Aquecimento global e doenças

Feijão-fradinho serviu de base para a produção da vacina brasileira; na foto, mosquito Aedes Aegypti, que transmite a dengue

Séries de GaiaNet

2ª série de GaiaNet – Aquecimento Global

Editor: Rui Martins Iwersen

 

05 de abril de 2014

Zona oeste de São Paulo vive surto de dengue

São Paulo – Após bater o recorde histórico de número de casos no país e no Estado de São Paulo em 2013, a dengue agora preocupa moradores da zona oeste da capital paulista.

Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, o bairro do Jaguaré já vive um surto da doença, com 169 casos em apenas três meses. Lapa é o segundo distrito da cidade com a maior incidência da doença: 98 casos desde o início de 2014. Nos dois distritos, o número de casos registrados nos três primeiros meses do ano já supera a soma de todos os registros de dengue notificados nesses locais nos últimos quatro anos. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bcmZ1h

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31 de março de 2014

Alerta à Humanidade nº 5

Novo relatório da ONU reforça ameaças do aquecimento global

O aquecimento global constitui uma crescente ameaça à saúde, às perspectivas econômicas e aos recursos hídricos e alimentares de bilhões de pessoas, disseram cientistas influentes em um relatório que defende uma ação imediata para fazer frente aos efeitos das emissões de carbono.

O novo trabalho do órgão da ONU Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) diz que os efeitos do aquecimento estão sendo sentidos em todo lugar, contribuindo para possíveis crises de escassez alimentar, desastres naturais e guerras. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bxmY92

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13 de março de 2014

Religião x Ciência

Mães evangélicas boicotam vacinação de filhas contra HPV

Mães evangélicas afirmam que suas filhas “se sentiriam imunizadas e tentariam experimentar o novo” e que a melhor forma de prevenir Doenças Sexualmente Transmissíveis é a fidelidade no casamento

Recentemente, o Ministério da Saúde brasileiro lançou uma campanha nacional para vacinação de adolescentes contra o papilomavírus humano (HPV), vírus tido pelos especialistas como uma das principais causas de câncer no colo do útero. Porém, a campanha, que tem como público alvo meninas entre 11 e 13 anos, tem recebido resistência por parte de algumas religiosas antes mesmo de iniciar.

Marcada para começar no dia 10 de março de 2014, a vacinação das adolescentes estaria sendo boicotada por um grupo de mães evangélicas, que querem evitar que suas filhas tomem a vacina afirmando que a mesma pode incentivar a prática sexual. (…) Segundo a reportagem, o presidente da Associação de Pastores Evangélicos da Grande Vitória, Enoque de Castro, também se pronunciou sobre o assunto, dizendo acreditar que a vacina é uma boa solução para a doença, mas que concorda que a melhor prevenção é a fidelidade.

Fonte: Gazeta Social – http://www.gazetasocial.com – enviada pela colaboradora Milene Peixer Loio, Florianópolis

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10 de março de 2014

Vacinação contra HPV começa em todo o País

Começou nesta segunda-feira, 10, em todo o País, a vacinação gratuita de meninas entre 11 e 13 anos contra o vírus HPV, principal responsável pelo câncer de colo de útero. Segundo o Ministério da Saúde, os lotes da vacina já foram distribuídos para os Estados e a previsão é de que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) já estejam aptas a realizar a imunização. O ministério já orientou os municípios a realizarem campanhas de vacinação nas escolas.A vacinação terá como meta prevenir contra o câncer de colo de útero de 80% das 5,2 milhões de meninas que formam o público-alvo da campanha. Para aumentar a eficácia, o ministério decidiu realizar a imunização das meninas em três doses. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bsmKXd

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08 de março de 2014

Alerta à Humanidade nº 4

Vírus gigante de 30 mil anos ‘volta à vida’

Os cientistas afirmam que não há risco de o contágio representar qualquer perigo para humanos ou animais

Um vírus que estava adormecido faz 30 mil anos teria ”ganhado vida” novamente, segundo cientistas da Universidade de Aix-Marseille, na França.

Ele foi encontrado na Sibéria, em uma camada profunda de permafrost, o solo encontrado na região do Ártico formado por terra, gelo e rochas permanentemente congelados. Após ter sido descongelado, o vírus voltou a se tornar contagioso. Os cientistas afirmam que não há risco de o contágio representar algum perigo para humanos ou animais, mas alertaram para o possível risco para humanos de outros vírus infecciosos que podem ser liberados com o eventual descongelamento do permafrost. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bxmHgv

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01 de dezembro de 2013

1º de dezembro – Dia Mundial de Luta Contra a Aids

Relato de minha luta contra a Aids e de outras lutas

Após 42 anos como servidor da saúde publica, 40 anos de formação em medicina, e 32 anos de exercício da medicina e da psiquiatria na Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, em junho de 2013 encerrei oficialmente minha atividade de clínica médico-psiquiátrica na saúde pública, com dedicação especial à saúde mental e à AIDS.

Com um misto de satisfação e de preocupação, apresento aqui um relato de minhas atividades profissionais iniciadas em 1971.

Leia mais

Rui Martins Iwersen, CRM SC nº 1372

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30 de novembro de 2013

1º de dezembro – Dia Mundial de Combate à AIDS

Dia Mundial de combate à AIDS, em Brasília

O dia 1 de dezembro foi internacionalmente instituído como o Dia Mundial de Combate à AIDS (português brasileiro) ou Dia Mundial de Luta Contra a Sida (português europeu) e é quando o mundo une forças para a conscientização sobre essa doença. Desde o final dos anos 80, tal dia vigora no calendário de milhares de pessoas ao redor do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ao final de 2007, 33 milhões de pessoas conviviam com o vírus do HIV no planeta, e diariamente surgem 7.500 novos casos.

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28 de outubro de 2013

Orientações do Ministério da Saúde

Materiais informativos e educativos – Influenza

O Ministério da Saúde está distribuindo 680 mil materiais informativos e educativos para orientação aos profissionais da área e também à população, como cartazes sobre tratamento e prevenção da gripe, display de mesa sobre tratamento, filipeta orientando a diluição do oseltamivir para crianças, algoritmo de atendimento. As peças citadas podem ser conferidas nos links abaixo.

Materiais Influenza 2013 disponiveis para download:

::. Cartaz lavar as mãos
::. Cartaz população
::. Cartaz profissional de saúde
::. Display 
::. Filipeta
::. Folheto

 Ministério da Saúde

Esplanada dos Ministérios Bloco G
Brasilia-DF / CEP: 70058-900
Telefone: 3315-2425

Fontehttp://www.saude.gov.br

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25 de outubro de 2013

Novo tipo de vírus da dengue

Dengue tipo 5 é descoberta após análise de amostras colhidas na Malásia

  • Até agora, eram conhecidos apenas quatro sorotipos do vírus, transmitido pelo mosquito "Aedes aegypti"
  • Até agora, eram conhecidos apenas quatro sorotipos do vírus, transmitido pelo mosquito “Aedes aegypti”

Cientistas descobriram um novo tipo do vírus da dengue na Ásia, segundo notícia publicada na Science. Os dados sobre o suposto vírus de tipo 5 da doença foram apresentados em uma conferência realizada esta semana em Bancoc, na Tailândia. A descoberta pode tornar ainda mais difícil o desenvolvimento de uma vacina contra a doença.

Pesquisadores encontraram o vírus por acaso em amostras coletadas durante um surto em uma região da Malásia, em 2007. O micro-organismo era diferente dos quatro sorotipos conhecidos da dengue, o que foi confirmado por sequenciamento genético. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bjlhdh

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28 de setembro de 2013

Mudanças Climáticas

Temperatura do planeta pode subir quase 5ºC até fim do século, estima IPCC

do UOL

2013: O planeta teve o quinto junho mais quente já registrado na série história, segundo dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, a NOAA. A temperatura média global de junho ficou em 16,14 graus Celsius, empatado com a de junho de 2006, o que representa 0,64ºC acima da média do século 20. Leia mais NOAA Climate.gov team

A temperatura do planeta subirá quase 5 graus Celsius (ºC) até 2100, afirma a previsão mais pessimista do novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), divulgado nesta sexta-feira (27). O painel reunido em Estocolmo, na Suécia, analisou quatro cenários possíveis sobre as mudanças climáticas até 2100. No caso mais otimista, a elevação da temperatura varia entre 0,3°C e 1,7ºC no período 2081-2100 frente à média observada entre 1986 e 2005.

Já na hipótese mais pessimista, o planeta ficará entre 2,6ºC e 4,8°C mais quente na mesma comparação. Os especialistas apresentaram essa variação baseada em quanto o planeta pode emitir, nas próximas décadas, de gases que provocam o efeito estufa na atmosfera. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bqk2QR

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25 de setembro de 2013

Elevação do mar no século XXI

Elevação do nível do mar pode superar 80 cm até o fim do século

AFP

 Estocolmo – Especialistas revisarão para cima a elevação do nível do mar esperada para o próximo século na sexta-feira (27), durante a conferência sobre o clima em Estocolmo, na Suécia, alertando para uma ameaça importante provocada pelas mudanças climáticas que não deve preocupar apenas os atóis do Pacífico.

Em 2007, em seu relatório, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) avaliou que a alta média dos oceanos poderia alcançar entre 18 e 59 centímetros em 2100. Em sua nova análise sobre o estado do planeta, que terá sua primeira parte publicada na sexta-feira, a organização científica revisará estes números para cima, referindo-se a uma alta das águas que pode superar os 80 cm no fim do século, segundo versão provisória do resumo que ainda pode ser modificada. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bjk1ps

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20 de setembro de 2013

Elevação futura do mar

Cidades costeiras correm risco de perder US$ 1 trilhão com enchentes

Chineses escoltados por seguranças armados carregam caixas com dinheiro em rua alagada de Guangzhou, que foi atingida por um tufão. Leia mais

Paris – As 136 maiores cidades costeiras do mundo correm um risco de sofrer perdas anuais combinadas de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 2,393 trilhões) com enchentes até 2050 a menos que melhorem drasticamente suas defesas, alertou um estudo. As perdas atuais são de US$ 6 bilhões ao ano (mais de R$ 14 bilhões), e quatro cidades – Miami, Nova York e Nova Orleans, nos Estados Unidos, e Guangzhou, na China – respondem por 43% dos custos, destacou a pesquisa publicada na edição deste domingo (18) da revista Nature Climate Change.

(…) ”Sem adaptações [de proteção contra enchentes], o aumento projetado de perdas médias até 2050 é enorme, com perdas agregadas aumentando para mais de US$ 1 trilhão por ano”, segundo o pior cenário projetado. (…) ”Temos cada vez mais pessoas dependentes destas proteções. Isto significa que se tivermos o rompimento de um dique, havendo mais pessoas atrás dele, teremos catástrofes maiores”, explicou Hallegatte à AFP.

(…) De acordo com Hallegatte, sua equipe estima que seriam necessários cerca de US$ 50 bilhões ao ano (quase R$ 120 bilhões anuais) para intensificar a proteção contra enchentes nas 136 cidades mencionadas no estudo, um cifra “muito abaixo” das perdas estimadas.

“Fracassar na adaptação não é uma opção viável para as cidades costeiras”, ressaltou o estudo.

Leia mais em: http://zip.net/bhkHXM

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31 de agosto de 2013

Consumismo, poluição, aquecimento, insustentabilidade

Terra entra no ‘vermelho’ com dívida ecológica 4 meses antes do fim de 2013

2011: Terreno em San Isidro de Cienega, no Estado de Nuevo Leon, mostra as marcas da pior seca no México em sete décadas.

Os habitantes da Terra entraram novamente no “cheque especial” em termos de “dívida ecológica”, depois de terem esgotado em apenas oito meses o equivalente aos recursos naturais que o planeta pode produzir em um ano sem comprometer sua reposição, anunciou a Global Footprint Network. A ONG calcula todos os anos o dia em que o consumo da humanidade de recursos naturais - alimentos, matérias-primas, absorção de dejetos e de CO2 - ultrapassa o que a natureza pode gerar em um ano sem reduzir seu capital.

O chamado “Dia da Sobrecarga” (Overshoot Day) aconteceu neste 20 de agosto, segundo a ONG sediada nos Estados Unidos e presente na Europa e no Japão. Até 31 de dezembro, os humanos viverão de provisões que já estão superexploradas, como no caso dos peixes, por exemplo. E também viverão em um planeta mais poluído devido ao acúmulo de CO2 na atmosfera causando o aquecimento global.

Isso já aconteceu antes em meados de novembro dos anos 1980, em outubro nos anos 1990, em setembro nos anos 2000. Esta data simbólica e aproximada, que em 2012 aconteceu em 23 de agosto, é antecipada um pouco a cada ano. Isso demonstra um claro sinal, segundo a ONU, do nível de vida cada vez menos sustentável dos habitantes da Terra, cada vez mais numerosos.

Dívida de um planeta e meio

Durante algum tempo, a Terra conseguiu suprir as necessidades dos homens sem se esgotar, mas o “limite crítico” foi atingido nos anos 1970 com a elevação do consumo e da população, recordou a Global Footprint Network, criada em 2003. E nossa “dívida ecológica” só fez crescer desde então. Ao ponto em que hoje precisamos de “um planeta e meio” para responder de forma duradoura às necessidades dos habitantes da Terra durante um ano, enfatizou, por sua parte, a WWF, associada à operação.

De acordo com a ONG, os devedores ecológicos utilizam mais do que eles possuem.  (…) ”Hoje em dia, mais de 80% da população mundial nos países usam mais recursos que seus próprios ecossistemas podem renovar”, advertiram as associações. “Globalmente, estamos numa trajetória na qual precisaremos dos recursos de dois planetas muito antes de meados do século 21.” (…)

Leia mais em: http://zip.net/bjkHzZ

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21 de agosto de 2013

Brasil vai testar vacina contra dengue em humanos

do UOL e Agência Brasil

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o Instituto Butantan a fazer testes da vacina contra a dengue em seres humanos. O teste terá a duração de cinco anos e será feito em 300 voluntários. Segundo o Ministério da Saúde, a autorização dada pela Anvisa é para a fase dois do estudo e visa a analisar efetivamente a eficácia e segurança da vacina tetravalente e que pretende prevenir a população contra os quatro tipos da doença (1, 2, 3 e 4).

O vírus fica alojado na saliva do mosquito, que é utilizada para sugar o sangue na hora da picada. Como apenas a fêmea do mosquito transmissor se alimenta de sangue e o macho não, Somente ela transmite a doença Leia mais Tânia Rêgo/ABr

A pesquisa da nova vacina foi iniciada em 2006 pelo Instituto Butantan. Se for aprovada em todas as etapas da pesquisa clínica, poderá ser vendida e distribuída à população. A perspectiva do governo, em caso de sucesso em todas as etapas, é atender a demanda global e também exportar a vacina contra a dengue. (…) O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também está pesquisando uma vacina contra a dengue com apoio do Ministério da Saúde. (…)

Leia mais em: http://zip.net/brkGLL

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17 de agosto de 2013

Atividade humana pode ser causa de 95% do aquecimento global, adianta estudo

Reuters

Oslo - Cientistas do clima estão cada vez mais seguros de que a atividade humana está causando o aquecimento global, segundo trechos de um importante relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) que será publicado em breve, mas estão achando mais difícil do que o esperado prever o impacto sobre determinadas regiões nas próximas décadas. (…)

Rascunhos vistos pela Reuters de um estudo feito por um painel de especialistas da ONU, que deve ser publicado no mês que vem, dizem que é ao menos 95% provável que a atividade humana – liderada pela queima de combustíveis fósseis – seja a principal causa de aquecimento desde os anos 1950.

Isso é mais do que os 90% registrados no último relatório, em 2007, os 66% em 2001 e os 50% em 1995, reduzindo cada vez mais os argumentos de uma pequena minoria de cientistas que culpa as variações naturais do clima. (…)

Leia mais em: http://zip.net/bnkGjC

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25 de julho de 2013

Gripe A no Rio Grande do Sul

Gripe A matou 27 pessoas no RS este ano

Estadão Conteúdo

Porto Alegre – A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul confirmou mais quatro mortes associadas à Gripe A nesta quinta-feira, 25. Com isso, os óbitos vinculados às cepas H1N1 e H3N2 do vírus influenza chegam a 27 em 2013.

As vítimas incluídas na lista são um homem de 24 anos e uma mulher de 77 anos, ambos de Porto Alegre, uma mulher de 57 anos, de Farroupilha, e uma mulher de 66 anos, de Santa Cruz do Sul. Todos tinham ao menos duas das comorbidades mais comuns a esses casos, como imunodepressão, obesidade, cardiopatia, pneumopatia ou doença neurológica. Desde o início do ano, o Estado registrou 1.957 casos de síndrome respiratória aguda grave, com 136 óbitos. O total inclui 322 casos provocados pelo vírus influenza. Desses, 223 são da cepa A (H1N1), com 24 óbitos, 83 da A(H3N2), com três óbitos, e 16 da B, sem óbitos.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2013/07/25/gripe-a-matou-27-pessoas-no-rs-este-ano.htm

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03 de julho de 2013

Mortes por gripe A

Número de mortes por gripe A quadruplica em SP

Estadão Conteúdo

São Paulo - O número de pessoas que morreram em decorrência da gripe A (H1N1) quadruplicou nos últimos 51 dias em São Paulo. O total de mortes passou de 55, em 12 de maio, para 215, de acordo com dados atualizados da Secretaria de Estado da Saúde – a alta é de 290%. Em todo o Brasil, o vírus já matou pelo menos 339 pessoas.

O caso mais recente no Estado foi confirmado nesta segunda-feira, 1, pela Secretaria Municipal de Saúde de Jundiaí, a 60 quilômetros da capital. A vítima é um homem de 56 anos, portador de diabetes e hipertensão, que não foi vacinado contra a gripe. É o sexto caso ocorrido na cidade.

O Estado teve confirmados 1.367 pacientes infectados com H1N1 desde 1.º de janeiro. Desse total, 663 ou 60% dos casos foram registrados na Grande São Paulo. A capital soma o maior número de mortes: 101 até agora. A secretaria ressalta que 70% das vítimas que morreram apresentavam alguma comorbidade, como doenças crônicas relacionadas ao coração. ”O certo é não termos nenhum óbito, já que se trata de uma doença imunoprevenível. Mas essas mortes aconteceram em pessoas que estavam suscetíveis e não tomaram a vacina está dentro do esperado”, avalia a gerente de Vigilância Epidemiológica de Jundiaí, Solange Nogueira Marchezini.

(…) Neste ano, 6.095 pacientes com SRAG foram confirmados, já somados os 1.367 casos de H1N1 – número que representa 78% de todo o País. Dessa lista, além das mortes por influenza A, constam ainda outras 26 vítimas do influenza A ou B, conhecida como gripe comum. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2013/07/03/numero-de-mortes-por-gripe-a-quadriplica-em-sp.htm

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12 de junho de 2013

São Paulo confirma 168 mortes pela gripe A em 2013

EFE

O Estado de São Paulo, que concentra a maioria dos casos do vírus H1N1 – a gripe A – no Brasil, confirmou nesta terça-feira (12) 168 mortes causadas pelo vírus entre os meses de janeiro e junho deste ano.

O boletim mais recente da Secretaria de Saúde demonstra que 30,8% das mortes causadas pela gripe A ocorreram na cidade de São Paulo.

No total, foram confirmados 4.157 casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) no Estado, sendo que 778 foram provocados pelo vírus H1N1, entre eles 168 dos pacientes que morreram infectados. (…)

O Rio Grande do Sul também confirmou hoje as primeiras duas mortes na região. Em Minas Gerais, a cidade de Uberaba registrou a quarta vítima pela mesma doença.

Em Roraima há duas suspeitas de morte pela gripe A, o que pode elevar o número de mortes no país e ultrapassar os 176 casos. Além disso, outros Estados ainda não apresentaram seus respectivos balanços.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2013/06/12/sao-paulo-confirma-168-mortes-pela-gripe-a-em-2013.htm

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01 de junho de 2013

Influenza A subtipo H1N1

Influenza A subtipo H1N1 também conhecido como A (H1N1), é um subtipo de Influenzavirus A e a causa mais comum da influenza (gripe) em humanos. A letra H refere-se à proteína hemaglutinina e a letra N à proteína neuraminidase. Este subtipo deu origem, por mutação, a várias estirpes, incluindo a da gripe espanhola (atualmente extinta), estirpes moderadas de gripe humana, estirpes endêmicas de gripe suína e várias estirpes encontradas em aves. (…)

Em Abril de 2009, um surto de H1N1 matou mais de 100 pessoas no México, e pensava-se existirem mais de 1500 indivíduos infectados em todo o mundo em 26 de Abril de 2009. O Centers for Disease Control and Prevention nos Estados Unidos avisou que era possível que este surto desse origem a uma pandemia.2 . (…)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

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29 de maio de 2013

Tratamento da Gripe A em Santa Catarina

Santa Catarina recebe 80 mil tratamentos de Tamiflu

O antiviral deve ser tomado nas primeiras 48 horas após o início da doença. O medicamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde

A prescrição e o acesso rápido ao Fosfato de Oseltamivir, medicamento conhecido comercialmente como Tamiflu é uma das principais recomendações do Protocolo de Tratamento de Influenza 2013, manual que orienta e atualiza a conduta dos profissionais de saúde no manejo da doença.  (…)

Ao estado de Santa Catarina foram enviadas, neste ano, 80 mil caixas de Oseltamivir, sendo 70 mil caixas na fórmula para adultos (75 mg), 5 mil caixas de 30 mg e 5 mil de 45 mg para uso pediátrico. Além disso, o estado possui em estoque 20.608 tratamentos para adultos, 392 caixas de 30 mg e 392 de 45 mg(fórmula infantil). Técnicos do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde monitoram os almoxarifados estaduais e, caso haja necessidade ou novas solicitações, mais remessas serão enviadas.

O medicamento é oferecido gratuitamente na rede pública e reduz complicações e óbitos pela doença. (…) Para retirar o antiviral, basta apresentar a prescrição médica emitida tanto por médicos da rede pública como da rede privada. (…)

Fonte: Ministério da Saúde – portalsaude.saude.gov.br

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27 de maio de 2013

Tratamento da Gripe A

Ministério da Saúde já enviou aos estados 1 milhão de caixas de Tamiflu

do UOL

Todos os estados estão abastecidos com o Fosfato de Oseltamivir, medicamento conhecido comercialmente como Tamiflu.  O Ministério da Saúde mantém estoque estratégico do remédio. Só neste ano, foram enviados às secretarias estaduais 1.074.180 tratamentos do medicamento na fórmula adulto (75mg) e 151.300 caixas de uso pediátrico.

Antes desta distribuição, no entanto, os estados já possuíam estoque de 720.280 caixas para adultos e 87.666 para crianças. Cada caixa contém 10 comprimidos, suficientes para um tratamento completo.

(…) O medicamento é oferecido gratuitamente na rede pública e reduz complicações e óbitos pela doença. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recomenda aos estados e municípios que facilite o acesso ao medicamento. Para isso, sugeriu que o antiviral seja disponibilizado em todas as unidades de saúde, nas UPAs, nos prontos socorros, facilitando o acesso ao tratamento. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2013/05/27/ministerio-da-saude-ja-enviou-aos-estados-1-milhao-de-caixas-de-tamiflu.htm

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23 de maio de 2013

Mudanças climáticas em debate na TV

A partir da informação do Painel das Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) de que atingimos em maio a marca histórica de 400 ppm de carbono na atmosfera, e que esta é a marca limite para que a temperatura do Planeta não eleve-se mais que 2ºC, o programa Cidades e Soluções, da TV Globo News, refletiu sobre as “consequências futuras das mudanças climáticas”.

André Trigueiro e seus convidados, Sérgio Besserman, coordenador da Adaptação às Mudanças do Clima do Rio de Janeiro, e Roberto Schaeffer, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e cientista do IPCC, analisaram as causas e as consequências das mudanças climáticas e as ‘necessárias ações para evitarmos um aquecimento global ainda maior’.

Para os debatedores, com esta quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera, ‘no mínimo a Terra será 2ºC mais quente que antes da Era Industrial’, e a principal causa é ‘o nosso modo de consumir, especialmente energia; nossa economia é baseada em energia fóssil e nossa mobilidade baseada no automóvel; nas cidades é mais fácil andar de carro que a pé’. Segundo eles, precisamos mudar a sociedade de consumo, estimular o transporte coletivo, a bicicleta e outros meios de locomoção, utilizar fontes energéticas menos poluentes e procurar a eficiência energética. ‘Cedo ou tarde teremos que fazer isso, então é melhor que façamos logo, para tornar o Planeta menos hostil à nossa presença’.

Sérgio Besserman, ‘filosofando e falando com o coração’ se pergunta: ‘a questão agora é sabermos se nós nos importamos ou não com nossos filhos e com nossos netos, se consideramos quem ainda não nasceu nosso próximo ou não, e se nos preocupamos com eles ou não’.

Rui Iwersen, editor

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22 de maio de 2013

Gases de  efeito estufa

Hoje, às 23H30, e em outros dias e horários alternativos da semana, o programa Cidades e Soluções da TV Globo News, canais 40 e 540 da Net e globo.com/globonews, analisará “quais serão as consequências climáticas do recorde de emissão de gases estufa na atmosfera”.

Efeito Estufa

efeito estufa (português brasileiro) ou efeito de estufa (português europeu) é um processo que ocorre quando uma parte da radiação infravermelha emitida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. Como consequência disso, o calor fica retido, não sendo libertado para o espaço. O efeito estufa dentro de uma determinada faixa é de vital importância pois, sem ele, a vida como a conhecemos não poderia existir. Serve para manter o planeta aquecido, e assim, garantir a manutenção da vida.

O que pode se tornar catastrófico é a ocorrência de um agravamento do efeito estufa que destabilize o equilíbrio energético no planeta e origine um fenômeno conhecido como aquecimento global. (…)

Wikipédia, a enciclopédia livre

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22 de maio de 2013

Ministério da Saúde anuncia ações para enfrentamento da gripe

O Ministério da Saúde está adotando uma série de medidas para o enfrentamento da influenza deste ano. Além da campanha nacional de vacinação, que imunizou mais de 32 milhões de pessoas e ultrapassou a meta de 80% do público-alvo, diversas ações em curso visam à prevenção e a redução do número de casos e óbitos por agravamento da doença.

As medidas foram anunciadas nesta terça-feira (21) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e abrangem deste a disponibilização de R$ 30 milhões para a preparação da rede ambulatorial e hospitalar ao tratamento de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), como a distribuição de 1,2 milhão de tratamentos de oseltamivir (tamiflu). Os recursos foram repassados aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. (…)

Fonte: Ministério da Saúde – saude.gov.br

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18 de maio de 2013 

Informações sobre o aquecimento global 

Temperatura global subiu até 2ºC em 2012

Agência Estado

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O ano de 2012 foi um dos dez mais quentes de toda a história. O alerta é da OMM (Organização Meteorológica Mundial), que publica nesta quinta-feira (2) sua avaliação sobre a situação climática e o avanço do aquecimento global.

Entre os destaques está o Nordeste brasileiro, que viveu em 2012 a pior seca em meio século. Foi uma das anomalias climáticas mais importantes do planeta no ano passado, que afetou 1.100 municípios, um quinto de todas as cidades brasileiras. Na América do Sul e no Brasil, a onda de calor fez as temperaturas médias ficarem entre 1ºC e 2°C acima do normal. (…)

Entre os cientistas da entidade, a onda de calor e as anomalias são vistas com preocupação. “Esse é um sinal alarmante”, declarou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. “Tudo indica que o aquecimento continuará a ocorrer por causa da concentração de gases de efeito estufa”, insistiu.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2013/05/02/temperatura-do-planeta-avancou-ate-2-c-em-2012.htm

18 de maio de 2013

Gripe A em São Paulo

Gripe A já matou 28 pessoas na capital paulista em 2013

Estadão Conteúdo

São Paulo – A vacinação contra a gripe no Estado de São Paulo termina nesta sexta-feira, 17. A capital paulista, no entanto, vai prolongar o período de imunização por mais duas semanas.
Na cidade, 28 pessoas morreram até hoje, em decorrência da gripe A (H1N1), também conhecida como gripe suína, desde o começo deste ano. O número representa 60,8% dos 46 óbitos registrados em todo o Estado até terça-feira, 14. Além das mortes, a capital apresenta 252 casos confirmados de gripe A de 1º de janeiro até esta sexta-feira. Em todo o ano passado, foram registradas apenas 48 notificações do vírus influenza A (H1N1), com nove óbitos.(…) Até o último balanço da Secretaria Municipal de Saúde, 1,8 milhões de doses foram aplicadas na capital. A pasta informou que as vacinas ficam disponíveis até o dia 29 maio em todas as Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade.

(…) Além de medidas de higiene, uma forma de prevenção contra doença é tomar a vacina.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2013/05/17/gripe-a-ja-matou-28-pessoas-na-capital-paulista-em-2013.htm

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07 de maio de 2013

Mortes por Gripe A

Duas mortes por gripe A foram confirmadas em São José dos Campos, no Estado de São Paulo; uma mulher de 50 anos e um homem de 54 anos.

TV Globo News; Jornal da Globo News; Edição das Dez; 07 de maio de 2013

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06 de maio de 2013

Mudanças climáticas e sanitárias

Em Joinville, no norte do Estado de Santa Catarina, foi registrado o primeiro caso de Gripe A (H1N1). Desde o início do outono, 5 casos de gripe A foram registrados no Estado.

Rede Globo de Televisão; RBS TV; RBS Notícias; 06 de maio de 2013

A cidade do Rio de Janeiro foi assolada hoje por uma forte ventania; árvores foram derrubadas e casas destelhadas. Os ventos chegaram a 92 quilômetros por hora. Em Vitória, no Espírito Santo, ventos de até cem quilômetros por hora,”como um furacão”, causaram grandes estragos na cidade. “O lixo subia como um redemoinho!” (…) “Olha a poeira subindo!”

Rede Bandeirantes de Televisão; Jornal da Band; 06 de maio de 2013

30 de abril de 2013

A dengue no Brasil no final do verão de 2013

Segundo o Ministério da Saúde, nos primeiros quatro meses de 2013 o Brasil teve 500.000 casos de dengue a mais que no mesmo período de 2012.  Até o final de abril deste ano já foram registrados 720.000 casos de dengue no país.

Paralelamente ao atual avanço da epidemia em nosso território, alguns métodos de prevenção da dengue vêm sendo desenvolvidos; um deles é um repelente de mosquitos à base de alecrim e orégano.

Rede Globo de Televisão; Jornal Hoje; 30 de abril de 2013

Rui Iwersen, editor

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26 de abril de 2013

Prorrogado o prazo de vacinação contra a gripe

Primeiros casos de Gripe A de 2013

A Campanha de Vacinação contra as gripes, entre as quais está a Gripe A (H1N1) ou Gripe Suína, deveria encerrar-se hoje, mas foi prorrogada por mais dez dias. O Ministério da Saúde esperava vacinar cerca de 32 milhões de pessoas de grupos considerados de risco, e só vacinou até hoje 17 milhões de pessoas.

Segundo dados oficiais, o 5º  caso de Gripe A foi confirmado no Estado de São Paulo, o que mostra a utilidade da vacinação no período que antecede o inverno,

Rui Iwersen, editor

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22 de abril de 2013

Dengue no estado de Santa Catarina

Sete casos de dengue foram confirmados em Chapecó, no oeste do Estado de Santa Catarina. Técnicos da Secretaria Estadual de Saúde e do Ministério da Saúde foram para a cidade para analisar as causas dos focos do mosquito transmissor e as ações de prevenção de novos focos e do aumento dos casos da doença.

Os focos do Aedes aegypti encontrados em Chapecó no verão 2011/2012 foram, predominantemente, em lixo doméstico urbano.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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05 de abril de 2013

A dengue em 2013 no Brasil

Epidemia de dengue pode ser maior do que a de 2012

Brasília – A incidência de casos de dengue neste ano deverá ser um pouco maior do que a do ano passado. A estimativa do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, é que os números de maio fiquem um pouco acima dos números do ano passado, mas “uns 60% abaixo dos casos registrados em 2010″.

(…) Naquele ano, houve 579.818 casos confirmados. Em 2011, foram 303.526 casos; em 2012, 167.279. Neste ano, segundo os dados do Ministério da Saúde, já foram registrados 635.161 casos suspeitos, que deverão cair para menos de 200 mil. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2013/04/03/epidemia-de-dengue-pode-ser-maior-do-que-a-de-2012.htm

Rui Iwersen, editor

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29 de março de 2013

A dengue em Minas Gerais

Casos de dengue crescem 4.305% em Belo Horizonte

Os casos de dengue em Belo Horizonte tiveram um aumento de 4.305% entre o ano passado e 2013. Foram confirmados neste ano 5.727 casos da doença na capital mineira, frente a 130 casos, entre 1º de janeiro e 27 de março de 2012.

Os dados foram divulgados no início da noite desta quarta-feira (27) pela Secretaria de Saúde de Belo Horizonte. Nos 853 municípios de Minas Gerais a ampliação da ocorrência da dengue este ano é 623% superior. Passou de 17,1 mil casos notificados entre janeiro e março de 2012 para 123.694 casos, no mesmo período deste ano. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2013/03/27/casos-de-dengue-crescem-4305-em-belo-horizonte-28-pessoas-morreram.jhtm

Rui Iwersen, editor

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26 de março de 2013

Campanha de vacinação contra as gripes começa dia 15 de abril

 Ministério da Saúde pretende vacinar 31,3 milhões contra a gripe

Da Agência Brasil

Brasília -  O Ministério da Saúde pretende vacinar este ano 31,3 milhões de brasileiros contra a gripe. O número representa 80% de um total de 39,2 milhões de pessoas que integram os chamados grupos prioritários – gestantes, idosos com mais de 60 anos, crianças entre seis meses e dois anos, profissionais de saúde, índios, população carcerária e doentes crônicos. (…)

A Campanha Nacional de Vacinação começa no dia 15 de abril e segue até o dia 26 do mesmo mês. No dia 20 de abril (sábado), todos os 65 mil postos de saúde do país vão funcionar para um dia de mobilização. Ao todo, 240 mil profissionais de saúde devem participar da ação, além de 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais. (…) O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, destacou que a vacina é segura e só é contraindicada para pessoas com alergia severa a ovo. (…)

“A vacina contra a influenza é o melhor método que temos para reduzir o risco de casos graves e de internação”, disse Padilha. “É importante que a gente mantenha altas taxas de cobertura vacinal”, completou. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2013/03/26/ministerio-da-saude-pretende-vacinar-313-milhoes-contra-a-gripe.jhtm

Rui Iwersen, editor

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18 de março de 2013

Mutação do vírus da gripe A

“Uma nova forma de vírus da gripe suína, resistente ao Tamiflú, foi descoberta na Austrália. Os pesquisadores calculam que este novo vírus representa 3% dos vírus da gripe A circulantes no país”.

TV Globo News; Jornal da Globo News; 18 de março de 2013

Rui Iwersen, editor

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26 de fevereiro de 2013

A dengue no Brasil

Número de casos de dengue no País quase triplicou no início de ano

Brasília - O número de casos de dengue quase triplicou no início de 2013 quando comparado com o mesmo período do ano passado. De 1º de janeiro a 16 de fevereiro, foram confirmados 204.650 pacientes com a doença. Em 2012, foram 70.489.

A epidemia já atinge cinco Estados: Acre, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. “A luta está só começando”, advertiu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Além do aumento de casos, o Ministério da Saúde alerta que o número de cidades com criadouros do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, cresceu de forma significativa. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2013/02/25/numero-de-casos-de-dengue-no-pais-quase-triplicou-no-inicio-de-ano.jhtm

Rui Iwersen, editor

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21 de fevereiro de 2013

Transmissão das gripes

Pessoas com gripe lançam vírus para bem mais longe do que se pensava

 do UOL Notícias  e The New York Times

A temporada de gripe intensa deste ano nos EUA foi suficiente para fazer com que todos desejassem manter distância de quem estava tossindo ou espirrando. Mas a distância de um braço talvez não seja suficiente. O senso comum diz que a gripe é transmitida principalmente por meio de contato próximo com pessoas ou ao tocar superfícies contaminadas.

Um estudo recente de cientistas da Escola de Medicina Wake Forest, entretanto, mostrou que pessoas gripadas podem lançar partículas de vírus para bem mais longe do que se pensava: quase dois metros de distância. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2013/02/21/gripados-lancam-virus-para-bem-mais-longe-do-que-se-pensava.jhtm

Rui Iwersen, editor

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16 de fevereiro de 2013

Prevenção da dengue

Técnica testada para conter HIV poderá ser usada em vacina experimental contra dengue

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue ameaça quase 3 bilhões de pessoas no mundo. Uma técnica que se mostrou promissora em estudos laboratoriais para a criação de uma vacina contra Aids poderá ser testada para combater a dengue.

A hipótese vem sendo estudada por profissionais do Hospital Sírio-Libanês, da Universidade de São Paulo e da Universidade de Miami. Uma reunião para discutir a viabilidade da pesquisa foi realizada nesta sexta-feira (15), em São Paulo. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2013/02/15/tecnica-testada-para-conter-hiv-podera-ser-usada-em-vacina-experimental-contra-dengue.jhtm

Rui Iwersen, editor.

 

07 de fevereiro de 2013

Dengue

Com epidemia, Barretos (SP) já tem 480 casos de dengue neste ano

A cidade de Barretos (423 km de São Paulo), que enfrenta uma epidemia de dengue, já conta com 480 casos confirmados da doença neste ano. Outras 1.467 notificações ainda estão em análise. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2013/02/07/com-epidemia-barretos-sp-ja-tem-480-casos-de-dengue-neste-ano.jhtm

Rui Iwersen, editor

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05 de fevereiro de 2013

Conheça alguns mitos e verdades sobre a dengue

O mosquito infectado pode não transmitir a doença VERDADE: o vírus se aloja na saliva do mosquito, que é utilizada durante a picada para sugar o sangue. A chance de transmissão, nestas condições, é grande e praticamente inevitável, mas pode eventualmente não acontecer. Isso porque, apesar de contaminado, o vírus presente no mosquito pode estar ainda em período de incubação que dura, em média, dez dias. Só depois desse período ele pode ser transmitido, o que pode acontecer várias vezes durante o ciclo de vida do mosquito, de cerca de um a dois meses MAIS Divulgação/Folha Imagem

 Rui Iwersen, editor.

 

30 de janeiro de 2013

Prevenção da AIDS

França realiza testes de vacina contra o HIV em humanos

Marselha -  Testes clínicos de uma vacina contra a Aids vão começar em algumas semanas em Marselha, sul da França, com 48 voluntários soropositivos, dando uma nova esperança na luta contra o vírus, anunciou nesta terça-feira (29) o professor Erwann Loret, ressaltando a necessidade de se manter cautela.

“Não é o fim da Aids”, ponderou o cientista no início da experiência, embora a esperança seja a de se conseguir substituir os coquetéis de antirretrovirais, cujos efeitos colaterais costumam ser bastante incômodos, por uma injeção.

“De 25 a 26 testes com vacinas” anti-HIV são realizados no mundo atualmente, estimou o professor Jean-François Delfraissy, diretor da francesa Agência Nacional de Pesquisas sobre a Aids (ANRS). (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2013/01/29/franca-realiza-testes-de-vacina-contra-o-hiv-em-humanos.jhtm

Rui Iwersen, editor

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21 de janeiro de 2013

Campo Grande registra 700 suspeitas de dengue por dia

do UOL Notícias e Agência Brasil

O número de casos suspeitos de dengue em Campo Grande (MS) pode colocar a capital em estado de emergência. O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde aponta que nas duas primeiras semanas de janeiro, 6.967 casos foram notificados. Desses, 5.654 só em Campo Grande, que já tem registrado mais de 700 suspeitas por dia, conforme a secretaria.

Ao todo, nove cidades sul-mato-grossenses contabilizam mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes, incidência considerada alta. A situação no Espírito Santo também preocupa. Em Vitória, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a maioria dos focos do mosquito transmissor da doença está dentro das casas dos moradores. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2013/01/18/campo-grande-registra-700-suspeitas-de-dengue-por-dia.jhtm

Rui Iwersen, editor

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17 de janeiro de 2013

Dengue

Dengue tem potencial para se transformar em pandemia mundial, adverte OMS

Genebra – A dengue é a única Doença Tropical Desatendida (ETD) que se expandiu na última década; sua incidência se multiplicou por 30 nos últimos 50 anos e tem o potencial real de se transformar em epidemia mundial, segundo adverte um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

(…) Das 17 doenças incluídas pela OMS no grupo ETD, a dengue é a única que representa uma “ameaça global”, segundo especialistas. Em 2012, a dengue foi a doença viral ligada a um mosquito que se expandiu mais rápido no mundo; em 2010, foi detectada pela primeira vez na Europa.

No último meio século, a incidência da doença se multiplicou por 30, e sua expansão faz os cientistas acreditarem que a dengue tem as condições para se transformar em uma verdadeira pandemia mundial. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2013/01/16/dengue-tem-potencial-para-se-transformar-em-pandemia-mundial-adverte-oms.jhtm

Rui Iwersen, editor

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16 de janeiro de 2013

Gripe A no Hemisfério Norte

Governo nega que gripe nos EUA deva cancelar viagem

São Paulo - O governo brasileiro divulgou nesta segunda-feira orientações para quem está ou planeja visitar os Estados Unidos devido ao aumento de casos de gripe. A Agência Brasil informa que, segundo o Ministério da Saúde, “os sorotipos virais que estão circulando, de maneira predominante nos EUA e no Canadá, são o influenza H3N2 e o influenza B”.

De acordo com o governo, a vacina aplicada em países do Hemisfério Sul, incluindo o Brasil, no primeiro semestre do ano passado, protege contra os dois tipos. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2013/01/14/governo-nega-que-gripe-nos-eua-deva-cancelar-viagem.jhtm

Rui Iwersen, editor

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14 de janeiro de 2013

Surto de gripe coloca NY em estado de emergência de saúde pública

do UOL Notícias e BBC

A gravidade do surto de gripe que atinge 47 Estados norte-americanos fez com que o governador de Nova York, Andrew Cuomo, declarasse estado de emergência de saúde pública no Estado, informa o site da rede BBC.

Cerca de 20 mil casos de gripe foram registrados no Estado de Nova York neste inverno, mais de quatro vezes o número de casos do mesmo período do ano passado. Na semana passada, 7,3% das mortes nos Estados Unidos foram causadas por pneumonia e gripe, percentual imediatamente acima do nível considerado epidemia, informou o Centro para o Controle de Prevenção de Doenças (CDC, pela sigla em inglês). Os únicos Estados onde não há uma epidemia da doença são Califórnia, Havaí e Mississippi.

Rui Iwersen, editor.

 

03 de janeiro de 2013

Salas de Situação para o combate da dengue

Combate à dengue no Rio ganha mais um instrumento de ação contra a doença

do UOL Notícias e da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Com a criação das salas de situação regional, o trabalho de combate à dengue no estado do Rio ganhou mais um instrumento de ação contra a doença. Elas reunirão representantes das secretarias municipais de Saúde e das subsecretarias de Vigilância Epidemiológica e de Atenção à Saúde e da Assessoria de Humanização da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

“As salas servirão para entendermos como está a dinâmica de transmissão em cada região, a questão assistencial, se será preciso intervenção do estado ou mesmo uma participação solidária dos municípios do entorno. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2013/01/02/combate-a-dengue-no-rio-ganha-mais-um-instrumento-de-acao-contra-a-doenca.jhtm

Rui Iwersen.

 

26 de dezembro de 2012

Combate à dengue

Hoje, às 23h30, a TV Globo News, canal 40 da NET, apresentará informações sobre “as novidades no combate à dengue” em seu programa “Cidades e Soluções”.

Rui Iwersen, editor

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14 de dezembro de 2012

Casos de dengue triplicam em Alagoas

do UOL Notícias e Agência Brasil

O Estado de Alagoas registrou 22.681 casos confirmados de dengue até o dia 1º de dezembro, mais do triplo em comparação ao mesmo período de 2011, quando houve 7.113 casos confirmados.

Conforme a Agência Brasil, o setor estadual de Vigilância Epidemiológica notificou 543 casos suspeitos da forma mais grave da doença – crescimento de 98% em relação ao ano passado. No entanto, houve uma diminuição de 30% nas mortes em um ano. Em 2011, foram 18 mortes, contra 12, este ano. Dos 102 municípios alagoanos, 61 enfrentaram epidemia de dengue este ano, segundo a Vigilância Epidemiológica.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2012/12/14/casos-de-dengue-triplicam-em-alagoas.jhtm

Rui Iwersen, editor.

 

28 de novembro de 2012

Epidemia de dengue ameaça 77 municípios, mostra levantamento

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (27) o resultado do Levantamento Rápido de Índice Aedes aegypti (Liraa), que mostra quais as cidades com maior risco de epidemia de dengue. Ele mostra que 77 municípios, onde vivem ao todo 5,7 milhões de habitantes, apresentam índice de infestação mais alto e, portanto, têm maior probabilidade de sofrer com a doença neste verão. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2012/11/27/epidemia-de-dengue-ameaca-77-municipios-mostra-levantamento.jhtm

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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12 de novembro de 2012

Pesquisadores intensificam busca por vacina antigripe “universal”

da Folha.com e New York Times

Com a intensificação da temporada da gripe no hemisfério Norte, os médicos têm um novo arsenal de vacinas à sua disposição. Elas geralmente protegem bem, mas por pouco tempo. “Na história da imunologia, é a única [vacina] que atualizamos a cada ano”, diz Gary Nabel, diretor do Centro de Pesquisa de Vacinas do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos. É assim desde o advento da vacina antigripe, na década de 1950. No entanto, estudos recentes trazem esperanças de uma mudança.

Nabel e outros especialistas anteveem uma época em que as vacinas sazonais contra a gripe serão substituídas por uma imunização duradoura. “Essa é a meta: duas doses quando você é jovem e depois reforços mais tarde”, afirmou Nabel. Essa vacina seria de grande valia na luta contra surtos sazonais de gripe, que matam cerca de 500 mil pessoas por ano. Mas Sarah Gilbert, da Universidade de Oxford, argumenta que ela poderia trazer um benefício ainda maior. “A vacinação universal trará fim à ameaça de uma pandemia de influenza”, escreveu ela em um recente estudo. (…)

Meses antes da temporada de gripes, eles precisam intuir quais cepas serão dominantes. Os laboratórios então combinam fragmentos de proteínas dessas cepas para criar uma nova vacina. (…) Gilbert e seus colegas estão tentando produzir uma vacina, baseada nos linfócitos T, que possa localizar esse alvo. Os cientistas já descobriram que, quando as células T aprendem a reconhecer proteínas de um tipo de vírus, elas conseguem atacar muitos outros tipos. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2012/11/12/pesquisadores-intensificam-busca-por-vacina-antigripe-quotuniversalquot.jhtm

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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02 de novembro de 2012

Nova York teme invasão de ratos pós-Sandy

UOL Notícias e BBC Brasil

População nova-iorquina teme invasão de ratos após passagem da tempestade Sandy, que alagou casas, estações de metrô e estabelecimentos comerciais Com estações de metrô e redes de esgoto alagadas pela tempestade Sandy, os habitantes de Nova York começam a se preocupar com uma nova leva de desabrigados: os ratos. Alimentado pelos rumores de um possível “ratoapocalipse”, o assuntou ganhou rápida repercussão nas redes sociais e virou notícia nos principais veículos da imprensa americana.

(…) “É impossível quantificar se Nova York enfrentará uma infestação de ratos após a passagem do Sandy, mas acredito que isso seja uma possibilidade real”, afirmou à BBC Brasil Richard Ostfeld, ecologista do Cary Institute of Ecosystem Studies, na Califórnia.

Segundo Ostfeld, já houve situações semelhantes de dispersão de ratos após inundações causadas por grandes tempestades. “Um caso recente aconteceu nas Filipinas. Frequentemente, essas invasões provocam problemas mais sérios, como surtos de doenças transmitidas por esses roedores, como a leptospirose, que ocorre quando o homem tem contato com a urina desse animal. No país asiático, por exemplo, o número de pessoas infectadas pela enfermidade dobrou nos últimos anos”, acrescentou. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2012/11/02/nova-york-teme-invasao-de-ratos-pos-sandy.jhtm

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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31 de outubro de 2012

OMS alerta sobre possível “catástrofe sanitária” de malária

UOL Notícias e EFE

Sydney – A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quarta-feira (31) sobre a “catástrofe sanitária” que poderá ser provocada por uma cepa da malária resistente a medicamentos detectada no Sudeste Asiático. “Se ela extrapolar seus limites e chegar à África, realmente poderá se transformar em uma catástrofe sanitária pública”, disse em Sydney o diretor do Programa sobre Malária da OMS, Robert Newman.

A cepa da malária em questão aumentou sua resistência aos tratamentos com artemisinina na região do Grande Mekong, que inclui áreas do Camboja, Tailândia, Mianmar, Laos e Vietnã. Por enquanto, os remédios utilizados contra a doença na África seguem sendo efetivos, mas se essa cepa alcançar esse continente os medicamentos poderão perder sua eficácia em médio ou até em curto prazo (…)

No mundo todo são registrados anualmente mais de 216 milhões de casos de malária, que é transmitida aos humanos mediante a picada de mosquitos infectados, e, deste total, 655 mil são fatais, de acordo com dados da OMS. (…)

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2012/10/31/oms-alerta-sobre-possivel-catastrofe-sanitaria-de-malaria.jhtm

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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18 de outubro de 2012

Dia do Médico

Universidade do SUS tem cursos a distância sobre tuberculose e dengue

do UOL Notícias e AE

São Paulo - A Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) oferece cursos gratuitos e a distância para profissionais da área da saúde sobre o controle de tuberculose e o manejo clínico de pacientes com dengue. De acordo com a Agência Brasil, profissionais de 16 áreas poderão fazer os cursos, entre eles enfermeiros, médicos clínicos, veterinários, cirurgiões-dentistas, assistentes sociais e biólogos.

Para o acesso às aulas, é preciso estar registrado no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Caso não haja cadastro, os cursos podem ser acessados como visitantes. Para participar das aulas, o profissional deve se cadastrar na Plataforma Arouca, sistema que viabiliza o acesso aos recursos da UNA-SUS, e depois seguir o passo a passo para fazer a matrícula. O curso disponibiliza certificado online para os que cumprirem os requisitos de conclusão. O trabalhador que realizar a atividade como visitante não recebe certificado.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet, de Cartagena, Colômbia

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29 de julho de 2012

Aquecimento oceânico provocou surgimento de bactéria na Europa

 UOL Notícias e Reuters 

Londres - A mudança climática provocada pelo homem está por trás do surgimento inesperado de um grupo de bactérias no norte da Europa que pode provocar gastroenterite, mostra um novo estudo feito por um grupo de especialistas. O estudo, publicado no último domingo (22) no periódicoNature Climate Change, forneceu algumas das primeiras fortes evidências de que os padrões de aquecimento do Mar Báltico coincidiram com o surgimento das infecções pela bactéria Vibrio no norte da Europa.

O Vibrio é um grupo de bactérias que costuma crescer em ambientes marinhos tropicais e quentes. A bactéria pode provocar várias infecções em seres humanos, com sintomas parecidos ao cólera e a gastroenterite de comer frutos do mar crus ou mal cozidos ou da exposição à água do mar. Um grupo de cientistas de instituições na Grã-Bretanha, Finlândia, Espanha e Estados Unidos examinaram registros nas temperaturas da superfície do mar e dados de satélite, além de estatísticas em casos de vibrião no Báltico. Eles descobriram que o número e a distribuição dos casos na região do Mar Báltico estavam fortemente relacionados aos picos nas temperaturas da superfície oceânica. A cada ano que a temperatura subiu um grau, o número de casos de Vibrio subiu quase 200 por cento. (…)

Aquecimento oceânico

Estudos climáticos mostram que as crescentes emissões de gases que provocam o efeito estufa fizeram as médias globais das temperaturas de superfície aumentar em 0,17 graus Celsius em uma década, de 1980 até 2010.

O estudo do Vibrio concentrou-se no Mar Báltico porque ele se aqueceu a uma velocidade inédita de 0,063 para 0,078 graus Celsius por ano de 1982 até 2010, ou 6,3 para 7,8 graus por século.”Representa o ecossistema marinho examinado que mais rapidamente se aqueceu até agora em qualquer lugar da Terra”, dizia a revista. (…) Os cientistas disseram que se as temperaturas oceânicas continuarem subindo e as regiões costeiras no norte se tornarem menos salinas, a bactéria Vibrio vai aparecer em novas áreas.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

27 de julho de 2012

Primeira vacina contra a dengue imuniza contra três cepas virais

Folha.com e REUTERS..

A primeira vacina do mundo contra a dengue, desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi SA, demonstrou a capacidade de proteger contra três das quatro cepas virais causadoras da doença, de acordo com resultados de um aguardado teste clínico na Tailândia. (…)
James Gathany/Associated Press
O mosquito transmissor da dengue
O mosquito transmissor da dengue

Outros laboratórios estão trabalhando em vacinas contra a doença, mas o produto da Sanofi está anos à frente.
A dengue, transmitida por mosquito, ameaça quase 3 bilhões de pessoas no mundo, sendo milhões delas no Brasil. A contaminação por uma cepa viral não garante imunidade contra as outras três. A vacina da Sanofi gerou uma resposta imunológica às quatro cepas, mas só houve comprovação da sua eficácia contra três delas. A Sanofi disse estar realizando análises para entender a resistência do quarto tipo, e que a Fase 3 do teste clínico poderá indicar se isso tem relação com alguma situação específica da Tailândia.(…)

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

 

07 de julho de 2012

Bahia abre fábrica de Aedes transgênico

Folha.com 

Uma nova fábrica, inaugurada hoje em Juazeiro (BA), vai ampliar em oito vezes a produção nacional do mosquito transgênico da dengue. Esse pode ser mais um passo para expandir, no país, uma tecnologia que reduz a circulação do Aedes aegypti.Os machos do mosquito são modificados para transmitir genes letais à sua prole. O Aedes acaba morrendo ainda na fase de larva, diminuindo a população do mosquito, que é vetor da dengue. Até aqui, 500 mil A. aegypti eram “fabricados” por semana e soltos em bairros de Juazeiro por pesquisadores da Moscamed (organização social ligada aos governos federal e da Bahia) e da USP.Segundo os cientistas, essa experiência já é a mais ampla no mundo com os Aedes transgênicos, testados em menores proporções nas Ilhas Cayman e na Malásia. A ideia agora é aumentar a produção nacional para 4 milhões semanais e soltá-los largamente em Jacobina (BA), cidade de 79 mil habitantes, possivelmente em setembro -antes da multiplicação dos insetos com mais chuvas. Segundo Aldo Malavasi, diretor da Moscamed, o teste em Juazeiro gerou uma redução de até 85% na população selvagem do mosquito. (…)
Editoria de arte/folhapress
ARMA GENÉTICA Entenda pesquisas feitas com o Aedes aegypti modificado
ARMA GENÉTICA Entenda pesquisas feitas com o Aedes aegypti modificado

(…) Capurro trata o Aedes transgênico como uma “tecnologia adicional”, que reduz o uso de inseticidas químicos e diminui o impacto ambiental, mas deve ser combinada a outras ferramentas, como controle de criadouros e campanhas com a população. (…) A mesma opinião tem o ministro Padilha, que vai acompanhar in loco a inauguração da futura biofábrica. (…) ”O combate à dengue exige a combinação de ações de forte vigilância, controle do vetor e atenção à saúde. Sempre teremos de trabalhar com a combinação dessas estratégias”, argumenta o ministro.

(…) As estratégias de modificação genética para enfrentar insetos transmissores de doenças são promissoras, mas ainda engatinham, em parte porque são tecnologias novas. Além do caso do Aedes, há uma série de iniciativas, tocadas por grupos de pesquisa em várias partes do mundo, para fazer o mesmo com as diversas espécies de mosquitos do gênero Anopheles que transmitem a malária, talvez a doença infecciosa mais devastadora do mundo hoje. (…)

Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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Informações sobre Aquecimento Global de 2009 a junho de 2012

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Florianópolis; 03 de novembro de 2007; ano I

Editorial

Após algumas informações e reflexões sobre queimadas e incêndios florestais e urbanos, responsáveis pelo aquecimento global antrópico e suas alterações climáticas e ambientais, apresentamos neste artigo de GaiaNet informações sobre as relações entre alterações climáticas e doenças e perturbações físicas e mentais nas diversas regiões do planeta Terra – Gaia.

Nesta página publicaremos notícias futuras importantes para acompanharmos o aquecimento global e suas consequências ecológicas e sanitárias.

Rui iwersen, editor

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Mudanças climáticas, ambientais e sanitárias

A  Tempestade Noel avança sobre o Caribe e transforma-se em furacão ao aproximar-se da América do Norte. República Dominicana, Haiti e Cuba enfrentam a ‘maior enchente dos últimos 60 anos’. As regiões atingidas correm ‘risco de epidemias’. O Presidente do México, em rede nacional, ‘pede calma à população’. Os EUA – cujo presidente solicitou 46 bilhões de dólares suplementares para as guerras no Afeganistão e no Iraque -, traumatizados pelos incêndios da Califórnia em 2007 e pelas enchentes de New Orleans em 2005, estão mais uma vez em estado de alerta.

Mais uma vez enchentes prejudicam a cambaleante agricultura coreana e a população novamente precisa de ajuda internacional. Após o Rio de Janeiro e o sul do país, a ex São Paulo da Garoa enfrenta uma nova tempestade, com ventos de até 110 Km por hora, quedas de árvores, destruição, ferimentos e mortes. O verão ainda não começou no hemisfério sul e a dengue já atinge números recordes de casos em todo o território brasileiro.

Estas noticias confirmam as previsões de repercussões sobre a saúde física e mental devidas às alterações climáticas e ambientais causadas pelo aquecimento global e confirmam também as conclusões de pesquisadores australianos enviadas pela amiga Lucília, de Florianópolis, participante ativa de nossa Rede de Informação Ambiental. Diz o estudo australiano:

Aquecimento global provocará aumento de infartos e doenças respiratórias.

Um estudo realizado por 13 pesquisadores e divulgado nesta quarta-feira, com o título “Saúde do planeta, dos lugares e das pessoas”, ressalta que os estudiosos estão conseguindo somente agora reconhecer as repercussões do aquecimento global sobre a saúde.

O estudo calcula que o aumento na freqüência das ondas de calor acarretará em uma duplicação ou até mesmo em uma triplicação até 2050 dos casos de infarto e doenças respiratórias. Aumentará também a quantidade de pessoas afetadas pela asma, as infecções transmitidas por mosquitos, os casos de envenenamento por alimentos e as infecções virais, como a gripe aviária e a pneumonia atípica (SARS). “A rápida expansão do impacto humano sobre o ambiente natural está projetando uma grande sombra sobre a saúde das gerações futuras”, escreveu o autor do estudo, o professor Tony McMichael, da Universidade Nacional de Canberra.

As investigações sobre a saúde e a medicina estão se desenvolvendo junto à mudança climática, pois, já não se podem fundamentar na mesma premissa de que o mundo natural é essencialmente constante, acrescentou o estudioso. “Hoje as ações humanas estão obstaculizando o trabalho da natureza. Necessitamos compreender melhor como as mudanças induzidas pelo homem, sobre o clima e o ambiente global, têm efeito em nossa vida e na das próximas gerações”, concluiu.

Segundo pesquisadores, a Austrália será uma das nações mais afetadas pela mudança climática e seus impactos na saúde, com um crescente número de vítimas por ataques cardíacos e a multiplicação de casos de asma, envenenamento por alimentos, enfermidades infecciosas, obesidade, diabetes e distúrbios mentais.

Ansa, Sydney, 31/10/2007

Infelizmente, estes estudos confirmam também a análise da situação da Austrália feita em 2005 por Jared Diamond em seu livro Colapso – como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso (Editora Record). Diz ele na página 490 referindo-se ao capítulo 13 – ‘Minando a Austrália’: “Para os inclinados ao pessimismo ou apenas ao pensamento realista sóbrio, todos estes fatos nos dão motivos para imaginar se os australianos estão fadados a um padrão de vida cada vez pior em seu meio ambiente cada vez mais deteriorado”.

Precisamos nos organizar e ser solidários e eficientes na atenuação das alterações climáticas e na assistência ao meio ambiente e às vítimas humanas pois, como vemos, e como diz James Lovelock na página 145 de A Vingança de Gaia (Editora Intrínseca), “…com a piora do clima, as nações individuais precisarão, cada vez mais, enfrentar desastres locais à medida que ocorrerem. Em certo sentido, a grande festa do século XX, com seus gastos extravagantes e jogos de guerra, acabou. Agora temos que lidar com os escombros”.

Rui Iwersen

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25 de junho de 2009

Doenças do Clima

De GaiaNet; artigo de Rui Iwersen

Para refletirmos sobre o aquecimento global e suas consequências, editamos hoje um resumo do artigo Doenças do Clima, extraído das páginas 56 e 57 da revista Aquecimento Global, ano II, número 8 (ainda nas bancas ou disponível sob o site WWW.revistaonline.com.br), com matéria de capa intitulada “Planeta em Extinção – Saiba como o atual modelo de consumo poderá comprometer a Terra em 2030 e o que é possível fazer para impedir”. Além do artigo de capa, a revista apresenta “100 Idéias para Fazer sua Vida Mais Verde” e matérias sobre “Caatinga Ameaçada”, “Água no Limite”, “BR 319 x Amazônia” e “Vilões do Clima”, uma reflexão sobre a crise econômica e a “desculpa para esquecer o meio ambiente”. A publicação do artigo Doenças do Clima, da revista Aquecimento Globa, é uma continuação da série A Ecologia na Mídia do boletim GaiaNet e a continuidade das reflexões ecológicas que vimos fazendo sobre as relações entre as alterações climáticas e ambientais e as doenças nos humanos e nos outros animais. Para uma melhor análise, compreensão e valorização do artigo Doenças do Clima, convem lembrar que ontem, 24 de junho de 2009, não por acaso, o Rio Negro atingiu o nível histórico de 1953, a maior enchente registrada naquele rio da Amazônia, invadindo as ruas, casas e lojas de Manaus. Tambem não por acaso, após as chuvas que castigaram as Regiões Norte e Nordeste nos últimos meses, “em uma semana foram retiradas 270 toneladas de lixo dos igarapés da região de Manaus”.

Saiba como o aquecimento global pode aumentar a incidência dos casos de dengue, malária e leptospirose.

As alterações climáticas do planeta já entraram em pauta de vários setores da sociedade, que apontam as causas e também buscam possíveis soluções para o problema. Entretanto, o desafio maior é saber como tudo isso poderá influenciar na saúde da população e dos demais seres vivos em um futuro próximo. Pesquisadores americanos mapearam as alterações climáticas do planeta no O Atlas da Mudança Climática, lançado no Brasil pela Publifolha. De acordo com os pesquisadores, os invernos mais quentes, as alterações no volume e na quantidade de chuvas são fatores importantes para a proliferação de doenças transmitidas por insetos e por bactérias, fruto da contaminação das águas por falta de saneamento básico. Os pesquisadores fazem um alerta para a necessidade urgente da redução da emissão de gás carbônico (CO2), um dos principais causadores do aumento da temperatura. Com o clima mais quente, a dispersão dos poluentes na atmosfera torna-se mais difícil, aumentando, assim, o número de doenças e mortes por problemas respiratórios. E, mais uma vez, os países mais pobres sofrerão as piores conseqüências.

Leptospirose

Entre as doenças ocasionadas pelas alterações climáticas está a leptospirose (provocada pela bactéria leptospira, presente na urina de ratos, que pode contaminar através da pele), bastante comum após as enchentes e temporais. No final de 2008, os brasileiros sentiram mais de perto os problemas do clima. As chuvas torrenciais que atingiram o Estado de Santa Catarina desde o inicio do mês de novembro, somadas ao desmatamento causado pela ocupação desordenada, na maioria das vezes, deixaram a região com mais de uma centena de mortos e milhares de pessoas desabrigadas. Os deslizamentos de terra destruíram casas. As ruas alagadas causaram prejuizos materiais incalculáveis, provocando falta de alimentos e de água potável, uma vez que os reservatórios foram atingidos pela invasão da água e solo contaminados. (…) Grande número de pessoas podem ser contaminadas pela leptospirose e por doenças como as hepatites e viroses nas regiões onde ocorrem grandes tragédias ambientais como Santa Catarina.

Dengue e Malária

O Atlas de Mudanças Climáticas revela ainda que a dengue e a malária ainda estão longe de desaparecer. A malária, por exemplo, ocorre no Brasil nas áreas da Amazônia Legal, compreendida pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins [que vem sofrendo com chuvas e enchentes nas últimas semanas. Um levantamento da Organização Mundial da Saude (OMS), feito no final de 2008, também aponta para o mesmo resultado. Segundo o coordenador da organização, Shigeru Omi, o calor extremo, secas e enchentes prejudicam a saúde da população. (...) De acordo com a OMS, as crianças são as principais vítimas da doença. (...) Com as condições climáticas favoráveis, como tempo úmido, chuvas e calor, a proliferação do mosquito Aedes Aegypti torna-se mais rápida, o que dificulta o controle da enfermidade. As alterações climáticas podem influir para a disseminação de doenças. (...) Assim, qualquer situação que leve ao incremento das chuvas e, portanto, da umidade e criadouros [de mosquitos], associada ao calor, poderá facilitar a propagação desses vetores e sua multiplicação. (…) Os números da dengue registrados entre janeiro e março de 2008 pela Secretaria de Vigilância em Saude do Ministério da Saude alcançaram mais de 120 mil casos da doença, 647 casos de dengue hemorrágica e 48 mortes. (…) Para conter o avanço da doença cada um de nós terá que agir. A população é parte essencial nesse problema, cabendo a ela o combate casa a casa. (…) O alcance do vôo do mosquito é limitado. É muito importante que as pessoas saibam disso. Se no raio de vôo ele não encontrar um local adequado para depositar os ovos, sua geração vai desaparecer. É aqui que a população precisa ficar atenta dentro e fora de casa, com o aumento da vigilância em áreas abandonadas públicas e privadas [e com a proteção e recuperação do meio ambiente, para atenuar as mudanças climáticas e as doenças].

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26 de junho de 2009

Cheia do rio Negro em Manaus registra novo recorde em 107 anos.

Do UOL Notícias; www.moticias.uol.com.br

O rio Negro subiu mais um centímetro e alcançou um novo recorde em Manaus, no Amazonas. Hoje, a medição indicou uma altura de 29,72 metros, superando a marca registrada ontem, 29,71 metros. A medição do rio é feita desde 1902, portanto é possível dizer que a cheia é a maior, pelo menos, dos últimos 107 anos. A média das alturas máximas do rio Negro é 27,76 metros. Na quarta-feira, o rio havia alcançado a marca de 29,69 metros, igualando-se ao antigo recorde, registrado em 1953. De acordo com os registros históricos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), as outras médias no volume do rio Negro foram registradas nos anos de 1953 (29,69 metros); 1976 (29,61 metros); e 1989 (29,42 metros). (…) De acordo com a Defesa Civil de Manaus, 11 bairros da cidade sofreram com os alagamentos, atingindo mais de 4 mil famílias. Os bairros mais afetados são Raimundo e Glória – na zona oeste – e Raiz, na zona sul. As inundações causadas atingem pontos turísticos de Manaus, como o Relógio Municipal, o prédio da Alfândega, a Feira Manaus Moderna e a praia da Ponta Negra. Parte das avenidas Eduardo Ribeiro e Sete de Setembro, no centro, foram interditadas.

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3 de julho de 2009

Desmatamento da amazônia.

De GaiaNet; artigo de Rui Iwersen.

Da revista Aquecimento Global, ano 2, número 8 (disponivel sob o site WWW.revistaonline.com.br), com matéria de capa Planeta em Extinção, apresentamos hoje um resumo de um preocupante artigo sobre a ocupação, urbanização e destruição da Floresta Amazônica – BR -319: a rodovia do desmatamento?, escrito por Claudio Blanc e publicado nas páginas 51 a 55 da revista.

Entenda por que a retomada da construção da estrada que liga Manaus a Porto Velho pode ser a mais nova ameaça à nossa floresta.

Embora a matriz energética brasileira seja considerada limpa, uma vez que em sua maioria é constituida de fontes renováveis, o desmatamento e as queimadas na Amazônia colocam o Pais em sexto lugar entre os maiores emissores de gases de efeito estufa. Na Amazônia, a grande vilã do desflorestamento é a busca por infraestrutura, que ocorre, sobretudo, com a construção de estradas. (…) A BR – 364, por exemplo, que liga São Paulo ao Acre, é responsável pelo desmatamento que se espalha para alem das vias de acesso. Afinal, sem ter como chegar ao coração da floresta não há como transportar equipamentos, nem como escoar a madeira cortada. Alem disso, a infraestrutura de estradas também facilita a migração, levando um número cada vez maior de pessoas a se estabelecer em regiões que deveriam permanecer isoladas e preservadas.

Atualmente, a hipótese de retomada da construção de BR – 319 é a mais nova ameaça à região amazônica. A estrada que liga as cidades de Manaus (Amazonas) e Porto Velho (Rondônia) é vista como uma importante obra para trazer mais infraestrutura, por outro lado, deverá agravar o desflorestamento nas redondezas. Apelidada de Rodovia do Desmatamento, a BR – 319 está intransitável desde 1988, mas o governo está propondo a sua reconstrução e pavimentação. (…) De acordo com um estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais, a pavimentação da BR – 319 desmataria 168 mil quilômetros quadrados da Amazônia ate 2050. (…) Com a melhoria da BR – 319, preve-se que migrantes de áreas já ocupadas em Rondônia viajem para todos os pontos ao longo da estrada. Abrem-se, assim, novas frentes de ocupação. Povoados nascem em áreas antes inacessíveis, reivindicando habitats de espécies raras, ferindo o delicado equilíbrio desse ecossistema. (…) Para piorar ainda mais o quadro, o efeito da BR – 319 é radial, isto é, não se restringe apenas à área diretamente acessada pela rodovia, mas também se irradia por uma serie de estradas laterais planejadas que conectarão a BR – 319 a sedes municipais nos rios Madeira e Purus. (…)

Rui Iwersen, Florianópolis, editor

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8 de julho de 2009

Projeto Geomedicina a serviço da saúde

A formulação de um banco de dados, com informações geológicas, ambientais e sócioeconômicas de todo o Estado será um importante instrumento para identificar fatores que podem ser relacionados às causas de doenças na população. Trata-se do sistema de web-mapping do Projeto de Geomedicina, que há cinco anos vem sendo desenvolvido pelo Instituto Pelé Pequeno Príncipe (IPPP) de Curitiba, em parceria com a Mineropar. O sistema inovador do IPPP reúne um conjunto de informações advindas do estudo de amostras de rios, que podem ser usadas para fazer uma correlação entre diversos fatores do meio ambiente e a saúde da população. Com isso, é possível medir a influência de elementos ambientais no aparecimento de diversos tipos de câncer, por exemplo, e estabelecer relações de causa e efeito da etiologia de outras doenças crônicas. Este sistema visa identificar as áreas de risco à saúde humana no Estado do Paraná.

De acordo com o coordenador do projeto de geomedicina do IPPP, Bonald Cavalcante Figueiredo, o objetivo é dispor de um sistema que possibilite às autoridades de saúde e meio ambiente poder avaliar, de forma superficial e preliminarmente, se há algum tipo de associação entre o meio ambiente e as moléstias na população. “Com o cruzamento das informações, as autoridades sanitárias poderão mapear as áreas de maior influência de determinado fator na incidência de enfermidades. A partir daí, pode-se estabelecer um estudo mais preciso sobre as causas das doenças e elaborar planos de políticas públicas de combate às endemias”, afirma. Figueiredo explica que o sistema de web-mapping desenvolvido pelo IPPP é semelhante ao sistema de busca do Google. Do mesmo modo, o sistema mostra um mapa a partir de palavras chaves que relacionam o meio ambiente com as doenças. O sistema relaciona informações de genética, biologia, química e fatores e sócioeconômicos. “Até o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) pode ser considerada uma variável para saber se quanto mais pobre é uma cidade, maior é o número de casos de algum tipo de câncer”, afirma Figueiredo. (…)

ZooNews e Paraná Online

Rui Iwersen, florianópolis, editor de GaiaNet

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30 de julho de 2009

Incêndios na região de Goiânia

Globo News; Bom Dia Brasil; 9:10 h. – www.g1.com.br/globonews

Em Goiânia, capital do Estado de Goias, a fumaça das queimadas da região dificulta a visibilidade dos motoristas e dos pedestres e prejudica a respiração da população local, causando dificuldades respiratórias em algumas pessoas. Em julho, no Estado de Goias, foram registrados 484 focos de queimada.

De GaiaNet

Nas crianças, nos idosos e nas pessoas com problemas pulmonares ou alérgicos, a fumaça das queimadas pode causar crises respiratórias graves que, muitas vezes, necessitam atendimento nos Centros de Saude e Hospitais com nebulização ou medicação. As queimadas, alem de prejudicarem as pessoas com a feiura e a fumaça, com o fogo destroem a vida vegetal e animal e matam os organismos e microorganismos do solo e do subsolo, importantes para a fertilidade da terra e para a existência e continuidade da vida e da beleza. Muitas queimadas saem do controle e queimam mais florestas do que ja se queimou ou derrubou. Por vezes, este é o objetivo do autor de queimadas. “Sem querer” aumentam suas terras disponiveis para plantar, criar gado ou vender. Por vezes é ganância, em geral é ignorância. Para o capim das pastagens, as queimadas são como a poda para as árvores, arbustos e trepadeiras, uma violenta agressão seguida de uma forte recuperação, o que dá aos humanos que as produzem a sensação de vantagem e benefício, especialmente econômico ou estético.

Rui Iwersen, Florianópolis, editor

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20 de agosto de 2009

Bahia contabiliza 101 mil casos de dengue; sete municípios estão em emergência

BOL Notícias, www.noticias.bol.com.br, 20/08/2009 17h59

A Bahia registrou 101 mil casos de dengue até o dia 8 deste mês, sendo 1.994 do tipo grave da doença, segundo os dados da Secretaria de Saúde. Sete municípios estão em situação de emergência desde março: Ilhéus, Ipiaue, Irecê, Itabuna, Jacobina, Jequié e Porto Seguro. Itabuna é o município com o maior número de casos graves, 298; seguido de Jequié, 198; e Ilhéus com 96 casos. Entre as ações da secretaria para combater a dengue estão a aplicação de inseticida em 143 municípios, o deslocamento de equipes técnicas para as regiões mais críticas e a abertura de novos leitos nas unidades da rede estadual de saúde.

Rui Iwersen,  Florianópolis, editor

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25 de agosto de 2009

Genoma pode subsidiar vacina contra malária, diz pesquisadora.

UOL Notícias, www.noticias.uol.com.br, 24/08/2009 – 16h00

São Paulo – A pesquisadora do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) Ana Tereza Vasconcelos afirma que já há dados suficientes para subsidiar a produção de vacinas contra a malária e repelentes para o vetor. Isso porque cientistas brasileiros já conseguiram mapear 85% do genoma do mosquito transmissor da doença na América do Sul, o Anopheles darling. O sequenciamento do genoma permite identificar os genes responsáveis pelas características do mosquito, além de identificar proteínas importantes para estudos de combate à malária. O LNCC pretende decodificar mais de 90% do genoma ainda neste ano.
Ana Tereza diz que vai demorar até que se chegue à produção de vacinas ou repelentes após o sequenciamento, embora, afirma a pesquisadora, já haja estudos com esse objetivo. “Identificamos algumas proteínas que são responsáveis pelo mosquito sentir o odor do homem. Se a gente criar um repelente capaz de impedir que o inseto tenha esse olfato tão apurado, ele não vai mais picar o homem e vai acabar morrendo, porque precisa do sangue humano para se alimentar”, diz Ana Tereza. As pesquisas integram o projeto Rede Genoma Brasileiro. As informações são da Agência Brasil.

AE; UOL Ciência e Saúde

Rui Iwersen, Florianópolis, editor

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27 de agosto de 2009

Informação, desinformação e má informação.

A repórter do Jornal do Almoço, da TV RBS, afiliada da TV Globo em Florianópolis, anunciou hoje a informação do Ministro Temporão de que o Brasil é o pais com o maior número de mortes por gripe A. Analisando a informação, o repórter Carlos Prates, desconsiderando que se trata de número absoluto, que o Brasil tem quase duzentos milhões de habitantes, que é inverno no hemisfério sul e que o Brasil é o sétimo em números relativos (atrás de Argentina, Chile, Costa Rica, Uruguai, Austrália e Paraguai), deu seu parecer nitidamente crítico, aparentemente tendencioso e certamente alarmista: “Essa liderança tem a cara dos nossos governantes”.

Transtornos mentais modernos.

O programa Globo Reporter (TV Globo – WWW.g1.com.br) do dia 28 de agosto, 6ª feira, abordará os modernos transtornos mentais, decorrentes de nosso atual modelo social: transtorno de pânico, fobia social e transtornos paranoides.

Rui Iwersen, editor

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28 de agosto de 2009

Incêndios em florestas dos Estados Unidos.

“Duas mil pessoas precisam deixar suas casas na cidade de Los Angeles por causa dos incêndios florestais na região”.

Rui Iwersen, Florianópolis, editor

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28 de agosto de 2009

Gripe suína ultrapassa gripe comum em número de novos casos no mundo.

UOL Notícias; www.noticias.uol.com.br, 28/08/2009 – 16h32

O vírus H1N1, causador da gripe suína, que causou cerca de 2.200 mortes em 177 países, tornou-se o vírus da gripe dominante no mundo, superando o da gripe sazonal (comum), anunciou nesta sexta-feira a OMS (Organização Mundial de Saúde). Nos diferentes lugares nos quais se propagou ficou “comprovado que o vírus pandêmico H1N1 se instalou rapidamente e se converteu na cepa de gripe dominante em grande parte do mundo”, explicou a OMS em um comunicado.

Até agora, a organização considerava “provável” um domínio do H1N1 a partir do próximo inverno no hemisfério Norte. Segundo os dados publicados pela OMS nesta sexta-feira, a considerada, desde o dia 11 de junho, como a primeira pandemia do século 21, causou a morte de “pelo menos 2.185 pessoas” e 209.438 enfermos em mais de 177 países. A OMS destaca a capacidade de propagação do vírus que terá uma segunda onda atingindo o Hemisfério Norte, com a chegada de uma estação mais fria. Entre as boas notícias, nota que as redes de laboratórios que acompanham o vírus não constataram mutação para uma “forma mais virulenta ou mortal”. Além disso, assinala que “uma enorme maioria dos doentes vêm sendo contaminada por uma forma mais benigna da doença”. A OMS previne que em relação à rapidez de propagação, um “grande número de pessoas em todos os países são suscetíveis de contrair” esta gripe, o que poderá ter consequências mais significativas que as observadas durante a primeira onda da doença, na primavera (Hemisfério Norte). Um dos problemas antecipados pela organização é uma sobrecarga nos serviços de saúde, devido a casos graves. Entre estes últimos, uma proporção importante diz respeito a jovens e a pessoas com boa saúde, o que difere da gripe sazonal. A OMS destacou que em algumas cidades do Hemisfério Sul, 15% das pessoas hospitalizadas tiveram necessidade de receber cuidados intensivos.

Rui Iwersen, Florianópolis, editor

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05 de setembro de 2009

A névoa seca ataca o céu.

Agosto e setembro, quando a umidade do ar é menor e o céu fica aberto mais tempo, seriam ótimos para a observação astronômica na região sudeste. Se não fosse a névoa seca que prejudica a transparência do ar. São partículas finíssimas, geradas nas queimadas, que ficam longo tempo em suspensão no ar. Elas refletem de volta para o céu a luz de onda mais curta, apagando o brilho das estrelas. A paisagem fica azulada, e o por-do-sol, com aquela cor sangrenta que alguns acham lindo.

Super Interessante, ano 7, nº 8, agosto de 1993.

Rui Iwersen, Florianópolis, editor de GaiaNet

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26 de setembro de 2009

Glaxo vai financiar pesquisa contra dengue no Brasil.

Nova York – Em um esforço para abrir o lucrativo mercado brasileiro, a GlaxoSmithKline concordou em dar ao Brasil parte de sua tecnologia para fabricação de vacina e financiar a pesquisa para uma vacina contra a dengue, uma doença que atinge particularmente o País. O acordo é um sinal da crescente influência que os mercados têm em negociar acordos com a indústria farmacêutica. A Glaxo e outras companhias esperam que mercados emergentes, como o brasileiro, respondam por grande parte do crescimento de suas vendas no futuro, enquanto as vendas nos mercados mais desenvolvidos desaceleram. (…)

A Glaxo também vai investir 35 milhões de euros em um projeto de pesquisa para uma vacina contra a dengue, segundo os funcionários brasileiros. A pesquisa será realizada na Fundação Oswaldo Cruz, com o governo brasileiro investindo outros 35 milhões de euros. A dengue é uma doença tropical transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti e atinge até 100 milhões de pessoas a cada ano. “Uma de nossas visões estratégicas é fortalecer a capacidade brasileira para produzir, desenvolver e inovar” novas drogas e instrumentos de saúde, disse Temporão. (…)

UOL Notícias: WWW.noticias.uol.com.br; 25/09/2009 – 15h35

Rui Iwersen, Florianópolis, editor de GaiaNet

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29 de outubro de 2009

Total de casos de dengue no país cai 46,3% ante 2008

O número de casos de dengue no Brasil diminuiu 46,3% em relação a 2008, de acordo com balanço parcial divulgado hoje pelo Ministério da Saúde. Houve também redução nos casos de mortes. O documento aponta redução de 63,2% no total de mortes em decorrência da doença.

De 1º de janeiro a 1º de agosto de 2009 foram registradas 406.883 notificações da doença em todo o país, contra 758.051 no mesmo período em 2008, confirmando a tendência de queda verificada nas avaliações anteriores. A redução foi observada em 20 Estados e no Distrito Federal. O Rio de Janeiro registrou a maior queda (95,9%), seguido do Rio Grande do Norte (93,0%) e de Sergipe (90,4%). Apenas Acre, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso apresentaram aumento no total de registros. Os números de casos graves de dengue caíram 79,2% – de 20.579 nas 30 primeiras semanas de 2008 para 4.281 no mesmo período deste ano. Esses casos correspondem à soma dos registros de Dengue com Complicações (DCC) e Febre Hemorrágica de Dengue (FHD).

Fonte: Yahoo – Notícias e Boletim Olhar Vital, Ed. 195, 29/10/09, UFRJ, www.olharvital.ufrj.br

Rui Iwersen, Florianópolis, editor de GaiaNet

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19 de novembro de 2009

ONU pede atenção a refugiados do clima

O aquecimento global aumentará o número de migrantes em todo o mundo e exigirá de todos os países que estejam preparados para dar condições de vida dignas a essas populações. O alerta consta do relatório mundial do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas), divulgado nesta quarta-feira (18). O documento também defende mais investimentos em saúde reprodutiva, para que cada família tenha melhores condições de planejar, livremente, o número de filhos desejados. Uma população crescendo em ritmo menor é um dos fatores que podem contribuir para desacelerar o aquecimento global. (…) Nas duas últimas décadas, diz o texto, os registros de desastres naturais passaram de cerca de 200 por ano para mais de 400. Sete em cada dez dessas tragédias foram, de alguma maneira, relacionadas com o clima. Elas afetam por ano cerca de 211 milhões de pessoas, número que só tende a crescer. (…)

Outro alerta que o relatório faz é para o aumento de doenças causadas pelo aquecimento global. Um dos exemplos citados –e que afeta o Brasil– é o provável aumento da população vulnerável a doenças transmitidas por mosquitos. Como as temperaturas vão se elevar, epidemias como as de dengue afetarão cidades que, por estarem em altitudes mais elevadas ou em climas mais frios, antes não sofriam os efeitos dessas doenças.

Fonte: UOL Notícias – WWW.noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, Florianópolis, editor de GaiaNet

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14 de dezembro de 2009

Greenpeace faz ‘cavalgada apocalíptica’ em Copenhague.

Copenhague, 14 dez (Lusa) – Ativistas da organização ambientalista Greenpeace organizaram nesta segunda-feira uma “cavalgada apocalíptica” em Copenhague para lembrar aos políticos o que eles acreditam que pode acontecer em menos de cinquenta anos se não for assinado um tratado vinculativo na conferência sobre alterações climáticas. (…) Quatro ativistas montados a cavalo, mascarados de Cavaleiros do Apocalipse, partiram do navio da Greenpeace Artic Sunrise em direção ao Ministério do Meio-Ambiente, terminando o protesto em frente ao Edifício do Parlamento Dinamarquês. Um grupo de ativistas com estandartes juntou-se a passeata, hasteando mensagens de anúncio de peste, guerra, fome e morte. (…) O Greenpeace indica que estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que doenças como a malária e o dengue podem alastrar-se para partes da Europa e América do Norte em 2030. Além disso, cientistas da Universidade de Copenhague fizeram estudos que atestam que uma subida da temperatura em 2ºC na China pode afetar milhares de pessoas, devido a ampliação em duas vezes da zona de schistosomiase (doença provocada pelo parasita schistosoma). “Estes são alguns exemplos da peste que pode atingir o globo”, acrescenta a ativista.

Os ambientalistas acreditam ainda que os conflitos de guerra possam multiplicar-se devido aos efeitos das alterações climáticas. Citando estudos do organismo britânico RUSI (Royal United Services Intitute), o Greenpeace salienta que “podem surgir conflitos com magnitude similar à das duas grandes guerras, mas desta vez ao longo de séculos”. “A fome poderá aparecer por causa da destruição das colheitas nas zonas tropicais devido a períodos de cheias e de secas prolongados”, (…)

Fonte: UOL Notícias – WWW.noticias.uol.com.br e Agência Lusa

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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31 de dezembro de 2009

Fogos de artifício, poluição e incêndios.

Devido ao danoso hábito humano de lançar fogos de artifício em festas, especialmente em comemorações esportivas, no natal e no ano novo, causando poluição ambiental e sonora, incêndios florestais e urbanos e prejudicando a vida dos outros animais do Planeta, especialmente os pássaros, que ainda conseguem viver perto de nós, publicamos hoje duas matérias ilustrativas destes danos ambientais.

Fogos de artifício fazem poluição piorar no México

A capital mexicana amanheceu neste sábado com altos níveis de poluição devido à queima de fogos de artifício durante as comemorações do Ano Novo. As autoridades devem acionar um programa de contingência ambiental, informou a Comissão Ambiental Metropolitana (CAM). Muitos moradores registraram queixas contra o forte cheiro de pólvora durante a manhã e a CAM detectou níveis de partículas poluentes acima do permitido, motivo pelo qual já acionou a primeira fase do plano de contingência em algumas áreas da Cidade do México.

(…) “A recomendação fundamental é que a população evite realizar atividades ao ar livre enquanto os níveis de poluição não voltarem a patamares aceitáveis e isso vale para toda a população do vale do México, em especial os da região onde os valores estão mais altos”, explica Reina. Além disso, as pessoas com problemas respiratórios devem beber muita água, comer frutas e verduras e não podem se expor a mudanças bruscas de temperatura.

Fonte: WWW.folha.uol.com.br e France Presse, 01/01/2005 - 21h21

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Fogo de artifício é perigoso para o ambiente

É habitual rebentar por todo o País, em festas populares e no fim do ano. Mas o fogo-de-artifício provoca graves problemas ambientais que não foram bem estudados: risco de incêndio, ruído elevado e libertação de substâncias tóxicas perigosas

Milhares de partículas de dióxido de carbono espalhadas pelo ar. Um estrondo de 120 decibéis que espanta as aves em período de nidificação. E um clarão vermelho que ilumina o céu e liberta estrôncio, uma perigosa substância tóxica. É este o resultado sempre que se lança fogo-de-artifício. (…) O principal problema, segundo o responsável da Quercus, vem da “combustão, que aumenta as emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, e também das partículas tóxicas inaláveis”.
(…) O País produz tantas peças de pirotecnia que o número é incontável: “Estamos a falar de vários milhões. Só num espectáculo pode-se usar mais de 60 mil peças”, revela.  Hélder Spínola sublinha que um dos maiores problemas é o efeito dos foguetes na fauna: “Apercebemo-nos das implicações do ruído quando, no lançamento e explosão do foguete, as aves levantam voo, assustadas.” Segundo o ecologista, há o risco de se incomodar aves em período de reprodução ou até de lhes alterar a rotina, o que pode fazer com que as aves se mudem para outras paragens mais calmas. Um foguete atinge no momento da explosão os 120 decibéis, tanto quanto um martelo pneumático. Neste valor está localizado o limiar da dor, isto é, o nível máximo de intensidade sem perigos fisiológicos. (…)

Fonte: WWW.dn.sapo.pt, 12 de julho de 2009.

Rui Iwersen, Florianópolis, editor de GaiaNet.

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17 de dezembro de 2009

Argentina produzirá vacina contra febre amarela com tecnologia brasileira

A Argentina vai produzir vacina contra a febre amarela utilizando tecnologia brasileira. Uma carta de intenções será firmada hoje (17) pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e o Ministério da Saúde da Argentina. O principal ponto do acordo é a transferência de tecnologia para a produção. Atualmente, a vacina contra a febre amarela, produzida pelo Biomanguinhos/Fiocruz (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos) e pré-qualificada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), já é exportada para mais de 50 países. (…) Fonte: UOL Notícias – WWW.noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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07 de janeiro de 2010

Argentina contabiliza 30 casos de dengue na fronteira com o Brasil

A Argentina detectou 30 casos de dengue na província de Misiones, na fronteira com o Brasil e o Paraguai, depois que a epidemia atingiu o país no ano passado, informaram fontes oficiais nesta quinta-feira. (…) No primeiro semestre de 2009, a dengue infectou 50 mil pessoas e provocou uma dezena de mortes na Argentina, na maior epidemia desta doença registrada no país. Em dezembro do ano passado, a Província de Misiones declarou “alerta amarelo” contra a dengue em função dos casos registrados no Paraguai, onde houve um surto da doença. (…)Fonte: UOL Notícias – WWW.noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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04 de fevereiro de 2010

MT [Mato Grosso] decreta alerta após 9 mil casos de dengue em janeiro

São Paulo – Depois de registrar 9.209 casos de dengue no mês de janeiro, a Secretaria Estadual da Saúde do Mato Grosso informou ontem que o Estado está em estado de alerta para as ocorrências da doença em seus 141 municípios. De acordo com a pasta, o número representa um aumento de 728% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 1.399 casos. Dos 9.209 contabilizados neste ano, 264 foram notificados como casos graves. Cinco pessoas morreram em decorrência da doença em janeiro e seis mortes estão sob investigação. (…) Segundo o secretário de Estado de Saúde, Augustinho Moro, durante o sobrevoo para identificar as áreas de risco “foram detectadas muitas caixas d’águas descobertas, tanto elevadas quanto no solo, lixos no fundo dos quintais e terrenos baldios com sacos plásticos, garrafas pets que, com certeza, estão proliferando os criadouros de mosquito”. (…)UOL Notíciaswww.noticias.uol.com.br

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Casos de dengue crescem em cinco Estados em 2010

Os casos de dengue cresceram em cinco Estados do país no primeiro mês de 2010. Estão em alerta o Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, conforme lista do Ministério da Saúde. De acordo com boletim da Secretaria de Saúde de Goiás, foram registrados 15.241 casos da doença contra 2.530 em relação a janeiro de 2009 –crescimento de 502,4%. (…) Em Mato Grosso, o número de notificações de dengue é de 9.209, sendo 264 graves. O aumento foi de 728,89% em comparação ao mesmo período do ano passado. (…) Já em Mato Grosso do Sul, foram 4.918 notificações, com duas mortes sob investigação. Até o dia 21 de janeiro, Rondônia contabilizou 5.306 casos, a maioria, na capital, Porto Velho. (…) Segundo levantamento do ministério, os casos de dengue caíram 34,2% no ano passado em relação a 2008 –passaram de 803.522 notificações para 529.237. A queda ocorreu em 16 estados e no Distrito Federal. A maior redução foi registrada no Rio de Janeiro, 95,7%. O ministério informa que as mortes registradas em 2009 também caíram 39%, em relação a 2008. Em 2009, foram registradas 298 mortes.

Fonte: UOL Notícias – WWW.noticias.uol.com.br e Agência Estado – www.estadao.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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06 de fevereiro de 2010

País corre risco com novo vírus da dengue

São Paulo – O Ministério da Saúde alerta para a possibilidade de o vírus tipo 1 da dengue tornar-se predominante neste ano no País, o que poderá causar epidemias da doença principalmente entre menores de 15 anos. Segundo a pasta, os Estados de São Paulo, Rio, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Roraima, Tocantins e Piauí são os mais vulneráveis por já enfrentarem a predominância do vírus. (…) Há quatro tipos de vírus da dengue, e o ministério reconhece que apenas os tipos 1, 2 e 3 já foram registrados no País. Toda as vezes em que um sorotipo “ocupa” o lugar de outro, podem ocorrer epidemias por causa do grande número de pessoas que nunca tiveram contato com ele, como as crianças. A partir de 2007, por exemplo, a entrada do vírus 2 no lugar do 3 causou, no ano seguinte, uma das piores epidemias já registradas no País. “O monitoramento dos sorotipos circulantes ao longo de 2009 aponta para uma nova mudança do sorotipo predominante (…). A recirculação do Denv-1 (vírus tipo 1 da dengue) alerta para possibilidade de grande circulação do vírus em cada um desses Estados e também nos demais. (…)

Fonte: UOL NotíciasWWW.noticias.uol.com.br e Agência Estado – www.estadao.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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08 de fevereiro de 2010

Chuva aumenta sete vezes casos de dengue em Mato Grosso e cinco em Goiás

A forte chuva dos últimos meses em determinadas regiões do país foi um dos fatores que contribuíram para o crescimento dos casos de dengue em alguns Estados no início de 2010. De dezembro de 2009 a janeiro deste ano, a incidência da doença cresceu mais do que o esperado para essa época do ano em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e no Acre. O coordenador do Centro de Informação Estratégica de Vigilância em Saúde de Mato Grosso, Aparecido Marques, afirma que o aumento da chuva há quatro meses favorece a proliferação dos criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, principalmente em locais como caixas d’água descobertas, quintais e terrenos baldios com lixo (garrafas plásticas e material de construção). (…)

UOL Noticias – WWW.noticias.uol.com.br e FolhaOnLine – WWW.folha.com.br

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[Empresa] Farmacêutica prevê vacina contra dengue em 2013

São Paulo – A busca por uma vacina contra a dengue pode estar cada vez mais próxima. A maior empresa de vacinas do mundo, a francesa Sanofi-Aventis, está alcançando bons resultados nos testes com o imunizante que entram agora em nova fase. Com investimentos em torno de US$ 1 bilhão (R$ 1, 88 bilhão), as primeiras doses podem estar aprovadas em 2013. (…) Diante da explosão do número de casos no mundo, uma corrida entre as principais farmacêuticas foi lançada. Pesquisas mostram que a incidência da dengue nos países latino-americanos aumentou cinco vezes nos últimos 30 anos. (…)

UOL NotíciasWWW.noticias.uol.com.br e Agência Estado – www.estadao.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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11 de fevereiro de 2010

Paraná já registra 150 casos de dengue neste ano

O Estado do Paraná já registrou neste ano 150 casos de dengue, segundo boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde divulgado na terça-feira. Desse total, 86 foram notificados como autóctones, o que significa que a infecção ocorreu dentro do Paraná, e 64 como importados, ou seja, a doença foi contraída em outros Estados.
Nos dados apresentados no boletim, que leva em consideração as notificações feitas até o dia 2, das 22 Regionais de Saúde do Estado, sete apresentaram casos autóctones. (…)

Fonte: UOL Ciência e Agencia Estado – WWW.estadao.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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21 de fevereiro de 2010

SUS do Estado de Santa Catariana prepara-se para enfrentar a Dengue.

ESTADO DE SANTA CATARINA; SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE; SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE; SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE; DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA; NOTA TÉCNICA Nº. 01/2010/DIVE/SES

Assunto: Orienta sobre as ações de manejo de casos suspeitos de Dengue no Estado de Santa Catarina.

A situação epidemiológica atual em Santa Catarina sinaliza para o risco iminente da ocorrência de casos autóctones de Dengue em nosso território. A persistência de focos do Aedes aegypti, associado a presença de casos positivos provenientes de outros estados significa elevado risco de uma provavel transmissão local, podendo acontecer situação de surto ou mesmo epidemia de grandes proporções. Neste cenário, a DIVE elaborou (…) Nota Técnica, com o intuito de orientar e normatizar o atendimento clínico dos casos suspeitos da Dengue, baseada nas orientações e protocolos do Ministério da Saude. (…)

Matéria na íntegra enviada por Carlos Daniel Moutinho Jr, médico da Secretaria Municipal de Saude de Florianópolis

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22 de fevereiro de 2010

Com alteração no gene, cientistas criam mosquito da dengue sem asas

Uma nova variedade de mosquitos modificados geneticamente para não voar deve refrear a transmissão do vírus da dengue, segundo um estudo de pesquisadores das universidades de Oxford e da Califórnia. O experimento, publicado hoje na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, criou uma variedade de mosquito cujas fêmeas são incapazes de voar devido à interrupção provocada do desenvolvimento das suas asas. Os machos dessa variedade de sintomas visíveis de sua alteração genética mas, quando se acasalam com fêmeas selvagens, os mosquitos fêmea da geração seguinte já nascem sem poder voar. Até agora, o experimento só foi realizado em laboratórios, mas se espera que a nova variedade desses insetos possa ser solta à natureza em 2011. Segundo indicou Luke Alphey, pesquisador da empresa Oxford Insect Technologies (Oxitec) associada à universidade britânica, essa libertação representaria o desaparecimento dos mosquitos nativos entre seis e nove meses. A febre da dengue, um vírus transmitido pela picada da fêmea do mosquitoAedes aegypti, afeta a cada ano entre 50 e 100 milhões de pessoas. (…) Os países com mais casos de dengue registrados entre 1995 e 2008 foram Brasil, Colômbia, El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Honduras, México, Peru e Venezuela. Além disso, a doença se difundiu consideravelmente nos últimos cinco anos na Argentina, Bolívia, Costa Rica e Paraguai.

Fonte:UOL Notícias – WWW.noticias.uol.com.br e Folha Online – WWW.folha.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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23 de fevereiro de 2010

Cidade gaúcha decreta alerta epidemiológica devido à dengue

A cidade de Ijuí (RS) decretou nesta terça-feira situação de alerta epidemiológico após a confirmação de sete casos de dengue pela Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com a prefeitura, o decreto acontece devido à concentração dos casos em uma área específica da cidade. (…) A prefeitura ainda destacou que há previsão de calor e chuvas para as próximas semanas, o que favorece ainda mais a proliferação do mosquito transmissor da dengue. (…)

Fonte: UOL Noticias – WWW.noticias.uol.com.br

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Notificações de dengue quadruplicam no Estado de SP [São Paulo]

O número de casos de dengue no Estado de São Paulo em janeiro deste ano quadruplicou em relação ao registrado no ano passado. De acordo com o primeiro balanço de 2010 sobre a doença, divulgado na sexta-feira pela Secretaria de Estado da Saúde, o número absoluto de casos chega a 1.383, contra 323 em janeiro de 2009. (…) O aumento da doença em São Paulo já era previsto pelo Ministério da Saúde, principalmente em razão da volta do vírus tipo 1 da doença no Estado. Segundo divulgou a pasta na semana passada, o sorotipo 1, que circulou pela última vez no País há dez anos, já é predominante no Estado – ele substituiu o sorotipo 2. Isso influencia o aumento do número de afetados, pois muitas pessoas, principalmente crianças, nunca tiveram contato com o agente causador e não estão imunizadas.

Além disso, avaliou o Ministério da Saúde, a alta pluviosidade e as condições de limpeza e saneamento favorecem epidemias. O mosquito transmissor da doença prefere água parada e limpa e o calor atual facilita sua procriação. Procurada ontem, a Secretaria de Estado da Saúde não se manifestou até o fechamento desta edição.

do UOL NotíciasWWW.noticias.uol.com.br e Agencia Estado – WWW.estadao.com.br

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Vacina contra a dengue deve se comercializada em três anos

A vacina contra a dengue pode estar pronta para ser aprovada pelas autoridades sanitárias e comercializada no ano de 2013, o que representaria uma revolução para prevenir o contágio da segunda doença tropical que atinge mais pessoas no mundo.

A companhia farmacêutica francesa Sanofi-Aventis, principal produtora mundial de vacinas, estabeleceu 2013 como prazo para comercialização da vacina, cujas pesquisas foram iniciadas há mais de 15 anos. (…) A malária é a primeira doença tropical do mundo. Até o momento ela, recebe mais atenção e recursos do que a dengue. Ambas estão entre as denominadas doenças negligenciadas –assim chamadas por afetar especialmente os países pobres e em desenvolvimento.

Fonte: UOL Ciência

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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01 de março de 2010

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Aumenta o número de casos de dengue em Santa Catarina

Em menos de dois meses, 133 focos foram encontrados em 22 cidades

Santa Catarina registrou, em menos de dois meses, mais da metade de pessoas infectadas com dengue que em todo o ano de 2009, quando 54 casos foram confirmados. Neste ano, entre 1º de janeiro e 12 de fevereiro de 2010, de 80 casos suspeitos, 36 foram confirmados.

O Estado permanece como único do Brasil onde nunca foi registrada a transmissão da doença. Todos os casos são de pessoas que se contaminaram fora do território catarinense. (…) Para a prevenção, as Vigilâncias Epidemiológicas municipais realizam durante todo o ano um tipo de monitoramento por armadilhas: pedaços de pneus cheios de água que são pendurados em imóveis residenciais (1 armadilha a cada 100 imóveis) e locais de maior incidência como borracharias, cemitérios, portos e aeroportos. Semanalmente, os agentes visitam as armadilhas para examinar se há focos do mosquito. Em caso positivo, é feito um trabalho de inspeção nos imóveis da região, num raio de 300 metros, para procurar outros focos e orientar os moradores.

Em Florianópolis, a Vigilância começou nesta segunda-feira um Levantamento de Índice Rápido de Aedes Aegypti (Lira). O trabalho, que vai até sexta-feira, consiste em visitar todos os bairros da cidade, em quarteirões sorteados, à procura de focos do mosquito. Com a temporada de verão, veículos que vêm de outros Estados podem ter trazido o mosquito. Além desse levantamento, e do trabalho com as armadilhas, a Vigilância da Capital vai lançar uma campanha de prevenção à dengue e realizar ações educativas nas escolas municipais.

DIÁRIO CATARINENSE – WWW.diariocatarinense.com

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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03 de março de 2010

Aids causa maioria das mortes de mulheres entre 15 e 49 anos, diz ONU

A infecção pelo vírus HIV se transformou na principal causa de mortes e doenças de mulheres em idade reprodutiva (entre 15 e 49 anos) no mundo todo, de acordo com a Unaids, a agência das Nações Unidas para o combate à Aids. A agência lançou nesta terça-feira um plano de ação de cinco anos para lidar com os fatores que colocam mulheres em risco, no início de uma conferência de dez dias sobre a situação das mulheres no mundo, em Nova York. (…)

Proporção

De acordo com a Unaids, em dezembro de 2008, 33,4 milhões de pessoas viviam com o HIV no mundo todo. Deste total, 15,7 milhões, quase metade, eram mulheres. E a proporção de mulheres infectadas com o vírus da Aids aumentou em muitas regiões do mundo nos últimos dez anos. Na África subsaariana, por exemplo, 60% das pessoas que tem o HIV são do sexo feminino. Na África do Sul, mulheres jovens têm probabilidade três vezes maior de ser infectadas com o HIV do que os jovens da mesma idade. (…)

·do UOL Ciência

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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04 de março de 2010

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MS [Mato Grosso do Sul] registra uma suspeita de dengue a cada 3 minutos

A cada três minutos é registrado um caso de suspeita de dengue no Mato Grosso do Sul, conforme boletim epidemiológico divulgado hoje pela Secretaria Estadual de Saúde. São 491 casos por dia, o que também corresponde a 20 notificações por hora. Os óbitos em consequência da doença somaram sete casos desde janeiro e existem mais oito sendo investigados como vítimas da dengue tipos 1 e 2.

O total das suspeitas é de 28.496, liderado por Campo Grande, que responde 61,1% dos casos (17.429), com três mortes confirmadas por exames. (…)

·do UOL NotíciasWWW.noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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10 de março de 2010

Total de casos de dengue em SP [São Paulo] dobra em 2 semanas

São Paulo – Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) aponta que o número de paulistanos infectados pela dengue dobrou em 13 dias, passando de 34, no balanço divulgado em 24 de fevereiro, para 67. Os dados foram atualizados anteontem. (…) Os números deste ano já representam 20% do total de registros do ano passado. Em 2009, 322 pessoas foram contaminadas pela dengue. O índice aumenta ainda mais quando há comparação entre períodos iguais. Os casos de dengue registrados em janeiro e fevereiro deste ano cresceram 158% em relação ao mesmo período de 2009. São 67 pessoas infectadas neste primeiro bimestre contra 26 do ano passado. (…)

Fonte: UOL NotíciasWWW.noticias.uol.com.br e Jornal da Tarde.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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12 de março de 2010

MS [Mato Grosso do Sul] tem quinta morte por dengue hemorrágica em 2010

Em Dourados, a segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, uma garota de 14 anos morreu ontem vítima de dengue hemorrágica. Este é o quinto caso do tipo neste ano no Estado. A causa da morte foi confirmada por laudo médico, conforme afirma o secretário municipal de Saúde, Mario Eduardo Rocha Silva. “Infelizmente, a epidemia de dengue em Dourados é alarmante.” Das 1.500 suspeitas registradas no município este ano, 800 estão confirmadas, cinco delas do tipo hemorrágica. Oficialmente, são quatro mortes provocadas pela dengue tipo 1 e 2 computadas este ano pela Secretaria Estadual de Saúde. (…)

Fonte: UOL Ciênciahttp://cienciaesaude.com.br e Agência Estado – WWW.estadao.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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13 de março de 2010

RS [Rio Grande do Sul] registra mais de 2.000 casos de dengue em 20 dias

A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul recebeu 2.052 notificações de casos de dengue desde o dia 22 de fevereiro, quando o atual surto da doença foi detectado. A cidade mais afetada é Ijuí, no noroeste gaúcho, onde os serviços de saúde já atenderam 1.721 contaminados. Os outros 331 casos ocorreram em 55 municípios da mesma região. O secretário da Saúde, Osmar Terra, admitiu que o número de infectados pode chegar a 5.000 nos próximos dias, mas acredita que a doença vai começar a regredir em um mês, quando a temperatura começar a cair. A preocupação é evitar que a doença chegue à região metropolitana de Porto Alegre, onde a combinação de focos do mosquitoAedes aegypti com a grande densidade populacional poderia levar a uma explosão do número de casos. (…)

Fonte: UOL Notícias – WWW.noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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17 de março de 2010

Em 1 semana, total de casos de dengue dobra em SP [São Paulo]

O número de casos de dengue mais que dobrou na capital paulista em uma semana. O novo balanço, divulgado ontem pela Secretaria Municipal da Saúde, mostra que os infectados passaram de 67 para 143, um aumento de 127% em sete dias. (…) “A incidência é de 1,3 pessoa infectada por cada 100 mil habitantes”.

Até 100 pessoas contaminadas em cada 100 mil habitantes, a incidência de contaminação é considerada baixa. Entre 100 e 300 por 100 mil, é considerada média. Acima de 300 casos, a incidência de dengue é considerada elevada.

Fonte: UOL NotíciasWWW.noticias.uol.com.br e Agência Estado – WWW.estadao.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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18 de março de 2010

Casos de dengue em Mato Grosso crescem 758%

A Secretaria de Saúde de Mato Grosso registrou mais 1.429 casos de dengue no Estado na terceira semana de março. No acumulado deste ano já foram notificadas 24.140 ocorrências, número 758% acima do verificado em igual período do ano passado, quando foram registrados 2.813 casos.

Os dados da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica mostram que neste ano 697 ocorrências foram notificadas como casos graves da doença, ante 94 em igual período de 2009. (…) A região metropolitana concentra o maior número de casos. Em Cuiabá, foram registradas 2.236 ocorrências de dengue neste ano, das quais 157 foram notificadas como grave. (…)

Fonte: UOL NotíciasWWW.noticias.uol.com.br e Agência Estado – WWW.estadao.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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19 de março de 2010

Aquecimento causará aumento de alergias e doenças, adverte agência

As mudanças climáticas terão efeitos indiscutíveis na saúde, como o aumento das alergias e doenças transmitidas por mosquitos, e o aumento de problemas intestinais ligados à falta de água, advertiram nesta sexta-feira (19) em Paris especialistas em clima e saúde.

“Em 2050, um em cada dois verões (hemisfério norte) se assemelhará à onda de calor de 2003″, que na França causou a morte de milhares de pessoas, indicou o diretor da Agência Sanitária do Meio Ambiente e do Trabalho (AFSSET), Dominique Gombert.

Segundo ele, já é possível prever que o aumento das temperaturas durante o verão provocará um forte avanço da mortalidade entre as pessoas mais velhas, ou frágeis. Além disso, as ondas de frio serão mais intensas, inclusive mais mortíferas, acrescentou o diretor.

Alguns poluentes –como as partículas finas–, também aumentarão, devido ao aquecimento global, acrescentou. “Serão mais precoces e permanecerão por mais tempo”, explicou Gombert. “Esta poluição terá os mesmos efeitos dos picos de poluição atuais, que geram um aumento das doenças respiratórias (bronquite, asma) e problemas cardiovasculares, assim como uma sensibilidade maior às infecções causadas por micróbios”, advertiu.

O aquecimento global provocará uma redistribuição da vegetação no território: por exemplo, a oliveira terá uma tendência de crescer melhor no norte. Além disso, acrescentou, os períodos com muito pólen vão aumentar, o que provocará mais casos de alergias, indicou. São previstos também outros problemas de saúde, como cânceres de pele, devido à intensificação dos raios solares, e o aumento das doenças como a febre tifóide ou a cólera, porque a água será mais escassa e mais contaminada, alertou. (…) Segundo ele, as mudanças climáticas não são “um risco a mais”, entre outros, e sim “uma mudança de escala do risco”, dada a quantidade de pessoas expostas.

O Observatório Nacional sobre os Efeitos do Aquecimento Global (Onerc) sugere algumas maneiras de combater esses efeitos das mudanças climáticas na saúde, entre elas uma supervisão maior dos agentes infecciosos e da qualidade da água e do ar.

Fonte: UOL Notícias – WWW.noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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22 de março de 2010

RS [Rio Grande do Sul] registra cerca de 600 casos de dengue em uma semana

Em uma semana, o Rio Grande do Sul registrou cerca de 600 novos casos de dengue, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde. No dia 13, a secretaria havia recebido 2.052 notificações de casos de dengue desde o dia 22 de fevereiro, quando o atual surto da doença foi detectado. E de 22 de fevereiro até este sábado, 20 de março, foram divulgados 2.616 casos, segundo a secretaria. O município de Ijuí tem a maioria desses registros: 2.151. Somente no sábado foram 42 novas notificações no local. O secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, acredita que a doença começará a regredir depois de março, quando a temperatura tende a cair.

Fonte: UOL Ciência e Saúde e Agência Estado – WWW.estadao.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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23 de março de 2010

Libélulas vão combater mosquito da dengue em SP [São Paulo]

A Prefeitura de São José do Rio Preto, a 440 quilômetros de São Paulo, começa a combater a dengue com libélulas. Neste fim de semana, cerca de 300 mudas da planta Crotalaria juncea foram distribuídas para moradores interessados em participar da campanha para reduzir a incidência do mosquito Aedes aegyptina cidade. A ideia é que as flores atraiam as libélulas, que se alimentam das larvas e do mosquito adulto doAedes.

As mudas estão sendo distribuídas para a população por uma equipe de 850 agentes que trabalham no mutirão para combater a doença. Além disso, a prefeitura vai plantar as crotalárias nas praças e canteiros de avenidas, pois elas também servem para fertilizar o solo. Os técnicos da prefeitura esperam que em dois meses já seja possível verificar uma possível redução da incidência do mosquito e, consequentemente, dos casos de dengue. Mais cauteloso, o prefeito Valdomiro Lopes (PSB) diz que o uso da planta é um teste no combate à epidemia, que contaminou mais de sete mil pessoas no município somente em 2010. Além de São José da Rio Preto, outra cidade da região, Monte Aprazível, adotou a planta no fim do ano passado. Em 2010, a cidade contabilizou 11 casos de dengue.

Fonte: UOL Ciência e Saúde – WWW.noticias.uol.com.br e Agência Estado – WWW.estadao.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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05 de abril de 2010

Cientistas descobrem bactéria que bloqueia duplicação do vírus da dengue

Uma bactéria que pode bloquear a duplicação do vírus da dengue em mosquitos foi descoberta por cientistas da Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos. O achado poderá ajudar no desenvolvimento de tratamentos contra a doença que ameaça cerca de 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo e para o qual atualmente não existe vacina.

“Na natureza, cerca de 28% das espécies de mosquitos são hospedeiros da bactéria Wolbachia, mas esse não é o caso do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Verificamos que a Wolbachia é capaz de parar a duplicação do vírus da dengue e, se não houver vírus no mosquito, ele não se espalhará para as pessoas. Ou seja, a transmissão da doença poderia ser bloqueada”, disse Zhiyong Xi, um dos autores do estudo. O estudo foi publicado na edição de abril da revista PLoS Pathogens. Xi e colegas introduziram a bactéria em mosquitos Aedes aegypti por meio da injeção do parasita em embriões. Os pesquisadores mantiveram a Wolbachia em insetos no laboratório por quase seis anos, com a bactéria sendo transmitida de uma geração a outra. Quando um macho com a bactéria cruza com uma fêmea não infectada, a Wolbachia promove uma anormalidade reprodutiva que leva à morte precoce de embriões. Mas a Wolbachia não afeta o desenvolvimento embrionário quando tanto o macho como a fêmea estão infectados, de modo que a bactéria pode se espalhar rapidamente, infectando uma população inteira de mosquitos. A bactéria não é transmitida dos mosquitos para humanos.

Um estudo anterior feito na Austrália, com abordagem diferente, também destacou o potencial da Wolbachia. “A linhagem que usamos tem uma taxa de transmissão maternal de 100% e faz com que os mosquitos vivam mais. No trabalho australiano, a linhagem usada faz com que os mosquitos morram cedo”, disse Xi. (…)

Fonte: UOL Ciência e Saúde e Agência Fapesp

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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07 de abril de 2010

Rio deve focar combate a leptospirose e dengue após enchente, diz especialista

Após a enchente que matou dezenas de pessoas e causou enchentes em todo o Estado do Rio de Janeiro, leptospirose, hepatite A e dengue são as doenças que mais devem ameaçar a saúde pública nas próximas semanas. A avaliação é do infectologista Celso Granato, responsável pelo Laboratório de Virologia Clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Em todo o território fluminense, pelo menos 102 pessoas morreram em decorrência dos deslizamentos e alagamentos após a chuva da segunda-feira (5) (…)

Para Granato, a leptospirose é mais preocupante em curto prazo, enquanto a dengue deve causar problemas no Estado por muitos meses. “A leptospirose vai preocupar enquanto houver enchente, porque os ratos não vão voltar para suas moradias até acabar. A dengue é algo que vai ficar no ar por meses e meses, porque serão gerações de mosquitos contaminados nascendo uma atrás da outra”, disse ele ao UOL Notícias.

O especialista em virologia afirmou que os ratos devem voltar a suas habitações, muitas delas nos bueiros, assim que a água baixar. Enquanto isso não acontece, eles estarão desalojados e andando pela cidade. “Quando o rato sai, a leptospirina continua na urina dele. Perto dos humanos, o risco se potencializa”, diz. Ele estimou em um mês o período pelo qual a ameaça dessa doença deve rondar o Rio de Janeiro.

Após o fim dos alagamentos que atingiram o Rio de Janeiro, sobraram toneladas de lama e lixo nas ruas da cidade. (…)

Fonte: UOL Noticias – WWW.noticias.uol.com.br e AFP

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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8 de abril de 2010

Cientistas descobrem bactéria que bloqueia duplicação do vírus da dengue

Uma bactéria que pode bloquear a duplicação do vírus da dengue em mosquitos foi descoberta por cientistas da Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos.

O achado poderá ajudar no desenvolvimento de tratamentos contra a doença que ameaça cerca de 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo e para o qual atualmente não existe vacina.

“Na natureza, cerca de 28% das espécies de mosquitos são hospedeiros da bactéria Wolbachia, mas esse não é o caso do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Verificamos que a Wolbachia é capaz de parar a duplicação do vírus da dengue e, se não houver vírus no mosquito, ele não se espalhará para as pessoas. Ou seja, a transmissão da doença poderia ser bloqueada”, disse Zhiyong Xi, um dos autores do estudo.

O estudo foi publicado na edição de abril da revista PLoS Pathogens. Xi e colegas introduziram a bactéria em mosquitos Aedes aegypti por meio da injeção do parasita em embriões.

Os pesquisadores mantiveram a Wolbachia em insetos no laboratório por quase seis anos, com a bactéria sendo transmitida de uma geração a outra.

Quando um macho com a bactéria cruza com uma fêmea não infectada, a Wolbachia promove uma anormalidade reprodutiva que leva à morte precoce de embriões.

Mas a Wolbachia não afeta o desenvolvimento embrionário quando tanto o macho como a fêmea estão infectados, de modo que a bactéria pode se espalhar rapidamente, infectando uma população inteira de mosquitos. A bactéria não é transmitida dos mosquitos para humanos.

Um estudo anterior feito na Austrália, com abordagem diferente, também destacou o potencial da Wolbachia. “A linhagem que usamos tem uma taxa de transmissão maternal de 100% e faz com que os mosquitos vivam mais. No trabalho australiano, a linhagem usada faz com que os mosquitos morram cedo”, disse Xi. (…)

Fonte: UOL Ciência e Saúde e Agência Fapesp

Rio deve focar combate a leptospirose e dengue após enchente, diz especialista

Após a enchente que matou dezenas de pessoas e causou enchentes em todo o Estado do Rio de Janeiro, leptospirose, hepatite A e dengue são as doenças que mais devem ameaçar a saúde pública nas próximas semanas. A avaliação é do infectologista Celso Granato, responsável pelo Laboratório de Virologia Clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Em todo o território fluminense, pelo menos 102 pessoas morreram em decorrência dos deslizamentos e alagamentos após a chuva da segunda-feira (5) (…)

Para Granato, a leptospirose é mais preocupante em curto prazo, enquanto a dengue deve causar problemas no Estado por muitos meses. “A leptospirose vai preocupar enquanto houver enchente, porque os ratos não vão voltar para suas moradias até acabar. A dengue é algo que vai ficar no ar por meses e meses, porque serão gerações de mosquitos contaminados nascendo uma atrás da outra”, disse ele ao UOL Notícias.

O especialista em virologia afirmou que os ratos devem voltar a suas habitações, muitas delas nos bueiros, assim que a água baixar. Enquanto isso não acontece, eles estarão desalojados e andando pela cidade. “Quando o rato sai, a leptospirina continua na urina dele. Perto dos humanos, o risco se potencializa”, diz. Ele estimou em um mês o período pelo qual a ameaça dessa doença deve rondar o Rio de Janeiro.

Após o fim dos alagamentos que atingiram o Rio de Janeiro, sobraram toneladas de lama e lixo nas ruas da cidade. (…)

Fonte: UOL Noticias – WWW.noticias.uol.com.br e AFP

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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15 de abril de 2010

Estudo aponta efeito cascata no aquecimento global

OSLO – A mudança climática provocada pela ação humana vai liberar na atmosfera mais gases do efeito estufa, agravando ainda mais o aquecimento global, segundo um novo estudo. Mas o efeito cascata do dióxido de carbono adicional –armazenado no solo, nas plantas e nos oceanos–, junto às emissões industriais desse gás, será menos grave do que sugeriam alguns estudos recentes, de acordo com os pesquisadores. “Estamos confirmando que a retroalimentação existe e é positiva (em termos de volume). Essa é a má notícia”, disse David Frank, do Instituto Federal Suíço de Pesquisas WSL, principal autor do estudo publicado na edição de quinta-feira da revista Nature. “Mas, se compararmos nossos resultados com algumas estimativas recentes, é uma boa notícia”, acrescentou Frank, cidadão norte-americano, em declarações à Reuters.

Os dados, baseados em oscilações naturais das temperaturas entre os anos 1050 e 1800, indicam que uma elevação de 1 grau Celsius na temperatura aumenta a concentração atmosférica de dióxido de carbono em 7,7 partes por milhão. Isso está bem abaixo das estimativas recentes de 40 partes por milhão, o que causaria efeitos climáticos ainda mais dramáticos –como secas, incêndios florestais, inundações e elevação do nível dos mares. A concentração atmosférica de CO2 já passou de 280 partes por milhão antes da Revolução Industrial para 390 partes por milhão. (…)

Fonte: Reuters e UOL Notícias – WWW.noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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28 de abril de 2010

Detectado aumento do nível dos mares por degelo em regiões polares

Washington – As mudanças registradas na quantidade de gelo que flutua nos oceanos polares estão provocando um aumento do nível dos mares, revelou um estudo publicado hoje na revista “Geophysical Research Letters”. Segundo o princípio de Arquímedes, todo corpo submerso em um fluído experimenta um empurrão vertical igual ao peso do fluído deslocado, o que significaria que o degelo não deve influenciar nos níveis marítimos. No entanto, os cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, dizem que esse princípio não é aplicável uma vez que a água do mar é mais morna e mais salgada que os gelos flutuantes e que, por isso, influi nos níveis do mar.

Apesar da perda de gelo flutuante a cada ano ser similar, segundo os cientistas, a 1,5 milhão de icebergs como o que afundou o Titanic no começo do século passado, o que torna o aumento do nível marinho insignificante. Em um ano esse aumento é de cerca de 49 micrometros, ou seja, o diâmetro de um fio de cabelo. No entanto, Andrew Shepherd, autor do estudo baseado em observações de satélite e modelos computadorizados, afirma que o impacto do degelo é um sinal que não pode ser ignorado. (…)

Fonte – EFE e Uol Notícias – WWW.noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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03 de maio de 2010

Nível do mar na costa brasileira sobe 4 milímetros por ano

Segundo dados coletados em portos ao longo da costa brasileira, o nível do mar está aumentando no Brasil cerca de 40 centímetros (cm) por século, ou 4 milímetros (mm) por ano (mm/ano). A constatação é do Laboratório de Marés e Processos Temporais Oceânicos (Maptolab) do Instituto Oceanográfico (IO) da USP (Universidade de São Paulo), que investiga as variações no nível do mar no litoral brasileiro a partir de séries de medições que começaram em 1980.

As análises dos dados são feitas por médias de variações diárias, médias sazonais e médias anuais do nível do mar, que permitem estimar a variação local de longo prazo. (…) As medições do nível do mar da Costa Brasileira são feitas em estações permanentes distribuídas ao longo da costa por diferentes instituições: Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), Diretoria e Navegação (DHN) da Marinha do Brasil, Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o IO, que realiza, além das medições permanentes nas estações de Cananeia e de Ubatuba, no litoral Sul do Estado de São Paulo, medições de caráter não permanente em oceano profundo, ao longo da plataforma continental. (…) Outras séries de medições de nível do mar ao longo do litoral brasileiro indicam a mesma tendência de elevação de uma média de 40 cm por século, ou 4 mm por ano, que é mais evidente a partir dos anos de 1960. (…)

Fonte: Agência USP de Notícias e UOL Ciência e Saúde –

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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06 de maio de 2010

Invasão de rãs causa pânico em localidade na China

Pequim.- Uma invasão de cerca de 10 mil rãs em uma localidade do sudoeste da China causou o pânico entre a população, que relacionou a praga com a chegada de um possível terremoto.  Os animais chegaram na última terça-feira, no começo da manhã, à localidade de Taiping, na província de Sichuan, informou o jornal “Xin Beijing”. Segundo uma testemunha de sobrenome Yang, “milhares de pequenas rãs apareceram por uma pequena estrada da localidade e formavam uma fila de 200 metros de comprimento e 50 centímetros de largura”. Especialistas em meio ambiente tentaram acalmar a população, garantindo que a invasão das rãs aconteceu devido ao calor. “As rãs se juntam pela manhã ou ao entardecer para migrarem a outros lugares, pois buscam ambientes mais frescos”, explicou Zhao. (…)

Fonte: EFE e UOL Notícias – WWW.notícias.uol.com.br

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Teste dá o diagnóstico da leptospirose em apenas 15 minutos

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz na Bahia, em parceria com universidades dos Estados Unidos, desenvolveram um teste que dá o diagnóstico da leptospirose em 15 minutos, após a coleta de uma gota de sangue. O exame convencional, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), leva 15 dias para ficar pronto.

Fonte: UOL Ciência e Saúdehttp://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ e Agência Estado – WWW.estadao.com.br

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Casos de dengue no DF tem aumento de 81,3%, segundo balanço

O Distrito Federal contabiliza este ano 1.787 casos confirmados de dengue. O número é 81,3% superior ao total registrado nos primeiros quatro meses do ano passado (213). (…) O secretário de Saúde do DF, Joaquim Carlos da Silva Barros Neto, reconhece que houve uma falha na prevenção dos focos do mosquito transmissor (Aedes aegypti) em 2009, o que resultou no aumento do número de casos. Mas, segundo ele, todos os esforços possíveis estão sendo feitos para controlar a doença. De acordo com Barros Neto, medidas de combate e prevenção à dengue são implementadas todos os anos, mas não dependem somente da secretaria. “Tem que haver iniciativas por parte da população”. (…)

Fonte: Folha OnlineWWW.folha.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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06 de maio de 2010

Pesquisa aponta caminho para vacina contra dengue

Washington – Cientistas ingleses descobriram um caminho para o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue, uma doença que se manifesta com força em regiões tropicais, revelou hoje um estudo publicado na revista “Science”. Segundo os cientistas do Imperial College de Londres, é o próprio sistema imunológico da pessoa infectada com o vírus que ajuda o microorganismo a infectar as células. Essa descoberta explicaria por que as pessoas que pegam a doença pela segunda vez têm sintomas mais graves e perigosos que na primeira ocasião. (…)

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência da febre aumentou de maneira considerável no último século e 20% da população mundial corre o risco de contrair a doença. De acordo com a OMS, existem quatro cepas do vírus e até agora não há uma vacina nem remédios para combater a doença de maneira efetiva. (…)

Conforme Gabin Screaton, diretor do Departamento de Medicina do Imperial College, a pesquisa proporcionou algumas chaves indicando o que pode ou não funcionar no combate contra o vírus. “Esperamos que os resultados de nossa pesquisa aproximem os cientistas da criação de uma vacina efetiva” contra o vírus, acrescentou.

Fonte: UOL Notíciashttp://noticias.uol.com.br/ e EFE

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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10 de maio de 2010

Brasil registra aumento de 80% nos casos de dengue em 2010; sete Estados concentram 81% das ocorrências

O Ministério da Saúde registrou do dia 1º de janeiro até o dia 3 de abril, 447.769 casos de dengue em todo o país. O número representa um incremento de 79,85% em relação ao mesmo período de 2009, quando foram notificados 248.970 casos. O balanço foi divulgado na tarde desta segunda-feira (10). O levantamento indica ainda que 81% das notificações de dengue nas 13 primeiras semanas de 2010 estão concentradas em sete Estados, sendo que seis deles apresentam alta incidência em relação ao total da população. São eles: Acre (3.157,3 casos por 100 mil habitantes), Mato Grosso do Sul (2.507,8 casos/100 mil hab), Rondônia (1.585,1 casos/100 mil hab), Goiás (1.114,9 casos/100 mil hab), Mato Grosso (998,3 casos/100 mil hab) e Minas Gerais (490,5 casos/100 mil hab).

São Paulo também registrou incremento nos casos em relação ao ano passado. O Estado passou de incidência baixa (6,5 casos/100 mil hab) para média, com 152,6 casos/100 mil hab.

O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (menos de 100 casos/100 mil hab), média (de 100 a 300 casos/100 mil hab) e alta (mais de 300 casos/100 mil hab). Em números absolutos, os sete Estados que respondem pela maior parte dos casos de dengue notificaram juntos 362.307 casos, do total de 447.769 registrados.

Outro dado que chama a atenção é o fato de que seis municípios concentram 28% dos registros de dengue no país: Goiânia (7,5%), Campo Grande (7,1%), Belo Horizonte (5,2%) Rio Branco (4,1%), Ribeirão Preto (2,6%) e Porto Velho (1,6%). Segundo o estudo, com exceção de Ribeirão Preto e Belo Horizonte, atualmente os demais apresentam tendência de redução de casos. (…)

Fonte: UOL Notícias – WWW.noticias.uol.com.br

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Número de mortes por dengue bate recorde em São Paulo

O Estado de São Paulo bateu em 2010 o recorde de mortes por dengue. Foram pelo menos 64 casos desde janeiro, de acordo com levantamento feito pela Folha junto às prefeituras. O número é o maior desde o início da contagem dos casos de dengue –em 1990– e representa quase o dobro do recorde anterior: 35 mortes em 2007. (…) A Secretaria da Saúde afirmou que não se pode relacionar as mortes a visitas domiciliares. É preciso, diz, considerar a alta incidência de chuvas neste ano e as altas temperaturas, condições propícias para a proliferação do mosquito, além da assistência prestada por unidades de saúde sob responsabilidade das prefeituras.

Para autoridades sanitárias, o combate ao mosquito Aedes aegypti é a principal forma de combater a dengue. Segundo o Programa Nacional de Controle da Dengue, ele deve ocorrer mesmo em períodos de baixa incidência, como no inverno. (…)

Para o infectologista Evaldo Stanislau de Araújo, no litoral há a hipótese de que a dengue tipo 2 que circula na região seja mais agressiva, semelhante à que causou mortes no Rio de Janeiro em 2008. Já o tipo 1, que voltou a predominar em vários Estados, também contribui. Como ele não aparecia com força desde a década de 90, muitas pessoas ainda não tinham imunidade. Com o frio, a tendência é a doença arrefecer. O infectologista Evaldo Stanislau de Araújo, da Faculdade de Medicina da USP, diz que é “inaceitável” haver mortes por dengue. “A mortalidade da dengue é menor que 1%, desde que os pacientes sejam medicados, tratados. Fazer isso é barato. Exige organização e foco. O tratamento da dengue é fundamentalmente hidratação”, diz. (…)

Fonte: Folha Onlinehttp://www.folha.uol.com.br

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Brasil registra aumento de 80% nos casos de dengue em 2010; sete Estados concentram 81% das ocorrências

O Ministério da Saúde registrou do dia 1º de janeiro até o dia 3 de abril, 447.769 casos de dengue em todo o país. O número representa um incremento de 79,85% em relação ao mesmo período de 2009, quando foram notificados 248.970 casos. O balanço foi divulgado na tarde desta segunda-feira (10).

O levantamento indica ainda que 81% das notificações de dengue nas 13 primeiras semanas de 2010 estão concentradas em sete Estados, sendo que seis deles apresentam alta incidência em relação ao total da população. São eles: Acre (3.157,3 casos por 100 mil habitantes), Mato Grosso do Sul (2.507,8 casos/100 mil hab), Rondônia (1.585,1 casos/100 mil hab), Goiás (1.114,9 casos/100 mil hab), Mato Grosso (998,3 casos/100 mil hab) e Minas Gerais (490,5 casos/100 mil hab). São Paulo também registrou incremento nos casos em relação ao ano passado. O Estado passou de incidência baixa (6,5 casos/100 mil hab) para média, com 152,6 casos/100 mil hab.

O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (menos de 100 casos/100 mil hab), média (de 100 a 300 casos/100 mil hab) e alta (mais de 300 casos/100 mil hab). (…)

Fonte:  UOL Notíciashttp://noticias.uol.com.br/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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31 de maio de 2010

Dengue migra para menores de 15 anos e deve se tornar “doença infantil” no Brasil

Casos de dengue registrados no Brasil estão migrando da população adulta para crianças e adolescentes menores de 15 anos. Para especialistas, a mudança é um indício de que a dengue pode se tornar uma “doença infantil” em todo o país –o que ocorreu no sudeste asiático. Segundo o Ministério da Saúde, até 2007 praticamente não se tinha registro significativo nessa faixa etária. De lá para cá, a média passou para 1 caso em crianças a cada 4 em adultos. No sudeste asiático, a dengue virou de fato uma “doença infantil”. “Estamos caminhando para este modelo”, diz Pedro Tauil, infectologista da UnB (Universidade de Brasília).

O deslocamento de casos para a parcela mais jovem da população ocorre porque, quando a pessoa é infectada, fica imune ao vírus que a contaminou, mas continua suscetível aos outros –há quatro tipos de dengue, três em circulação no Brasil. Com epidemias sucessivas, grande parte da população adulta se contamina diversas vezes, e acaba protegida. As crianças, mais novas e, por isso, com menos contato com a doença, se tornam a parcela mais indefesa da população.

A situação da Ásia difere da do Brasil porque lá epidemias ocorrem há mais de 60 anos, enquanto aqui acontecem há pouco mais de 20. “Mas esse deslocamento é um dado epidemiológico importante, porque mostra uma provável mudança no padrão de ocorrência de casos da dengue”, diz Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, do Ministério da Saúde. (…)

Fonte: Folha.comhttp://www.folha.uol.com.br/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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02 de junho de 2010

Porto Alegre confirma primeiros casos de dengue contraídos na cidade

A prefeitura de Porto Alegre anunciou nesta quarta-feira (2) a confirmação dos dois primeiros casos de dengue autóctone – contraídos no próprio local – da capital gaúcha. Até hoje, os casos registrados eram de pessoas que contraíram a doença em outras cidades.

Trata-se de dois moradores do bairro Jardim Carvalho, que não tinham feito nenhuma viagem para áreas de transmissão. Ambos já estão curados, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS). (…) Foi a primeira vez que um morador da capital gaúcha contraiu a doença no município, mas desde 2001 autoridades sanitárias já registravam a presença do mosquito Aedes aegypti na capital gaúcha. Até então, todos os casos foram de pessoas que contraíram em outras localidades. (…)

Alerta

Mesmo sem alerta de epidemia, a Secretaria mudou o alerta epidemiológico na Capital. Antes, eram considerados suspeitos apenas casos de pacientes que tivessem viajado. “A partir de agora, toda pessoa com sintoma da doença é um caso suspeito”, informou Casartelli. Para André Luiz Machado da Silva, infectologista da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e do Hospital Conceição, de Porto Alegre, não há risco de multiplicação nos casos nos próximos meses devido a chegada do inverno, que reduz a presença do mosquito transmissor. O especialista adverte, entretanto, que os casos servem de alerta para a comunidade medica local para o próximo verão. (…)

Fonte: UOL Ciência e Saúde

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Vacina pode ser alternativa ao tratamento de HIV

O coquetel já utilizado pelos portadores do vírus HIV pode ganhar um novo aliado: uma vacina terapêutica

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), resultou na produção de um vírus artificial de HIV, a partir de uma manipulação genética com técnicas de clonagem, capaz de torná-lo inativo. Esta descoberta significa mais um passo dado nos estudos contra a AIDS e pode proporcionar melhoria na qualidade de vida do portador de HIV. De acordo com Amilcar Tanuri, pesquisador do Laboratório de Virologia Molecular, do Instituto de Biologia da UFRJ, a vacina ainda não poderia substituir o coquetel, mas durante os testes em pacientes pode mostrar força capaz de suspendê-lo por um tempo. “Nada ainda é comprovado, um teste feito pelos europeus conseguiu suspender o coquetel por no máximo um ano e meio. Essa vacina ainda não foi testada em um grande grupo de portadores do vírus, só após os testes poderemos saber seu verdadeiro potencial”.

Mesmo não tendo o poder de substituir o coquetel, a vacina, que ao contrário da medicação tradicional não possui nenhum efeito colateral, pois apenas estimula as defesas naturais do organismo, contribuiria para evitar a infecção de outras células: “A vacina é individualizada, pois coletamos o vírus do próprio paciente. A ideia é injetar a célula modificada e tentar que o paciente se adapte a essa nova célula, utilizando o coquetel que já está no sangue para manter vírus suprimido, depois retiramos a medicação e o paciente fica apenas com a vacina”, explica o pesquisador. (…) “Este é um processo caro. Para chegar à célula artificial, é necessário separar, transportar, manipular células e fragmentos. Por isso a fase de testes ainda não se iniciou”, afirma Tanuri. Em virtude disso, os testes só devem ser iniciados no ano de 2011.

Fonte: Boletim Olhar Vital; UFRJ; www.olharvital.ufrj.br; edição 218; 02 de junho de 2010.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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13 de junho de 2010

Epidemia de dengue bate recorde histórico em SP [São Paulo]

A epidemia de dengue no Estado de São Paulo já é a maior da história, aponta levantamento da Secretaria de Estado da Saúde. Balanço divulgado na noite de sexta-feira relatou um total de 121.270 casos notificados da doença em 2010, ante 92.345 que ocorreram em 2007, até então o pior ano de epidemia.

Os 98 óbitos deste ano também representam um recorde histórico, conforme já apontavam dados da pasta divulgados no início de maio. O levantamento mostra que 50 cidades paulistas concentram 78,6% das infecções em todo o Estado. O pico de casos ocorreu em março deste ano, com 44.920 infecções. (…)

Fonte:UOL Notícias e Agência Estado – WWW.estadao.com.br

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Coquetel anti-HIV reduz em 92% transmissão do vírus, diz estudo

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Pessoas com HIV reduziram o risco de transmitir o vírus da AIDS em 92% enquanto estavam tomando medicamentos antirretrovirais, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira. O estudo fornece a maior evidência de que drogas que tratam a síndrome da imunodeficiência adquirida podem também ser incorporadas em estratégias de luta contra o aumento dos casos de HIV.
Em um estudo publicado pelo jornal britânico The Lancet, médicos recrutaram 3.381 casais heterossexuais em sete países africanos. Cada casal era “sorodiscordante”, ou seja, com uma pessoa infectada com HIV e outra sem o vírus. Drogas antirretrovirais foram dadas a 349 indivíduos infectados. Os outros que possuíam o vírus receberam um placebo. (…) Após 24 meses, 103 pessoas que estavam livres do HIV no início do experimento foram infectadas pelos seus parceiros. Mas apenas uma dessas 103 transmissões foi causada por um parceiro que estava tomando antirretrovirais.
No geral, a utilização de antirretrovirais reduziu o risco de infectar outra pessoa em 92%, uma grande queda, que traz à tona o potencial que essas drogas têm de prevenir o HIV, além de apenas tratá-lo, afirmaram os autores. (…)

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Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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18 de junho de 2010

Dengue tipo 1 volta a assustar o Rio de Janeiro, diz ministro

Erradicada do Rio de Janeiro desde a década de 90, a dengue tipo 1 está de volta ao Estado. A afirmação é do ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Cerca de 3,7 milhões de pessoas não têm imunidade contra o vírus.
“É importante dizer que esse vírus tem quatro sorotipos. Três deles circulam no Brasil, o tipo 4 ainda não foi registrado. Quando um sorotipo deixa de circular durante um período longo, as pessoas que nascem deixam de ter uma proteção natural, pois não tiveram contato com o vírus. Então, quando ele é reintroduzido, há uma população suscetível e isso pode causar casos mais graves em crianças e adolescentes. Pessoas que tiveram doenças em surtos anteriores podem desenvolver a dengue hemorrágica”, disse Temporão. (…)
Fonte: Folha.com e UOL Noticias – WWW.uol.noticias.com.br/folha/
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Malária acompanha homem há mais de 60 mil anos


A malária é uma doença que atinge os humanos há muito tempo. Registros são encontrados desde 2.700 a.C., na China. Estima-se que tenha sido um dos fatores que contribuíram para o declínio do Império Romano, quando era tão comum que se tornou conhecida como “febre romana”.

Um novo estudo afirma que a malária é ainda mais antiga do que se estimava, dezenas de milhares de anos para ser mais exato. Segundo o grupo internacional responsável pela pesquisa, a doença é tão velha como a própria humanidade.

Em artigo publicado nesta quinta-feira (17/6), na revistaCurrent Biology, François Balloux, do Imperial College London, no Reino Unido, e colegas descrevem que a doença infecciosa tropical evoluiu simultaneamente com o homem moderno, acompanhando a migração da África há mais de 60 mil anos.(…) Os pesquisadores trabalharam com a maior coleção de parasitas da malária já reunida. Os plasmódios foram caracterizados por meio de sequenciamento de seu DNA, de modo que fosse possível calcular a idade do parasita e rastrear o progresso da malária pelos trópicos.

Os cientistas descobriram uma clara relação entre a diminuição da diversidade genética à medida que se distancia da África subsaariana. Isso, segundo eles, espelha os mesmos dados presentes nos humanos, indicando forte evidência de evolução e migração simultânea. (…)

Fonte: Agência Fapesp e UOL Ciência e Saúde

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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19 de junho de 2010

Estudo mostra que poluição causa 70% das internações por doença respiratória em São Paulo

A poluição e as mudanças climáticas na capital paulista são responsáveis por cerca de 70% das internações por doenças respiratórias. Essa é uma das conclusões do relatório Vulnerabilidades das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana de São Paulo, elaborado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O estudo revela que as mudanças climáticas causadas pelo modelo de expansão da metrópole, aliadas às alterações no clima global, estão deixando a cidade cada vez mais vulnerável a desastres, como enchentes e deslizamentos, além de afetar de diversas maneiras a saúde da população. Grandes temporais, por exemplo, com uma intensidade de mais de 50 milímetros em um único dia eram praticamente inexistentes na década de 50 do século passado. No entanto, segundo a pesquisa, atualmente chuva como essa ocorre comumente em até cinco períodos do ano.

Entre as causas de eventos como esses, a pesquisadora do Núcleo de População da Unicamp, Andrea Young, cita o modelo de ocupação utilizado Grande São Paulo. Ela lembra que há 50 anos, o perfil da cidade era diferente do de hoje. “Sem vegetação nenhuma, tudo impermealizado e com a contribuição de materiais extremamente quentes, que retém muito calor e que depois emitem [calor]. Então a cidade vai ficando cada vez mais quente”. (…) Pelas projeções do estudo, a mancha urbana da metrópole paulistana será o dobro da atual em 20 anos. O aumento deverá ocorrer “principalmente na periferia, em loteamentos e construções irregulares, e em áreas frágeis, como várzeas e terrenos instáveis, com grande pressão sobre os recursos naturais”. Segundo a pesquisadora,isso acarreta outros riscos para o futuro da metrópole, como até uma eventual escassez de água, devido à destruição dos mananciais e à impossibilidade de recarga dos lençóis freáticos com a impermeabilização do solo. (…)

Fonte: Agência Brasil e  UOL Notíciashttp://noticias.uol.com.br/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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20 de junho de 2010

É, poderá ser e será, diz o estudo e mostra a rotina

SP [São Paulo] ficará até 3ºC mais quente neste século

A região metropolitana de São Paulo terá um aumento da temperatura média entre 2ºC e 3ºC neste século, o que dobrará o número de dias com chuvas intensas na capital paulista e levará a uma elevação das ondas de calor e dos dias e noites quentes na região. Os dados fazem parte do relatório Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas.

O estudo aponta que, se a expansão urbana continuar com o padrão atual, em 2030 cerca de 11% das novas ocupações poderão ocorrer em áreas de risco de deslizamento e mais de 20% da área total de expansão seria suscetível a enchentes e inundações. “O estudo não traz nenhuma boa notícia”, resume Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A região metropolitana de São Paulo possui cerca de 20 milhões de habitantes e as projeções indicam que a mancha urbana será o dobro da atual em 2030. Além de ter projeções do clima e saber a declividade do terreno, o uso e a ocupação do solo também influenciam na vulnerabilidade – uma área inclinada ocupada por favela tem risco muito maior que uma área com vegetação, explica Nobre.

A pesquisa mostra ainda que o clima já vem mudando na capital paulista. Chuvas acima de 50 milímetros ao dia, por exemplo, eram raras antes de 1950. Hoje, ocorrem de duas a cinco vezes por ano na cidade. “A crescente urbanização das periferias atuando em sinergia com o aquecimento global projeta que eventos com grandes volumes de precipitações pluviométricas ocorrerão com mais frequência no futuro, abarcando cada vez uma maior área da região metropolitana de São Paulo”, diz o estudo. (…)

Fonte: Agência estado – WWW.estadao.com.br e UOL Notícias – WWW.noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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25 de junho de 2010

Coquetel anti-HIV reduz em 92% transmissão do vírus, diz estudo

Pessoas com HIV reduziram o risco de transmitir o vírus da AIDS em 92% enquanto estavam tomando medicamentos antirretrovirais, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira. O estudo fornece a maior evidência de que drogas que tratam a síndrome da imunodeficiência adquirida podem também ser incorporadas em estratégias de luta contra o aumento dos casos de HIV.

Em um estudo publicado pelo jornal britânico The Lancet, médicos recrutaram 3.381 casais heterossexuais em sete países africanos. Cada casal era “sorodiscordante”, ou seja, com uma pessoa infectada com HIV e outra sem o vírus. Drogas antirretrovirais foram dadas a 349 indivíduos infectados. Os outros que possuíam o vírus receberam um placebo. (…) Após 24 meses, 103 pessoas que estavam livres do HIV no início do experimento foram infectadas pelos seus parceiros. Mas apenas uma dessas 103 transmissões foi causada por um parceiro que estava tomando antirretrovirais.

No geral, a utilização de antirretrovirais reduziu o risco de infectar outra pessoa em 92%, uma grande queda, que traz à tona o potencial que essas drogas têm de prevenir o HIV, além de apenas tratá-lo, afirmaram os autores. (…)

Fonte: Folha.com e UOL Noticias – WWW.uol.noticias.com.br/folha/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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30 de junho de 2010

Risco de proliferação de doenças põe Alagoas em emergência

O Estado de Alagoas decretou ontem estado de emergência de saúde pública por causa do risco de proliferação de doenças. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde, no primeiro boletim epidemiológico das áreas atingidas pelas enchentes que castigaram o Estado nas últimas semanas. Seis casos de leptospirose já foram registrados no Estado.

Segundo o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (CIEVS-AL), foram detectados ontem quatro casos de leptospirose em Capela; um caso de acidente por animal peçonhento, 34 casos de diarreia e 42 casos de síndrome respiratória em Quebrangulo; oito casos de acidente por animal peçonhento em São José da Laje; 15 casos de diarreia em Murici; e dois casos de leptospirose em Santana do Mundau. (…)

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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07 de julho de 2010

Casos de dengue no País sobem em comparação a 2009

O número de casos de dengue no Brasil subiu 120% este ano em comparação a 2009. Foram registrados 737.756 pacientes com suspeita da doença até o dia 1º de maio, 2,2 vezes a mais do que o contabilizado no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério da Saúde.

Além da explosão do número de registros, a epidemia mostra força em várias partes do País. Doze Estados e Distrito Federal apresentam alta incidência da infecção – mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes. São Paulo é o Estado que apresenta o maior número de casos de dengue (185.966), seguido por Minas Gerais (158.207) e por Goiânia (80.055). (…)

Fonte: Agência Estado – http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia e UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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16 de julho de 2010

Mortes por dengue crescem 94% em 4 meses no país

As mortes por dengue no Brasil dobraram nos primeiros quatro meses de 2010 em relação a 2009. Até 1.º de maio foram confirmados 321 casos fatais, 94,5% a mais que o registrado no mesmo período do ano passado (165). Somente em São Paulo, 99 pessoas morreram por causa da doença. Os números superam os da epidemia de 2002, quando foram contabilizadas 152 mortes ao longo de 12 meses. (…) Para piorar o quadro, neste ano a letalidade da doença alcança 5% dos casos, cinco vezes mais que o considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde. Em São Paulo, onde foram registrados 1.737 casos, o índice de letalidade é de 6%. (…) Para o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, os dados de letalidade refletem a dificuldade de acesso ao atendimento. “Ao contrário dos números gerais da epidemia, as mortes estão associadas apenas ao fator saúde: atendimento rápido e eficaz”, admite. Coelho constata que o maior porcentual de óbitos é registrado em áreas urbanas, onde o sistema de saúde tem demanda alta.

Fonte: Agência Estado e UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/

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Cientistas criam mosquito imune à malária

Cientistas nos Estados Unidos conseguiram desenvolver um mosquito transgênico resistente à malária, segundo um estudo divulgado na revista científica PloS Pathogens. Os pesquisadores da Universidade do Arizona introduziram um gene que afeta o aparelho digestivo do inseto, impedindo o desenvolvimento do parasita da malária. Os cientistas incluíram uma marcação fluorescente no gene para certificar-se de que as larvas do inseto haviam sido efetivamente modificadas. A mudança na constituição do mosquito também diminuiria sua expectativa de vida.

“Esta foi a primeira vez que conseguimos bloquear completamente o desenvolvimento do parasita no mosquito”, disse Michael Riehle, um dos pesquisadores. O objetivo, segundo os pesquisadores, é introduzir o mosquito modificado no meio ambiente para que ele substitua o inseto que carrega a doença. “Antes de fazermos isto, temos que de alguma forma dar vantagens competitivas aos mosquitos (transgênicos) sobre os que carregam a doença”, disse Riehle. Uma das possibilidades é garantir que o gene modificado seja transmitido a novas gerações e se espalhe por toda a população de insetos. Outra opção seria tornar os mosquitos geneticamente imunes a toxinas usadas contra os insetos que portam a malária. Mas existem preocupações éticas a respeito de soltar insetos modificados no ambiente. Especialistas dizem que, além dos entraves científicos, é preciso avaliar efetivamente os riscos e benefícios para a espécie humana e a natureza.

Fonte: BBC Brasil e UOL Ciência e Saúde – http://noticias.bol.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/bbc/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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19 de julho de 2010

OMS [Organização mundial de Saude] anuncia que 5,2 milhões de pacientes com Aids estão sob tratamento

Cerca de 5,2 milhões de pessoas soropositivas recebiam tratamento contra o HIV até o final de 2009, segundo os últimos dados publicados nesta segunda-feira, em Viena, pela OMS (Organização Mundial da Saúde) durante a 18ª Conferência Internacional sobre a Aids. No final de 2008 foi calculado em 4 milhões a quantidade de pessoas que recebiam um tratamento. Em 2009, 1,2 milhão começaram a receber antirretrovirais, o que dá um total estimado de 5,2 milhões de pessoas. “É o aumento mais forte em um único ano”, comemrou Hiroki Nakatani, subdiretor-geral da OMS para a Aids.

Fonte:Folha.comWWW.uol.noticias.com.br/folha/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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21 de julho de 2010

O efeito mamute

A raça humana acelera o aquecimento global há pelo menos 15.000 anos, época em que ajudamos a extinguir os gigantes

Se você se sente culpado diante do avanço do aquecimento global causado pela ação do homem, saiba que somos os vilões dessa história desde que começamos a dominar o planeta. Há tempos os arqueólogos afirmam que nossos antepassados ajudaram a extinguir a megafauna que habitava o Hemisfério Norte, dizimando animais gigantescos como os mamutes há cerca de 15.000 anos. Agora, um grupo de cientistas do departamento de ecologia da Universidade de Stanford (EUA) comprovou que o desaparecimento da espécie alterou a vegetação que cobria a região temperada – sobretudo no Alasca e na Sibéria – a ponto de mexer com os termômetros de forma significativa. “Antes da extinção dos mamutes, a maior parte dessas áreas era coberta por grama, já que, assim como os elefantes contemporâneos, eles derrubavam todo tipo de árvore para se alimentar”, disse à ISTOÉ o pesquisador Chris Doughty, um dos autores do estudo. Com o sumiço dos gigantes vegetarianos, bétulas anãs – árvores densas e de folhas escuras, com cerca de dois metros de altura – avançaram sobre o terreno e fizeram com que o calor ficasse encapsulado muito perto da superfície. (…)

Segundo o estudo, a temperatura média global subiu 0,1ºC nos dois séculos seguintes. “Na Sibéria, o aumento foi o dobro graças à maior concentração humana”, explica o cientista. Claro que os números são bem menores do que os registrados após a Revolução Industrial, mas comprovam a vocação do homem para o desastre ambiental. “Várias pessoas ainda acreditam que a contribuição humana para o aquecimento global é um mito, mesmo com mais de seis bilhões de pessoas vivendo na Terra”, diz Doughty. “Nosso estudo serve para mostrar que até mesmo pequenas populações são capazes de causar um grande estrago.”

Fonte: Isto É; Tecnologia  e Meio Ambiente; Edição: 2123

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Marmotas engordam e se multiplicam com aquecimento global

Pelo menos alguém está se dando bem com a temida mudança climática. As marmotas, mamíferos que ficaram famosas pela tradição de “prever o tempo” nos Estados Unidos, cresceram, ficaram mais fortes e numerosas. (…) Nenhuma pesquisa comprovou se as marmotas realmente conseguem prever o tempo, mas o novo estudo mostrou o contrário: o clima influencia bastante a vida desses animais. O trabalho sai na edição desta semana da revista “Nature”, assinado por pesquisadores do Reino Unido e EUA. Eles se basearam em 33 anos de monitoramento (1976-2008) de uma população de marmotas-de-barriga-amarela (Marmota flaviventris) no Colorado.

A marmota tem um longo período de hibernação durante o inverno, de cerca de seis meses, quando chega a perder até 40% de seu peso. O que ocorre com o aquecimento global é que muitas regiões ficam cobertas de neve por menos tempo. Isso, aliado a outros fatores climáticos ligados a temperaturas mais quentes, faz os animais acordarem antes. Logo em seguida –cerca de um mês depois–, fazem seu acasalamento, e seus filhotes também nascem logo. Com mais tempo para comer, as marmotas crescem e engordam mais antes do próximo inverno e hibernação. A pesquisa revelou que as marmotas adultas (2 anos ou mais) passaram de cerca de 3,1 kg para 3,4 kg em média, da primeira para a segunda metade do acompanhamento. Essa mudança mostrou-se proveitosa para a sobrevivência das marmotas: mais fortes, a mortalidade entre os adultos caiu. E isso levou a um “repentino aumento no tamanho de sua população”, descreve o estudo. Afinal, se a média era aumento de cerca de uma marmota a cada dois anos, a partir de 2001 a comunidade passou a ganhar 14 marmotas por ano. (…)

Fonte: Folha.comhttp://www.folha.uol.com.br/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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26 de julho de 2010

Clima fará mais mexicanos migrarem para os EUA, indica estudo

O aquecimento global contribui para o aumento do número de camponeses mexicanos que migram para os Estados Unidos, afirma um novo estudo. Para cada 10% de perdas nas safras do país em razão da mudança climática, 2% a mais de habitantes tentarão a vida no exterior, a maioria tentando cruzar a fronteira ao norte. Os dados constam do estudo liderado por Michael Oppenheimer, da Universidade de Princeton, que sai na edição desta terça-feira da revista “PNAS”, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

Para chegar à conclusão, o cientista analisou dados de censos realizados entre 1995 e 2005 no México e os comparou a estatísticas sobre produção de lavouras e sobre oscilações climáticas. O estudo projeta que por volta do ano 2080 entre 1,4 milhão e 6,7 milhões de mexicanos adultos terão emigrado como resultado da redução na produtividade da agricultura do país. “Apesar de nossos resultados não poderem ser extrapolados mecanicamente para outras áreas e intervalos de tempo, nossas descobertas são importantes na perspectiva global”, escrevem Oppenheimer e colegas. “Muitas regiões, especialmente os países em desenvolvimento, correm o risco de experimentar declínios significativos em suas safras como resultado do aquecimento global.”

Fonte: Folha.comhttp://www.folha.uol.com.br/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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27 de julho de 2010

Debates na 62ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Aquecimento das águas é uma das causas de doenças em corais da costa brasileira

O aumento da temperatura da água do mar é apontado como um dos causadores do branqueamento e surgimento de doenças em espécies de corais na costa brasileira. Segundo o pesquisador do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Ruy Kikuchi, integrante de grupo de pesquisa Recifes Globais e Mudanças Globais, as primeiras colônias de corais branqueadas – perda da coloração por morte ou perda das algas – relacionadas aquecimento dos oceanos foram registradas na década de 90. Desde então, os cientistas perceberam que os recifes de corais mais próximos da costa – menos de 5 quilômetros – são os que sofrem branqueamento mais intenso. “Eles ficam mais expostos ao que acontece na zona costeira”, afirmou ontem (26) o pesquisador, durante palestra na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

O branqueamento não é provocado apenas pela alteração térmica e nem significa a extinção do coral em todos os casos – depende do tempo da descoloração –, mas deixa os corais enfraquecidos. Ruy Kikuchi relatou que algumas espécies, por exemplo, retomaram a cor depois da normalização da temperatura da água. No entanto, o surgimento de uma necrose em corais em Abrolhos, em 2005, provocado por um tipo de bactéria colocou os cientistas em alerta sobre os efeitos do aquecimento global nos recifes. Antes desse período, não havia registro de alteração nos corais da Bahia. “Estamos analisando se a bactéria [também] se prolifera com o aumento da temperatura”, disse. O coral é um cnidário e forma colônias coloridas graças às algas pigmentadas.

Fonte: UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br/ e Agência Brasil

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Nordeste é uma das regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas, diz Inpe

O primeiro quadrimestre de 2010 foi o mais quente já registrado, de acordo com dados de satélite da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos. No Brasil, a situação não foi diferente. Entre 1980 e 2005, as temperaturas máximas medidas no Estado de Pernambuco, por exemplo, subiram 3ºC. Modelos climáticos apontam que, nesse ritmo, o número de dias ininterruptos de estiagem irá aumentar e envolver uma faixa que vai do norte do Nordeste do país até o Amapá, na região Amazônica. Os dados foram apresentados pelo pesquisador Paulo Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), durante a 62ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que começou no domingo (25) e vai até a sexta-feira (30), em Natal, no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Além da expansão da seca, o pesquisador frisou que o Nordeste deverá sofrer também com as alterações nos oceanos, cujos níveis vêm subindo devido ao aumento da temperatura do planeta. Isso ocorre não somente pelo derretimento das geleiras, mas também devido à expansão natural da água quando aquecida. Cidades que possuem relevos mais baixos, como Recife (PE), sentirão mais o aumento do nível dos oceanos. E Nobre alerta que a capital pernambucana já está sofrendo as alterações no clima. “Com o aumento do volume de chuva, Recife tem inundado com mais facilidade, pois não possui uma rede de drenagem pluvial adequada para um volume maior”, disse.

Um dos grandes obstáculos ao desenvolvimento da região Nordeste seria a constante associação entre seca e pobreza. A pobreza, segundo o pesquisador, vem de atividades não apropriadas ao clima local e que vêm sendo praticadas ao longo dos anos na região. Plantações de milho e feijão e outras culturas praticadas no Nordeste não são bem-sucedidas por não serem adequadas à caatinga, segundo Nobre. (…)

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ e Agência Fapesp.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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28 de julho de 2010

Mais debates sobre aquecimento global na 62ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Degelo nas montanhas é maior do que na Antártica e Groenlândia, dizem especialistas

Ao contrário do que muitos imaginam não é o derretimento de gelo da Antártica e da Groenlândia o principal responsável pelo aumento do nível das águas dos oceanos. É o degelo dos topos das montanhas que deve receber atenção, segundo o coordenador-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera, Jefferson Cardia Simões. O glaciólogo – especialista em gelo e neve – explicou que o descongelamento nas regiões polares está ocorrendo em um ritmo menor por causa do aquecimento global. No topo das montanhas, o cenário é inverso, e o gelo está sumindo rapidamente. De acordo com Simões, é esse gelo derretido que alcançará, em determinado momento, rios e desembocará nos mares – significando o aumento do volume de água.

“No manto de gelo da Antártida, o derretimento é muito pouco [menos de 1% do Continente Antártico] e está ocorrendo nas periferias das regiões polares. É nas montanhas onde ocorre a maior parte [do derretimento], tanto nas zonas temperadas quanto tropicais. E essa água cedo ou tarde vai para o mar, que contribui para o aumento do nível [do mar]”, disse Simões, em palestra ontem (27) na 62ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Algumas pesquisas preveem um quadro catastrófico: o derretimento total da massa gelada do planeta – equivalente a mais de 28 milhões de quilômetros quadrados – levaria a um aumento de 70 metros do nível do mar. Para o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), previsões como essas são exageradas e quase impossíveis de se concretizar em curto prazo. “Gradativamente, vamos ver eventos abruptos de clima, como enxurradas, enchentes e geadas em lugares que nunca haviam ocorrido antes, e também o aumento do nível do mar. Mas é gradativo, não é para amanhã”, afirmou o pesquisador.

Fonte: UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br/ e Agência Brasil

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Quantidade de fitoplâncton dos oceanos cai 1% ao ano, diz estudo

A quantidade de fitoplâncton dos oceanos diminui 1% por ano, na média dos últimos 100 anos, segundo um estudo publicado hoje pela revista “Nature” que adverte sobre os efeitos da redução destes microorganismos na estrutura dos ecossistemas marinhos e no ciclo do carbono. Segundo os especialistas do Instituto para a Pesquisa Climática da Alemanha, a redução da biomassa de fitoplâncton dos oceanos está vinculada ao aquecimento global. Os pesquisadores, que combinaram dados históricos com observações via satélite atuais, estimaram que o nível global de redução desses microorganismos fotossintéticos aquáticos foi de 1% anual da média global da biomassa de fitoplâncton presente nos oceanos. Essa queda seria ainda mais saliente nos últimos anos, especialmente em áreas situadas em altas latitudes e nas regiões equatoriais.

O fitoplâncton tem grande importância para o equilíbrio da natureza porque esses microorganismos produzem cerca de metade da matéria orgânica da Terra e grande parte do oxigênio da atmosfera. Por isso, seu déficit poderia afetar os processos climáticos e ciclos bioquímicos como o do carbono. Esse estudo sustenta também a hipótese de que a mudança climática está contribuindo para a transformação dos ecossistemas marítimos.

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ e EFE – http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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29 de julho de 2010

Alagoas tem 9 mortes e 18 mil casos de dengue no ano

A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas já confirmou nove mortes e 18.314 casos de dengue neste ano, o que significa um aumento de quase 1.000% no número de casos confirmados em comparação com o ano passado, quando foram registrados 1.871 casos. De acordo com a secretaria, outros 12 óbitos e 9.879 casos estão sob investigação.

A capital Maceió tem o maior número de casos confirmados: 160. Em seguida, vem o município de Rio Largo, que registrou 52 casos da doença. Os óbitos foram confirmados nos municípios de Arapiraca, Maceió, Mata Grande, Penedo, Rio Largo e Traipu.

Fonte: Agência Estado – http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/ e

UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

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Com alta de 845% em 2010, Alagoas vive pior surto de dengue da história

Com 19.758 casos confirmados nas primeiras 28 semanas do ano, Alagoas vive o maior surto de dengue já registrado. Segundo boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (27), o número de casos notificados em 2010 registrou um crescimento de 845%, se comprado ao mesmo período do ano anterior. Além do aumento no número de doentes, os casos graves e de mortes pela dengue também cresceram no mesmo período. Até agora, foram confirmados nove óbitos, com outros 13 em investigação. Ao todo, mais de 32 mil casos foram notificados no Estado. Vale registrar que no começo de junho deste ano, o Estado viveu uma grande calamidade causada pela cheia de rios que invadiram cidades do Interior. Desde 1996, quando o Estado começou a registrar casos, nunca houve uma taxa de incidência da doença tão alta como em 2010. Segundo o Comitê de Combate à Dengue, a taxa atual chegou, em junho, a 650 para cada 100.000 habitantes. O maior índice registrado até então foi em 2008, de 570 para cada 100.000 pessoas.

O boletim aponta que todos os 102 municípios do Estado registram infestação predial e casos suspeitos da doença. Entre eles, 36 se encontram em situação epidêmica, enquanto outros 36 estão em alerta. A cidade com maior incidência da doença é Maceió, que notificou 8.345 casos até a última semana, quatro vezes mais que o índice registrado no mesmo período em 2009. (…)

Fonte: UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br

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Casos de dengue até agora no Rio são quase o dobro de todo ano de 2009

Os casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro quase dobraram até agora em relação a todo ano de 2009. O aumento se deve à volta do vírus tipo 1 e da infestação do tipo 2 em municípios que ainda não tinham registrado a doença nos últimos dois anos, disse hoje (27) o superintende de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde, Alexandre Chieppe. De janeiro a junho foram 21.346 casos, com 31 mortes. Em 2009, foram 12.403 infectados e 12 pessoas morreram. (…)

A secretaria está em estado de alerta, reforçando a prevenção para impedir uma nova epidemia como a de 2008, quando foram registrados cerca de 250 mil casos de dengue no Estado. “Queremos o sistema mais sensível para detecção e tratamento precoce da doença”, completou Oliveira.

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ e Agência Brasil

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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01 de agosto de 2010

Casos de dengue mais que dobram em seis Estados; SP lidera com aumento de 2.277%

O número de casos notificados de dengue disparou nos seis Estados que, segundo o Ministério da Saúde, concentram a maior incidência da doença no Brasil. No primeiro semestre do ano, São Paulo, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Minas Gerais e Goiás registraram pelo menos duas vezes mais casos que no ano passado. São Paulo apresenta o quadro mais dramático. Diferentemente do que acontece nos outros Estados, a Secretaria de Saúde paulista não divulga os casos notificados, apenas os confirmados. Mesmo assim, houve um aumento de 2.277% nos casos de dengue confirmados entre janeiro e junho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, São Paulo já registrava no final de abril 185.966 notificados. A secretaria afirma que até 29 de junho foram confirmados 157.200 casos, sendo 120 mortes. No ano passado foram 6.612 casos de janeiro a junho. (…)

Falta prevenção
Para o pesquisador do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Paulo Roberto Urbinatti, o surto de dengue é um reflexo direto da falta de vigilância e prevenção. “Quando aumenta muito o número de casos de dengue é falha na vigilância, de agentes controlando a população. Mas, além disso, existe uma falha nas políticas públicas voltadas, por exemplo, para o saneamento básico, para a coleta de lixo seletiva e para a educação ambiental”, disse. Ele também explica que o mosquito se desenvolve em clima quente deste inverno e em água parada. “O clima é um fator muito importante. E, no Brasil, o clima é favorável ao desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, por isso radicar a doença é tão difícil”, afirmou. “Mas é possível combater. E para isso é preciso ações integradas de prevenção e vigilância”.

Conheça algumas medidas preventivas:

  • Manter a caixa d’água, tonéis e barris ou outros recipientes que armazenam água totalmente tampados e limpos na sua parte interna (lavados com escova e sabão semanalmente).
  • Remover tudo o que possa impedir a água de correr pelas calhas e não deixar a água da chuva acumular sobre as lajes.
  • Encher os vasos e os pratinhos das plantas de areia até a borda.
  • Jogar no lixo todo objeto que possa acumular água, como potes, latas e garrafas vazias.
  • Colocar o lixo em sacos plásticos, fechar bem esses sacos e deixá-los fora do alcance de animais. Manter lixeiras bem fechadas.

Fonte: UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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06 de agosto de 2010

Brasil tem quase 4 mi de infectados pela esquistossomose

A esquistossomose, popularmente conhecida como barriga d’água, atinge 200 milhões de pessoas no mundo, provocando cerca de 200 mil mortes por ano, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil, há quase 4 milhões de atingidos.

A doença é causada por várias espécies de verme do gêneroSchistosoma, que tem no homem seu hospedeiro definitivo, mas que necessita de caramujos aquáticos como hospedeiros intermediários. Por isso, a transmissão da moléstia ocorre principalmente em áreas alagadas e próximas a rios. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

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Brasil vai testar vacina contra esquistossomose

Os testes em humanos de uma vacina brasileira contra a esquistossomose devem começar neste ano e uma empresa privada nacional se comprometeu a fabricar o imunizante inédito, se comprovada a segurança do produto. Os testes serão realizados pelo Instituto de Pesquisas Clínicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo a pesquisadora brasileira Miriam Tendler, chefe do laboratório de Esquistossomose Experimental da fundação e descobridora da proteína-base da vacina, caso o imunizante tenha sucesso, o Brasil entrará para o rol restrito de nações que conseguiram desenvolver por completo uma vacina. A proteína foi fabricada com padrões de segurança americanos e os cientistas verificaram que é possível reproduzi-la em escala industrial. (…) A esquistossomose é uma doença parasitária, conhecida também como “barriga-d’água”, associada ao contato com água habitada pelos caramujos hospedeiros do parasita. Estima-se que até 7 milhões de pessoas no Brasil estejam infectadas e 200 milhões no mundo. A proteína patenteada pela Fiocruz, órgão do governo federal, foi considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a mais promissora para a criação de um imunizante contra a doença.

Fonte: Agência Estado – http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/ e UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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10 de agosto de 2010

Ministério da Saúde manterá ações de monitoramento e prevenção na fase pós-pandêmica da gripe A

Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciar o início da fase pós-pandêmica da gripe H1N1, o Ministério da Saúde declarou que manterá as ações de monitoramento e prevenção da doença. Segundo a OMS, o vírus continua circulando no mundo, mas com comportamento similar ao da gripe comum. A organização aconselha que a atenção aos grupos mais vulneráveis a desenvolver formas graves da doença, como gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças menores de dois anos deve continuar. (…)

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que graças à vacina, todos os índices de gripe estão em queda no país e a demanda por atendimento médico por doenças respiratórias está menor que o esperado para esta época do ano. Ele ressalta, no entanto, que é necessário continuar monitorando o vírus e manter os cuidados típicos do período do inverno, como os hábitos de higiene. O Ministério destaca que a gripe H1N1 vem se mantendo em baixa atividade mesmo nos meses de julho e agosto, nos quais ocorre, todos os anos, aumento no número de casos de influenza e pneumonias associadas. (…)

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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12 de agosto de 2010

Governo confirma retorno do vírus 4 da dengue ao País

O Ministério da Saúde confirmou ontem o retorno do sorotipo 4 do vírus da dengue ao País, 28 anos depois dos últimos registros da pasta sobre sua presença no Brasil. Três amostras de sangue de pacientes de Boa Vista (RR) deram positivo em exames de isolamento viral realizados no Instituto Evandro Chagas (IEC), laboratório público de Belém que é referência do ministério para análises do vírus da dengue. Os pacientes se curaram. (…)

Como o sorotipo não é registrado no País há quase 30 anos, a maioria da população brasileira não é imune a ele e há risco de epidemias nos próximos anos causadas pelo DEN-4. Outro risco é o de aumento de casos graves, pois sucessivas infecções pelo vírus da dengue trazem maior possibilidade de formas mais perigosas da doença, como a febre hemorrágica.

Fonte: Agência Estado – http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/ e UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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13 de agosto de 2010

Confederação Nacional de Municípios cobra empenho no combate à dengue

A Confederação Nacional de Municípios divulgou balanço nesta sexta-feira sobre a situação da dengue no país. O presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, disse estar preocupado com os dados nacionais: até o momento foram notificados 942.153 casos de dengue, com 51,2% confirmações. (…) A região Sudeste lidera o número de notificações (403 mil). Com a confirmação da transmissão do vírus da dengue tipo 4 em Roraima, a CNM cobrou empenho dos gestores do SUS (Sistema Único de Saúde) para o controle da doença.

Os Estados com maior incidência são Acre, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Roraima e Mato Grosso. São Paulo e Minas Gerais se destacam pelo total de casos registrados. Só estes oito Estados são responsáveis por 75% do número total registrado no Brasil. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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15 de agosto de 2010

20% dos soropositivos morrem sem diagnóstico

Mesmo garantindo tratamento da Aids gratuito e universal desde meados dos anos 90, o Brasil tem cerca de 20% dos diagnósticos da doença feitos só depois que o paciente morre. A constatação é da pesquisadora Monica Malta, da Fiocruz, que analisou os 386.209 casos registrados no país entre 1998 e 2008 _no total, 141.004 pessoas morreram em decorrência da doença. “Sem o diagnóstico, essas pessoas deixam de receber o tratamento que poderia fazer com que vivessem mais”, diz. “Se a pessoa morreu sem saber que tinha HIV, pode ter tido comportamento de risco sem saber que poderia estar transmitindo a doença”. O estudo, apresentado na 18ª Conferência Internacional de Aids, em julho, é o primeiro com informações nacionais, com base em quatro bancos de dados do governo. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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16 de agosto de 2010

Doenças de enchentes ameaçam 3,5 milhões de crianças no Paquistão, diz ONU

A ONU alertou nesta segunda-feira que até 3,5 milhões de crianças paquistanesas que sobreviveram às enchentes no país correm agora o risco de contrair doenças associadas às águas, como diarreia, disenteria e cólera. A estimativa, baseada em cálculos do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), foi revelada à BBC Brasil por Stacey Winston, representante do escritório da ONU para a coordenação de assuntos humanitários da ONU em Islamabad. (…)

A OMS (Organização Mundial de Saúde) já está se preparando para uma possível epidemia de cólera no país. No fim de semana, a ONU confirmou ter identificado o primeiro caso da doença, embora o governo paquistanês não tenha notificado a entidade sobre casos confirmados. (…) Segundo o governo paquistanês, cerca de 20 milhões de pessoas foram afetadas pelas inundações e pelo menos 1,5 mil morreram. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, visitou o Paquistão e afirmou, no fim de semana, que a inundação no país é o pior desastre que já viu. Segundo ele, 20% do país está sob as águas.

Fonte: BBC Brasil – http://noticias.bol.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/bbc/ e UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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17 de agosto de 2010

Enchentes deixam milhares de doentes por contaminação da água no Paquistão

As organizações humanitárias, centradas em amenizar o drama sanitário gerado pelas enchentes no Paquistão, advertiram hoje que centenas de milhares de pessoas contraíram doenças ligadas à contaminação da água e que o número de mortos no país pode aumentar. “Já há mortes. Podemos confirmar que há surtos de epidemias”, disse hoje à Agência Efe o coordenador de emergências do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Paquistão, Óscar Butragueño. (…)

Até o momento foram detectados pelo menos 87.761 casos de diarreia aguda, 83.050 de doenças respiratórias e 113.045 de doenças cutâneas, como a sarna, segundo dados divulgados pela ONU.

Fonte: EFE – http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/

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ONU admite casos de cólera entre afetados pelas inundações no Paquistão

A ONU reconheceu hoje que já foram detectados inúmeros casos de cólera e focos de outras epidemias que estão causando mortos entre a população afetada pelas inundações no Paquistão, e apostou em reforçar a prevenção. “Os casos de diarreia aguda estão sendo tratados como cólera. Não estamos buscando a confirmação, a cólera é endêmica no Paquistão”, disse em entrevista coletiva o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) no país, Guido Sabatinelli. (…)

O representante da OMS alertou que a situação é “muito perigosa” e que “o problema aumentará quando a água baixar”, por isso que se deve esperar uma alta mortalidade. (…)
Segundo dados da ONU, até o momento foram detectados ao menos 86.761 casos de diarreia aguda, 83.050 de doenças respiratórias e 113.045 de doenças cutâneas. As piores inundações dos últimos 80 anos no território, que começaram no fim de julho e continuam estendendo-se, afetaram 20 milhões de pessoas, deixando mais de 1,6 mil mortos no Paquistão.

Fonte: EFE – http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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30 de agosto de 2010

Tempo seco provoca filas em hospitais do interior do Estado de SP [São Paulo]

O final de semana continuou seco no Estado de São Paulo, com as cidades do interior do Estado registrando os piores índices de umidade relativa do ar, com reflexo imediato no atendimento de saúde. Havia filas para atendimento de pacientes com doenças respiratórias em hospitais. Em Presidente Prudente (542 km de São Paulo), onde a umidade relativa do ar chegou a 13%, segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de SP). “Pela nossa experiência, o fluxo de pacientes dobrou”, disse a enfermeira Daniele de Oliveira, da Santa Casa de Misericórdia da cidade. Nos postos de saúde de São José dos Campos (97 km de São Paulo), o número de atendimentos aumentou 20%, segundo a prefeitura. (…) Segundo o médico André Santana, do Hospital Beneficência Portuguesa de Bauru, a baixa umidade resseca as vias respiratórias superiores, o que aumenta a incidência de problemas respiratórios. Em outras cidades do Estado, como Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), os valores da umidade foram inferiores a 20%. Em Araçatuba (527 km de São Paulo), o índice chegou a 12%. Abaixo desse patamar, a situação é de emergência, segundo a Organização Mundial de Saúde. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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01 de setembro de 2010

19 Estados têm risco alto ou muito alto de epidemia de dengue, afirma governo

No próximo verão, 19 Estados têm risco alto ou muito alto de enfrentar uma epidemia de dengue, informou nesta quarta-feira o Ministério da Saúde. Estão na classificação de risco “muito alto” Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe. Na classificação de risco “alto”, estão Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins. Têm risco de epidemia considerado “médio” Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima.

O nível de risco foi calculado segundo uma nova metodologia criada pelo Ministério da Saúde. Ele é calculado a partir de cinco indicadores: a incidência de casos de dengue em anos anteriores, a presença de larvas do mosquito nos municípios, o monitoramento do tipo de vírus que circulou nos últimos anos (há quatro tipos de dengue), a densidade populacional e a cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

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Falta de saneamento causou 308 internações a cada 100 mil habitantes em 2008

Abastecimento de água deficiente, falta de esgoto, contaminação por resíduos ou condições precárias de moradia foram responsáveis por 308,8 internações a cada grupo de 100 mil habitantes em 2008, por doenças como diarreia, hepatites e verminoses. Os dados integram os IDS (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável), divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O documento relaciona essas doenças à falta de moradia adequada no país. Até 2008, cerca de 40% dos domicílios (25 milhões) eram considerados inadequados pelo levantamento. (…) Segundo a pesquisa, o número de doentes oscilou nos últimos dez anos. Em 1998, a taxa foi de 348,2 até chegar ao pico de 371,1 por 100 mil, em 2002. As doenças de transmissão feco-oral (diarreias, hepatite A e febres entéricas) lideram e correspondem a 80% das internações. (…)

Entre as doenças classificadas como decorrentes da falta de saneamento ambiental, predominam, na Região Norte, as maiores taxa de internação provocadas por inseto vetor como a dengue, febre amarela e malária. Nesses lugares, a pesquisa destaca como fator de risco o desmatamento. (…) O maior número de internações por inseto vetor no Norte se deve, em geral, à ocorrência da febre amarela e malária. Segundo o Ministério da Saúde, 99,5% dos casos de malária são registrados na Amazônia Legal, área que envolve nove estados brasileiros.

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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02 de setembro de 2010

Estiagem deixa 27 cidades do Amazonas em estado de alerta

A Defesa Civil do Amazonas fez hoje um alerta para 27 municípios por causa da estiagem, que castiga a região oeste do Estado.Devido ao baixo nível dos rios na vazante (descida das águas), cidades como Lábrea, banhado pelo rio Purus, Tabatinga e Atalaia do Norte, ambas no alto Solimões, e Guajará, no rio Juruá, podem ficar isolados para navegação.

A seca mais severa nos rios do Amazonas aconteceu em 2005. Mais de 60 mil famílias de 62 municípios tiveram que ser atendidas com cestas básicas, enviadas até por helicópteros do Exército, por causa do isolamento. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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09 de setembro de 2010

Seca em rios da Amazônia já está próxima de nível recorde

Sem chuvas desde o mês de maio, a Amazônia enfrenta uma estiagem que já vem sendo considerada uma das piores dos últimos anos. Por causa da falta de chuva, os rios Javari, Juruá, Japurá, Acre, Negro, Purus, Iça, Jutaí, Solimões e Madeira estão com níveis abaixo da média. Já é possível ver bancos de areia no rio Solimões. No Pará, há cidades em que não chove há mais de 120 dias. (…)

Dados da estação telemétrica de Tabatinga (AM), por exemplo, indicam queda acentuada no nível do rio Solimões nesta cidade, o que dificulta a navegação até o município de Tefé (AM), fazendo com que, por razões de segurança, a navegação seja limitada ao período diurno. Nesta quinta-feira, um barco bateu em um banco de areia no município de Breve (PA), deixando um morto e sete feridos. No Porto de Manaus, o nível do Rio Negro estava em 20,67m no dia 08/09, mas vem baixando dia a dia. A menor cota já registrada no Porto foi de 13,64 m, em 1963. Os efeitos da seca já são sentidos pela população ribeirinha, uma vez que os rios da região têm papel fundamental principalmente para o transporte, abastecimento de alimentos, medicamentos e combustíveis. No início de setembro, a Defesa Civil do Amazonas emitiu alertas para 26 municípios do Estado. (…)

Fonte: UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br e Agência Nacional de Águas

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Seis cidades do Amazonas decretam situação de emergência pela seca

Seis cidades do Amazonas decretaram nesta quinta-feira situação de emergência por causa da estiagem, segundo a Defesa Civil. A seca é grave nos municípios de Tabatinga, Benjamim Constant, Atalaia do Norte (no rio Solimões), Itamarati, Ipixuna e Guajará (rio Juruá). Como o transporte na região costuma ser feito pelos rios, o baixo nível das águas prejudica o abastecimento nos municípios e comunidades.

Com os decretos de emergência fica caracterizado que a situação é anormal por causa de um desastre natural. (…) A origem do problema é a falta de chuvas na nascente do rio Solimões, localizada no Peru. O mesmo não ocorre na região banhada pelo rio Negro.

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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13 de setembro de 2010

Com umidade em torno de 21%, São Paulo sai de estado de alerta e fica em atenção

A cidade de São Paulo saiu do estado de alerta e está em estado de atenção de acordo com a Defesa Civil, por conta da baixa umidade relativa do ar. O índice chegou a ficar em 15% durante o dia e agora está em torno de 21%, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências).

Às 18h, a cidade paulista monitorada oficialmente pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) que teve o menor índice de umidade do ar foi São Simão (278 km de São Paulo), com 15%. (…) A Defesa Civil de São Paulo informa que com a baixa umidade, a qualidade do ar piora, e isso leva ao surgimento ou aumento de doenças respiratórias, cardiovasculares e oculares. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

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Maringá-PR registra menor umidade de ar desde 1999

Curitiba – A região de Maringá, no norte do Paraná, teve hoje o menor índice histórico de umidade relativa do ar, de acordo com o Instituto Tecnológico Simepar, que instalou a estação meteorológica na cidade em 1999.

Por volta das 16 horas, o nível chegou a 10,6%, considerado como estado de emergência pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Próximo da cidade, o município de Londrina registrou 12% de umidade relativa do ar. (…)

Fonte: Agência Estado – http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/ e UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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18 de setembro de 2010

Brasília (DF) completa 115 dias sem chuva neste sábado

A cidade de Brasília (DF) completa nesta sábado (17) 115 dias sem chuva. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), nesta sexta-feira (17), a temperatura atingiu 31,8ºC, a mesma marca da última quarta-feira (15), até então o dia mais quente do ano. (…) E o menor índice de umidade relativa do ar foi 10% nos anos de 2002 e 2004. Neste ano, o índice mais baixo foi 12%, registrado no dia 4 de setembro. “Portanto, não há motivos para alarmar a população”, afirmou.

Apesar do período de estiagem (são quase três meses), de acordo com o Inmet, o maior período sem chuvas já registrado no Distrito Federal foi em 1963, com 164 dias de seca na cidade. Nos últimos cinco anos, a maior seca já registrada foi no ano de 2007, com mais de 123 dias sem chuvas.

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/ e AGÊNCIA BRASIL

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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22 de setembro de 2010

Vacina contra dengue é testada no Espírito Santo

A vacina contra a dengue, em desenvolvimento pela farmacêutica Sanofi Pasteur, entrou em fase de testes e foi aplicada em 56 voluntários em Vitória, no Espírito Santo. Mais cem crianças ainda receberão o imunizante. A estimativa é a de que até o fim de 2012 o desenvolvimento da vacina entre em sua terceira e última fase, com testes em mais 1,5 mil voluntários em mais quatro capitais do País e outros países.

Fabricada com um vírus recombinante, a vacina apresentou boa eficácia contra os quatro tipos de dengue. O vírus presente na dose possui o núcleo do vírus da febre amarela envolto em um envelope do da dengue. (…) Por ser eficiente na proteção contra os quatro tipos da doença, a diretora de saúde pública da empresa, Lúcia Bricks, afirma que não serão necessárias novas aplicações da vacina. (…)

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ e Agência Estado – http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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24 de setembro de 2010

Um a cada cinco homens gays nos EUA é portador do HIV

WASHINGTON – Um a cada cinco homens homossexuais nas principais cidades dos Estados Unidos é portador do vírus da Aids, e quase a metade ignora ser soropositivo, revela um estudo publicado nesta sexta-feira.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) informa que de 2005 a 2008 a taxa de contágio por HIV entre os homens gays cresceu 17%. No total, 19% dos “homens que fazem sexo com outros homens” são soropositivos e 44% não sabem que têm o vírus da Aids, assinala o CDC, baseado em um estudo que analisou mais de 8 mil homossexuais. (…)

Fonte: Yahoo! Notícias – WWW.br.noticias.yahoo.com e AFP

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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27 de setembro de 2010

Roraima registra 12 casos confirmados de dengue tipo 4

Subiu de 3 para 12 os casos confirmados de dengue tipo 4 em Roraima. O Instituto Evandro Chagas, de Belém (PA), examinou 70 amostras, segundo a Secretaria de Saúde do Estado. (…) Depois de 28 anos, o vírus da dengue tipo 4 voltou a entrar no Brasil. A maioria dos brasileiros não tem imunidade contra esse sorotipo, o que aumenta as chances de uma epidemia. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença está contida no estado e não há evidências de que o vírus tenha se espalhado para outras partes do país.

Os quatro tipos virais da dengue provocam os mesmos sintomas: dores de cabeça, no corpo, nas articulações e nos olhos, febre, diarreia e vômito. O tratamento é igual para todos os casos. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/ e Agência Brasil – WWW.agenciabrasil.gov.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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29 de setembro de 2010

Catapora atinge mais de dez mil pessoas em SP; interior reclama de falta de vacina

O vírus da catapora já infectou neste ano 10.018 pessoas em São Paulo, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. O número é 26% superior ao do ano passado. (…)
Segundo o Ministério da Saúde, o país teve até agosto deste ano 12.091 casos de catapora. No Estado de São Paulo, a notificação é obrigatória e por isso os casos representam 82% dos registros nacionais da doença. (…)

A catapora é altamente contagiosa e transmitida por contato direto entre pessoas ou por secreções respiratórias. Crianças que apresentarem os sintomas da doença não devem frequentar a escola, diz a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Taubaté, Stella Zöllner.

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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30 de setembro de 2010

Cientistas sequenciam genoma de mosquito doméstico tropical causador de doenças

Cientistas anunciaram, nesta quinta-feira, o sequenciamento do DNA da espécie mais comum de mosquitos do mundo, cuja picada tem o potencial de transmitir vírus mortais e o parasita causador de sérias doenças. O inseto, cujo nome em latim é Culex pipiens quinquefasciatus, mais conhecido como mosquito doméstico tropical, é o terceiro na tríade de mosquitos causadores de doenças que tiveram seu genoma sequenciado, destacaram dois estudos publicados na revista científica “Science”. (…)

As outras duas espécies na tríade de grandes mosquitos causadores de doenças são o Anopheles gambiae, transmissor da malária, e o Aedes aegypti, que transmite a febre amarela e a dengue. Seus genomas foram sequenciados, respectivamente, em 2002 e 2007. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/ e France Presse

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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10 de outubro de 2010

Vacina contra 4 tipos de dengue é testada em humanos no Brasil

Uma vacina contra os quatro tipos de dengue já está em fase de testes em humanos no Brasil há duas semanas, segundo o infectologista Reynaldo Dietze, diretor do Núcleo de Doenças Infecciosas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que coordena o estudo. Segundo ele, a pesquisa é uma parceria entre a universidade e o Laboratório Sanofi Pasteur, acompanhada pelo Ministério da Saúde. Os 23 voluntários que já receberam as doses não apresentaram reações adversas. “Acompanhamos todos eles (voluntários) e os 23 que já foram vacinados não tiveram reações”, disse ao Jornal da Tarde.

Ao todo, 150 pessoas serão submetidas aos testes em Vitória. Depois disso, a vacina será testada em outras capitais numa quantidade de pessoas maior. (…) Segundo ele, se os testes saírem conforme o esperado, a vacina servirá contra todos os tipos de dengue e, após a conclusão dos estudos, a comercialização será discutida entre o laboratório e o ministério da Saúde.

Fonte: UOL Ciência e Saúde - http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ e Agência Estado -http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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22 de outubro de 2010

O Estado de Santa Catarina se organiza para continuar livre da dengue

Durante dois dias, profissionais da saude pública de seis municípios catarinenses estiveram reunidos com assessores do Ministério da Saude e da Secretaria Estadual da Saude para aprimorar suas estratégias de prevenção do surgimento de casos autóctones de dengue, isto é, contraídos no próprio estado.

Sob a coordenação de Clarice Azevedo e de Suzana Zeccer, da coordenação do Programa de Controle da Dengue da Secretaria Estadual de Saude, e de Nélio Morais, da Secretaria de Vigilância em Saude do Ministério da Saude, profissionais de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçú, municípios da Grande Florianópolis, e de Chapecó e São Miguel do Oeste, municípios do oeste do estado e limítrofes com estados e países com registros de casos autóctones da doença, discutiram seus Planos de Contingência para a Dengue. Em saúde pública, estes planos significam “estruturar-se para possibilitar o enfrentamento de forma organizada situações desfavoráveis que colocam em risco a vida e a saude da população”, segundo a Matriz de Qualificação apresenta da pelo representante do Ministério da Saude. Para o Estado de Santa Catarina, graças à sua privilegiada situação epidemiológica em relação à dengue, estes Planos de Contingência representam principalmente um reforço no controle do vetor do vírus da doença, o mosquito Aedes aegypti.

Em São Miguel do Oeste, o Plano de Contingência, assim como em Florianópolis e nos outros municípios, alem de incluir organização para a assistência, privilegia prevenção controlando o vetor. Neste município observou-se que “os focos de mosquito, que antes eram em caixas d’água e pneus, agora são principalmente em recipientes do lixo urbano, nos domicílios”. Segundo Nélio, do Ministéda Saude, o Plano de Contingência em relação à dengue deve incluir “assistência, controle vetorial e vigilância epidemiológica”, privilegiar “assessoria de imprensa, estratégias de publicidade, comitês de mobilização, ouvidoria do SUS e parcerias, e usar “estratégias de monitoramento, avaliação, e de capacitações para um período epidêmico”. Para ele, devemos fazer “previsão de recursos e pesquisar fontes de financiamento”. Se precisar treinar e regular a rede particular, “chamar a Agência Nacional de Saúde Complementar”.

Florianópolis esteve representada no encontro por seis profissionais da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saude.

Rui Iwersen, médico da Vigilância em Saúde de Florianópolis.

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23 de outubro de 2010

Malásia quer usar mosquitos criados em laboratório para combater a dengue

A Malásia pode se tornar o primeiro país da Ásia a usar mosquitos geneticamente modificados no combate à dengue, comentaram fontes do governo. O programa prevê a liberação de machos da espécie para que se acasalem e produzam descendentes com tempo de vida menor–o que reduziria a população do inseto transmissor da doença. O governo malasiano pretende liberar entre 2.000 a 3.000 mosquitos geneticamente modificados em duas áreas, explicou um funcionário do Ministério da Saúde do país, Lim Chua Leng. (…) A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, é muito comum em países da América Latina e da Ásia. Os sintomas incluem febre alta, dor nas juntas e náusea, mas em vários casos pode levar à hemorragia interna, inchaço do fígado, problemas circulatórios e até à morte. Não existe cura ou vacina para a enfermidade.

Segundo o primeiro-ministro, o país precisa de “maneiras inovadoras” no combate à dengue, já que os métodos tradicionais continuam sendo ações contra focos de transmissão, como a água parada. As mortes na Malásia causadas pela dengue totalizaram 177 casos no período entre janeiro e outubro –um aumento de 65%. Já as infecções fecharam em 37.000 ocorrências, ou uma elevação de 17%.

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/ e Associated Press.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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28 de outubro de 2010

Mato Grosso confirma 52 mortes por dengue neste ano

Em balanço divulgado nesta quinta-feira, a Secretaria da Saúde de Mato Grosso confirmou que 52 pessoas morreram por causa da dengue neste ano –outros dez casos suspeitos são investigados. De acordo com os dados da Vigilância Epidemiológica, foram notificados 42.350 casos da doença desde o dia 1º de janeiro até hoje em todo o Estado.

Do total de notificações, 906 são considerados casos graves da doença. Somente em Cuiabá foram 4.633 casos notificados (111 considerados graves) e quatro mortes –outras cinco em investigação. Em segundo lugar no número de notificações está Várzea Grande, que registrou 1.583 casos (170 considerados graves) e também teve quatro mortes confirmadas. As cidades com maior número de óbitos pela doença confirmados são Sinop, com oito, e Rondonópolis, com seis.

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

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Venezuela registra quase 100 mil casos de dengue só neste ano

Os casos de dengue registrados na Venezuela entre janeiro e o começo de outubro deste ano alcançam 99.178, um número que supera em 160% o total de casos registrados durante o mesmo período no ano passado, segundo informe do Ministério da Saúde.
Segundo o último boletim epidemiológico do ministério, publicado nesta quinta-feira pela imprensa, até 9 de outubro foram registrados 99.178 casos de dengue, dos quais 8.916 foram de dengue hemorrágica, uma das variações mais graves da doença. Os casos aumentaram 160% em relação ao mesmo período de 2009, quando foram registrados 38.004 doentes por dengue. (…) Em junho, os 24 Estados que compõem a Venezuela registravam epidemia de dengue. No momento, segundo o ministério, a epidemia continua em apenas oito Estados.

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/ e France Presse.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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04 de novembro de 2010

País todo poderia ter saneamento em 2020, diz entidade

O saneamento básico no Brasil poderia atingir 100% da população em dez anos ao invés de seis décadas e meia que levará para ser globalizado no País no atual ritmo de crescimento. Esta é a avaliação da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), para quem apenas a mudança na gestão dos recursos destinados à área já seria suficiente para que todos os brasileiros pudessem ser beneficiados por serviços como tratamento de esgoto e água.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 59,1% dos domicílios brasileiros tinham acesso a uma rede de esgoto ou fossa séptica ligada à rede coletora no ano passado. Já o abastecimento de água atingia 84,4% das casas, enquanto a coleta de lixo era realidade para 87,9% das residências. A presidente da Abes, Cassilda Teixeira Carvalho, afirmou em Belo Horizonte, durante entrega de prêmios para qualidade de gestão em saneamento básico, que o crescimento médio da cobertura desse tipo de serviço é de 1,5% ao ano, muito aquém do necessário para universalizar o saneamento básico no País em curto prazo. E ela ressalta que não falta recursos para investimento. (…)

Fonte: Agência Estado – http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/ e UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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09 de novembro de 2010

DENGUE – Vacina em fase final

A indústria farmacêutica francesa Sanofi Pasteur anunciou que uma vacina contra a dengue está em fase final de testes clínicos em adultos e crianças de México, Colômbia, Honduras, Porto Rico, Peru, Filipinas, Vietnã, Singapura, Austrália e Tailândia.  A chamada etapa três é o último passo antes da submissão às autoridades regulatórias para autorização das vendas.

A vacina da dengue, primeira a chegar neste estágio, imuniza contra os quatro tipos do vírus encontrados em outras fases do estudo em pessoas de EUA, Ásia e América Latina. Porém, a imunização contra as variantes foi observada após três doses. A dengue atinge cerca de 220 milhões de indivíduos por ano e ameaça quase três bilhões.

Fonte: Yahoo! Notícias e BR Press

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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11 de novembro de 2010

Casos de morte por dengue aumentam em 90% no país

O número de casos de morte por dengue aumentou em 90% neste ano. O Ministério da Saúde registrou 312 óbitos em 2009 (de janeiro a outubro) contra 592 mortes no mesmo período de 2010. Os casos de dengue também aumentaram em comparação com 2009, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde. De janeiro até 16 outubro foram registrados 936.260 casos no país, contra 489.819 no ano passado.

Para o coordenador do Programa Nacional de Controle de Dengue do ministério, Giovanini Coelho, uma das causas para o aumento do número de casos foi o ressurgimento do vírus tipo 1, que predominava na década de 1990. (…) O coordenador aponta a falta de saneamento e de coleta regular de lixo como fatores que contribuíram para aumentar o índice de infestação da doença este ano. (…) O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pede para que a população e as prefeituras ajudem a impedir o surgimento de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. A principal recomendação é evitar o acúmulo de água parada. No Espírito Santo, está em fase de teste uma vacina contra a dengue. A estimativa dos pesquisadores é que a vacina fique pronta em cinco anos.

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/ e Agência Brasil

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Mosquito estéril é a nova arma contra a dengue

LONDRES – Cientistas britânicos criaram um mosquito geneticamente modificado que, por transmitir um gene assassino, pode eliminar a população de insetos causadores da dengue. A empresa chamada Oxitec fez um pequeno teste de campo nas ilhas Cayman, no Caribe. Liberando na natureza 3 milhões de mosquitos geneticamente modificados, reduziram em 80 por cento a população de mosquitos “Aedes aegypti” num prazo de seis meses numa pequena área. (…)

Dessa forma, é possível administrar o “antídoto” a eles em laboratório, criando grandes populações de machos com essa alteração do DNA. “Quando soltamos os machos na natureza e eles se acasalam com as fêmeas, toda a prole herda uma cópia do gene que os mata se não receberem o antídoto”, disse Alphey. (…) Angela Harris, da Unidade de Pesquisa e Controle de Mosquitos das ilhas Cayman, se disse muito animada com os resultados do teste, realizado de abril a outubro. “Um dos principais problemas da dengue é que não há cura, não há vacina e não há drogas que você possa tomar para evitá-la ou sarar. Então o único controle (…) é matar os mosquitos e assegurar que eles não estejam lá para transmitir o vírus.”  Alphey disse que a Oxitec, com sede em Oxford, está negociando com autoridades de vários países, inclusive Brasil, Malásia e Panamá, para realizar testes mais amplos.

Fonte: Reuters – http://noticias.bol.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/reuters/ e UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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12 de novembro de 2010

Miami tem primeiro caso de dengue em 50 anos

MIAMI – As autoridades sanitárias de Miami, um dos principais destinos turísticos da Flórida, anunciaram na sexta-feira o primeiro caso de dengue na cidade em 50 anos. A vítima se recuperou totalmente após uma curta hospitalização, segundo a diretora do Departamento de Saúde do Condado de Miami-Dade, Liliana Rivera.

A doença, que é transmitida por mosquitos, provoca febres e dores, e eventualmente causa hemorragias e morte. Há quatro meses, as autoridades anunciaram que mais de mil pessoas haviam tido dengue no ano passado na ilha de Key West, o que marcava o ressurgimento da doença na Flórida após décadas. Rivera disse que os tipos de dengue registrados em Key West e Miami são diferentes, o que indica que não se trata da mesma epidemia avançando para o norte. (…)

Fonte: Reuters – http://noticias.bol.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/reuters/ e UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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17 de novembro de 2010

EUA conduzem primeiro teste em humanos de vacina contra malária

Cientistas do Exército americano estão fazendo os primeiros testes de uma vacina para a forma mais comum de malária. Vinte e oito voluntários receberam doses desta vacina por meses e, no início de novembro, foram infectados pelo mosquito transmissor da malária.

Os cientistas acreditam que em uma semana poderão avaliar se o teste foi ou não um sucesso. Os pesquisadores dizem que o medicamento pode ser completamente eficiente para algumas pessoas, mas para outras, ele pode proteger só parcialmente. Os voluntários estão sendo monitorados 24 horas por dia em um hotel próximo de Washington. (…) Até hoje não foi possível encontrar uma vacina para a malária por causa da capacidade do parasita de se modificar rapidamente, se adaptando aos hospedeiros humanos. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/ e BBC Brasil –http://noticias.bol.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/bbc/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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02 de dezembro de 2010

Ao menos 12 supostos bruxos são linchados por espalhar cólera no Haiti

Ao menos 12 pessoas foram linchadas nos últimos dias no sudoeste do Haiti por um grupo de cidadãos enfurecidos que os acusavam de ter trazido a epidemia de cólera ao país, disse uma fonte da polícia à agência France Press. Já fontes médicas ouvidas pela agência Efe falaram em ao menos 15 mortos por linchamento. (…) A epidemia de cólera já deixou mais de 1.800 mortos no país caribenho desde meados de outubro. O país ainda se recupera dos estragos após o forte terremoto de 12 de janeiro, que matou cerca de 250 mil pessoas e deixou 1,3 milhão de desabrigados vivendo em acampamentos improvisados.
“Uma dezena de pessoas acusadas de ter trazido o cólera para a região, que até o momento não o tinham, foram assassinadas a golpes de facão e a pedradas, e seus corpos foram queimados na rua”, disse um inspetor da polícia haitiana, por telefone, à France Presse. (…)

Os linchados são “pessoas acusadas de bruxaria vinculada ao cólera; segundo a multidão, tinham semeado uma substância que propaga a doença na região”, explicou Numa. “É difícil investigar, já que a população se nega a colaborar com a Justiça, porque acreditam de verdade que os bruxos matam aproveitando a epidemia de cólera”, acrescentou.

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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06 de dezembro de 2010

Mais de duas mil pessoas já morreram por cólera no Haiti

Mais de duas mil pessoas já morreram vítimas da epidemia de cólera no Haiti durante as últimas semanas, de acordo com os dados  divulgados pelo ministério da Saúde nesta segunda-feira. A mesma fonte aponta que quase 90 mil casos de pessoas infectadas já foram registrados no país desde meados de outubro. O ritmo das mortes mostra que os especialistas se precipitaram em apontar no final de outubro que o ápice do surto já teria passado. Mais de seis semanas depois dos primeiros casos, dados apontam que o número de mortes e de infectados continua a subir em ritmo constante. Ao total, 2.013 pessoas morreram com a doença e 88.789 foram hospitalizados.

Para o canadense Tyler Sainstat, diretor executivo no Brasil da organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), a ajuda internacional está demorando a chegar e pode comprometer o combate à doença. (…)

Fonte: UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br e AFP – http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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Brasil tem 24 cidades sob risco de surto de dengue

O Brasil tem 24 cidades sob risco de surto de dengue, segundo o Ministério da Saúde, que divulgou hoje a atualização dos resultados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). O resultado mostra que, dos 370 municípios que já realizaram o levantamento, 24 têm risco de surto, o que significa que em mais de 4% das residências pesquisadas foram registradas larvas do mosquito. Entre as cidades com risco de surto estão duas capitais, Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO).

Das cidades pesquisadas, 154 estão em situação de alerta. Em entre 1% e 3,9% das casas visitadas foram encontradas larvas do mosquito. Quatorze capitais estão nessa situação: Salvador (BA), Cuiabá (MT), Palmas (TO), Rio de Janeiro (RJ), Maceió (AL), Belém (PA), Recife (PE), Goiânia (GO), Aracaju (SE), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Fortaleza (CE), Vitória (ES) e Natal (RN). Dos 370 municípios visitados, 192 têm menos de 1% das casas com focos de larvas do Aedes aegypti, situação considerada satisfatória pelo Ministério da Saúde. Nessa classificação se encontram dez capitais: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Macapá (AP), São Luís (MA), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Campo Grande (MS), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC). (…)

Fonte: Yahoo! Notícias – www.br.noticias.yahoo.com

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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15 de dezembro de 2010

Vacina antidengue será testada em SP no próximo ano

São Paulo será a primeira cidade do país a testar a vacina antidengue. A aplicação está prevista para o segundo semestre de 2011, em 30 a 50 pessoas entre 18 a 50 anos que nunca tiveram a doença. O grupo receberá duas doses com um intervalo de seis meses. De acordo com o Instituto Butantan, a vacinação é a primeira fase dos testes clínicos. Segundo o diretor médico de ensaios clínicos do instituto, Alexander Roberto Precioso, a vacina está sendo produzida desde 2008 em parceria com o INH (Instituto Nacional de Saúde) dos EUA. (…) A expectativa é que a vacina esteja disponível na rede pública de saúde até 2015.

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet.

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16 de dezembro de 2010

Cólera leva mais sofrimento às famílias haitianas; país já registrou mais de 90 mil casos da doença

Mais que estatísticas alarmantes, a epidemia de cólera que assola o Haiti produz sofrimento. Famílias inteiras estão sendo infectadas pelo que os médicos temem ser uma nova onda da doença. Nos últimos dias, as crianças estão sendo mais afetadas. A violência da doença é tão grande que, muitas vezes, pais e filhos são internados ao mesmo tempo nos hospitais improvisados montados por organizações internacionais. Segundo últimos dados do governo haitiano, o país já registrou mais de 90 mil casos e cerca de  2.200 mortes em consequência da doença.

Na casa de Mirland, 21, o cólera foi cruel. Antes dela, outras duas crianças com quem ela vive já haviam sido infectadas. Foi cuidando de uma delas que ela contraiu a doença. Sua filha, de apenas um ano de idade, também começou a apresentar os sintomas. Casos como o de Mirlande são cada vez mais comuns e estão fazendo com que os médicos coloquem pais e filhos internados uns ao lado dos outros. (…)

Fonte: UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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08 de janeiro de 2011

30% das fontes de água do Brasil têm qualidade ruim ou péssima, mostra pesquisa

Pesquisa da organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica mostra que as fontes de água no Brasil estão cada dez mais poluídas e que, diante disso, a saúde da população corre risco. Ao analisar coletas de 43 corpos d’água, em 12 Estados e no Distrito Federal, a ONG verificou que nenhuma amostra foi considerada boa ou ótima.

As análises foram feitas ao longo de 2010. Com base em parâmetros definidos pelo Ministério do Meio Ambiente, o estudo revela que em 70% das coletas feitas em rios, córregos, lagos e outros corpos hídricos, a qualidade da água foi considerada regular. Em 25%, a qualidade era ruim e em 5%, péssima. (…) Indicadores da falta de saneamento básico, como a presença coliformes, larvas e vermes, lixo e baixa quantidade de oxigênio na água, além de dez propriedades físico-químicas foram testadas pela ONG. (…) “A poluição está muito mais vinculada à emissão de efluentes domésticos que industriais, ultimamente”, disse o geógrafo do projeto, Vinicius Madazio. “É um problema porque 60% dos brasileiros vivem na [região de] Mata Atlântica”, completou, reivindicando que as políticas públicas de saneamento básico sejam prioridade do governo e da sociedade.

A qualidade da água é um das preocupações da Organização das Nações Unidas (ONU), que declarou o período entre 2005 e 2015 a década internacional Água para Vida. Em 2006, a instituição estimou que 1,6 milhão de pessoas, principalmente crianças menores de cinco anos, morram anualmente por causa de doenças transmitidas pela água. (…)

Fonte: UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br e Agência Brasil – http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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12 de janeiro de 2011.

Enchentes aumentam risco de doenças infecto-contagiosas; saiba como se proteger

As chuvas fortes de verão provocam enchentes e aumentam o risco de contaminação por doenças infecto-contagiosas. Por isso a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo faz um alerta sobre a necessidade de prevenção para evitar problemas de saúde ocasionados pelo contato com a água suja das chuvas, que carregam uma série de bactérias e vírus.

Um dos principais problemas é a leptospirose, doença causada por uma bactéria encontrada na urina do rato e que pode entrar pela pele humana. Se a pessoa tiver contato com a água ou a lama das enchentes precisa ficar atento a sintomas como febre, dor muscular, náuseas e dor-de-cabeça. (…) Outra doença que pode surgir após o período de chuvas é a hepatite A, que pode ser transmitida pela água misturada com esgoto humano. As enchentes também aumentam o risco de diarreia aguda, causada por bactérias, vírus e parasitas, além da febre tifoide, causada pela Salmonella typhi, bactéria encontrada nas fezes de animais.

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

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Brasil lança plano ambicioso para combater a propagação da dengue

Brasília – O Governo brasileiro, por iniciativa da presidente Dilma Rousseff, lançou nesta terça-feira um ambicioso plano para combater a propagação da dengue, do qual participarão 13 ministérios, segundo fontes oficiais.

(…) “A dengue não é só um desafio para o setor da saúde. O combate à dengue está entre as prioridades desta gestão e do governo da presidenta Dilma”, comentou Padilha em entrevista coletiva, na qual deu detalhes da propagação da doença através do chamado “Mapa de risco”. Segundo o mapa, 16 dos 27 estados estão ameaçados com risco “muito alto” e outros cinco apresentam um alerta “alto”. Os estados com o risco mais alto da proliferação da doença são Roraima, Amapá e Goiás, enquanto dos 70 municípios em alerta máximo aparecem duas capitais regionais: Rio Branco e Porto Velho. Em 2010, segundo números oficiais, foram registradas 550 mortes e um milhão de casos, dos quais 15,5 mil tiveram um diagnóstico grave por se tratar da variação conhecida como “dengue hemorrágica”. (…)

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ e EFE – http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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13 de janeiro de 2011

Organização Mundial da Saúde lança plano para conter malária

A OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou ontem um plano para conter uma forma de malária resistente a tratamentos que está se espalhando do Sudeste Asiático para a África, onde milhões de vidas podem estar em risco. O plano deve gastar US$ 175 milhões por ano na contenção da forma resistente do parasita surgida na fronteira entre a Tailândia e o Camboja em 2007, segundo a OMS.
(…) A forma resistente de malária, mais difícil de tratar, já pode ter ido para o Vietnã, mas o perigo maior é que ela chegue à África. “Há uma janela pequena de oportunidade para conter isso antes que se espalhe”, afirmou a OMS em relatório. A malária atinge 243 milhões de pessoas no mundo a cada ano, causando 863 mil mortes, tornando-a uma das causas mais importantes de morte entre as crianças africanas. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/ e Reuters – http://noticias.bol.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/reuters/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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20 de janeiro de 2011

Saiba como se proteger da leptospirose durante as enchentes

Uma das principais preocupações com as enchentes é a leptospirose, alerta o Ministério da Saúde. A doença é causada por uma bactéria presente na urina de ratos, ratazanas e camundongos, presente na água das enchentes, lama e esgoto. Sua transmissão acontece pelo contato da urina com a pele ou mucosas. Assim, é importante conhecer alguns cuidados para prevenir e identificar os sintomas da doença. Leia abaixo alguns cuidados.

  • Evite o contato com a água e a lama das enchentes ou esgoto.
  • Após as águas baixarem, retire a lama e desinfete o local. Deve-se lavar pisos, paredes e bancadas, desinfetando com água sanitária. (…)
  • Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulho e esgoto devem usar botas e luvas de borracha para evitar o contato da pele com a água e lama contaminados (se isto não for possível, usar plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés).
  • Para evitar a presença de roedores, deve-se manter os alimentos guardados em recipientes bem fechados, resistentes e distantes do chão; manter a cozinha limpa e sem restos de alimentos; retirar as sobras de alimento ou ração dos animais domésticos antes de anoitecer; (…)

(…) Os principais sintomas da doença são febre, dor de cabeça, e dores pelo corpo, especialmente na panturrilha. Também são sintomas vômitos, diarreia e tosse. Nos casos mais graves, também podem ocorrer o amarelamento da pele e dos olhos. (…)

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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26 de janeiro de 2011

Poeira e sujeira ameaçam saúde da população de Nova Friburgo (RJ)

Nova Friburgo ainda terá um ano de doenças em decorrência dos temporais e deslizamentos de terra ocorridos no último dia 12 na região serrana do Rio de Janeiro, previu hoje (26) a secretária municipal de Saúde, Jamila Calil. A perspectiva é que a situação se agrave devido ao aumento dos problemas provocados pela grande quantidade de sujeira e poeira que tomam conta do município. “É provável que tenhamos mais casos de doenças respiratórias e de pessoas com ferimentos infeccionados”, acrescentou Antonio Fabiano Chicres da Costa, diretor do único hospital público da cidade, o Raul Sertã. (…)

Fonte: UOL Notícias – http://noticias.uol.com.br e Agência Brasil

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Região serrana do Rio tem pelo menos seis casos de leptospirose

A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio divulgou balanço nesta quarta-feira com seis casos confirmados de leptospirose na região serrana após as chuvas. Um caso é de Teresópolis, de um menino de 12 anos, que já havia sido informado. Os outros cinco são de Nova Friburgo.

(…) Após as enchentes, outras doenças também tem atingido a população da região serrana. Nos abrigos em Nova Friburgo, a prefeitura registrou nove casos de vômito e diarreia em crianças e três casos de catapora. (…)

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/

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Mortes por dengue deverão ser notificadas a secretarias de saúde em 24 horas

A partir de hoje (26), todos os casos graves de dengue e as mortes por causa da doença devem ser notificados às secretarias estaduais e municipais de Saúde em 24 horas. Também devem ser notificados os casos de dengue tipo 4. As secretarias, por sua vez, devem comunicar as ocorrências ao Ministério da Saúde.

A determinação está publicada no Diário Oficial da União. A intenção é fazer com que as ações de prevenção e de combate à doença sejam mais eficazes e cheguem aos municípios com mais rapidez. (…) “Queremos reforçar o papel das autoridades. E vamos criar uma ferramenta eletrônica para facilitar a notificação”, explicou Padilha.

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ e Agência Brasil

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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27 de janeiro de 2011

Para combater dengue, Malásia solta mosquitos de laboratório no ambiente

A Malásia se tornou o primeiro país da Ásia a colocar em prática um experimento de combate à dengue com mosquitos manipulados geneticamente em laboratório. Aproximadamente 6.000 machos de Aedes aegypti foram soltos em uma floresta local, anunciou o governo nesta quarta-feira. Os cientistas esperam que os insetos se acasalem com as fêmeas e gerem crias com período de vida muito menor do que os insetos padrões. Segundo eles, isso reduziria a população de Aedes a curto prazo –somente as fêmeas transmitem a dengue, doença que causou a morte de 134 malasianos em 2010, o mesmo que um aumento de 52% no número de ocorrências no ano anterior.

Esse não é um teste inédito. Em 2010, o mesmo experimento ocorreu nas ilhas Cayman, e o resultado foi que o uso de Aedes modificados realmente resultou na diminuição da dengue. Vários ambientalistas se oposicionaram contra o plano de erradicação da dengue na Malásia, por temerem consequências imprevisíveis com a criação de mosquitos mutantes que também poderiam introduzir novas doenças no ecossistema local. (…) Professor especializado em doenças infecciosas, Duane Gubler, que não esteve envolvido na pesquisa, disse que a liberação de mosquitos modificados pode ser eficaz no combate à dengue se combinada com outros métodos biológicos de controle.

Fonte: Folha.com – http://www.uol.com.br/folha/ e ASSOCIATED PRESS

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Fiocruz vai desenvolver nova vacina contra febre amarela

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vai desenvolver uma nova vacina contra a febre amarela que provoque menos reações ou efeitos colaterais. O projeto usará como base uma planta para a criação do imunizante.

(…) Os primeiros testes clínicos da nova vacina estão previstos para ocorrer em três anos no Brasil e nos Estados Unidos. A Fiocruz vai investir US$ 6 milhões na pesquisa. (…)
A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que 30 mil pessoas morrem vítimas da doença todos os anos e 200 mil não são vacinadas. As informações da Agência Brasil.

Fonte: UOL Ciência e Saúde – http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ e  Agência Estado – http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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10 de fevereiro de 2011

Rio tem 3,5 mil casos suspeitos de dengue em 2011

O Rio de Janeiro já registra este ano mais de 3,5 mil casos suspeitos de dengue, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde. Entre 2 de janeiro e 5 de fevereiro, foram notificados 3.582 casos, sendo 513 na primeira semana deste mês.

Do total de casos notificados no Estado, 1.473 (41,1%) foram classificados como dengue clássica, 155 (4,3%) como dengue com complicação (DCC), 28 (0,8%) como febre hemorrágica por dengue (FHD) e um (0,03%) como síndrome do choque por dengue (SCD). Não há morte confirmada no período, mas seis casos estão sendo investigados. (…)

2010

Entre 3 de janeiro de 2010 e 1º de janeiro de 2011, o Rio registrou 29.922 casos suspeitos de dengue, com 43 mortes. (…)

Fonte: Yahoo! Notícias – www.br.noticias.yahoo.com

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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14 de fevereiro de 2011

Cerca de mil casos de dengue são confirmados no PR

Aproximadamente mil casos de dengue já foram confirmados este ano no Paraná, segundo boletim da Secretaria de Estado da Saúde divulgado hoje. Foram notificados 7.158 casos, dos quais foram confirmados 922 casos (884 autóctones e 38 importados). Os municípios que mais notificaram casos foram Londrina (2.650), Jacarezinho (938) e Foz do Iguaçu (601). (…)

Fonte: Yahoo! Notícias – www.br.noticias.yahoo.com

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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15 de fevereiro de 2011

Balanço preliminar aponta 26 mil casos de dengue no país; 12 mortes são investigadas

do UOL Ciência e Saúde

Do início do ano até o dia 28 de janeiro, o Ministério da Saúde contabilizou 26.034 casos de dengue no país. O balanço é preliminar, já que Estados e municípios ainda não forneceram todos os dados relativos ao primeiro mês do ano. Mais de 100 casos graves e 12 mortes por suspeita da doença estão em investigação. Do total de mortes que está sob análise, 5 ocorreram no Norte (4 no Amazonas e 1 em Roraima), 3 no Nordeste (2 no Ceará e 1 em Pernambuco), 3 no Sudeste (2 no Espírito Santo e 1 em Minas) e 1 no Centro-Oeste (em Mato Grosso). De acordo com o balanço parcial, a Região Norte do país foi a que apresentou número maior de casos no período – foram 10.471 notificações, sendo que só o Estado do Acre apresentou 6.851 casos. Em seguida, estão o Sudeste (7.094), o Centro-Oeste (5.045), o Nordeste (2.240) e o Sul (1.184). (…)

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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16 de fevereiro de 2011

Região serrana do RJ registra 83 casos de leptospirose

Foram confirmados 83 casos de leptospirose nas cidades atingidas pelas chuvas e deslizamentos na região serrana do Rio de Janeiro. De acordo com a subsecretaria de Vigilância em Saúde, foram registrados 69 casos em Nova Friburgo, 8 em Teresópolis, 4 em Petrópolis, um em São José do Vale do Rio Preto e um em Bom Jardim. A subsecretaria informou que seus técnicos continuam com o serviço de busca para detectar pacientes com sintomas da doença.

Fonte: Yahoo Notícias

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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19 de fevereiro de 2011

Manaus tem surto de vírus semelhante ao da dengue

Folha.com

O mayaro, um vírus semelhante ao da dengue e ao do chikungunya, que provoca febre alta e dores fortes nas articulações, saiu do isolamento de áreas ribeirinhas amazônicas e já causou uma epidemia em Manaus. E existe risco real de que ele se espalhe para o país e se adapte ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, já bem adaptado ao ambiente urbano.
Essas são as principais conclusões de uma pesquisa do infectologista Luiz Tadeu Moraes de Figueiredo, coordenador do Centro de Pesquisa em Virologia da USP de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto de Medicina Tropical do Amazonas. O estudo deve ser publicado ainda neste ano, segundo o pesquisador, na ‘Vector Borne and Zoonotic Disease’, uma das principais revistas sobre doenças transmitidas por vetores, da Universidade do Texas (EUA). (…)SAINDO DA SELVA

No Brasil, circulam 210 tipos diferentes de arbovírus, que são aqueles transmitidos por mosquitos e outros artrópodes. O mayaro é o quarto em número de infectados, depois da dengue, da febre amarela e do oropouche (também na região amazônica), de acordo com o Instituto Evandro Chagas, do Pará. Seu primeiro registro foi em 1955, numa epidemia no Pará. Até hoje, foram notificados mil casos, nunca antes em regiões metropolitanas. (…)

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Pesquisa testa vacina contra dengue produzida com feijão

Folha.com

A Uece (Universidade Estadual do Ceará) está desenvolvendo o que pode vir a ser a primeira vacina de origem vegetal contra a dengue. O imunizador, que deverá ser testado em humanos nos próximos meses, já se mostrou eficaz em camundongos, que conseguiram produzir anticorpos contra a doença.
Feijão-fradinho serviu de base para a produção da vacina brasileira; na foto, mosquito Aedes Aegypti, que transmite a dengue
Feijão-fradinho serviu de base para a produção da vacina brasileira; na foto, mosquito Aedes Aegypti, que transmite a dengue

Os cientistas conseguiram o feito com a inserção de genes do vírus na planta. O custo de prevenção pode ser menor que o de tratamento”, avalia a bioquímica responsável pela pesquisa, Isabel Florindo Guedes. (…)  A dengue matou 1.167 pessoas em 2010 na América Latina, onde foram registrados 1,8 milhão de casos, segundo dados da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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21 de fevereiro de 2011

Amazonas registrou só este ano 4.183 casos de dengue

do UOL Notícias

Manaus – No Amazonas, foram confirmados 4.183 casos de dengue desde o dia 1º de janeiro. A atualização dos números foi feita hoje pela secretaria estadual de saúde. O total de notificações (casos confirmados e suspeitos) neste período foi de 10.387 casos. Em Manaus, onde estão concentrados a maioria dos casos, foram notificados 7.107 casos e confirmados 3.966. Até hoje foram confirmadas oito mortes, seis delas em Manaus e duas no interior. Outras cinco estão sendo investigadas.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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22 de fevereiro de 2011

Aquecimento global pode elevar doenças transmitidas pela água

da Folha.com e FRANCE PRESSE

As mudanças climáticas podem aumentar a exposição das pessoas a doenças transmitidas pela água procedente de oceanos, lagos e ecossistemas costeiros, e o impacto já poderá ser sentido em algunos anos, alertaram cientistas americanos reunidos em Washington na AAAS (Associação Americana para o Avanço da Ciência).Vários estudos demonstraram que as mudanças no clima provocadas pelo aquecimento global tornam os ambientes marinhos e de água doce mais suscetíveis à proliferação de algas tóxicas, e permitem que micróbios e bactérias nocivas à saúde se multipliquem, informaram cientistas da Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica). (…)
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Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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01 de março de 2011

Florianópolis ganha aliados no combate à dengue

Prefeitura, Câmara de Vereadores, UFSC, CDL, ACIF, Abrasel e Conselho Estadual de Turismo trabalham em conjunto na divulgação de ações de prevenção à doença.
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A Secretaria da Saúde da capital acaba de ganhar uma ajuda de peso no combate à Dengue. A Câmara de Vereadores, UFSC e entidade como a CDL, ACIF, Abrasel e Conselho Estadual de Turismo, entre outras, se aliam ao órgão municipal na divulgação de ações de prevenção à doença. Uma reunião promovida pela SMS e pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Florianópolis marcou o inicio deste trabalho. “Esta é uma responsabilidade de todos, e a participação de cada uma das entidades aqui presentes será fundamental para que possamos manter nossa cidade livre da Dengue”, destacou o secretário João Candido da Silva.

Já o prefeito da capital, Dário Berger, lembrou que este status só está sendo mantido graças a uma série de ações que vem sendo desenvolvidas ao longo dos anos pela Secretaria da Saúde. Ele fez questão de prestar uma homenagem especial aos Agentes de Combate às Endemias, que diariamente percorrem todo o território do município a procura de focos do mosquito da Dengue.

Dados

Florianópolis conta hoje com cerca de  1400 armadilhas espalhadas por todo território. Semanalmente, cada uma delas é vistoriada por um Agente de Combate às Endemias/Dengue na busca de larvas do mosquito da Dengue. Além disso, em 762 Pontos Estratégicos, como depósito de matérias de construção e garagens de transportadoras interestaduais entre outros, o monitoramento é feito em toda área. Este ano já foram detectados dez focos com larvas do Aedes Aegypti, a maioria na região continental. Em 2010 este número chegou a 24 em Florianópolis e 850 no estado. Sempre que se detecta a presença da larva ou do mosquito adulto é feita uma varredura em todos os domicílios existentes num raio de 300 metros, e assim sucessivamente a cada nova confirmação.

Fonte: Secretaria Municipal de Saude de Florianópolis – http://www.portal.pmf.sc.gov.br/saude/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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01 de abril de 2011

DENGUE – CONTROLE BIOLÓGICO DO MOSQUITO – PREDADORES
ARANHAS DOMÉSTICAS , BEM-TI-VIS e LIBÉLULAS
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É muito importante conscientizar a todos da importância do controle biológico. As aranhas que nos causam tanto asco são grandes aliadas no combate de insetos, bem como os bem-ti-vis e as libélulas. Aqui vale salientar que não é só no combate a dengue, mas também a outras pragas que nos atormentam no dia a dia como moscas, pernilongos, baratas e traças, só para citar alguns.
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ARANHAS DOMÉSTICAS
BEM-TI-VI (Pitangus sulphuratus)

LIBÉLULAS – Importante salientar que as libélulas estão ameaçadas de extinção.
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Caçador e caça

Predadora voraz em seu ambiente, a libélula é capaz de comer 14% de seu peso se alimentando apenas de outros insetos voadores __ abelhas, moscas, besouros, vespas, outras libélulas menores, pernilongos e até o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue __ em um único dia de sua curta existência fora da água. Vivendo apenas de um a dois meses com suas asas, depois de ter passado até cinco anos no ambiente aquático, ela tem pouco tempo para encontrar parceiros e procriar, antes que um predador a encontre primeiro. Recentes pesquisas demonstraram que um pequeno besouro realiza por dia cerca de 150 vôos, conseguindo um índice de sucesso nas caçadas de 43% e comendo 11% do seu peso. Já a libélula, mesmo com pouco tempo de “brevê”, realiza duas vezes mais vôos e tem sucesso em 51% de suas investidas. Enquanto vive na água, a libélula tem de fugir dos sapos, peixes e pássaros. Com asas, ela terá outros inimigos: aranhas, louva-deuses e outros pássaros.

Fonte: Plantar & Cultivar – http://plantarecultivar.blogspot.com; 12 de setembro de 2009

Rui iwersen, editor de GaiaNet

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08 de abril de 2011

Curiosidades Ecológicas de GaiaNet

“Um dos cemitérios do Rio de Janeiro, onde foram enterrados alguns dos alunos do massacre de Realengo, não tem mais vasos de flores que possam armazenar água e ser criadouro do mosquito da dengue”.

Rui Iwersen; Reflexões; 08 de abril de 2011

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21 de abril de 2011

Casos de dengue no Rio passam dos 50 mil, com 39 mortes

Folha.com e DA AGÊNCIA BRASIL

Segundo o relatório da Secretaria de Saúde desta semana sobre os casos de dengue no Rio, de 2 de janeiro a 16 de abril foram notificados 56.882 casos suspeitos da doença.

Além disso, foram confirmadas 39 mortes: três em Nova Iguaçu, três em Duque de Caxias, duas em Magé, uma em Cabo Frio, cinco em São Gonçalo, uma em Maricá, dois em Mesquita,13 no Rio de Janeiro – com o maior número de mortes -, quatro em São João do Meriti, uma em São José do Vale do Rio Preto , uma em Bom Jesus de Itabapoana, uma Itaocara, uma em Itaperuna e uma em Rio das Ostras. Atualmente, há no Rio 18 municípios em estado de epidemia, entre eles, Magé, Cabo Frio, Rio das Ostras e Angra dos Reis.

Rui Iwersen, editor

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22 de abril de 2011

Dia da Terra

Notícias da Terra no Dia da Terra

Mar avança e autoridades decretam situação de emergência no litoral cearense

20/04/2011 | do UOL Notícias

Em Mundaú, litoral oeste, a destruição tem espantado turistas. Localizada na cidade de Trairi (124 quilômetros de Fortaleza), as dunas da praia são um atrativo para visitantes do mundo inteiro. Várias pousadas, casas e algumas das luxuosas casas de veraneio foram completamente ou parcialmente destruídas pelo mar. A luta agora é pela preservação do que sobrou.

“Estamos trabalhando para agilizar a construção de uma barreira, mas o município não tem condições de bancar sozinho a obra”, informa o secretário de Infraestrutura de Trairi, Carlos Holanda. (…) Na outra margem do litoral cearense, a praça de eventos da Praia da Caponga, recém-reformada, foi devastada pela força das ondas. Com o decreto da situação de emergência da cidade de Cascavel, (…) o intuito é realizar a construção de uma barreira de pedras para tentar conter o avanço do mar. Segundo o chefe da Defesa Civil da cidade, Davi Garcês, o temor é que o mar chegue a entrar na cidade. “Nos últimos 20 anos, foi o maior avanço do litoral”, opina Garcês.

Em Icapuí, Litoral Leste do Ceará, a praia da Barrinha é a mais prejudicada. O mar já avançou cerca de 200 metros e 10 casas tiveram de ser demolidas antes que fossem destruídas pelas marés altas. As construções nas faixas de praia do litoral cearense são intensas. O mar já avançou entre 150 e 300 metros, de acordo com o Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), desde a década 1990. (…)

 Rui Iwersen, editor
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29 de abril de 2011

Combate à Dengue une Florianópolis e São José

Outros municípios da região devem se integrar às ações

“O mosquito não respeita fronteiras”, lembra João Candido da Silva
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Apenas com o trabalho conjunto entre a capital catarinense e os municípios vizinhos é que se evitará a entrada da Dengue nesta região. A opinião foi dada pelo secretário de Governo de Florianópolis, Gean Loureiro, durante o evento realizado nesta sexta-feira para debater o tema. O encontro contou com a participação do secretário da Saúde da Capital, João Candido da Silva, da titular da pasta em São José, Daniela de Oliveira e do Diretor da DIVE/SC, Luiz Antônio Silva. Também estavam presentes representantes de entidades empresariais, Comcap, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Marinha do Brasil. Falando em nome do prefeito Dário Berger, o secretário de Governo fez questão de destacar o trabalho que vem sendo exercido pelos Agentes de Combate às Endemias na capital. Para ele, é preciso ficar constantemente alerta para a possibilidade da doença chegar a Florianópolis. “Encontros como este são um instrumento fundamental nesta batalha”, afirmou Gean Loureiro.

Destacando o fato de que não há registros de casos da doença contraídos na região, o secretário da Saúde da capital lembrou que este é um trabalho que não pode ficar restrito apenas a um setor. Para ele o combate ao mosquito transmissor da  Dengue é uma tarefa dos governos, mas acima de tudo de cada cidadão e das entidades de classe. “Temos que mudar nossos hábitos, pensar e agir para o bem do coletivo”, propôs.

Fonte: Secretaria Municipal de Saude de Florianópolis – http://portal.pmf.sc.gov.br/entidades/saude/

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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04 de maio de 2011

Onze meses depois, Alagoas e Pernambuco revivem enchentes; 18 mil estão fora de casa

03/05/2011 – 21h30 | do UOL Notícias

Imagem mostra região alagada na cidade de Água Preta, em Pernambuco. Sobe para 30 o número de cidades atingidas pelas chuvas no Estado
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Onze meses após a maior enchente da história de Alagoas e Pernambuco, cidades dos dois Estados voltaram a viver, nesta terça-feira (3), o drama das cheias. Ao todo 40 cidades foram afetadas e mais de 18 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas. Diversas cidades estão sem energia elétrica e fornecimento de água. Desde a última sexta-feira, três pessoas já morreram: uma em Alagoas e duas em Pernambuco. (…) nove cidades (sete em Pernambuco e duas em Alagoas) que decretaram emergência em 2010 estão na lista das atingidas agora.

Além das cidades alagadas, a principal rodovia que liga os dois Estados, a BR-101, está interditada desde o início da manhã por conta das enchentes. Para piorar, a Polícia Rodoviária Federal informou nesta tarde que a cabeceira de uma ponte cedeu em Xexéu e o tráfego no local está suspenso por tempo indeterminado. O acesso entre os dois Estados está sendo desviado pela AL-101 e BR-104. (…)

Rui Iwersen, editor

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18 de maio de 2011

Satélites traçam rota de mosquitos transmissores de doença

, BOL Notícias; Notícias de Ciência

O monitoramento de animais por satélite é prática corrente durante pesquisas científicas. Agora, o mesmo sistema está sendo usado pela ESA (Agência Espacial Europeia) para identificar um grupo bem menor, pelo menos em tamanho: os insetos transmissores de doenças para humanos. Os dados sobre o habitat e a distribuição de mosquitos como o Aedes aegypti, da dengue, são coletados por satélite, navegadores e comunicação móvel para então chegar a agentes de saúde pública e controladores regionais dos mosquitos.

Avia-GIS
Programa da ESA monitora mosquitos transmissores de doenças; o sistema foi testado em seis países europeus
Programa da ESA monitora mosquitos transmissores de doenças; o sistema foi testado em seis países europeus
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O Vecmap, como é conhecido, já foi testado em 2009 na Holanda, Reino Unido, Bélgica, França, Suíça e Itália. E atualmente passa por melhorias para ampliar sua área de atuação em outros países europeus ainda neste ano.Determinar a presença dos mosquitos, sua quantidade e os riscos de se transmitir o vírus do qual é portador para humanos é um trabalho difícil que está sendo superado pelo consórcio de três companhias que se juntaram ao projeto tocado pela ESA. (…)
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Rui Iwersen, editor
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02 de junho de 2011

“Folha Explica”: Livro alerta sobre mudanças do clima

01/06/2011 – 20h30 | da Folha.com

Divulgação
Jornalista da *Folha* traz dados que comprovam preocupante fenômeno
Jornalista da Folha traz dados que comprovam preocupante fenômeno

“O Aquecimento Global”, escrito pelo jornalista Claudio Angelo, analisa as consequências das ações do homem sobre a natureza, apresenta maneiras de reverter o quadro, trata dos acordos internacionais e das emissões de poluentes. O livro é parte da coleção “Folha Explica”, série composta por mais de 80 volumes breves que abrangem de forma sintética diversas áreas do conhecimento. A finalidade é oferecer condições para que o leitor fique bem informado e possa refletir sobre questões atuais por um preço acessível.

“O Aquecimento Global”
Autor: Claudio Angelo
Editora: Publifolha
Páginas: 136
Quanto: R$15,12 (preço promocional)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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20 de junho de 2011

Reflorestar não resolverá aquecimento global, afirma estudo

FRANCE PRESSE

Apesar de as florestas serem importantes sumidouros de carbono, os projetos de reflorestamento só terão um impacto limitado no aquecimento global. O alerta parte de um estudo publicado na revista científica “Nature Geoscience”, no domingo (19). Os pesquisadores Vivek Arora, da Universidade de Victoria (Canadá), e Alvaro Montenegro, da Universidade de St. Francis Xavier (também no Canadá), desenvolveram cinco modelos de reflorestamento que cobrem de 2011 a 2060.
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Os cientistas examinaram seus efeitos no solo, na água e no ar se a temperatura da superfície terrestre aumentasse 3º C em 2100 com relação aos níveis pré-industriais de 1850. O resultado demonstra que, mesmo se todas as terras cultivadas do mundo forem reflorestadas, isto só bastaria para reduzir o aquecimento global em 0,45º C no período 2081-2100. Isto se explica, em particular, porque se exige décadas para que os bosques sejam suficientemente velhos para captar o CO2 que fica estancado durante séculos na atmosfera. Um reflorestamento de 50% das terras cultivadas só limitaria a elevação da temperatura em 0,25º C. Evidentemente, nenhuma destas projeções é realista, uma vez que as terras cultivadas são essenciais para alimentar a população do planeta, onde viverão 9 bilhões de pessoas em 2050. (…)
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Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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21 de junho de 2011

Extinção da vida marinha pode ser sem precedentes, diz estudo

e BBC BRASIL
Um novo estudo indica que os ecossistemas marinhos enfrentam perigos ainda maiores do que os estimados até agora pelos cientistas e que correm o risco de entrar em uma fase de extinção de espécies sem precedentes na história da humanidade. O levantamento vem de especialistas que integram o Ipso (sigla em inglês de Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos), entidade formada por cientistas e especialistas no assunto.Eles concluíram que fatores como a pesca excessiva, a poluição e as mudanças climáticas estão agindo em conjunto de uma forma que não havia sido antecipada. A pesquisa reuniu diferentes disciplinas, incluindo ambientalistas com especialização em recifes de corais, toxicologistas e cientistas especializados em pesca. “As conclusões são chocantes. Estamos vendo mudanças que estão acontecendo mais rápido do que estávamos esperando e de formas que não esperávamos que fossem acontecer por centenas de anos”, disse o diretor científico do Ipso e professor da Universidade de Oxford, Alex Rogers. (…)
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Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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30 de junho de 2011

Vinte e cinco anos do Programa de Controle da Aids em Florianópolis

Era junho de 1986, vinte e cinco anos atrás. Desde o início da década falava-se, nos meios acadêmicos, na mídia e nas conversas informais, de uma nova doença, determinada por um virus desconhecido, que produzia uma grave e debilitante síndrome, relacionada a uma forte imunodepressão, que produzia sofrimento físico e mental, que levava à morte e para a qual não se tinha tratamento ou vacina.

Desde 1980, como médico e psiquiatra da Secretaria Municipal de Saude de Florianópolis, e desde 1984 coordenando e atuando no Programa de Saúde Mental desta Secretaria, trabalhavamos observando as antigas, as novas e as possiveis enfermidades ou transtornos físicos e mentais da nossa cidade ou de outras regiões do país e do Planeta. Este Programa tinha, desde seu início, como objetivo geral a “organização de uma rede de serviços básicos de saúde mental” e, entre seus objetivos específicos, “promoção da saúde mental da população do município” e “prevenção das doenças e perturbações mentais”. Como médico, como psiquiatra social, e com estes objetivos em mente, em 1984 aprofundei os estudos sobre esta nova doença que aparecia nas grandes cidades do Brasil, especialmente em Santos, São Paulo e Rio de Janeiro – a AIDS. Considerando as perceptiveis e as provaveis repercussões físicas, psíquicas e sociais da nova epidemia, em junho de 1986 organizei, na Prefeitura Municipal de Florianópolis, o Programa de Controle da Aids, hoje, mais abrangente, denominado Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids e ligado à Vigilância Epidemiológica.

Segundo orientação do Ministério da Saude, no final dos anos 1980 organizamos duas comissões oficiais para o combate à epidemia. Sob a direção da Secretaria Estadual da Saúde, criamos a Comissão Estadual de Aids e, sob a direção do Programa de Controle da Aids da Secretaria Municipal de Saude de Florianópolis, organizamos a Comissão Municipal de Aids, ambas envolvendo instituições públicas de saúde e organizações não governamentais (ONG). Em 1992, por ocasião da inauguração da Policlínica Centro, no alto da avenida Rio Branco, através do Programa de Controle da Aids, do Programa de Saude Mental, e com a participação de enfermeiros, de médicos infectologistas e de outros colegas com outras formações e experiências profissionais, alguns municipais, outros estaduais ou federais, a Secretaria Municipal de Saúde organizou, nesta Policlínica, o Ambulatório de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS. Como multiplicador de Aconselhamento em AIDS do Ministério da Saude para Santa Catariana, organizamos o treinamento dos profissionais do Ambulatório para efetuarem a solicitação e a entrega de testes anti HIV. Tambem sob orientação ministerial, após algum tempo organizamos, na região continental do município, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Nos anos seguintes, objetivando a descentralização das ações de controle da AIDS, dentro das ações de educação continuada do então Programa de Saude da Mulher, médicos e enfermeiros da rede municipal receberam treinamento para solicitar testes anti HIV, especialmente às gestantes, prevenindo a transmissão vertical do HIV e a contaminação de seus filhos.

Graças à organização contínua do Sistema Único de Saúde (SUS) e à continuidade da organização do programa de controle da Aids, em Florianòpolis os testes laboratoriais e as medicações antivirais são fornecidos gratuitamente à população pelo SUS. Consultas e exames são prestados gratuitamente nos centros de saude e policlínicas municipais, e as medicações antivirais ou de controle das doenças oportunistas são fornecidas pelas farmácias da Secretaria Municipal de Saude. Nestes 25 anos de existência do Programa de Controle da AIDS em Florianópolis, o papel do sistema público de saúde, dos profissionais de saúde, das organizações não-governamentais, dos voluntários e da imprensa no combate à Aids foi importante, e foi e será um exemplo para o combate a futuras doenças e epidemias humanas, algumas também previsíveis e previníveis.

Rui Iwersen, médico da Secretaria Municipal de Saude de Florianópolis, diretor do Centro de Controle de Zoonoses

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12 de julho de 2011

Mudanças climáticas diminuem absorção de carbono pelos oceanos

do UOL Ciência e Saúde e Agência Fapesp

Os oceanos têm papel fundamental no cenário global de mudanças climáticas. São responsáveis por consumir cerca de um terço de todas as emissões de carbono promovidas pela ação humana, reduzindo o dióxido de carbono atmosférico que está associado ao aquecimento do planeta. Mas por quanto tempo os oceanos continuarão a sequestrar o carbono antrópico nos níveis atuais é uma grande incógnita. Estudos feitos chegaram a resultados conflitantes sobre em que níveis as alterações no clima afetam esse sequestro.

Uma nova pesquisa, cujos resultados foram publicados neste domingo na revista Nature Geoscience, fornece evidências observacionais para concluir que as mudanças climáticas estão afetando negativamente a absorção de carbono pelos oceanos. “A conclusão é que os oceanos estão consumindo menos carbono justamente por causa do aquecimento promovido pelo próprio carbono na atmosfera”, disse Galen McKinley, da Universidade de Wisconsin-Madison, um dos autores do artigo.

O novo estudo difere de anteriores pela extensão de dados tanto em relação ao espaço como ao tempo. Os pesquisadores não se limitaram a determinadas áreas e extrapolaram os resultados para regiões maiores, mas utilizaram dados da maior parte do Atlântico Norte e do período de 1981 a 2009. (…) Nas últimas três décadas, o aumento no dióxido de carbono atmosférico tem sido largamente equilibrado pelo aumento correspondente no dióxido de carbono dissolvido na água do mar. Mas o novo estudo mostra que as temperaturas mais elevadas estão diminuindo a absorção de carbono em uma grande área no Atlântico Norte subtropical. A água mais quente não é capaz de manter tanto dióxido de carbono como a mais fria. Os pesquisadores destacam a importância de se ampliar os dados para utilização em novos estudos e a expansão da análise para outros oceanos.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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14 de julho de 2011

4º aniversário de GaiaNet

Estudo simulará aquecimento amazônico e suas consequências

e BOL Notícias

Para descobrir como animais e plantas vão se virar diante do desafio do aquecimento global, cientistas do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) vão recriar artificialmente o ambiente aquático amazônico num clima mais quente. A ideia é ter cenários baseados em três projeções do IPCC (painel do clima da ONU) para 2100, da mais branda à mais catastrófica.

O projeto, diz seu coordenador, Adalberto Val, diretor do Inpa, é inédito no mundo. “Muitos pesquisadores olham para os animais terrestres quando fazem projeções, mas se esquecem da vida aquática”, afirma o biólogo. No caso da Amazônia, há mais de 3.000 espécies de peixes conhecidas –boa parte delas endêmica (ou seja, só existem naquela região). Val falou sobre o tema durante a 63ª reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), que acontece em Goiânia.

Arte
FORA D’ÁGUA
O impacto do aquecimento sobre a vida aquática começa fora d’água. Com a redução das árvores em volta dos rios (elas podem morrer com o clima mais quente), a radiação solar que atinge o ambiente aquático aumenta. Além disso, os bichos tendem a nadar mais superficialmente para respirar diante da redução de oxigênio nas águas, que têm aumento de carbono e ficam mais ácidas com o aquecimento global. Mais expostos à luz solar, os peixes correm mais risco de sofrer mutações por causa da radiação, e isso pode prejudicar sua saúde.A ideia do Inpa é avaliar todas essas variáveis nos ambientes artificiais.
“Os cenários não corresponderão exatamente à realidade, mas queremos investigar se esses animais conseguirão se adaptar às [novas]condições”, afirma ele. A hipótese dos cientistas é que os truques para sobreviver ao aquecimento estão no DNA dos animais desde o período Jurássico, há cerca de 200 milhões de anos, quando o clima era mais quente. Val também lembrou que, diante de condições climáticas adversas, os peixes tendem a migrar para outros ambientes. Em geral, os que ficam nas condições mais quentes tendem a ser os peixes ósseos. Os cartilaginosos (como as arraias) procuram outras águas, menos tépidas. Isso traz desequilíbrios ambientais, como disputa acirrada por alimentos. Hoje, de acordo com Val, há 20 modelos sobre mudanças climáticas que não consideram a adaptabilidade dos organismos. “Precisamos considerar as características de cada lugar e olhar especificamente para os peixes.”
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Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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15 de julho de 2011

Campanha elimina quase 5 mil focos de dengue no Rio

 UOL Ciência e Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro promoveu ontem a 3ª Mobilização contra a Dengue. Durante a ação foram eliminados 4.746 focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. Foram identificados, ainda, 7.150 possíveis criadouros do mosquito.

A ação contou com a participação de 10.652 pessoas, entre voluntários e profissionais de saúde. O grupo verificou mais de duas mil ruas, num total de cerca de 1,5 mil quilômetros. Além da busca de focos de mosquito da dengue, houve trabalho educativo com a população. As próximas ações de combate à doença na cidade serão feitas também com base nesse levantamento.
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Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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18 de julho de 2011

Com frio e poluição, internações sobem 62% em São Paulo

 e UOL Ciência e Saúde

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São Paulo – A queda da temperatura abaixo de 17°C – o que aconteceu 12 vezes só neste mês até agora em São Paulo – aumenta os efeitos da poluição e provoca um salto de até 62% nas internações por problemas respiratórios na capital paulista. É o que mostra estudo da Universidade de São Paulo (USP) cujo objetivo é criar um índice para prever os impactos à saúde a partir dos registros de temperatura, poluição e também umidade do ar, que ontem chegou a 23%, marca mais baixa do ano.(…) A temperatura e a umidade, em combinação com os gases poluidores, são os fatores preponderantes para problemas de saúde. Conseguimos ponderar a influência de cada variável climática ou de poluente para saber o que está atuando com mais força em determinado momento, explica a meteorologista e autora da pesquisa, Micheline Coelho, pós-doutoranda da Faculdade de Medicina da USP. A pesquisadora já identificou que, a partir dos 17°C, a combinação com a presença dos poluentes no ar torna-se mais perigosa e faz os atendimentos dispararem. As internações por asma, por exemplo, saltam 33% quando a baixa temperatura combina-se com níveis acima de 56 microgramas por metro cúbico de Material Particulado (MP), as partículas inaláveis, como poeira.
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Rui Iwersen, editor
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29 de julho de 2011

Espírito Santo registra mais de 46 mil casos de dengue no ano

 e UOL Ciência e Saúde

O Estado do Espírito Santo registrou 46.440 casos de dengue entre 2 de janeiro e 23 de julho deste ano, segundo boletim divulgado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde. Entre as notificações, 2.782 são suspeitas da forma grave da doença (dengue com complicação e dengue hemorrágica). Até o dia 23, a doença matou 18 pessoas. Outros oito óbitos estão em investigação. As cidades com maior índice de casos são Ponto Belo, Viana e Piúma.

Para prevenir a proliferação do mosquito transmissor da dengue é preciso tirar água dos vasos de plantas, colocar garrafas vazias de cabeça para baixo, tampar tonéis, depósitos de água, caixas d’água, manter os quintais dos imóveis varridos, entre outras ações. (…)

Rui Iwersen, editor

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10 de agosto de 2011

Portugal sofre 16 incêndios florestais após 2 dias de muito calor

 e UOL Notícias

Incêndios florestais voltaram a ser registrados em Portugal após dois dias de muito calor, e segundo os dados oferecidos nesta quarta-feira pela Autoridade Nacional de Defesa Civil, os bombeiros enfrentam 16 focos relevantes, especialmente no norte do país e perto de Lisboa. (…) Durante a manhã, o mais grave ocorreu entre as localidades de Loures e Mafra, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Lisboa, onde se calcula que entre dez e 15 hectares da floresta tenham sido queimados. (…)

Muitos dos incêndios registrados no país foram propositais e a Polícia já deteve na temporada de verão europeu 11 pessoas relacionados a esse tipo de crime.

Rui Iwersen, editor

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11 de agosto de 2011

Ar seco provoca aumento de casos de crises alérgicas em São Paulo

UOL Ciência e Saúde

O aumento da incidência de várias doenças respiratórias por causa do tempo seco tem levado mais pacientes com rinite, faringites e crises alérgicas aos hospitais particulares da cidade de São Paulo. O tempo normal de espera nos prontos-socorros, cerca de 30 minutos, agora pode chegar até a 4 horas. Isso porque as instituições procuradas pela reportagem apontam uma média de aumento de 30% nos seus atendimentos, o que coincide com o número estimado pela Secretaria da Saúde o para todo o Estado de São Paulo. (…)

Rui Iwersen, editor

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12 de agosto de 2011

Sudeste terá duas vezes mais tempestades em 2070 por causa do aquecimento global, diz estudo

10/08/2011 | do UOL Ciência e Saúde e da Agência Fapesp

Nelson Antoine/Agência O Globo

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A cidade de Eldorado, no Vale do Ribeira, sul do Estado de São Paulo, foi completamente alagada por conta das chuvas que atingiram a região nos últimos dias


Análise dos dados dos últimos anos da ocorrência de tempestades nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas feita por pesquisadores do Inpe e MIT indica que nos próximos 60 anos tempestades serão mais frequentes. Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o motivo é o aumento da temperatura superficial das águas do oceano Atlântico no hemisfério Sul em decorrência do aquecimento global.

Se a temperatura do oceano Atlântico continuar subindo na mesma taxa atual e o fenômeno La Niña não sofrer alterações em sua frequência de ocorrência e intensidade com o aquecimento global – o que é esperado a partir dos dados existentes –, o estudo estima que em 2070 o número médio de tempestades no Sudeste será duas vezes maior em relação ao número atual, sendo que nas regiões litorâneas deverá ser três vezes maior.

No período, o Atlântico teve um aquecimento médio da ordem de 0,6 grau, simultaneamente ao aquecimento global do planeta da ordem de 0,8 grau. De acordo com o Elat, esse aumento de temperatura faz parte do aquecimento global e deve se intensificar a cada década, fazendo com que com o aumento de tempestades se acentue e leve a ocorrência mais frequente de catástrofes climáticas associadas a tempestades com altas taxas de precipitação, granizo e raios, vendavais e tornados. (…)

Rui Iwersen, editor

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16 de agosto de 2011

São Paulo decreta estado de atenção pela baixa umidade do ar; no país, dez Estados e o DF estão em alerta

 do UOL Notícias

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Tempo seco forma camada de poluição na zona oeste de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, colocou toda a cidade de São Paulo em estado de atenção devido à baixa umidade do ar, que se encontra em torno de 23% na tarde desta terça-feira (16). “Nos meses em que ocorrem poucas chuvas é comum que a umidade do ar fique reduzida, o que causa um aumento nos níveis de dióxido de enxofre e material particulado, devido às piores condições de dispersão. Isso propicia o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e oculares”, afirma nota oficial.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera estado de atenção quando a taxa de umidade relativa do ar fica abaixo dos 30%. Abaixo dos 20% é considerado estado de alerta e abaixo dos 12%, estado de emergência. Mais cedo, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que dez Estados do país, além do Distrito Federal, estão em estado de alerta pela baixa umidade. A previsão é de que o clima continue assim em todo o país até a próxima sexta-feira, principalmente na região central. Os pontos mais críticos são Tocantins, Goiás, Distrito Federal e oeste e norte de Minas Gerais, onde a umidade relativa do ar deve ficar em torno de 20%. (…)

Rui Iwersen, editor

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29 de agosto de 2011

Mudanças no clima também afetam a saúde mental, alerta estudo

Folha.com e FRANCE PRESSE

Estresse nos adultos, angústia nas crianças: as mudanças climáticas também podem afetar a saúde mental das pessoas, alerta um estudo publicado nesta segunda-feira por um instituto de pesquisas australiano, para o qual este tema ainda é muito pouco estudado. “Os danos causados pelas mudanças climáticas não são só físicos. O passado recente mostra que os eventos climáticos extremos trazem também sérios riscos para a saúde pública, inclusive a saúde mental e o bem-estar das comunidades”, destacou este estudo, realizado pelo Instituto do Clima, uma entidade australiana.Ao comparar fenômenos climáticos, como secas e inundações observados nos últimos anos em algumas regiões da Austrália, o estudo constata que “a comoção e o sofrimento provocados por um evento extremo pode persistir durante anos”. Uma parte significativa das comunidades atingidas por episódios como estes –uma pessoa em cada cinco– vai sofrer os efeitos do estresse, de danos emocionais e desespero, estimou o Instituto do Clima. (…)
Rui Iwersen, editor
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31 de agosto de 2011

Prefeitura do Rio decreta estado de alerta diante do risco de epidemia de dengue em 2012

 UOL Ciência e Saúde e Agência Brasil

Diante do risco da pior epidemia de dengue no verão de 2012, a prefeitura da capital fluminense decretou estado de alerta para a doença na cidade e estabeleceu a entrada compulsória de agentes de saúde em imóveis fechados ou abandonados. As medidas estão entre os principais pontos do Plano de Combate à Dengue para o Verão 2012. Anunciado hoje (31), o decreto que traz as ações passa a valer a partir de amanhã (1º), após a publicação.

O objetivo é eliminar os focos do mosquito transmissor da doença, uma vez que 82% dos criadouros do Aedes aegypti estão em imóveis, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Dados também revelam que, em dois a cada três casos de dengue, foram encontrados ovos do mosquito na casa dos doentes. Em julho, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro promoveu uma Mobilização contra a Dengue quando 4.746 focos do mosquito foram destruídos. (…)

Rui Iwersen, editor

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05 de setembro de 2011

Balanço aponta queda nos casos de malária no Brasil

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Depois de pequena alta nos casos de malária em 2010, houve uma redução de 31% nos registros da doença no primeiro semestre deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado, aponta balanço divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde.
O levantamento diz respeito a nove Estados na região da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Tocantins e Pará), que concentra 99% dos casos de malária do país. De janeiro a junho, foram feitos 115.708 registros da doença na região. Em 2010, foram 330 mil casos no total, uma alta de 8% em comparação com o ano anterior. (…)

Rui Iwersen, editor

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08 de setembro de 2011.

Saúde

Cuidados a serem adotados em áreas alagadas

Estamos reeditando a matéria do final de 2010
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No período em que o volume de chuvas aumenta e o risco de enchentes cresce, várias medidas de cuidados e de prevenção devem ser tomadas. Pensando nisto, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, elaborou no final de 2010 uma série de folders educativos para auxiliar o cidadão no retorno à suas casas depois que as águas baixam e ajudar os profissionais de saúde a darem orientações adequadas à população.

São, ao todo, 12 cartilhas ilustradas, contendo informações básicas que trazem orientações a respeito dos principais riscos decorrentes de uma enchente, como a transmissão de algumas doenças, a manipulação adequada de alimentos e higienização, entre outros pontos. Além disso, abordam os cuidados que se deve ter com os aspectos psicossociais, oferecendo dicas simples de como lidar com os medos e as angústias, sentimentos comuns em quem passou por uma situação de perigo, ou teve perdas patrimoniais ou de familiares.

Veja abaixo a relação de folders e suas descrições:

Prevenção de doenças infecciosas respiratórias (Acesse o folder clicando aqui).
O folder orienta sobre os cuidados com os ambientes de uma casa ou de um abrigo para evitar doenças infecciosas respiratórias. (…)

Tétano acidental
Explica o que é o tétano acidental, como ocorre a contaminação, quais os sintomas da doença e o que fazer quando se acidentar e tiver uma lesão na pele. (…)

Leptospirose: o que é e como prevenir
O folder explica o que é a doença e como as pessoas se contaminam. Recomenda alguns cuidados para evitar a presença dos roedores. Orienta também como fazer a limpeza da casa que foi inundada (…)

Orientações para prevenção de acidentes por animais peçonhentos pós-enchentes

Numa situação de enchente, os animais peçonhentos também buscam abrigo em locais secos. Quando as pessoas têm de sair de suas casas por causa da inundação, esses animais podem buscar abrigo nestes locais. (…)

Cuidados com a higiene pessoal em abrigos 
Orienta quanto à limpeza e higiene dos banheiros, a retirada periódica do lixo, o uso de álcool gel e destaca a importância da lavagem das mãos para prevenir doenças.

Manipulação de alimentos numa cozinha de abrigo
Este folder orienta para os cuidado com os alimentos que tiveram contato com a água da enchente ou permaneceram por um período sem refrigeração; (…)

Como proteger os alimentos na falta de energia elétrica
Os alimentos prontos que ficaram por período prolongado sem refrigeração devem ser descartados. Os alimentos congelados que ficaram sem refrigeração devem ser avaliados (…)

Cuidado com os alimentos para consumo humano em situação de enchente
Durante uma situação de enchente e depois dela é possível que os alimentos não estejam em condições adequadas para serem consumidos, exigindo-se, desta forma, alguns procedimentos básicos para garantir sua qualidade. (…)

Cuidados com água para consumo humano
A ocorrência de um desastre pode interromper o abastecimento da água para consumo humano pela rede pública ou contaminar poços individuais. Esse folder orienta os procedimentos de potabilização da água (…)

Instruções para limpeza e desinfecção da caixa d’água
Esse folder dá orientações passo-a-passo de como fazer a correta limpeza e desinfecção de uma caixa d´água que tenha tido contato com água da enchente.

Recuperação emocional
Alguns sentimentos, como medo, angústia, crises de choro, são reações normais em pessoas atingidas por um desastre. Esse folder é dirigido a todas as pessoas que foram atingidas e dá algumas dicas (…)

Cuidados básicos em situação de enchentes

.Contém um resumo de outros folders, lista as principais doenças decorrentes de uma enchente e orienta o que fazer caso apareça alguns sinais ou sintomas; destaca a importância da lavagem das mãos para a prevenção de doenças; os cuidados com a água e os alimentos; os cuidados pessoais durante a limpeza da casa (…)

Fonte: Secretaria Municipal de Saude de Florianópolis - http://portal.pmf.sc.gov.br/entidades/saude

Rui Iwersen, Diretor do Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis

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Vale do Itajaí (SC) volta a sofrer com fortes chuvas; mais de 30 mil pessoas foram afetadas

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As chuvas em Santa Catarina provocaram a cheia do rio Itajaí-Açu, em Blumenau. O nível do rio pode chegar a 10 metros acima do normal, segundo o Centro de Operação do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu Mais Jadyr Nascimento/Agência RBS

O Vale do Itajaí, uma das regiões mais afetadas pela tragédia climática ocorrida em novembro de 2008 –quando 135 pessoas morreram devido às fortes chuvas–, volta a ser atingido pelos temporais que castigam Santa Catarina desde terça-feira (6).

De acordo com o último boletim da Secretaria da Defesa Civil, mais de 30 mil pessoas foram afetadas em ao menos 28 cidades com registro de algum prejuízo no Estado. De acordo com o relatório, 688 pessoas estão desalojadas (na casa de parentes ou amigos) e 615 desabrigadas (em abrigo público). Não há registro de mortos ou feridos. (…)

Rui Iwersen, editor

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14 de setembro de 2011

Campanha de 24h de Al Gore mostra impactos das mudanças climáticas no mundo

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Às 19h, na Cidade do México (21h em Brasília), começa o evento “24 horas de Realidade”, idealizado por Al Gore, que irá rodar o globo para chamar a atenção para os impactos das mudanças climáticas. E nada de pensar no futuro, os impactos estão acontecendo agora, enquanto você lê este texto.

“São 24 países, cada um em uma zona horária, que terão palestras similares, cada um em sua língua, sobre os efeitos das mudanças climáticas. O Rio de Janeiro será a penúltima cidade, que antecede Nova York, com a palestra de Al Gore”, explica Roberto Vamos, representante no Brasil da ONG The Climate Project. O evento será transmitido ao vivo e terá a participação brasileira às 19h do dia 15 de setembro.

A seca extrema, as tempestades e as grandes enchentes são apontadas pelo ex-vice-presidente dos EUA como uma das graves consequências do aquecimento global. “Hoje em dia a mudança climática não é mais uma previsão: é uma realidade. Mesmo assim, em todo o mundo ainda estamos sujeitos a informações enganosas e campanhas financiadas por poluidores projetadas para desviar a atenção das pessoas sobre os perigos que corremos com a crise climática que está se revelando”. (…)

Rui Iwersen, editor

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16 de setembro de 2011

Camada de gelo no Ártico atinge nível mais baixo do ano

do BOL

A superfície de gelo ártico está em seu nível mais baixo do ano, informou o NSIDC (Centro Nacional de Dados da Neve e Gelo) com base no estudo preliminar de imagens tiradas por satélites. A última medição, no dia 9, mostra que o gelo cobria 4,33 milhões de quilômetros quadrados.É a segunda maior redução de gelo detectada pelo satélite –a primeira data de 2007–, que começou a operar em 1979. Nos últimos 30 anos, a extensão do gelo no oceano Ártico tem declinado em praticamente todos os meses, com uma queda maior durante o verão, cuja origem é creditada pelos cientistas à redução ao aquecimento global.Em outubro, o NSIDC divulgará um relatório completo sobre as possíveis causas do degelo.
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Rui Iwersen, editor
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27 de setembro de 2011

RJ cria metas próprias para reduzir gases do aquecimento

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), assinou decreto estabelecendo metas de redução de emissões de dióxido de carbono no Estado até 2030, nos setores de transportes, saneamento e produção de resíduos, agricultura e produção de energia. A meta geral é de uma redução de 16% das emissões em relação a 2005. O Estado quer elevar em 40%, até 2030, a produção de energia limpa e, para isso, Cabral assinou um segundo decreto, que isenta de ICMS as empresas que produzirem equipamentos para a produção de energia eólica e solar.
“A gente quer montar um poderoso parque eólico aqui”, disse o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc. Ele frisou que o grande volume de investimentos empresariais que o Rio vem recebendo (R$ 18 bilhões em 2010, o maior volume no Brasil) deve estar aliado à preocupação ambiental. “Estamos recebendo empresas aqui com critérios mais rígidos do que a Europa.” O governo citou como i nstrumentos para alcançar as metas o aumento do tratamento de esgoto e o fim dos lixões, no caso do saneamento, e o aumento da rede de metrô e o investimento em asfalto-borracha, no caso dos transportes. “O asfalto-borracha tira pneus do ambiente, o que ajuda até no combate à dengue. E reduz em 40% o custo de uma estrada”, disse Cabral.
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Rui Iwersen, editor
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29 de setembro de 2011

Curitiba registra 12% de umidade relativa do ar e bate recorde histórico

Curitiba registrou nesta quinta-feira (29) o mais baixo índice de umidade relativa do ar de sua história. Diferentes serviços de meteorologia apontaram índices de 12% a 15%. O recomendável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) deve estar sempre acima de 60%.

Meteorologistas do Simepar (Sistema Meteorlógico do Paraná) informaram ao UOL Notícias que o índice captado durante a tarde de hoje chegou a 15%, o que já é considerado um estado crítico para o clima, semelhante ao de um ambiente desértico. No final da tarde, o índice alcançou 27%, ainda considerado crítico. Já o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) registrou índice de 12%, superando o de 17% registrado na cidade no dia 5 deste mês. (…) O hospital [Pequeno Príncipe] informou ao UOL Notícias que o número de atendimentos a crianças que apresentaram crises alérgicas (asma, rinite ou bronquite) foram normais nesta quinta. No entanto, se a baixa umidade do ar persistir pelo segundo dia consecutivo os médicos admitem que pode haver um aumento acima do normal nos atendimentos.

Rui Iwersen, editor

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03 de outubro de 2011

Existência do aquecimento global é questionada em pesquisa

29/09/2011 - UOL Ciência e Saúde e Agência USP de Notícias

Depois de analisar e comparar literaturas sobre o aquecimento global, a geógrafa Daniela de Souza Onça é enfática: “as hipóteses que afirmam a existência do aquecimento global e sua culpabilidade pelos eventos extremos não são teorias científicas solidamente estabelecidas, e sim saídas de modelos matemáticos do clima.” Ou seja, para a pesquisadora, “o aquecimento global não é uma realidade!”

A pesquisa de doutorado “Quando o Sol brilha, eles fogem para a sombra…”: a ideologia do aquecimento global, defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, foi baseada na comparação entre a literatura cética e a aquecimentista, especialmente na leitura do quarto relatório do IPCC, de 2007. Segundo a geógrafa, o fato de seu estudo ter sido baseado na literatura contraria alguns que dizem que uma autêntica pesquisa científica deve produzir dados, ao invés de uma análise teórica. “Não sei de onde foi tirada essa ideia nem qual é seu fundamento”, questiona Daniela. “Meu trabalho é, essencialmente, de discussão crítica da literatura disponível até aquele momento.”

Daniela afirma que não foi encontrada, até hoje, nenhuma prova ou mesmo evidência do aquecimento do planeta provocado pelo homem, mas somente saídas de modelos matemáticos do clima. “Muitas outras ‘provas’ são evocadas, como derretimento de geleiras, enchentes, furacões e secas. Mas tudo isso faz parte da variabilidade natural do sistema climático. (…)

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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18 de outubro de 2011

Mudança climática representa ameaça à Saúde, dizem especialistas

Londres – As mudanças climáticas representam uma ameaça imediata e séria à saúde e à estabilidade global, na medida em que enchentes e secas destroem moradias e a produção de alimentos, além de aumentar as migrações em massa, afirmaram especialistas nesta segunda-feira. Em comunicado emitido durante uma reunião em Londres, eles pediram ações mais duras para reduzir as mudanças climáticas, dentre elas elevar a meta da União Europeia para o corte das emissões dos gases do efeito estufa de 20% para 30%, tendo como base os níveis de 1990.(…) O comunicado destaca como a elevação das temperaturas e a instabilidade do clima vai resultar em eventos climáticos mais frequentes e extremos, o aumento da dispersão de doenças infecciosas, a destruição de hábitats e a falta de água e alimentos. Isso pode dar início a conflitos, crises humanitárias e migrações em massa, diz o documento. (…)
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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20 de outubro de 2011

É pior ainda!

Painel do clima da ONU errou ao prever degelo no Ártico

Folha.com

Um novo estudo de cientistas dos EUA e da França sugere que o IPCC, o painel do clima das Nações Unidas, errou feio em suas previsões sobre o degelo do Ártico. No caso, errou para baixo: o derretimento observado é quatro vezes maior do que apontam os modelos.O grupo de pesquisadores liderados por Pierre Rampal, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), publicou seus dados na edição desta semana do periódigo “Journal of Geophysical Research”. Eles uniram dados de modelagem com observações de satélites, navios e até submarinos para estimar que o mar congelado que recobre o oceano Ártico está afinando a uma taxa de 16% por década. Os modelos que alimentaram o relatório do IPCC, publicado em 2007, estimam essa taxa em 4%.(…) Acontece que, com a água mais quente, as placas de gelo ficam mais finas (a média entre 1980 e 2008 é de 1,65 metro de afinamento no verão) e se rompem mais. Isso consequentemente aumenta a velocidade de “exportação” do gelo e, por consequência, amplia a redução de área da banquisa. (…) … os modelos falham em capturar essa relação entre deformação e velocidade. Aplicando a metodologia usada no novo estudo aos modelos, eles conseguiram resolver quase todas as diferenças entre modelos e observações –o que pode ajudar a estimar com maior precisão o papel do Ártico no clima futuro da Terra.

Rui Iwersen, editor

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21 de outubro de 2011

Vacina contra leishmaniose visceral tem licença definitiva


A vacina contra leishmaniose visceral, desenvolvida pela professora Clarisa Palatnik (docente do Instituto de Microbiologia da UFRJ) em parceria com a Pfeizer, recebeu a licença definitiva pelo Mapa (D.O.U. – Seção I – nº 193, quinta-feira, 6 de outubro de 2011, pág. 30). Nos primeiros anos, a licença é renovada com relatórios de experimentos que o Ministério da Agricultura solicita. Quando todos os requerimentos são cumpridos, a licença passa a ser definitiva. Trata-se, assim, da primeira vacina contra a leishmaniose visceral e a primeira vacina contra a leishmaniose visceral canina licenciada definitivamente no mundo. (…)

A doença

A leishmaniose é transmitida por insetos que picam cães infectados. A doença afeta, anualmente, 500 mil pessoas – 3 mil delas no Brasil – e é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma das seis maiores endemias do planeta.

Fonte: Boletim Olhar Vital - www.olharvital.ufrj.br - edição 273; 20/10/11

 Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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02  de novembro de 2011

ONU defende unir desenvolvimento sustentável e justiça social em relatório

 e UOL Notícias

Copenhague, 2 nov (EFE).- O relatório anual sobre desenvolvimento humano da Organização das Nações Unidas defendeu a necessidade de unir desenvolvimento sustentável e justiça social para frear os riscos ambientais que ameaçam o progresso social.Sobre o Brasil, o relatório destacou a luta contra a pobreza e programas sociais como o “Bolsa Família”, mas advertiu que os riscos ambientais são a principal ameaça para o desenvolvimento humano na região da América Latina e Caribe.
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No relatório apresentado nesta quarta-feira em Copenhague, a ONU alerta que o aumento de fenômenos como a deterioração do solo e o aumento do desmatamento e da desertificação nos últimos anos farão os preços mundiais de alimentos subirem entre 30% e 50% nas próximas décadas.O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) poderia cair 8% até 2050 em um cenário de desafio para o meio ambiente, com os efeitos do aquecimento global sobre a produção agrícola. Em uma situação de “desastre ambiental”, o IDH cairia 15%, segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). (…)
Rui Iwersen; de Lima, Peru
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15 de novembro de 2011

Conferências do Meio Ambiente

Limite de aquecimento está em risco sem ação climática até 2017

09/11/2011 | do UOL Ciência e Saúde

Em Londres

O mundo pode não ser capaz de limitar o aumento da temperatura global a níveis seguros se uma nova ação climática internacional não for tomada até 2017, já que muitas usinas de energia de combustível fóssil e fábricas estão sendo construídas, alertou a Agência Internacional de Energia nesta quarta-feira. Se o mundo limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius — que segundo cientistas é o nível mínimo de segurança antes que efeitos devastadores das mudanças climáticas ocorram — os volumes de emissão de gases não devem ter mais de 450 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono. Com as emissões já chegando a 390 ppm de CO2, está se esgotando o tempo para tomar uma atitude.

A infraestrutura energética existente já está liberando 80% das emissões permitidas sob esse cenário, advertiu a AIE em seu Relatório Mundial de Energia. Quatro quintos do total das emissões de carbono relacionadas à energia permitida até 2035 para limitar o aquecimento já vêm das usinas, prédios e fábricas existentes, apontou a agência. (…) O alerta vem apenas algumas semanas antes de uma reunião de negociadores internacionais na África do Sul para tentar trabalhar em um novo pacto global para combater o aquecimento global. São baixas as expectativas de um acordo juridicamente vinculante este ano. A União Europeia está pressionando por um acordo até 2015, mas alguns outros países foram acusados de atrasar um pacto até 2018 ou 2020.

(…) Melhorias na eficiência energética precisariam responder por metade das reduções adicionais de emissão necessárias, disse a AIE. Em maio, a AIE informou que as emissões globais de CO2 atingiram seu nível mais alto em 2010, impulsionadas principalmente pelas economias dependentes de carvão. Se novas políticas climáticas forem implementadas cautelosamente, as emissões de CO2 acumuladas nos próximos 25 anos equivaleriam a três quartos do total dos últimos 100 anos, disse a AIE. (…)

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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17 de novembro de 2011

Seca, fome, conflitos

Mudança climática ameaça rios Nilo, Limpopo e Volta, na África

14/11/2011 - UOL Ciência e Saúde em Johanesburgo

A mudança climática deve elevar o regime de chuvas em grandes bacias fluviais do mundo, mas os padrões meteorológicos tendem a se tornar mais instáveis, e a época das estações chuvosas pode mudar, ameaçando a agricultura, disseram especialistas nesta segunda-feira. Além do mais, algumas bacias fluviais da África – a do Limpopo, no sul do continente, do Nilo, no norte, e do Volta, no oeste – ficarão propensas a receber nos chuvas do que atualmente, o que afetará a produção de alimentos e provocará tensões internacionais.

A perspectiva é particularmente ruim na bacia do Limpopo, que abrange partes de Botsuana, África do Sul, Zimbábue e Moçambique, numa área habitada por 14 milhões de pessoas. “Em algumas partes do Limpopo, nem mesmo a adoção disseminada de inovações como a irrigação por gotejamento pode ser suficiente para contrabalançar os esforços negativos da mudança climática sobre a disponibilidade hídrica”, disse Simon Cook, do Centro Internacional de Agricultura Tropical. As preocupações para o Alto Nilo Azul, que passa por Etiópia, Sudão e Egito, resultam principalmente da evaporação intensa que deveria advir do aumento previsto de 2C a 5C nas temperaturas médias globais.

Cientistas do Programa Desafio para Água e Comida (PDAC), uma entidade mundial de pesquisas agrícolas, disseram que isso pode causa atritos entre o Egito e a Etiópia. A pesquisa sobre dez grandes bacias fluviais do mundo, incluindo grandes áreas da América do Sul e Ásia, foi divulgada a poucos dias de uma conferência climática global importante a ser realizada em Durban, na África do Sul.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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18 de novembro de 2011

Saúde

Dia do Agente de Combate às Endemias é comemorado nesta sexta-feira

Florianópolis é a única capital do país sem casos autóctones de Dengue

foto/divulgação:

No dia 16 de julho de 2007 a Câmara de Vereadores aprovou e o Prefeito Municipal de Florianópolis sancionou a lei que “institui o dia 18 de novembro como o Dia Municipal do Agente de Combate às Endemias”.

No dia 18 de novembro de 2011, o Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis orgulha-se dos trabalhos executados por seus Agentes de Combate às Endemias, especialmente no controle da Dengue. Graças aos trabalhos de seus Agentes, Florianópolis vem, ao longo dos últimos anos, evitando a infestação do mosquito Aedes aegypti em nosso território e contribuindo, assim, para a manutenção da cidade como a única capital do país sem casos autóctones de dengue.

No Dia do Agente de Combate às Endemias – dia 18 de novembro –, e às vésperas do Dia D Contra a Dengue – dia 19 de novembro – a Diretoria Colegiada do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saude da Prefeitura Municipal de Florianópolis parabeniza seus Agentes de Combate às Endemias, agradece seus esforços pela saude pública e os estimula a manterem suas ações de prevenção da dengue e de outras endemias e de preservação da saude dos moradores e visitantes de nosso município.

No dia 19, Dia D da Dengue, os Agentes de Combate às Endemias do Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis estarão em ação especial de controle da dengue no bairro Monte Cristo.

Dr. Rui Iwersen; Diretor do Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis

Fonte: Site da Secretaria Municipal de Saude de Florianópolis – http://portal.pmf.sc.gov.br/entidades/saude/

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24 de novembro de 2011

Temperatura global pode subir de 3 a 6 graus até fim do século, alerta OCDE

A tendência atual fará com que a temperatura aumente entre 3 e 6 graus centígrados no final do século sobre os níveis pré-industriais, um cenário com graves consequências que ainda pode ser evitado com um custo de ação limitado, segundo anunciou a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quinta-feira. Esta é a principal mensagem de um relatório sobre a mudança climática divulgado pela OCDE às vésperas da conferência de Durban, que começa na próxima semana, no qual pede aos governos que se engajem para conseguir um acordo internacional. “Os custos econômicos e as consequências ambientais da ausência de ação política da mudança climática são significativas”, advertiu o secretário-geral do organismo, Ángel Gurría, durante a apresentação do estudo.

Concretamente, as medidas para modificar sobretudo o panorama energético que se espera para 2050 e reduzir as emissões de efeito estufa em 70% custariam 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB), um número que os autores do relatório relativizaram em entrevista coletiva, ao ressaltarem que significaria que o crescimento da economia mundial nos quatro próximos decênios seria de 3,3% ao ano, em vez de 3,5%, um corte de dois décimos.

O relatório destacou que não alterar as políticas atuais geraria prejuízos ambientais que afetariam muito mais a economia. (…) Para o órgão, um ponto relevante é estabelecer “um preço significativo” das emissões de CO2 para induzir à mudança tecnológica, mas também a fixação de metas de diminuição de emissões “claras, críveis e mais restritivas” com as quais “todos os grandes emissores, setores e países” precisarão se comprometer.

Emissões de gases do efeito estufa devem dobrar até 2050

do UOL Ciência e Saúde e BBC Brasil

As emissões globais de gases que causam o efeito estufa devem aumentar em 50% até 2050, principalmente em razão da maior demanda de energia e do crescimento econômico nos grandes países emergentes. O alerta foi feito nesta quinta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que publicou o relatório Perspectivas do Meio Ambiente no Horizonte 2050.

O documento foi divulgado às vésperas da 17ª Conferência das Partes (COP 17) da ONU sobre as mudanças climáticas, que começa na próxima segunda-feira em Durban, na África do Sul. Segundo a OCDE, a fatia dos países dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) nas emissões globais de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global, passou de 30% nos anos 70 para 40% atualmente. De acordo com o relatório, as emissões de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases que provocam o efeito estufa, deverá crescer 70% até 2050 em razão do aumento do uso de energias.

Rui Iwersen, editor

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25 de novembro de 2011

Prazo está se esgotando para acordo sobre aquecimento global

O tempo está acabando para se chegar a um acordo nas negociações climáticas globais a fim de salvar o agonizante Protocolo de Kyoto e fazer grandes reduções nas emissões de gases do efeito-estufa, os quais, segundo cientistas, estão provocando o aumento das temperaturas, fenômenos climáticos mais fortes e o declínio das safras.

As principais partes envolvidas na discussão estão em desacordo há anos, alertas sobre desastres climáticos estão se tornando mais terríveis e diplomatas se preocupam se a anfitriã África do Sul está a altura do desafio de intermediar as duras discussões entre quase 200 países, entre 28 de novembro e 9 de dezembro, na cidade costeira de Durban. Há alguma esperança de que um acordo possa ser alcançado sobre um fundo para financiar projetos para países em desenvolvimento mais atingidos pela mudança climática, e que economias avançadas responsáveis pela maior parte das emissões globais façam reduções maiores nas negociações conhecidas como a Conferência das Partes, ou COP 17. (…)

Rui Iwersen, editor

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28 de novembro de 2011

Incidência de Aids é maior em municípios do Sul

Municípios do sul do país dominam a lista das 14 cidades com mais de 50 mil habitantes com mais casos de Aids proporcionalmente à sua população. A região sul concentra 14% da população e representou, em 2010, 23% dos casos e a maior taxa de incidência (28,8 casos para 100 mil habitantes), segundo balanço da doença divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde.(…) Padilha alertou para o aumento de casos nos últimos anos entre jovens gays e travestis e mulheres com idades entre 13 e 19 anos. A campanha deste ano contra HIV será focada neste público. Segundo dados do ministério, jovens gays de 18 a 24 anos têm chance 13 vezes maior de estar infectado que jovens em geral na mesma faixa etária. Em termos globais, o Brasil teve redução no número de novos casos de HIV – eram 35.979 em 2009 e foram 34.212 no ano passado. Entre 2009 e 2010, a estimativa de pessoas infectadas pelo HIV ficou estável (0,6%da população) e o número de óbitos caiu.
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MAIOR INCIDÊNCIA DE AIDS
1º) Porto Alegre – Rio Grande do Sul
2º) Alvorada – Rio Grande do Sul
3º) Balneário Camboriú – Santa Catarina
4º) Uruguaiana – Rio Grande do Sul
5º) Sapucaia do Sul – Rio Grande do Sul
6º) Criciúma – Santa Catarina
7º) Biguaçu – Santa Catarina
8º) Pinhais – Paraná
9º) Florianópolis – Santa Catarina
10º) Canoas – Rio Grande do Sul
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Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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01 de dezembro de 2011

Dia Mundial de Luta Contra a AIDS

Profissionais e voluntários da luta contra a AIDS são homenageados

Em Florianópolis, o Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (GAPA) e o Hospital Nereu Ramos homenagearam “trinta pioneiros na luta contra a Aids em Santa Catarina no Auditório da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina”, em solenidade que marcou o ‘Dia Mundial de Luta Contra a Aids’, os ’30 anos de luta contra a doença em Santa Catariana’ e os ’25 anos de fundação do GAPA de Florianópolis’, do qual tive a honra de ter sido um dos fundadores e o presidente em suas duas primeiras gestões.

Os discursos ocorridos durante a solenidade apresentaram uma análise das condições socioambientais e da epidemia nos anos 1980, dos trabalhos de assistência e prevenção nas três últimas décadas e a necessidade de continuidade das ações governamentais e não governamentais a partir dos dados revelados nas últimas pesquisas sobre a epidemia e das condições sociais e ambientais atuais . A solenidade foi encerrada com o comovente relato de uma jovem de 17 anos que cresceu sem seus pais e que teve dos voluntários do Gapa “o apoio, a educação e o carinho que eu precisava para me tornar uma cidadã”.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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08 de dezembro de 2011

Enchentes

Brasil terá risco de enchente 90% maior até 2100, diz estudo

 UOL Ciência e Saúde

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Casa destruída em Teresópolis após deslizamentos no início do ano, em foto de 13 de janeiro

A ocorrência de enchentes em rios do Brasil pode ser quase 90% maior até o fim do século, se nada for feito para combater as mudanças climáticas, de acordo com um estudo divulgado na Conferência das Nações Unidas sobre o Clima em Durban, na África do Sul. (…) Sem ações para a redução de emi ssões, o aumento de temperatura pode ficar entre 3ºC e 5ºC até o fim do século, segundo a pesquisa. Outra pesquisa divulgada no início da semana indica que, mesmo com as reduções já prometidas, o aquecimento global até 2100 pode chegar a 3,5ºC.
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Sinal de alerta

A pesquisa foi encomendada pelo governo britânico e usada como sinal de alerta para que os negociadores de 194 países reunidos em Durban busquem um empenho maior na busca por um acordo de redução de emissões.

“Nós queremos um acordo global e legalmente vinculante para manter (o aumento) das temperaturas abaixo de 2ºC. Se isso for conseguido, este estudo mostra que alguns dos mais significativos impactos das mudanças climáticas poderiam ser evitados significativamente”, afirmou o ministro de Energia e Mudança Climática da Grã-Bretanha, Chris Huhne. (…) Os impactos se devem principalmente a p revisões de mudança nos padrões de chuvas no planeta. Isso pode levar a grandes riscos de fome, principalmente na África e em Bangladesh.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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14 de dezembro de 2011

Dengue

Prefeito diz que situação da dengue no Rio é mais grave do que a anunciada pelo Ministério da Saúde

 UOL Ciência e Saúde e Agência Brasil

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que a situação da capital fluminense em relação à dengue é mais grave do que a anunciada na semana passada pelo Ministério da Saúde. Segundo a pasta, o Rio é um dos municípios em estado de alerta de epidemia da doença.

“Na nossa visão [prefeitura], a situação do Rio é mais crítica do que a colocada pelo ministro da Saúde. Acho que cidade deve ser classificada como cidade de alto risco de epidemia e a população deve estar informada sobre isso”, disse o prefeito. “Um elemento fundamental na questão da dengue é a transparência e a informação, por isso, a partir de hoje, divulgaremos toda a terça-feira um boletim da dengue”, destacou na cerimônia de lançamento do primeiro boletim.

Na semana passada, foram notificados 173 novos casos da doença no Rio. Ao longo de 2011 (janeiro a primeira semana de dezembro), foram 74.232 casos e 51 mortes (registradas antes de 1º de agosto). O maior número de casos está concentrado em Campo Grande, na zona oeste da cidade, onde 14 mil pessoas foram diagnosticadas com dengue.  (…)

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Moradores do Rio que tiverem focos de dengue em casa serão multados

A partir desta quarta-feira os moradores do Rio que se recusarem a receber os agentes da prefeitura, obrigando-os a entrar à força no imóvel, ou mantiverem focos de dengue em casa serão multados. A punições foram definidas por um decreto publicado no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira e vão de R$ 300 a R$ 3 mil, de acordo com a gravidade das infrações.Quem tiver entre um e dois focos de dengue em casa, falta considerada leve, ou se recusar a receber um agente da prefeitura para vistoria, terá que pagar R$ 300. Já quem tiver um macro foco da doença em casa, definido por mais de seis criadouros do mosquito, infração gravíssima, será multado em R$ 3 mil. O morador pode ser dispensado da multa caso se comprometa a participar de palestras informativas sobre a doença e suas formas de prevenção, possibilidade anulada para reincidentes.
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Rui Iwersen, editor
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20 de dezembro de 2011

Número de casos de dengue está relacionado à falta de saneamento adequado

UOL Ciência e Saúde e Agência Brasil

A falta de abastecimento de água e de coleta de lixo está relacionada ao alto número de casos de dengue nas cidades. Dos 48 municípios com risco de surto da doença no verão, 62,5% têm menos da metade das casas com acesso a saneamento adequado. É o que mostra um levantamento feito pela Agência Brasil a partir da lista do Ministério da Saúde de cidades com risco de surto da doença e de dados sobre saneamento básico do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma casa tem saneamento adequado, segundo critérios do IBGE, quando dispõe de rede de água, esgoto ou fossa séptica e coleta de lixo direta ou indireta feita por uma empresa. De acordo com o levantamento, em somente 18 cidades com risco de surto, a maioria das casas encontra-se nessa situação. O restante dos municípios enquadra-se em saneamento semiadequado, quando dispõe de pelo menos um dos serviços, ou inadequado, quando não há nenhum dos serviços em pleno funcionamento. (…)

Rui Iwersen, editor

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21 de dezembro de 2011 

Filipinas tenta evitar epidemias em áreas afetadas pelas enchentes

UOL Notícias

As autoridades sanitárias das Filipinas tentam evitar o surgimento de epidemias nas cidades afetadas e acampamentos do sul do país nos quais se amontoam desabrigados pelas enchentes que causaram mais de mil mortes.

“Existe risco de disenteria, doenças intestinais, tétano e, a longo prazo, cólera. Também estamos atentos à possível aparição da leptospirose devido às más condições higiênicas e a falta de água potável”, disse à Agência Efe Juan Miguel Zubiri, chefe da Cruz Vermelha filipina. (…)
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Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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21 de dezembro de 2011

Desequilíbrio ambiental

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Uma praga de besouros invadiu a cidade de São João do Piauí (a 441 km de Teresina); até as novenas tiveram que ser suspensas na zona rural do municípioMaisJúnior Lopes/Portal Sanjoaense e BOL Fotos

Falta de predadores

Segundo a UESPI (Universidade Estadual do Piauí), a praga de besouros que infestou São João do Piauí ocorre devido a um desequilíbrio ambiental, com a deficiência de predadores naturais na cadeia biológica dos insetos. O laboratório de biologia da UESPI explicou uma das possíveis causas é a poluição das águas do rio Piauí, que acarretou no desaparecimento dos anfíbios, que são sensíveis aos agentes poluentes. Segundo o laboratório, a poluição faz um efeito dominó em toda a cadeia, com a escassez de girinos (filhotes de sapos) e sapos e o aumento de insetos, que estão se reproduzindo sem o controle natural.

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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24 de dezembro de 2011

Falta de ozônio ajuda a manter Antártida fria

 e UOL Notícias

Enquanto o entorno da Antártida segue a tendência de aquecimento observada em quase todo o planeta, o centro continua frio, conforme imagens de satélite da Nasa desde a década de 1970. E o gelo, em vez de derreter, está se expandindo.

Aparentemente, o choque entre a temperatura fria do centro e as médias quentes do entorno é decisivo para gerar ventos e manter a região central gelada. É o que pensam pesquisadores brasileiros, em busca de respostas para fenômenos climáticos na Antártida. Eles afirmam que a diminuição da camada de ozônio sobre o continente ajuda a manter a temperatura fria na região central e sustentam que o frio causado pela ausência do gás contribui para aumentar os ventos ao redor da Antártida e isolar termicamente a região.

Rui Iwersen, editor

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28 de dezembro de 2011

Nível do mar sobe mais rápido no litoral norte de São Paulo

Folha.com

Sobe cada vez mais rápido o nível do mar no litoral norte de São Paulo, aponta a pesquisa coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da USP (Universidade de São Paulo) Paolo Alfredini.
Com base nos registros feitos de 1944 a 2007 pela Companhia Docas do Estado de São Paulo, em Santos, Alfredini constatou uma elevação do mar de 74 centímetros por século. Também foi analisada a documentação de outras instituições em Ubatuba, São Sebastião e Caraguatatuba.
Nas últimas décadas, no entanto, o avanço das águas marítimas foi mais rápido. “Nos últimos 20 anos, analisando esses dados, a gente nota que tem havido uma aceleração. Isso aparentemente está ligado ao fato que as temperaturas têm aumentado mais nesse período”, ressaltou o professor. Com isso, a estimativa de Alfredini é que neste século o nível do mar suba cerca de um metro. Um aumento desse nível significa, segundo Alfredin i, a perda de 100 metros de praia em áreas com declividades suaves. Essa aproximação das águas pode colocar em risco construções à beira-mar. (…)
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Rui Iwersen, editor
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24 de janeiro de 2012

A cada 1.000 imóveis, 23 têm focos do mosquito da dengue na cidade do Rio

Boletim divulgado pela Prefeitura do Rio nesta terça-feira (24) indica que a cada 1.000 imóveis vistoriados pelos agentes de saúde na cidade, há 23 com focos do mosquito transmissor da dengue. O dado refere-se ao Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa) realizado na primeira semana de janeiro. A última taxa registrada na cidade foi de 2,0%, em outubro do ano passado.

(…) Locais como vasos e frascos com água, pratos, garrafas, recipientes de degelo, bebedouros em geral, fontes ornamentais, materiais em depósitos de construção e objetos religiosos são os principais objetos onde são encontrados focos do mosquito, com 26,4% das ocorrências. Em seguida, com 24,9%, aparecem os depósitos fixos, como calhas, tanques, lajes e toldos em desníveis, ralos, piscinas não tratadas e cacos de vidro em muros, entre outros. (…)

Rui Iwerssen, editor

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29 de janeiro de 2012

Especialistas de Brasil e Chile encontram rios em geleira perto do Polo Sul

 e UOL Ciência e Saúde

Uma equipe de cientistas brasileiros e chilenos descobriu rios superficiais gerados pelo aumento da temperatura em uma geleira situada a cerca de mil quilômetros do Polo Sul.

O glaciólogo Ricardo Jaña, do Instituto Antártico Chileno (Inach), disse nesta quinta-feira (26) à Agência Efe que a descoberta foi “algo inesperado”, já que nessa região da Antártida as temperaturas se mantêm quase sempre abaixo de zero.

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Uma equipe de cientistas brasileiros e chilenos descobriu rios superficiais gerados pelo aumento da temperatura em uma geleira situada a cerca de mil quilômetros do Polo Sul. A descoberta foi inesperada, pois na região da Antártida as temperaturas se mantêm quase sempre abaixo de zero Mais Jorge Arigony/EF E

Os riachos de água podem ser visto em um das geleiras que alimentam à geleira União, uma cordilheira de gelo com cúpulas que superam os quatro mil metros de altura.

Jaña disse que os 17 cientistas que participaram da expedição viram primeiro os rios de água corrente e posteriormente a área congelou-se novamente, o que deixou marcas de erosão na camada mais superficial de gelo. O especialista explicou que a aparição dos rios se deve à presença de uma área livre de gelo perto da geleira. “As rochas estão expostas, absorvem o calor e o transferem à neve e ao gelo circundante. O gelo se funde em uma boa proporção e a água forma os riachos”, detalhou. Para Jaña, este fenômeno traz novas dúvidas sobre os efeitos do aquecimento global na Antártida e será um bom ponto de partida para pesquisas futuras. (…)

Rui Iwersen, editor

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30 de janeiro de 2012

Casos de dengue no país diminuem 60% em janeiro

do UOL Ciência e Saúde e Agência Brasil 

O número de casos de dengue este mês diminuiu 60% em relação a janeiro do ano passado, informou o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho. Segundo ele, em janeiro de 2011, foram registrados 40 mil casos em todo o Brasil, enquanto em 2012 foram registrados 16 mil. (…)

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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31 de janeiro de 2012

Rio confirma casos dengue tipo 4 e espera epidemia da doença

Folha.com e AGÊNCIA BRASIL

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio informou nesta terça-feira que foram confirmados na semana passada os seis primeiros casos de dengue do tipo 4 nas zonas norte e oeste da capital fluminense. Na mesma semana, foram notificados 21 casos pela secretaria, totalizando 1.234 este ano.Já a Secretaria Estadual de Saúde informou que foram notificados em todo o Estado 2.711 casos da doença, número que não inclui os casos registrados no município do Rio.De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde da Prefeitura do Rio, Márcio Garcia, nos locais onde foram identificados o vírus tipo 4, as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue foram intensificadas, com a finaliade de evitar a propagação da doença. (…)
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Rui Iwersen, editor
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02 de fevereiro de 2012.

Farmacêuticas querem erradicar dez doenças tropicais até 2020

 UOL Ciência e Saúde

Genebra - Com a expansão dos mercados em desenvolvimento na mira e financiados por Bill Gates, as maiores empresas farmacêuticas do mundo se unem para doar bilhões de doses de remédios e estabelecem com a Organização Mundial da Saúde um prazo de 2020 para erradicar ou pelo menos controlar dez doenças tropicais, como Chagas e Lepra, que perpetuam a miséria. O projeto visa superar décadas de abandono de populações inteiras. 1 bilhão de pessoas são afetadas hoje por essas doenças, todas vivendo nas regiões mais pobres do mundo.
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Com a expansão dos mercados em desenvolvimento na mira e financiados por Bill Gates (foto), as maiores empresas farmacêuticas do mundo se unem para doar bilhões de doses de remédios e estabelecem com a Organização Mundial da Saúde um prazo de 2020 para erradicar ou pelo menos controlar dez doenças tropicais, como Chagas e Lepra, que perpetuam a miséria Mais Suzanne Plunkett/Reuters

O evento que marcou o lançamento da iniciativa, em Londres, ainda contou com a presença do secretário de Vigilância Sanitária, Jarbas Barbosa, do Ministério da Saúde, dando apoio à iniciativa. “A meta de erradicar e controlar essas doenças até 2020 é realizável”, disse.

Tanto a OMS quanto as grandes empresas farmacêuticas foram duramente criticadas nos últimos anos por não dar atenção a doenças que se limitam às populações mais pobres. Para as multinacionais, é mais rentável desenvolver remédios para queda de cabelo ou colesterol que para essas doenças que, diante da miséria das populações, não representam um mercado. Em uma tentativa de reverter essa imagem e tendo em mente os mercados dos países emergentes em expansão, empresas como a GlaxoSmithKlein, Novartis ou Pfizer se uniram para doar 14 bilhões de doses de remédio s até 2020. Em vários casos, não há sequer ainda os remédios necessários para lidar com as doenças. Outra iniciativa, portanto, será a de desenvolver novas tecnologias e instrumentos para o diagnóstico e tratamento das doenças, nesse caso financiado por Gates, pelo Banco Mundial e os governos dos Estados Unidos e Reino Unido. Assim, empresas desenvolverão novas tecnologias, mas já sabendo que terão um comprador e, principalmente, lucros.

Rui Iwersen, editor

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06 de fevereiro de 2012

Aquecimento global, frio local

Carro é coberto por gelo e neve, próximo ao lago de Genebra, na cidade de Versoix, na Suíça. Onda de frio sacode há uma semana o velho continente europeu Fabrice Coffrini/AFP/BOL Fotos

 Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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09 de fevereiro de 2012

Degelo cultural

ONU faz alerta sobre gangues que estão roubando parte de geleiras

06/02/2012 | do UOL Ciência e Saúde  e da Rádio ONU, em Nova York

As Nações Unidas alertaram sobre o perigo de uma nova atividade criminosa que pode piorar os efeitos da mudança climática: o roubo de gelo.

Em comunicado, o escritório da Estratégia Internacional para Redução de Desastre, Unisdr, relatou o caso do roubo de cinco toneladas de gelo da montanha Jorge Montt, no Chile. Segundo agências de notícias, um homem foi preso após a polícia ter encontrado as cinco toneladas no caminhão frigorífico que ele dirigia, na cidade de Cochrane, no sul do país. De acordo com o comunicado, o roubo de gelo para fins comerciais representa mais uma ameaça à geleira milenar situada no Parque Nacional Bernardo O’Higgins, na Patagônia. A área é considerada a terceira maior massa de gelo do mundo após a Antártida e a Groenlândia. (…)

Segundo relatos da mídia local, o gelo estaria sendo roubado para ser servido com uísque a turistas, na região, e em bares de luxo da capital chilena, Santiago. A atração é a qualidade das pedras de gelo que saem diretamente do parque.

A geleira Jorge Montt está derretendo a uma média de um quilômetro por ano, e por isso se tornou um dos maiores símbolos do aquecimento global.

Rui Iwersen, editor

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11 de fevereiro de 2012

Ufa!

Papa destaca importância da fé em Deus para combater doenças

06/02/2012 – | do UOL Ciência e Saúde

Cidade do Vaticano - O papa Bento XVI disse neste domingo que a doença é “um sinal da ação do Mal no mundo e no homem” e enfatizou a necessidade de responder a esse “ataque” com as curas médicas apropriadas, mas também com a fé no amor de Deus.

“As doenças são um sinal da ação do Mal no mundo e no homem, enquanto as curas demonstram que o Reino de Deus está perto”, disse Bento XVI durante a tradicional missa do Angelus diante de milhares de fiéis na Praça de São Pedro, que neste domingo apresentava uma imagem incomum, coberta de neve. O pontífice afirmou que a doença pode ser uma “longa e difícil” prova e que, quando a cura não chega e o sofrimento se estende, a pessoa pode permanecer isolada, o que faz com que a própria existência se “deprima e desumanize”.

Diante deste “ataque do Mal”, Bento XVI disse que é preciso reagir com as “curas apropriadas”, já que a medicina avançou muito nas últimas décadas. Ele ressaltou, no entanto, que “a Palavra de Deus nos ensina que existe um comportamento decisivo e de fundo com o qual enfrentar a doença”, que é o da fé no amor de Deus.

Rui Iwersen, editor

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28 de fevereiro de 2012

Derretimento no Ártico causa invernos com mais neve

Washington - O derretimento do gelo no Ártico pode ser a causa dos invernos com mais neve no Hemisfério Norte nas últimas duas temporadas, informaram na última segunda-feira (27) pesquisadores dos Estados Unidos e Canadá.

O nível de gelo marinho do Ártico alcançou um novo piso histórico em 2007, afirmou o estudo, dirigido pelo Instituto de Tecnologia da Geórgia (sudeste dos Estados Unidos) e publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências desse país.Ao mesmo tempo, nevadas mais fortes que a média cobriram grande parte do norte dos Estados Unidos, do noroeste e do centro da Europa e do norte e do centro da China.

O Hemisfério Norte teve nas duas últimas temporadas – que abarca os invernos de 2009-2010 e 2010-2011 – a segunda e terceira maiores quedas de neve desde que se tem registros.Os pesquisadores acreditam que o desaparecimento do gelo no Ártico gera mais vapor d’água no ar, e interfere nas correntes atmosféricas e nos ventos do oeste, que normalmente teriam varrido a neve para o norte. No entanto, mais ar frio desce a latitudes médias e baixas, “provocando um aumento das forças nevadas na Europa e nas regiões do nordeste e centro-oeste dos Estados Unidos”, disse Jiping Liu, um cientista da Georgia Tech. A pesquisa incluiu cientistas da Academia Chinesa de Ciências e a Universidade de Columbia de Nova York, e recebeu apoio da Nasa e da National Science Foundation (NSF).

Rui Iwersen, editor

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29 de fevereiro de 2012

Dengue tipo 4 é identificada em 61% dos casos no Rio

A dengue tipo 4 já predomina entre os casos testados na capital do Rio, informou ontem a Secretaria Municipal de Saúde. Embora ainda seja baixo o número de amostras coletadas para análise de sorotipo de vírus da dengue – 67 -, o fato de 61,2% dos resultados terem sido positivos para den-4 aponta para uma mudança no perfil da doença.

Desde o início do ano, 6.565 casos foram notificados na cidade – aumento de 46,7% em relação ao boletim anterior, do dia 14. Não houve registro de mortes. “Vamos ampliar as amostras coletadas para testar a sorologia, mas já se pode dizer que no Rio predominam a dengue 4 e 1″, afirmou Márcio Garcia, superintendente de Vigilância em Saúde. O subtipo 1, que circulou pela primeira vez na cidade em 1986, respondeu por 37,3% dos casos. Houve apenas um caso de den-3 e nenhum para o subtipo 2. (…)

Rui Iwersen, editor

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09 de março de 2012

Saúde

Secretário da Saúde visita o Centro de Controle de Zoonoses

foto/divulgação:

O secretário da Saúde da capital, Clécio Espezim, visitou nesta sexta-feira o Centro de Controle de Zoonoses. Esta é a primeira vez que ele vai ao local depois de tomar posse no cargo, em primeiro de março. Na oportunidade ele conversou com técnicos que atuam naquele órgão e ouviu um relato das atividades desenvolvidas no CCZ. “Vocês fazem parte do sucesso que temos obtido nestes últimos anos”, destacou o secretário.

De acordo com o relatório apresentado, Florianópolis continua sendo a única capital do país em que não há registro de casos autóctones (contraídos no próprio território) de Dengue. O número de focos detectados do mosquito transmissor da doença que foi de 17 no período de 1º de janeiro a nove de março de 2011, caiu para apenas quatro no mesmo período de 2012. Ainda segundo o relato, o município conta com 1215 armadilhas de captura do inseto espalhadas por toda cidade, com vistoria semanal. Além disso, em outros 726 locais como cemitérios, depósitos de material de construção, ferro velhos e transportadoras este monitoramento é feito de modo mais detalhado.

Outra atividade importante desenvolvida pelo CCZ é o controle de doenças transmitidas por animais. Entre elas se destacam a Raiva, a Leptospirose e a Leishmaniose. Desde 1983 não há casos e raiva canina em Florianópolis, mas se tem registros de ocorrência da doença em animais de outras espécies nas áreas rurais.Quanto a Leishmaniose, que apresentou um pequeno surto em 2011 no Canto dos Araçás, a situação está controlada graças a ação do CCZ.

Fonte: Site da Secretaria Municipal de Saude de Florianópolis – http://portal.pmf.sc.gov.br/entidades/saude

Rui Iwersen, diretor do Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis, editor de GaiaNet

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03 de abril de 2012

Vírus da dengue pode tornar sangue humano mais atraente para mosquitos, diz estudo

Folha.com e NEW YORK TIMES

Uma pesquisa aponta que o vírus da dengue pode tornar os mosquitos ainda mais sedentos por sangue humano.Cientistas da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos EUA, descobriram que o vírus alteraria a produção de proteínas, codificadas por 147 genes diferentes do mosquito. Algumas dessas mudanças parecem ter tornado as antenas dos mosquitos mais sensíveis a odores, o que ampliaria a eficiência dos insetos em “caçar” humanos, o único hospedeiro mamífero do vírus. Outras alterações nos genes das glândulas salivares também tornariam mais fácil para o vírus entrar na saliva do mosquito e ficar pronto para ser injetado na corrente sanguínea quando o inseto pica uma pessoa. (…).
Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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04 de abril de 2012

Degelo

CO2 pôs fim à Era do Gelo, dizem cientistas em resposta aos céticos

  UOL Ciência e Saúde 

PARIS - O dióxido de carbono (CO2), gás de efeito estufa apontado como o maior responsável pelo aquecimento global, foi o principal fator que pôs fim à última Era do Gelo, afirmam cientistas nesta quarta-feira em um estudo que acaba com um argumento lapidar usado pelos céticos do clima. Entre 10.000 e 20.000 anos atrás, a Terra começou a emergir de 250 mil anos de uma profunda glaciação, quando a cobertura de gelo terrestre começou a recuar e temperaturas mais quentes ajudaram o Homem a se espalhar e conquistar a Terra.

O que provocou o fim desta era, conhecida como Pleistosceno, sempre foi discutido. Até agora, as principais evidências eram testemunhos de gelo coletados na Antártica, cujas bolhas de ar são como uma pequena cápsula do tempo do nosso passado climático. Vestígios de CO2 – o principal gás causador de efeito estufa, que mantém o calor do sol preso próximo à superfície terrestre – indicam que as concentrações de carbono na atmosfera subiram depois que as temperaturas se elevaram e não antes disto.(…) Segundo a pesquisa, o responsável pelo aquecimento climático de fato é o CO2. “As mudanças orbitais foram o gatilho, mas elas não vão muito longe”, explicou o cientista Jeremy Shakun, da Universidade de Harvard. “Nosso estudo demonstra que o CO2 foi um fator muito mais decisivo e realmente impeliu o aq uecimento global na última deglaciação”, acrescentou.

O estudo, publicado na revista científica britânica Nature, foi feito com base em 80 testemunhos de gelo e amostras sedimentares coletadas na Groenlândia, em fundos de lagos e leitos marinhos em cada continente. “Reunir todos estes registros em uma reconstrução das temperaturas globais mostra uma bela correlação com o aumento da concentração de CO2 e o final da Era Glacial”, afirmou Shakun. O aumento das concentrações de dióxido de carbono “atualmente precede a variação da temperatura global, o que seria de se esperar se o CO2 está causando o aquecimento”. (…) Segundo a hipótese destes cientistas, esquentar o sul, por sua vez, alterou o vento e derreteu o gelo marinho, liberando parte da grande quantidade de CO2 que tinha sido absorvida pelo oceano e armazenado em suas profundezas. Hoje, o dióxido de carbono – emitido pela queima de carvão, petróleo e gás – está novamente na berlinda. (…) “Agora, os níveis de CO2 estão aumentando de novo (…) e há sinais claros de que o planeta está começando a responder”, acrescentou.

Rui Iwersen, editor

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06 de abril de 2012

Importante geleira antártica teve derretida 85% de sua massa

Paris - Uma importante geleira na Península Antártica, um dos lugares mais sensíveis às mudanças climáticas, teve 85% de sua massa derretida nos últimos 17 anos, anunciou na última quinta-feira (5) a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). De acordo com um estudo realizado a partir de fotos tiradas pelo satélite europeu Envisat, a geleira denominada Larsen B passou de uma superfície de 11.512 km² em 1995 (quase o tamanho do Catar) a apenas 1.670 km² atualmente. Larsen B é um dos três gigantescos pedaços em que se dividiu a enorme geleira que se estende ao longo da Península Antártica no Mar de Weddell.

Entre 1996 e 2002, vários enormes pedaços de gelo se desprenderam de Larsen B, começando pelo segmento chamado Larsen A, em janeiro de 1995. Em 2002, a metade da superfície de Larsen B se desintegrou depois de um rompimento importante em um bloco de gelo. “Larsen C (o terceiro segmento) por ora segue presa (à Península), mas as observações do satélite mostram uma redução de sua espessura e um aumento da duração das fontes de água no verão”, informou a ESA.

Os enormes icebergs, constituído a partir do fluxo da água das geleiras, formam um grosso tapete flutuante ligado à costa. Segundo os cientistas, esses icebergs são muito sensíveis às mudanças de temperatura e sua espessura se vê afetada desde a parte inferior pela ação de correntes de água mais quente. O norte da Península Antártica teve um aumento de aproximadamente 2,5 graus Celsius em sua temperatura nos últimos 50 anos, um número muitas vezes superior à media mundial. (…)

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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13 de abril de 2012

Um caso de leptospirose é diagnosticado a cada cinco dias em SP

UOL Ciência e Saúde

São Paulo - Em época de enchentes é preciso tomar cuidado com a leptospirose. A doença é perigosa e pode levar a morte caso não seja diagnosticada com antecedência.

Neste ano, com base nos dados de janeiro a março, o hospital estadual Emílio Ribas diagnosticou um caso de leptospirose a cada cinco dias. Com o aumento das chuvas nos últimos dias e a previsão de mais temporais para os próximos, a tendência é que esse número aumente.

A leptospirose é uma doença que ocorre quando as enchentes e transbordamentos de esgotos e rios são mais frequentes. Nestas situações, a urina dos ratos contaminados com a bactéria leptospira, é conduzida pelas águas das inundações, que penetram na pele (mesmo sem nenhum ferimento aparente), causando a doença.

Os principais sintomas da leptospirose são febre, dor de cabeça e dores pelo corpo, especialmente na panturrilha. Também pode ocorrer vômito, diarreia e tosse. Nos casos mais graves, também pode haver amarelamento da pele e dos olhos. Os indícios podem aparecer logo no dia seguinte ao contato com a urina do roedor, ou podem demorar um mês. Ao identificar os sinais deve-se procurar atendimento médico imediato Mais Thinkstock

Segundo o infectologista Jean Gorinchteyn, do Emílio Ribas, os sinais da doença podem aparecer no dia seguinte após o contato com as águas de chuva, ou depois de um mês. O médico aponta que os primeiros sinais costumam ser febre, dores no corpo, na cabeça e especialmente na panturrilha. (…)

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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24 de abril de 2012

Dengue cai no país, mas avança em TO, MT e PE

 Folha.com

Apesar da queda de 58% nos casos de dengue registrados pelo país no primeiro trimestre deste ano em comparação com o ano passado, há Estados que estão enfrentando o avanço da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, Tocantins é o Estado que registra o maior índice de dengue, com 522,1 casos a cada 100 mil habitantes. No ano passado, no mesmo período, eram 202,9.
Mato Grosso é o segundo colocado no ranking, com incidência de 183,8 casos por 100 mil habitantes, contra 84 no mesmo período em 2011. Já Pernambuco vem em seguida, com índice neste ano de 116,3, contra 49,3 no mesmo período do ano passado. (…)
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Dengue tipo 4 já soma 1/6 dos casos no Estado de SP

RIBEIRÃO PRETO - Um em cada seis casos de dengue confirmados no Estado de São Paulo já é do tipo 4, reintroduzido no Brasil em 2010 depois de quase três décadas sem registro no país.

O dado, da Secretaria de Estado da Saúde, indica que o avanço da doença representa maior risco, já que a população não está imune a esse tipo de vírus, disse Ivo Castelo Branco Coelho, consultor em dengue da OMS (Organização Mundial da Saúde). (…)

Fonte: Folha.com – íntegra em Dengue tipo 4 já soma 1/6 dos casos no Estado de SP

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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07 de maio de 2012

Saude ambiental

Imagens do dia 

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Após a morte inexplicável de centenas de golfinhos e pelicanos, o governo do Peru declarou alerta de saúde ao longo da costa norte do país, deixando moradores e turistas assustados. Na foto, corpo de pássaro é registrado na praia de Cerro Azul, em Canete, Lima Mariana Bazo/Reuters/BOL Fotos

Rui Iwersen, editor de GaiaNet

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14 de maio de 2012

Dengue

Mosquito com genes modificados reduz Aedes em Juazeiro

da Folha.com

Vem de Juazeiro, na Bahia, uma boa notícia no combate à dengue. Testes realizados por cientistas com mosquitos transgênicos incapazes de transmitir a doença mostraram resultados promissores. (…) A premissa básica é substituir a população de machos do Aedes aegypti por mosquitos alterados. Eles se reproduzem de forma tão efetiva quanto os selvagens, mas têm uma modificação genética que, transmitida à prole, impede-a de sobreviver. Resultado: todos os descendentes dessas criaturas artificialmente engendradas morrem antes que possam picar seres humanos e transmitir o vírus da dengue.Durante o período de um ano, os cientistas liberaram em Itaberaba, um bairro de Juazeiro, mais de 10 milhões de mosquitos. Depois de soltá-los no ambiente, coletaram amostras de larvas e constataram que entre 85% e 90% delas tinham o DNA modificado. Levando em conta a população residente de A. egypti na região, houve uma redução de 75%, em relação às de ár eas não tratadas. Os mosquitos transgênicos alterados foram originalmente projetados por pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido. Desde então, graças a uma parceria, a Moscamed busca desenvolver a tecnologia para produzir nacionalmente os insetos. “Isso reduz os custos”, disse Aldo Malavasi, presidente da empresa brasileira, ao site “SciDev.net”. (…)
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Rui Iwersen, editor
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17 de maio de 2012

Panamá investe em mosquitos modificados para conter dengue

AP/USDA

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Os mosquitos OGM (organismos geneticamente modificados) introduzidos seriam machos que competiriam com seus congêneres pelas fêmeas, cuja descendência morreria por não conseguir sobreviver à fase de larva na água

No Panamá

Cientistas querem introduzir no Panamá mosquitos geneticamente modificados por uma empresa britânica para combater o inseto transmissor da dengue, informou na última quarta-feira (16) Néstor Sousa, diretor do Instituto Comemorativo Gorgas de Estudos de Saúde, com sede no Panamá.Os mosquitos OGM (organismos geneticamente modificados) introduzidos seriam machos que competiriam com seus congêneres pelas fêmeas, cuja descendência morreria por não conseguir sobreviver à fase de larva na água, a menos que recebam um suplemento nuritivo.

Esta característica corresponde a um gene introduzido em laboratório pela empresa de biotecnologia britânica Oxytec. Este processo tecnológico, ainda em fase de estudo e para o qual foram realizadas experiências no Brasil, Malásia e Ilhas Caiman, têm efeitos adversos teóricos, mas nenhum real, afirmou Sousa durante uma conferência. (…)

Rui Iwersen, editor

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21 de maio de 2012

Metano preso há milênios está escapando com derretimento do Ártico, diz pesquisa

UOL NotíciasUAF/Nature Geoscience/Divulgação

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Emissão do gás é tanto causadora como efeito de mudanças climáticas

Gás metano que estava preso há milênios no interior do Ártico está sendo expelido para a atmosfera por causa do derretimento do gelo polar, segundo cientistas americanos.
Em estudo publicado na revista especializada Nature Geoscience, pesquisadores da Universidade do Alasca em Fairbanks (UAF) disseram ter identificado milhares de áreas árticas onde o metano, que estava preso sob o gelo, está conseguindo escapar à medida que este derrete.
Isso pode ter um impacto significativo nas mudanças climáticas globais, dizem. O metano é segundo gás mais causador do efeito estufa, após o CO2, e seus níveis estão aumentando depois de alguns anos de estabilidade.

(…) Amostras locais mostram que alguns desses pontos estão liberando metano antigo, possivelmente proveniente de depósitos naturais de gás ou de carvão sob os lagos. Outras áreas estão expelindo gás mais recente, possivelmente formado a partir da decomposição de vegetais nos lagos.
Segundo o estudo, esse fenômeno pode acontecer em outras regiões, onde bacias sedimentares estão cobertas por um subsolo congelado (chamado de permafrost), por geleiras ou coberturas de gelo ricas em gás natural. Uma das áreas onde isso pode ocorrer é o oeste da Sibéria.
Se o derretimento ocorrer substancialmente a té 2100, “o resultado será um grande aumento no ciclo de metano, com potenciais implicações para o aquecimento global”. (…)

Rui iwersen, editor de GaiaNet

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24 de maio de 2012

Emissões globais de CO2 atingem recorde em 2011, diz AIE

As emissões globais de dióxido de carbono (CO2) pela queima de combustível fóssil aumentaram 3,2% no ano passado, atingindo um recorde de 31,6 gigatoneladas, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) num balanço preliminar nesta quinta-feira (24). A China foi o principal emissor global, com um aumento de 9,3% em suas emissões, disse a AIE, que tem sede em Paris.

(…) Depois da China, Estados Unidos e União Europeia aparecem como os principais emissores. A Índia ocupa o quarto lugar, com um aumento de 8,7% em suas emissões. (…) Desde 2006, os Estados Unidos apresentaram uma queda de 7,7% nas emissões, a maior entre os países da região. A energia gerada pelo carvão respondeu por 45% das emissões de CO2 em 2011, seguida do petróleo (35%) e do gás natural (20%).

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O aquecimento global é provocado pela emissão de gases como CO2 e metano. A China é a maior poluidora do mundo, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, em indústrias (como na foto em Yutian) Mais AFP/Peter Parks
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Rui Iwersen, editor de GaiaNet
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27 de maio de 2012

Corais estão ameaçados por aquecimento global, diz pesquisa

Folha.com e EFE

Veja vídeo

O aquecimento global é uma grave ameaça para a sobrevivência dos corais, organismos de grande importância para a biodiversidade marinha, segundo uma experiência inédita de pesquisadores brasileiros.
A conclusão é o resultado de testes feitos no Mesocosmo Marinho, um laboratório que a ONG Coral Vivo construiu em uma praia de Arraial d’Ajuda, na Bahia, perto de um grande recife.

Rui Iwersen, editor

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10 de junho de 2012

Saude ambiental na Rio+20

‘Há uma simbiose entre saúde e ambiente’, diz presidente da Fiocruz

do UOL Notícias e AE

Na última rodada de negociação para o documento final da Rio+20, que começa hoje em Nova York, a expectativa de pesquisadores brasileiros é de que o tema saúde e clima sejam incluídos nos debates. Diante da falta de menção ao assunto no Rascunho Zero, preparatório para o documento “O futuro que queremos”, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encaminhou ao governo federal relatório em que aponta a relação entre degradação ambiental e risco à saúde, para ajudar a embasar as discussões.

O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, fala do desapontamento pela omissão do documento oficial. “Há uma relação simbiótica entre saúde e ambiente. E a face mais visível é a deterioração da qualidade de vida e da saúde”. A Fiocruz preparou documento pleiteando que o tema saúde entre nos debates da Rio+20.
“A consequência imediata da redução da biodiversidade é a exposição maior do ser humano ao surgimento de doenças emerg entes, como hantavirose. O aquecimento global leva a agravos diretos, como é o caso das doenças pulmonares associadas à poluição”, disse Gadelha, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. “Áreas de clima temperado, onde antes não circulavam vetores da malária, dengue, passam a ter condições climáticas para a expansão desses mosquitos. Há uma relação simbiótica entre saúde e ambiente”, acrescentou.
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Rui Iwersen, editor
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22 de junho de 2012

Gripe A em São Paulo

Gripe suína causa 1 morte a cada 5 casos registrados

São Paulo – (…) Um a cada cinco paulistas que contraíram o vírus H1N1 (gripe suína ou gripe A) e tiveram seu caso notificado neste ano morreu. Até agora foram 53 casos da doença, com 11 óbitos, segundo a Secretaria Estadual de Saúde – que não divulgou em quais cidades do Estado a doença apareceu. Embora o número de pacientes com a doença esteja dentro do esperado, a porcentagem de mortes nesse grupo, de 20,75%, preocupa os médicos. No País, essa taxa é bem menor: 11,35%.Em 2011, nesta época do ano, o Estado de São Paulo não havia registrado nenhuma morte por gripe suína. O primeiro óbito foi notificado apenas no final de outubro. (…) “O número de mortes em 2012 é representativo e nos deixa preocupados. Há o receio de que, neste ano, exista uma virulência maior”, disse o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Segundo ele, a letalidade em 2012 no Estado é de 5% a 10% superior às expectativas. (…) No País, foram notificados 449 casos, com 51 óbitos, de acordo com levantamento do Ministério da Saúde. O número de casos já é quase o triplo do total registrado no ano passado inteiro, que teve 181 registros, com 27 mortes. Entre os outros Estados que já registraram mortes por H1N1 neste ano estão Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. (…)Especialistas reforçam a importância da vacinação para evitar uma possível epidemia, a exemplo do que ocorreu em 2009, quando a doença surgiu. A infectologista Graziella Hanna Pereira, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, observa que quanto maior a cobertura vacinal, menor o risco de surgirem novos casos. (…)
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Rui Iwersen, editor
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01 de julho de 2012

GaiaNet ano 6

A partir de hoje, as postagens serão feitas no início do artigo.

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4 Comentários

  1. daniel said,

    22 de maio de 2010 às 12:26

    adorei esse documentario ele fala muito do que aconteceu e do que vai acontecer, é bom saber que ha pessoas que se emporta com nosso planeta.

  2. Daniele said,

    4 de maio de 2010 às 15:53

    Gostei muito das informações, porém gostaria de saber se voces tem alguma informação sobre enfermidades provocadas pelo efeito do aquecimento global nos animais de produção. Agradeço a atenção.

    • Janine said,

      6 de maio de 2010 às 14:09

      Cara Daniele

      Não temos conhecimento de pesquisas diretamente relacionadas com doenças que o ocorrem nos animais e aquecimento global provocado pelo homem.
      O que sabemos é que com o aumento da temperatura da Terra, todas as doenças sazonais relacionadas às altas temperaturas poderão incidir sobre todos os seres vivos. Muitas espécies de vírus, bactérias, carrapatos e mosquitos se desenvolvem magnificamente no calor. Nas regiões subtropicais com estações bem definidas (primavera /verão/outono/inverno) poderá haver aumento de períodos de calor durante o ano todo, expondo por maior período os animais aos riscos a doenças relacionadas a maiores temperaturas (que ocorrem mais na primavera e no verão). Também podemos deduzir que, se ocorrer o contrário: devido ao aquecimento global as geleiras dos pólos derreterem e causarem um esfriamento durante um longo período e maior intensidade nas regiões mais próximas, as doenças sazonais de inverno como, por exemplo, as gripes aviárias e suínas – e suas mutações – acometerão por mais tempo e com maior gravidade os animais e os humanos. Com isso haverá aumento de consumo de medicamentos e maior risco na perda da produção, e graves problemas econômicos. A seguir cito alguns exemplos de doenças sazonais:
      Nas aves, a bouba ou varíola aviária diftérica, é uma doença que pode atacá-las em qualquer idade, e ocorre devido à proliferação de mosquitos que disseminam o vírus de local para local, picando e sugando o sangue delas. Pode ocorrer na forma cutânea, cuja mortalidade é baixa e na forma diftérica com maior ocorrênca de mortes.

      As doenças respiratórias, como as gripes aviárias, mais comuns no inverno, têm grande importância na criação de aves, pois estas possuem sacos aéreos que são estruturas específicas da espécie como se fossem extensões dos pulmões e por todo o corpo – esse vasto aparelho respiratório quando agredido compromete toda a ave. Essas doenças também podem acometer seres humanos.

      Nos bovinos produtores de leite também existe um tipo de vírus sazonal de clima quente que causa a mamilite herpética, uma doença que pode ocorrer no úbere da vaca, e que pode inclusive passar para o homem. Existe, por esta razão, um calendário de vacinação para as doenças sazonais viróticas mais importantes.

      Nos bovinos de corte criados confinados, a alta umidade somada à temperatura mais alta pode causar um tipo de dermatite – a dermatofilose – que pode ser transmitida por contato direto ou por vetores, como carrapatos e insetos. Aparecem escaras na pele e são provocadas por bactérias resistentes a desinfetantes, por isso são tratadas com potentes antibióticos.

      Os carrapatos são aracnídeos da mesma família dos ácaros, são originários da África por isso desenvolvem-se muito bem em climas quentes. Podem transmitir várias doenças ao parasitar bovinos, eqüinos, cachorros e humanos. Não existe vacina contra carrapatos e para evitá-los são necessárias medidas de higiene nos locais da criação.

      Obs. É bom lembrar que atualmente, a doença de maior importância econômica no Brasil para os animais de produção é a febre aftosa. Ocorre em bovinos, suínos e ovinos. Ela não tem como principal característica as variações climáticas, mas sim o trânsito de animais, a movimentação de animais de região para região. O calendário de vacinação tem programas de vacina para duas vezes ao ano (uma antes do inverno e outra antes do verão). Já existem 7 tipos de vírus causadores que são eliminados pelas excreções.

      Fontes: EMBRAPA e REVISTA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA

      Janine Mara Alves – Engª Agrônoma – colaboradora de GaiaNet.

  3. Amanda Kellen de Castro Ribeiro said,

    28 de abril de 2010 às 15:40

    Achei muito interessante todas as informações passadas.
    Porém, quero lembrá-los de que o nome do mosquito transmissor da dengue se escreve assim: Aedes aegypti. E não assim: Aedes Aegypti.
    A primeira letra do segundo nome de um parasita é sempre minúscula!

    Abraços!


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