornam VERDADES” precisam ser COMBATIDAS, com ÉTICA, como o Maior INIMIGO da HUMANIDADE. Na QUESTÃO das Mudanças Climáticas que preocupam Muitas Autoridades Mundiais, o PETRÓLEO e Seus MALEFÍCIOS chegam a ser IRRISÓRIOS se for comparado ao que o CARVÃO MINERAL pode causar ao Planeta TERRA e à BIODIVERSIDADE, onde inclui–se a própria HUMANIDADE. Essa QUESTÃO vem sendo conduzida/tratada de forma EQUIVOCADA porque as Autoridades Mundiais não tem percebido como as “MENTIRAS que se tornam VERDADES” ou porque muitos são INDIVÍDUOS NÃO–ÉTICOS.

    Tudo que vem sendo realizado para Combater as Mudanças Climáticas é INSUFICIENTE para evitar a PIOR de todas as CATÁSTROFES. Essa afirmação tem por base o FATO que segue: As RESERVAS do PETRÓLEO devem se esgotar em 40 a 60 anos e o CARVÃO MINERAL levará entre 150 a 200 anos – facilmente percebemos que a HUMANIDADE ainda NÃO ENXERGOU o Seu MAIOR INIMIGO e PERIGO.

    Biotecnologia–ÉTICA de Interesse da HUMANIDADE – AGUAPÉ: a nossa PROPOSTA é a de desenvolver o AGUAPÉ TRANSGÊNICO que poderá/deverá ser utilizado nas Fazendas Marinhas, para a Produção e Industrialização do AGUAPÉ, em MEGA ESCALA, visando a Substituição TOTAL do PETRÓLEO e CARVÃO MINERAL, certo que conseguiremos efetivar a mais AMPLA DESPOLUIÇÃO das suas ÁGUAS.

    Um Abraço Fraterno aos Interessados pelo A G U A P É.

    MISSAO TANIZAKI, Servidor Público Federal, Bacharel em Química
    missao.tanizaki@gmail.com (Usual)
    missaotanizaki@yahoo.com.br (Alternativo)
    OSCIPE (REF.: Definições do SEBRAE) – Equipe BR do A G U A P É
    TUDO POR UM BRASIL e um MUNDO MELHOR

  5. Janine said,

    25 de junho de 2010 às 15:36

    Realmente é de se preocupar. Acho que vou embora pra Amazônia. Mas antes vou fazer outro artigo educativo: Reforma Agrária, Educação no Campo e Agricultura Orgânica. Eu sei que na práica a teoria é outra. O ser humano dá muito trabalho. Só quer se dar bem e mata por qualquer pedacinho de terra. Por isso: EDUCAÇÃO NELES!
    Abraços.

  6. Patrícia Barroso said,

    29 de janeiro de 2010 às 12:45

    Moro em uma região de Santa Catarina (SC) extremamente agrícola, com grandes latifúndios.
    Aqui os OGM são vistos como um “milagre”, o que me leva a ficar extremamente preocupada com a degradação ambiental.
    Estive analisando uma análise de água da empresa que fornece o abastecimento da cidade e pude verificar a contaminação por vários tipos de agrotóxicos. A coleta desta água para análise foi feita durante o período de entre-safra, portanto não representa a realidade, que me parece ser muito pior.
    Segundo comentam, o cultivo do milho transgênico, que hoje domina 65% das plantações, será de 90% na próxima safra.
    Tenho muito medo de onde vamos parar…

  7. Marise Ortiga said,

    26 de setembro de 2009 às 20:28

    Tenho pouco conhecimento a respeito do assunto, mas confesso que fiquei bastante preocupada com todas as informações contidas no artigo acima. Entendo que muito há ainda que se pesquisar sobre os transgênicos, bem como dotar a sociedade de mais informação a respeito. É preciso que artigos, como esse, seja divulgado em larga escala. Por outro lado, sabemos que esse não é o interesse dos poucos detentores da patente para a produção. Fico muito assustada com toda essa manipulação. Tenho muito receio quanto a sua comercialização e, consequente, consumo. É muito preocupante a falta de controle, por parte dos governos, com relação a crescente produção de produtos geneticamente modificados no Brasil. Asseguro que a partir de agora passarei a obter mais informação. Parabenizo a autora do artigo pela clareza das informações.


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